Bad Boy
13 Love Love
Notas iniciais
O começo ficou bem filosófico kkkkk pq será que ficou assim? O.O nem eu sei... Talvez ele não tenha ficado bem escrito, nem sei se revisei direito, então qualquer erro grave me avisem aí :3
Primeiro agradecendo a Kanda Yuki e a Catita que me pressionaram aí U-U hehe sério, elas me moveram pra terminar o capítulo novo. Obrigaaaada!!!
Depois...incrivelmente...eu recebi mais 3 recomendações *-* sério, gente, vcs vão me matar desse jeito!!! X-X
hahaha então agradecendo as três pessoas que recomendaram : a Carol M, Misaki Plush Plush e Sakura Hime!!!! *-* sério, vcs são pessoas fabulosas kkkk não, sério vcs são demais :3
Enfim, capítulo com lemon, só avisando...eu não sou mto boa com lemon então ignorem td que tiver ruim U-U mentira, o que tiver ruim me digam e me ajudem a melhorar, tá?
Boa leituraaaa :3
"O tempo é relativo.
A flor da cerejeira, por exemplo dura apenas Uma Semana.
Se durasse Mil anos ainda seria efêmera.
Flor tão bela como ela merecia durar eternamente!
E o que é Eterno? se não o que dura com tamanha intensidade.”
Allen não queria. Muito menos Kanda. Mas dado algum tempo, os lábios se separaram. Mas era como se conseguissem manter uma conexão entre eles.
Sempre ligados, nunca sozinhos. Como se o calor daquele abraço pudesse chegar até o parceiro, onde quer que ele estivesse.Era o destino que estavam travando ao se olharem daquele, se entrelaçarem daquele jeito, se beijarem daquele jeito. Assim, esperavam, assim pressentiam.
Quando selaram o acordo com o beijo. Instigados pela brisa soprando efêmeras flores de cerejeira em suas costas. Uma paisagem digna de romance.
Kanda encarou os olhos prateados, refletindo as cores rosadas das pétalas que jorravam dos galhos. O que dizer? Por onde começar?
Como falar se parecia hipnotizado pelas orbes do garoto?
Estavam chorosas. Brilhavam de tão molhadas. Não demorou muito para que uma lágrima solitária escorregasse pelo rosto dele.
-Por que está chorando?
-Eu não sei...- Allen riu, mas quando seus olhos apertaram uma risada, seu rosto molhou ainda mais.
O moreno limpou a bochecha do albino com a sua. Um carinho necessário. E puxou o corpo frágil para seu próprio corpo. Como gostava de envolver os braços naquela criatura. Um egoísmo, para se sentir um escudo daquilo que o preocupava.
-Kanda...- Allen sussurrou no ouvido do japonês- eu sei que você disse que não pertence a lugar nenhum....
O moreno esfregou os dedos nas costas do garoto, estava tremendo.
-Mas- Allen continuou- seria muito egoísmo, muito precipitado...
O albino fungou no pescoço do moreno.
-...se eu dissesse que- o albino afundou os dedos nas costas da blusa de Kanda- você me pertence?
O moreno se afastou do corpo. Queria olhar aqueles olhos, ter certeza da verdade, do que ele falava e propusera. Estava surpreso, assustado. Era algo para o qual nunca estivera preparado.
Sorriu ocultamente. Não gostaria que o garoto visse o quanto podia mexer em sua pessoa.
O rapaz abaixou seu braço, agarrou a mão que segurava em sua blusa. A pele branca, claríssima. Allen teria o título perfeito de Branca de Neve. Levou os dedos finos e delicados aos seus lábios e os beijou. Beijou as costas de sua mão.
-Se é você quem diz, moyashi- disse- eu não me importo. Desde que você garanta que seja recíproco.
O albino derramou mais uma lágrima. A última do momento. Quando acenou afirmativamente com sua cabeça.
E ,como queriam fazer desde minutos atrás quando os lábios se distanciaram, selaram o compromisso com mais um beijo.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
-Manaaaaa!! Que coisa é essa de dormir na casa do tio Neah??
Allen cruzou os braços, estava dirigindo suas palavras ao pai, sentado logo a sua frente no sofá tão espaçoso e macio que a família de Kanda tinha em sua sala. O garoto estava desacreditado sobre o modo como seu responsável agia, tão calmamente como se fosse ele o filho da família, que levava uma simples bronca da repreensiva mãe. Mesmo que fosse ele, na verdade, o pai.
-Faz tempo que não passo para vê-lo- Mana respondeu ao olhar repreensivo do filho- ele me convidou ontem à noite e não resisti.
Allen bufou, ao som das risadas calmas de Mana. Já estava acostumado com esse tipo de atitude vindo do pai, mas nunca deixava escapar uma oportunidade de jogar algum tipo de sermão para cima dele.
-Mas por que eu não posso ir junto?
Mana olhou de esguelha para o rapaz moreno sentado no sofá à sua frente. Ele olhava distraidamente para a empregada esfregando o corrimão, obviamente sem querer prestar atenção na conversa dos dois. Por educação ou desinteresse, não importava.
-Hm...- o pai pensou- achei que fosse melhor você não ir... Coisa de irmãos, sabe?
-Mesmo que eu diga que não sei isso não faria diferença alguma...
-Ohohohoho Tem razão.
Mana agarrou a bolsa ao seu lado e a estendeu ao filho. Allen já sabia que se tratava de roupas e objetos para seu pernoite na mansão. Agarrou a alça da bolsa e liberou as mãos de seu pai do peso.
