Bad Boy
4 Bad boy- 4
Notas iniciais

Haviam se passado duas semanas desde a chegada do novato, que vez ou outra aparecia na casa dos Jaganshi. Naquela manhã, na escola Sarayashiki, Kurama anotava as coisas que o prof. Mataso escrevia, enquanto Hiei e Yusuke papeavam normalmente. O adulto que estava na sala cerrou os punhos, virou-se e fitou os jovens.
— SILÊNCIO VOCÊS DOIS! — Berrou o homem. — Estou quase arrancando os cabelos por culpa de vocês!
— Como se você tivesse algum. — Comentou o maior dos jovens.
— Já chega! Urameshi, Jaganshi, vão para a coordenação agora!
Os dois deram de ombros, saíram da sala e foram embora. Keiko deu um tapa em sua própria testa, indignada. Yukina fez um sinal negativo com sua cabeça e voltou a anotar as coisas. Enquanto isso, os outros dois jovens continuavam a papear, caminhavam para fora da escola e iam em direção à lanchonete em frente.
O de olhos vermelhos e o de olhos castanhos sentaram-se, pediram uma porção de fritas e falavam sobre tudo: Jogos, garotas, luta, bandas... Agiam normalmente enquanto comiam. Voltando aos outros jovens, Kuwabara conversava com os colegas, dizendo para cabularem a aula de Literatura. As duas garotas reviraram os olhos, já o de cabelos vermelhos, até topou a ideia, seguindo-o.
— E eu achando que ele era bom aluno... — Murmurou a de cabelos castanhos.
— Desculpe Keiko, é que nunca cabulei aula na minha vida, quero ter essa sensação uma vez na vida. — Comentou Kurama, corado.
O ruivo e o de olhos verdes saíram, indo para a lanchonete em frente para se encontrarem com os outros dois. O menor deu espaço para o novato se sentar ao seu lado, o que deixou o maior levemente corado. Enquanto estavam na lanchonete, as jovens resolveram ir para o intervalo, sentaram-se debaixo de uma árvore e foram desfrutar do almoço.
Yukina dava um largo sorriso, sentia-se livre, sem o irmão pegando no pé, sendo flertada por muitos meninos da escola e sem medo algum. A amiga da mesma sorria também, podia notar a felicidade da liberdade da de cabelos verde-água. A menor levantou, iniciou uma pequena corrida e ria como nunca fazia. Queria que aquele dia fosse eterno.
— Está feliz mesmo hein! — Surpreendeu-se Keiko.
— A liberdade é bela... — Comentara Yukina. — Meu irmão podia faltar todos os dias.
A acastanhada riu, avistando Botan chegar até elas, arfando. A mais velha suava um pouco por conta da corrida feita para achar as alunas amigas.
— Viram... O Yusuke...? — Arfava a de olhos rosados.
— B-bem... — Começava a de olhos vermelhos. — Ele e meu irmão cabularam aula...
— YUSUKE URAMESHI SEU INÚTIL!
Voltando aos meninos, o quarteto resolveu então dar uma volta pela cidade, mas prometendo voltar assim que as aulas terminassem para buscarem a Jaganshi. O de olhos castanhos e o de olhos pretos conversavam na frente, enquanto o de cabelos pretos ia atrás, apenas observando a cidade. Recebeu um leve cutucão do de cabelos vermelhos.
— Tó, e vê se dá um sorriso Hiei! — Disse Kurama, lhe entregando uma rosa.
— Eu não sou de sorrir Youko. — Respondeu o menor.
— Ah para com isso, pode me chamar de Kurama! E outra, eu já te vi sorrir... — A última parte ele disse praticamente num sussurro.
O de cabelos pretos revirou os olhos, indo na frente com os amigos. Ele fitou a rosa e guardou no bolso, não sabia ao certo o porquê, mas tinha sentido algo, como um arrepio quente e uma felicidade. O que teria sido aquilo?
O caminho foi tranquilo, entretanto, pararam para descansar em um beco e ficaram falando de muitos assuntos, até chegar em algo um tanto quanto delicado, de quem cada um gostava. O ruivo olhava em volta para não fitá-los, o de olhos verdes apenas torcia o nariz e ficava cada vez mais ruborizado, o de cabelos pretos maior mordia o lábio inferior e o de olhos vermelhos dava de ombros.
— Você primeiro Kuwabara. — Comentou o menor.
— E-e-e-e-eu?! — Indagou o maior. — N-n-não tenho nada a dizer! Vai você Yusuke, e vê se você assume que ama a Yukimura!
— OI?! Aquela chata de galocha? Mas é claro que...
— Sim! — Disseram todos em uníssono, caçoando do Urameshi.
— Tá... Eu gosto dela, pronto! Agora você Hiei!
— Ninguém. — O tom dele fora seco. — E você Youko?
— Bem... Nenhuma menina me atraiu. — Ele disse, corando mais.
Os três veteranos se entreolharam, não engoliram muito bem aquelas história. O Sol estava à pino, resolveram voltar antes que algo acontecesse. Mal sabiam eles que quem os esperava era a Urameshi mais velha, com um pedaço antigo de madeira em mãos, pronta para bater em certas pessoas.
Foi só colocarem os pés na escola que o pedaço de madeira acertou o rosto dos quatro, que por consequência acabaram indo parar no chão. Keiko e Yukina estavam atrás de Botan, gargalharam alto com a cena recém vista por elas. Os rapazes massageavam suas bochechas inchadas e encaravam a professora de biologia com medo.
— VOCÊS TEM O QUE NA CABEÇA SEUS IDIOTAS! CABULAR AULA É GRAVÍSSIMO!
— Ah Botan, qualé, como ficou sabendo? — Questionou o maior.
— Eu tive umas ajudas. — Ela disse. — Vamos embora!
Todos reviraram os olhos e saíram. Os Jaganshi caminhavam rapidamente até seu apartamento, onde iriam mais uma vez passar a tarde. A menina pego o computador, na intenção de assistir alguns animes, enquanto o irmão foi jogar Mortal Kombat II no fliperama ao lado. Ela queria descer, mas não podia, era proibida. Ou podia?
O rapaz desceu as escadas do prédio, encontrou dois alunos da escola Hotorome e outros dois que matavam aulas.Ninguém sabia onde estudavam. Eles encararam o menor com um olhar maldoso, sabiam o quão raro era vê-lo ali no fliperama. O de cabelos pretos pegou quatro fichas e foi jogar com os rapazes.
— Então Hiei, quem primeiro? — Perguntou Nakamoto, um dos alunos de Hotorome. Ele era o triplo do tamanho do bad boy, tinha cabelos desgrenhados, azuis escuros e olhos amarelos. — Se você vencer, te dou 9 conto!
— Você. Vamos.
O menor foi com Scorpion, enquanto o maior fora com Kitana. O jogo não tardou a acabar, com a vitória do de cabelos pretos. Os outros três estavam surpresos, quiseram lutar contra o de olhos vermelhos também. Fora má ideia, perderam todas as lutas para ele. O menor deu de ombros Acabou ganhando 36 Ienes e subiu feliz. Ao abrir a porta, chamou pela irmã. Sem nenhuma resposta. Ela já não estava mais no apartamento.
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