-Bem...- Mana bateu as mãos nas pernas antes de se levantar, o barulho estalado acordou Kanda para os dois ao seu lado- eu já vou indo. Vejo você amanhã, filho. Seja um bom menino e aja bem. Sem fazer muita bagunça, hein.
-Pai, eu não tenho cinco anos...
-Eu sei- Mana acariciou os cabelos do filho- tchau, Allen.
O homem beijou o topo da cabeça de Allen, como sempre fazia antes de sair. Deu uma última esfregada de despedida e logo o mordomo o acompanhava até a porta, para que pudesse seguir seu caminho até a casa do irmão.
O albino se jogou no sofá ao lado do moreno, que observava o corpo do pequeno se confortar entre as almofadas. Allen suspirou completamente imerso nas ações de seu pai. Levou sua própria mão a esfregar sua testa, pois tinha horas em que não entendia as ações do maior.
-O que foi?- Kanda esticou seu braço o máximo possível para poder trazer o corpo do pequeno para deitar em seu peito-é tão ruim assim ficar comigo mais um tempo? Como você é mau...
-N-Não!!-Allen agarrou os dedos do moreno que percorriam o caminho de seu braço- de jeito nenhum...é só que, um pai é um tanto inconsequente às vezes, sabe? Acho que não seria bom dar toda a liberdade a ele desse jeito...
-Vocês parecem tão próximos...
-Hm? Nós somos, não? Afinal, somos pai e filho.
-Pai e filho...
Allen sentiu os dedos do moreno apertarem seu braço. Kanda estava inquieto, mesmo que estivesse sem dizer nada era como se uma aura tumultuada sobrevoasse sua cabeça. Teria Allen dado uma alfinetada sem intenção?
-Algo errado, Kanda?
-Não...
Agora que o albino pensava, Kanda morava com o tio. E não com o pai ou a mãe. Será que por algum motivo eles não estariam mais...nesse mundo?
Gostaria de saber mais sobre ele, sobre a vida, o passado do moreno. Mas, por outro lado, não queria machucá-lo ao lembrá-lo de coisas que já o feriram. Porque sabia o quanto doía trazer a tona alguns fantasmas do passado. Fantasmas não. Ele chamaria de dementadores, a sugar parte da felicidade que conquistam com o tempo passado. Claro que é uma interpretação um tanto exagerada em alguns casos, mas quantas pessoas não perderam suas vidas pelas próprias mãos quando se veem enfrentando algo difícil?
Quando as cicatrizes que pareciam fechadas voltam a abrir...ninguém garante que elas vão voltar a fechar tão fácil.
Se forem voltar a se fechar.
-Kanda- Allen segurou o rosto do moreno entre as palmas de sua mãos- porque você disse que o jardim era seu...refúgio?
O albino viu os olhos de Kanda rolarem de seu rosto para baixo. Estava visivelmente desconfortável naquela conversa.
Não sabia se era normal crianças terem refúgios. Mas quando tinham, era porque havia um motivo. E para ele, aquele jardim, tão escondido e secreto, não parecia ser parecido com uma simples “casa da árvore”, um esconderijo de menino.
Parecia ser um modo de isolamento.
Allen puxou, com a força de seu olhar, as orbes negras para se fixarem em seu rosto novamente. E, pela primeira vez, não conseguia. Tentava. Tentava. Forçou mais a vista.
Mas não conseguia ler o segredo do silêncio, que deveria estar estampado naquelas íris brilhantes e escuras.
Kanda abriu uma pequena fresta entres os lábios, hesitante. Não era como se não achasse o garoto confiável. Não é como se não quisesse depositar nele todos seus segredos e problemas mais profundos. Implorar “cure-me”.
Tinha medo.
Medo do que acontecia. Do que aconteceu.
Uma caixa de pandora. Todo mundo tem a sua.
Não iria abrir. Não ainda.
Fechou a fresta entre os lábios. Tocou os lados do rosto do pequeno com os dedos que ansiavam tanto pelo toque. Macio, reconfortante como precisava no momento.
Deu um meio sorriso, como uma resposta torta, para o garoto, que fechava seus olhos ao se deliciar ao toque do moreno. Allen sentiu as cócegas do contato de sua bochecha com os dedos frios de Kanda. Eles desceram até o pescoço, tão devagar, tão gostoso. Acariciando cada pedaço daquela pele, fazia Allen arrepiar.
E o toque se esvaiu.
Quando o albino abriu os olhos, estava sozinho naquele sofá. Tocou seu pescoço. Era como sentir o resto do calor que Kanda deixava em sua pele.
OoOoOoOoOoOoOoOoO
A água quente escorria de sua cabeça até seus pés. Deixando o rastro molhado e caloroso que relaxava seu corpo. Fechou os olhos, para sentir a quentura se espalhar pelo rosto. Nada como um bom banho no fim de um dia.
Podia ver a luz do dia se esvaindo pela pequena janela pequena e alta acima de sua cabeça. A noite estava para chegar ainda, mas a luz alaranjada do pôr-do-Sol refletia nas paredes brilhantes do banheiro. E que grande banheiro.
Poderia ser um quarto, se não estivesse ocupado por uma privada, pia, banheira e armários de produtos de higiene e medicamentos. Havia até mesmo estátuas pequenas de figuras humanas posando em cima de algumas prateleiras, o espelho iluminado por uma lâmpada embutida perto dele, logo acima de uma pia que mais parecia um pote grande e de cor forte, a torneira que mais parecia uma fonte, paredes intercalando cores escuras e azulejos brancos. Tudo limpo, arrumado e parecia tão caro que Allen tinha medo até mesmo de encostar em algo que não devia. Realmente, Kanda vivia em outro mundo.
Seria por isso que em sua tentativa (frustrada) de saber mais sobre ele, Kanda teria rejeitado sua curiosidade?
Mas é algo normal, não? Querer saber mais sobre o amado. Totalmente normal. Certo?
Ou não? Estaria sendo intrometido demais ao fazer perguntas? Nem fazia 12h que estavam juntos! Se é que estavam juntos....afinal, foi só um beijo.
Não foi algo trivial. Pelo menos não para ele.
Quando Kanda saiu daquele sofá e o largou ali, sozinho, confuso, Allen intercalou sentimentos de raiva e frustração. Isso era o que ganhava em tentar se aproximar?
Allen levantou do meio daquelas almofadas. Contornou a sala até a porta. Andou pelos cômodos, chutando, em sua cabeça, lugares em que achava provável encontrar Kanda.
O problema foi encontrá-lo encarando sem objetivo um espelho perto da porta de entrada. Estranhou. Chamou seu nome, calmamente, como se ele fosse um gato que não queria assustar. Chamou mais uma vez. Um gato daqueles que Allen não queria que fosse embora, que não queria que se assustasse consigo, mas sim que o deixasse distribuir carinhos nele. Como um gato de rua que você encontra.
Resolveu se aproximar. O moreno estava tão concentrado em seja lá o que estivesse fazendo que nem ao menos percebeu que o garoto se aproximava atrás de si. Isso por que ele estava olhando em um espelho, ainda por cima.
Tinha um problema. Allen percebeu quando se aproximou dele a ponto de ver seu rosto refletido.
O gato já estava assustado.
-MOYASHI!!!!
Kanda gritou do lado de fora do banheiro. Allen, imerso em seus pensamentos, pulou em seu lugar.
-O que foi???-o albino gritou.
-Que demora para responder... Te chamei trezentas vezes, retardado!!
-Desculpa, não ouvi.
-Que seja, só para avisar que depois do banho você precisa descer para jantar.
-Ah, tudo bem. Obrigado, já termino e desço.
Allen ouviu os passos de Kanda se afastarem da porta.
Ainda bem que Kanda interrompeu seus pensamentos. Nunca se sabe até onde podem chegar.
Agarrou um dos xampus da prateleira. Terminaria logo o banho para poder descer e comer, pois estava com muita fome como sempre.
Apertou o pote e deixou o aspecto pegajoso e frio do creme cair pela sua mão. Sentiu instantaneamente o cheiro bom que ele tinha. Um cheiro que lhe lembrava...ah, sim.
O cheiro de Kanda.
O cheiro tão bom que impregnava-se no ar a sua volta quando ele estava por perto.
Sorriu quando ensaboava seus cabelos. A espuma emanava o perfume que teria sobre si pelo menos essa noite.
Terminou o banho tentando desconcentrar seus pensamentos. Focando apenas na higiene necessária para poder ir confortavelmente jantar com o pessoal.
Desligou o chuveiro em um rangido leve da torneira. Sentiu o frio da brisa bater no corpo molhado, agarrou a toalha esticada do lado de fora do box transparente. Secou o cabelo, o corpo e a amarrou na cintura.
Passou pelo espelho agora embaçado quando se dirigia a sair pela porta. Parou, quando viu o aspecto de seu reflexo semi nu refletido no fosco das pequenas gotículas. Não pôde evitar de pensar.
Naquela hora. Quando encontrou Kanda a encarar tão atentamente o espelho a sua frente. Os olhos amedrontados, que tremiam, e pareciam afundar em seu próprio rosto. Trazia-lhe más sensações. Más lembranças.
Como... um deja vu.
E não era a primeira vez que sentia isso.
Vasculhou seus pensamentos a procura de algo que se assemelhasse. Mas tudo que lhe vinha não fazia sentido. Não fazia o menor sentido.
Só o conhecera agora. Nunca havia estudado ou conversado com ele antes.
Ah, sim. Talvez não fosse ele. Talvez aquilo lhe lembrasse de alguém. Algo amedrontado, como via.
Voltou a si mesmo apenas quando seus olhos começaram a arder, encarando, sem nem ao menos piscar, o fosco do espelho se tornar liso e seu reflexo mais reconhecível em meio ao vapor condensando. Mesmo que na verdade seus pensamentos estivessem voando longe e longe daquele banheiro, no passado de si próprio.
Apressou-se em sair do banheiro abafado. Agarrou outra toalha seca, para secar seus cabelos dessa vez.
Com a toalha cobrindo sua visão momentaneamente, abriu a porta e deixou a brisa da temperatura ambiente resfriar seu corpo.
Só não contava com a pessoa que calmamente o esperava ao pé da cama. Observando-o sair do banheiro. Semi nu. Atenção: semi-nu. Afinal, o albino tampara suas partes com uma toalha...
E lá estava Kanda, sentado e encostado na cama à frente de Allen. Se soubesse que ele estaria ali, teria levado roupas para se trocar lá dentro. Porque agora não conseguia conter a vermelhidão vergonhosa de seu rosto. Mas parecia o único ali preocupado, pois Kanda nem se preocupou em desviar o olhar de seu corpo.
-K-K-KANDA??!!- Allen gritou, tentando cobrir o máximo de pele que conseguia com a toalha- o que você...?
-O que foi? Não posso ficar no meu próprio quarto?
-Ah, tem razão, tem razão... mas você se importaria de jogar minhas roupas para cá? Vou me trocar lá dentro do banheiro, então.
-Hm... Venha pegar, eu não alcanço...
O albino paralisou por um instante. Já estava difícil se manter em pé sem cambalear enquanto segurava duas toalhas em seu corpo. Mesmo assim, calmamente e desengonçadamente se moveu até um pedaço da cama, onde residia o monte de roupas necessárias. Não queria saber. Só queria pegar as roupas e se trancar no banheiro. Não tinha nem ao menos coragem de rolar os olhos até a figura de Kanda ao seu lado. E se ele estivesse olhando?
Allen ficaria desapontado se ele não estivesse olhando?
Bem, a questão era que o moreno estava, sim, olhando. Estava examinando cada pedaço de pele que escapava da cobertura da toalha. O tórax, o abdômen magro e pálido do garoto. O pescoço de onde escorriam gotículas rebeldes de água provenientes dos cabelos encharcados. Brilhavam com a luz da lâmpada.
Os olhos desciam e subiam. Mas a parte que ele mais queria explorar no momento estava coberto por uma maldita toalha. Claro que estamos falando de partes abaixo da cintura.
Sem pensar. Confirmou se o olhar do albino estava focado o bastante em pegar as coisas para perceber o que faria. Então, esticou calmamente o braço até a cintura do garoto e, como sempre, em um movimento digno de ninja, puxou-o rapidamente para baixo.
-Uwaaaaah!- o albino gritou, quando sentiu seu corpo cair entre as pernas do moreno.
Kanda riu. Riu alto, na verdade. Allen não conseguia ver o rosto dele, mas podia imaginar a expressão de deboche que ele fazia no momento. E isso só fazia seu rosto ferver mais e mais.
-Kandaaaa!!!- gritou- Por que você...?
Parece que o moreno estava determinado a deixar Allen entrar em ebulição. O rapaz, antes que o albino pudesse terminar a pergunta, puxou o queixo dele para trás e só assim pôde trocar um beijo. Percebeu a relutância do albino em continuar, mas passados (longos) segundos, Allen já se entregava aos carinhos do moreno. Esquecendo o quanto provocava se remexendo no colo dele só de toalha.
E como provocava.
Kanda logo passou de carícias na cabeça para a nuca, pescoço, ombros, tórax, abdômen...
-Uwaaah!- Allen exclamou mais uma vez ao sentir a toalha sendo jogada para longe de seu corpo.
O albino se encolheu. Estava muito mais envergonhado. Essa troca de carinhos o deixou um pouco...bem, desconfortável não é bem a palavra. Mas sim confortável DEMAIS.
-Você está excitado, moyashi?
As palavras soaram como acusação.
-N-Não, eu só...Kanda eu preciso colocar as minhas roupas, eu vou...vou voltar pro banheiro.
-Mas nem pensar.
O moreno segurou o corpo do garoto contra o seu. Pode chamá-lo de sádico ou o que quer que seja, mas ele estava simplesmente adorando a situação e tinha a necessidade urgente de possuir o albino. Queria vê-lo exclamar seu nome bem alto, colocá-lo em posições constrangedoras. E queria AGORA.
-Eu vou aliviá-lo.
Essas palavras colocaram o albino em desespero.
O moreno se apressou (antes que Allen começasse a se debater para tentar escapar) e segurou as pernas do garoto separadas. Como ele estava virado de costas no seu colo, segurou o membro ereto do garoto passando o braço pelo lado do corpo do albino, apoiando a cabeça em seu ombro. O albino estremeceu quando percebeu que ele não estava brincando.
-Tudo bem- Kanda sussurrou no ouvido dele- vai ficar tudo bem. Só sinta.
Antes que Allen tivesse tempo para raciocinar a frase, o moreno já movia seus dedos. Era estranho para Allen. A mão de Kanda, quente, carinhosa, envolvendo essa parte de seu corpo. Estranho...mas bom.
Os movimentos de vai e vem iam aumentando a intensidade. Logo, Allen já sentia a respiração pesada, sentia a necessidade de gemer, mas não queria. Sem pensar, pendeu a cabeça para trás, encontrando o ombro de Kanda.
-Aah- suspirava- haaa...haaa
O moreno, agora, tinha uma pequena visão do rosto dele. Os olhos fechados, forçando mais as pálpebras a cada movimento, a boca aberta, salivando de prazer. Precisava ver mais daquilo.
Segurou o garoto pela cintura, para que conseguisse virá-lo de frente para si. Agora, sim. Ele nem mudou a expressão, mas era muito melhor vê-la nitidamente daquele jeito.
-K-Kan...
O gemido que mais queria que ele fizesse.
-...Da. Kandaaa...
Espasmos. Sentiu o corpo dele tremer sobre si. Estava vindo.
-Aaaah!!
A voz do albino soou docemente mais alta quando liberou seu ápice nas roupas de Kanda. O moreno nem se importou com as manchas brancas.
A respiração continuava pesada. Mas o moreno ainda queria mais. Estava mais excitado do que nunca.
-Moyashi...
Colocou as mãos no corpo de Allen que ainda experimentava o ápice de poucos segundos atrás. Era hora dele mesmo se aliviar agora. Escorregou os dedos para as pernas do garoto, ele nem parecia perceber, nem se mexeu. Então, o moreno aproveitou para dar atenção à outra região baixa do garoto.
-Uuuggh!
Allen gemeu em desagrado quando Kanda apertou uma de suas nádegas com força. Sentiu os dedos do moreno descerem, apertarem e não entendia nada do que ele pretendia. Tinha medo, mas adorava até a mais rude das carícias de Kanda. Foi então que percebeu: assustadoramente ou não, ele, Allen, havia sido o único que fora aliviado de sua excitação.
E Kanda? Como ele...
TOC TOC
As mãos de Kanda travaram quando ouviram alguém bater na porta do quarto. Podiam ser flagrados.
Allen entrou em desespero. Mas o moreno, mal conseguia esconder a raiva e frustração ao ouvir a voz do mordomo interromper seu momento.
-Kanda-sama, Allen-sa... Allen. O jantar está pronto e seu tio está a esperar na sala.
-JÁ VAMOS!!!- Kanda gritou.
-K-Kanda...
Allen levantou em um pulo, ajeitando como conseguia sua toalha. Agarrou suas roupas e, antes que Kanda pudesse agarrá-lo de volta, correu e se trancou no banheiro.
Deixou o corpo escorregar na porta fechada até atingir o chão. O que foi aquilo?? Se entregando há minutos atrás ao prazer...se sentia envergonhado, mas tão bom. Aquela sensação de ser tocado tão intimamente pelo moreno o deixava se sentindo tão bem como nunca imaginava que se sentiria. Mas, mesmo com tudo aquilo de bom...era estranho...era... estranho... um pouco...
Enquanto isso, Kanda amaldiçoava o que podia por não deixá-lo aproveitar o momento com seu moyashi. Caminhou em passos fortes até a porta e a abriu violentamente, o que assustou um pouco o mordomo que o esperava do outro lado.
-Kanda-sama- Kevin não mudou a expressão, mesmo que o olhar impaciente do moreno o incomodasse- o jantar está pronto. Chame Allen para descer.
O rapaz se apressou em sair do caminho, antes que o moreno achasse uma brecha para quebrar sua cara. Kanda fechou a porta e quando se virou, o albino saía apressado do banheiro. E, para seu desagrado, já vestido.
Ia falar algo para o garoto, mas este simplesmente jogou as toalhas molhadas em cima de uma cadeira e ajeitou sua camisa, apressadamente.
Allen nem olhou para o rapaz quando correu para fora do quarto, praticamente atropelando o corpo do japonês quando passou por ele.
Kanda seguiu a direção até a sala, já que Allen nem ao menos o esperou para irem juntos. Desceu as escadas até onde seu tio e o garoto se sentavam, na mesa grande e repleta de comida.
O tio acenou e disse algo que o moreno ignorou completamente. Pois o albino sentava logo a frente de Kanda.
Allen nem ao menos se atrevia a olhar seu rosto. Se atinha em comer o que quer que estivesse no prato sem olhar para outro lugar.
Isso irritava. Irritava saber que ele não reagia bem às suas carícias. Que não gostava de nada daquilo que o fez minutos atrás.
Irritava ver seu tio sorrindo do outro lado da mesa quando foi ele o culpado que interrompeu o momento. Ele e o mordomo. Como irritava.
Bem, interrompido ou não, Allen não parecia gostar. Nem ao menos olhava em seus olhos. Sabia que ele era esfomeado, mas agia como se apenas a comida fosse importante no local, quando ele, que o amava, estava bem à sua frente. Irritava, irritava.
Agarrou o pote de sobá deixado pelas empregadas logo a sua frente. Puxou bruscamente a cadeira onde se sentaria, o atrito fez o albino pular de susto em seu lugar, mas nem assim olhou para ele. O moreno encarou por um bom momento o garoto, para tentar achar qualquer reação fofa que ele sempre tinha. Mas o desvio de olhar repentino não o deixava feliz, deixava nervoso e desconcertado.Desde quando aquela mesa que os separava lhe parecia tão distante? Tão grande?
A cada garfada de sobá, olhava de novo para o garoto, ainda procurando uma reação que não fosse de rejeição.
Aquilo irritava. Irritava. Irritava muito. Mas machucava um pouco também.
Não tinha forças para mastigar ou engolir. Pois não pensava no que Allen sentia. Só achava que fazia suas vontades, o que desejava. Quando, na verdade, o albino poderia não gostar de nada daquilo. Achar estranho.
Mas, o que poderia fazer se perdia o controle quando via quaisquer movimentos que ele fazia. Do mais simples, como um simples piscar de olhos, a respiração ou um sorriso, até os maiores movimentos, como uma trapaça de poker.
Parece que o garoto não entendia a influência que tinha sobre suas ações. O seu ataque de minutos antes fora, em parte, culpa do albino, portanto. Que saiu despreocupado do banheiro, seminu, quando o moreno nem ao menos cogitou essa possibilidade. Foi pego de surpresa.
E deu nisso.
Kanda largou os hashis no pote. Não conseguia mais comer.
Queria comer outra coisa.
Cruzou os braços e largou seu corpo para trás, se apoiando na cadeira. Observando disfarçadamente Allen devorar sua rotina de jantar, já que o garoto não olharia para ele, mesmo.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Estavam subindo as escadas de volta. Estavam subindo bem devagar, mas Kanda podia notar o desespero do garoto em estar perto de si, ele queria fugir, subir mais rápido que o moreno.
O japonês só se controlava em não olhar para ele, o mínimo possível, porque odiava ver como ele o evitava de todas as formas possíveis.
E ali chegava a pior parte: a hora de dormir. Talvez devesse dormir no sofá da sala, dormir em algum dos outros cômodos da mansão... Mas não achava que um simples colchão no pé da cama fosse resolver a pequena distância entre os corpos.
Mesmo assim, estava indo ao seu quarto. Afinal, eram lá que estavam suas coisas, suas roupas, seus pijamas. Não se importava em deixar sua cama por essa noite só para o albino.
Quando subiu todos os degraus, notou que seus pensamentos deram a distração necessária para Allen subir mais rápido, ele já não estava no corredor e já devia estar no quarto.
Bufou. Era irritantemente irritante. E já estava irritado demais com toda a irritação do dia.
Como irritava...
Encostou seu corpo na borda da porta do quarto, inclinado. Allen ajeitava suas coisas na mala, colocando as roupas que já usara, objetos que já não necessitava. Apressado, correndo de um lado para outro, como se quisesse aparentar apressado demais para falar com o moreno ou percebê-lo na porta de seu próprio quarto.
Como se quisesse usar a pressa como desculpa para se dizer cansado demais para ficar acordado por mais tempo e dormir,continuando sua missão bem feita de ignorá-lo em sua própria morada.
Doía.
Quando pensava na cena que presenciou quando o teve para si, mesmo que por poucos minutos. A respiração, os gemidos, seu nome...
Não podia se deixar levar por pensamentos como esses. Pois o faziam querer o garoto.
-Desculpa...
Allen parou de se mover quando a voz de Kanda soou logo atrás de seu corpo, um pouco triste. Colocou uma última peça de roupa na mala e paralisou em seu lugar.
Já havia notado a presença do rapaz há tempos, desde que ele apareceu ali, mas preferiu ignorar, porque tudo aquilo não parecia certo. Era estranho, não gostava. Por isso, nem se atreveu a encará-lo nos olhos.
As agora ele estava se desculpando...pelo que?
-Desculpa, moyashi.- Kanda repetiu para ter certeza de que era ouvido- por que está me evitando?
-T-Te evitando?
-Não olha nos meus olhos, corre quando está por perto... Eu chamaria de rejeição, talvez.
O tom saiu irônico e desagradável. Mas Allen entendia o porquê. O albino não disse nada, estava confuso e sem palavras úteis no momento, então Kanda ficou sem resposta.
-Eu vou dormir em outro lugar- Kanda completou- pode ficar aí. Não é incômodo algum. Não quero te deixar desconfortável- o moreno mordeu os lábios por não acreditar no que dizia- meu tio sempre disse que devíamos tratar bem as visitas.
Allen queria dizer. Queria falar. Mas nada saía.
-Boa noite- Kanda se deslocou da frente da porta, agarrou a maçaneta e puxou-a para se fechar no corredor.
Mas não conseguiu. A porta parou centímetros, pois Allen segurou determinadamente o outro lado da maçaneta para impedir que se fechasse. Para impedir que Kanda se fosse.
-Moyashi...?
-Por que se desculpa?- Allen disse, o rosto escondido atrás da porta entreaberta que segurava- a culpa não foi sua. Não foi sua. Não foi sua!
-Claro que foi, fui eu que...
-Não! Sou eu o confuso da história. Sou eu que me envergonhei. Sou eu o inseguro demais!
A súbita explosão do garoto assustou Kanda. E ele continuou:
-Sou eu que fiquei evitando você, mas é que...é que... eu realmente me senti estranho! De um jeito bom, mas ruim... Tão confuso. Por isso te evitei porque quando eu te vejo ou te ouço eu lembro daquelas sensações, tão boas, tão boas, que eu acabo me sentindo um pouco... er...um pouco...
-Excitado?
Kanda deu um chute, mas acertou. Allen se surpreendeu porque a fala do moreno completava a sua sem que nem ao menos ele mesmo soubesse o que sentia. Impressionante. Tão vergonhoso que deu brecha para Kanda abrir a porta.
O rosto de Allen estava vermelho tomate maduro quando ele acenou afirmativamente com a cabeça. Tão ingênuo e tão lindo, que Kanda mal se aguentou.
-Não dá mais, moyashi!
Allen pensou que fosse uma bronca, mas assim que levantou a cabeça foi surpreendido por um abraço quente do moreno. O corpo que pesou sobre o seu os fez cair de costas na cama, mas Kanda não o largou, assim como ele mesmo não o largou.
-Se você continuar assim- Kanda continuou, falando no ouvido dele- como fica meu autocontrole?
-Não precisa se controlar- Allen se viu surpreso com sua própria ousadia- eu quero fazer...seja lá o que seja.
O japonês afastou o abraço para poder analisar a feição do garoto, determinado, assustado, tudo misturado. Mas se era ele quem dizia, não havia por que negar.
Podia tentar de novo. Mas agora não tinha certeza do que poderia acontecer. Não iria parar mais.
Beijou o garoto. Conectou seus lábios e começou a movê-los, a sincronia perfeita que necessitavam.
As carícias que iam e vinham em seus corpos, fazendo boas cócegas no pescoço do albino e em suas costas. Mas aquela carne deveria ser melhor apreciada.
Desconectou os lábios, desceu para o pescoço, espalhou as mordidas marcantes, os beijos melados e distribuiu marcas roxas por tudo onde conseguia. Queria mais, pois viu o garoto acariciar sua cabeça e seu cabelo a cada carinho que o marcava. Como era bom o carinho que ele fazia em sua nuca.
Puxou a camisa do garoto para tirá-la, subiu-a pela cabeça e logo ela já estava jogada em um canto qualquer do quarto. Não precisavam dela, mesmo. Desceu para o tórax, o abdômen, e quando viu já haviam marcas por todos os lados e seus corpos já estavam deitados um sobre o outro. Foi quando Allen perguntou o inimaginável.
-H-Hey...Kanda...- o moreno olhou para os olhos que o chamavam- c-como dois garotos fazem...er...fazem...
-Sexo?- o moreno disse em um tom tão banal que fez Allen desconfortavelmente envergonhado em ouvir a palavra. Ainda mais quando Kanda se sentou sobre o colo dele.
-É...
Esperou uma resposta explicativa, mas o que recebeu foi um riso malvado que o deixou ainda mais recuado.
-Você vai ver.
E enquanto Allen se ocupava em raciocinar a frase suspeita, Kanda colocou as mãos em algo mais íntimo. Massageou o lugar que guardava o membro do albino e se contentou em vê-lo gemer de leve. Quando sentiu endurecer mais ainda, colocou a mão dentro da calça do garoto, sem tirar os olhos dele, queria ver as reações que ele faria.Os dedos envolviam o membro ereto de Allen e ver a cena do rapaz o segurando deixava tudo mais estranho para ele.
-Você falou sério quando disse que estava excitado.
-Eu sei, eu sei. Não precisa dizer em voz alta, tá? Mas é que você tava beijando todo o meu corpo, aí você mordeu e aí sentou no meu colo...e...
-Eu sei, eu sei- ironizou- mas eu fico feliz que não seja o único se divertindo aqui.
O moreno apertou, fraco, os dedos que o envolviam. Allen deu um pequeno grito e logo tampou a boca. Estava provocando o albino daquele jeito.
Kanda se livrou do resto de roupas do albino, jogou a calça para um lado, a cueca para outro. Não importava. Completamente exposto, a visão perfeita para o japonês, mas também a mais vergonhosa para o garoto já que Kanda mantinha ainda todas as roupas sobre o corpo.
-Eu já usei os dedos...- Kanda resmungava- talvez eu devesse...
Allen não entendia nada. Do que ele estava falando? Não teve tempo de perguntar, quando viu, a cabeça de Kanda se abaixava até sua região pélvica. Foi aí que teve uma noção do que ele iria fazer.
O moreno lambeu de baixo a cima o membro. Allen estremeceu. Beijou a cabeça da ereção. Queria provocá-lo até não poder mais, um castigo por tê-lo evitado. Iria fazê-lo sentir e pedir por mais. Espalhou mais beijos.
Chegou uma hora em que não se aguentava envolveu-o com sua boca de uma vez. Allen gemeu o mais alto até agora. A cabeça de Kanda subia e descia na região, mas ele estava concentrado em ouvir os sons magníficos que Allen fazia quando sentia o prazer de ser sugado.
-Haaaaa...haaaa....haaa- as mãos de Allen se agarravam aos lençóis, os gemidos se misturavam à respiração pesada. A mesma sensação de antes, só que milhões de vezes melhor.
Os movimentos continuaram. Até que as pernas de Allen chegaram a tremelicar em pausas. Kanda sentiu o corpo dele criar espasmos então tirou sua cabeça da região, queria ver o rosto dele quando chegava ao limite, mas só o rosto que ele fazia no momento já lhe valia a pena.
-K-Kandaaaa...- disse entre gemidos quando pelos olhos pouco choroso viu a imagem de Kanda o masturbando e o olhando atentamente. Estar exposto daquele jeito parecia-lhe tão bom...
Kanda continuou os movimentos com a mão. Mais rápidos, portanto, o que fez Allen curvar o corpo para trás, era rápido demais, prazer demais para um momento. Os olhos fechados forçados, o rosto corado deixava algumas gotas de suor escorrerem desde seus cabelos bagunçados, os olhos, de tão apertados, lacrimejavam um pouco.
Virgem como era, espirrou seu ápice novamente, e deixou o corpo cair na cama. Exausto. Aliviado.
Mas Kanda sabia que não haviam acabado, pelo menos para ele. Tirou sua camisa e a jogou no mesmo canto que a calça, exibiu o corpo perfeito, sarado, seu abdômen duro e musculoso, mas magro, os bíceps também perfeitos. Allen não sabia se devia se ocupar em se recuperar do orgasmo ou em observar o corpo do namorado.
No outro segundo, Kanda retirou o resto, a calça e a cueca e revelou o membro excitado, que Allen queria, mas não conseguia olhar de tanta vergonha. Pegou o albino nos braços e o colocou de quatro na cama. Allen não entendia, mas sua confiança do rapaz o fez deixar de protestar.
-Você queria saber como dois homens fazem aquilo, certo?
O sussurrou de Kanda no seu ouvido o deixou inseguro, curioso. Só acenou com a cabeça. O moreno voltou a sussurrar, quando se debruçou novamente sobre o corpo de Allen para chegar ao seu ouvido.
-Relaxa, sacou?
O albino não entendeu. Que fala foi aquela?
Sentiu Kanda morder uma de suas nádegas, morder sua coxa. Mas foi então que sentiu algo roçar seu ânus.
-Tsc- Kanda estalou a língua em desagrado- não tenho lubrificante.
Allen paralisou. O quê? Pra que ele...?
-Acho que para esse momento- Kanda agarrou uma pequena garrafinha de seu criado-mudo- esse óleo de pele serve.
Kanda despejou o líquido viscoso e escorregadio nos dedos. Roçou mais uma vez na entrada do garoto.
-Pronto?
Allen respondeu sem pensar.
-Sim.
Kanda colocou um dedo. Allen gritou, doía, doía muito. Mas aguentou pois sabia que era uma parte importante, se ateve em agarrar as almofadas para descontar a dor.
-Relaxa, já vai passar. Vou te fazer se sentir bem.
O moreno retirou o dedo, colocou mais óleo e o colocou de volta, tentando espalhar o líquido escorregadio e facilitar para o garoto. Mas ele ainda tremia e gemia de dor. Tentou mover o único dedo, de leve e devagar, mas o corpo de Allen encolhia mais e mais. Moveu mais um pouco até que as tremedeiras pararam. Havia se acostumado.
Como se fosse um sinal verde, Kanda introduziu mais um dedo. O albino tremeu, pois ainda doía. O moreno viu que já podia se mover mais amplamente e com mais liberdade dentro dele. Era quente, era macio e molhado, mal esperava para entrar de verdade. Começou movimentos em tesoura com os dois dedos.
-ahh- Allen respirou pesado-aaah.
Quero fazê-lo se sentir bem. Melhor que nunca. Só precisava encontrar aquele lugar. Começou a procura, mas para isso precisava ir mais fundo. Assim o fez. Os dedos se afundaram dentro de Allen, o que fez ele tremer mais ainda. Mais para frente, esquerda, direita...
-Haaaaaaaah!!!
Allen jogou a cabeça para trás quando gritou. Mas havia algo diferente no gemido, era prazeroso.
Kanda deu um meio sorriso quando parte do corpo de Allen desabou na cama de bruços, mas a parte traseira continuava em sua posição erguida. Achou o ponto.
Agora se preocupava em acertar aquele ponto apenas, movimentos de vai- e-vem no ânus do garoto que o faziam jogar o pescoço para trás.
Estava apressado, retirou os dedos molhados de dentro do garoto e para sua felicidade, um gemido de desapontamento soou baixo na boca dele. Mas agora vinha algo ainda melhor. Pegou uma camisinha no criado-mudo e a rasgou com a boca para abrir o pacote, cuspiu o pedaço arrancado para fora e colocou-a no membro. Posicionou seu próprio membro na entrada, queria entrar logo, queria sentir que era ele quem fazia o garoto se jogar daquele jeito na cama.
E para sua surpresa, Allen movia-se para ele. Parecia rebolar em sua frente, esfregando a entrada em seu membro. Queria que ele entrasse logo e isso o deixava louco demais para aguentar, ou para manter o controle.
Entrou de pouco em pouco e a cada vez que se movia, Allen soltava outro gemido. Logo já estava totalmente dentro dele, mas continuou parado, por mais desejoso que fosse querer se mover naquele lugar quente, apertado e confortável, ele era maior que dois dedos e mais violento. Precisava que o albino se acostumasse.
Quando sentiu a respiração normalizar:
-Vou começar, tá?
Kanda começou a recuar e ir dentro do garoto. O corpo de Allen indo e vindo no mesmo ritmo. Logo, saiu totalmente de dentro dele e investiu de uma vez, para mais prazer dos dois, conseguiu tocar naquele ponto.
-UWAAAAAAAH!
Allen gritou. A boca salivando, pois não conseguia engolir de tanto prazer que nunca sentira. Kanda atingia sua próstata várias e várias vezes seguidas, sem errar em nenhuma investida. O corpo do albino se mexia a cada estocada e fazia a cama kingsize ranger junto aos gemidos cada vez mais altos.
-Mais, Kanda. Mais.
Kanda se surpreender, mas não desobedeceu. Aumentou a velocidade e força, tomando cuidado para não ser demais para um virgem.
Allen soltava gemidos prolongados, o rosto se contorcia em prazer extremo. Kanda ia rápido, forte dentro de si, a cama rangia cada vez mais alto em sincronia com seus sons prazerosos.
Kanda suava. Era bom demais estar com Allen. Jogou a cabeça para trás porque estava adorando aquilo. Será que já havia sentido aquilo daquele jeito com alguma outra pessoa. Não encontrou ninguém que se comparasse com seu parceiro.
Sentiu Allen se mover, cessou os movimentos por um ou dois segundos enquanto Allen se jogava sobre seu colo. O albino abraçou o pescoço de Kanda e beijou sua orelha, o moreno mal teve tempo de retribuir. O albino deixou o membro de Kanda penetrá-lo novamente.
Gemeu gritando no ouvido do moreno. Kanda não sabia o que fazer, mas deixou o garoto se mover sozinho sobre ele.
-Haaa~ hmmmmm~- o albino gemia.
Kanda apertou as nádegas do garoto enquanto ele próprio aumentava a velocidade e focar de suas investidas. Estava praticamente cavalgando no colo de Kanda enquanto envolvia o pescoço do moreno com os braços. Uma sensação de deixá-lo louco. E pensar que há minutos atrás Kanda achasse que era o único pervertido da história...
Essa posição se demonstrou, de certo modo, ainda melhor para o moreno e Allen. Enquanto o albino sentia algo atingir seu ponto mágico mais vezes do que achou que aguentaria, Kanda sentiu o corpo apertado envolver seu membro tão confortavelmente.
Os espasmos que esperava foram sentidos no corpo do garoto, tão pequeno e magro sobre si que queria envolvê-lo com os braços agora.
-Yuuuuuuu~ hmmmmaaaaah
O nome que nunca tinha ouvido sair dos lábios dele saíram em boa hora. Quando o garoto se deixou despejar no abdômen de Kanda e cessou os movimentos. Tão sincronizados eram que o moreno gozou quase ao mesmo tempo.
Os corpos se jogaram na cama, cansados, as respirações altas e longas, e extasiados com o momento. Kanda envolveu o corpo suado de Allen com uma coberta e um lençol, bagunçados no meio da cama.
O garoto estava virado de costas para ele, mas assim que o cobriu, ele se virou a encará-lo.
Kanda deu um meio sorriso, não tinha forças para falar. Mas tanto queria falar e não podia...
Allen sorriu mais brilhantemente de volta. O sorriso capaz de cegar qualquer um, e logo se jogou no sono, estava mais exausto que nunca.
Mas Kanda não conseguia dormir, de jeito nenhum. Abraçou o corpo dorminhoco, pensando no que aconteceria na manhã seguinte.
Só esperava que o garoto conseguisse andar...
Notas finais
Até~
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