Depois de três aulas que pareceram anos, finalmente o sinal para o intervalo tocou. Peguei meus fones de ursinho verde com orelhinhas pretas e meu Iphone6 com capinha transparente com detalhes e flores em lantejoulas e saí da sala.

– Dê! — ouço alguém me chamar e tenho o azar de ser o Liamm.

– Oi. — respondo sem tirar os fones.

– Podemos conversar?

– Claro. — desligo a música e o sigo.

Ele me leva até um banco mais afastado dos corredores onde as salas se encontravam. Era um lugar legal, eu gostei dali. Era como um jardim de inverno, com um lago na frente com alguns peixes que nadavam alegremente.

– Então... — ele se sentou ao meu lado, parecia cansado. — O papo de você ser vampira é verdade?

– Você... Você acreditaria em mim? — olhei para ele, e ele parece ter ficado com a minha cara, ficava me admirando.

– Claro, eu já vi muitos por conta do trabalho dos meus pais.

– Vou repetir a pergunta, se eu responder sim, você vai me caçar até a morte? — disse isso olhando para baixo e já me preparando para correr.

– Não. Olha, só porque meus pais caçam vampiros e gostam de matá-los, não quer dizer que eu também faça isso. — olhei para ele surpresa com a resposta repentina.

– ... T-t-tá. E-eu s-s-sou vampira. Agora me promete que não fai fazer nada com essa informação. — olhei para ele com os olhos vermelhos, ameaçadores. Acho que ele entendeu o recado.

– Hai, hai. Agora para de me olhar assim que eu tenho uma ESTACA DE MADEIRA AQUI!

– AAAAAAAHH!!! — eu gritei e saí correndo e rindo, com ele atrás de mim.

Brincamos assim por uns 15 minutos, até que eu senti minhas pernas ficarem fracas eu eu caí nos meus joelhos, apoiada nas minhas mãos.

– Dê, você tá bem? — perguntou Liamm se ajoelhando ao meu lado e tirando os cabelos vermelhos da minha cara.

Acontece, que quando ele foi colocar a mão no chão para se apoiar, ele deu um gemido de dor.

– AH! Droga! — ele diz olhando a mão com um caco de vidro fincado nela. O cheiro do sangue dele chegou ao meu nariz e eu virei pro lado. O sangue dele escorria pelo seu braço, me fazendo ficar hipnotizada.

– ... Liamm... — eu disse virando pro lado.

– Ah não... Dê desculpa. — ele disse escondendo o braço.

– Vo-você precisa de uma e-enfermeira. — eu disse o carregando pela mão.

– Dê...

– Apenas venha. — eu disse tentando não olhar para seu braço.

Quando chegamos a enfermaria, eu amarrei o baraço dele em uma atadura para conter o sangue. Depois me sentei numa cadeira que estava do lado da maca em que eu o colocara. Eu olhava para cima, tonta, sem saber o sentido da vida (eu não tenho vida! Autora: Licença a fic é minha!!).

– Dê... Seus olhos estão ficando brancos. Você tá bem? — eu já estava começando a me irritar com aquela pergunta, ele já me perguntou isso umas cinco vezes só hoje.

– Sinceramente, não... Acho, que preciso de sangue e o seu me deixou um pouco ansiosa.

– ... Fome? — ele me perguntou meio que rindo de canto — melhor achar algo para comer. Depois é educação física, e se você correr sem comer nada você vai desmaiar.

– Não... Eu me controlo... — respondi, mas na verdade já estava morrendo.

Logo o sinal tocou e nós fomos para a aula de educação física. Infelizmente já vi que não ia gosta daquela aula quando vi que tipo de pessoas estariam lá...

Notas finais
fone da Dê: http://digitalacessorios.loja2.com.br/img/2e1abb8ec8dc94a3cf5ac8ce5ca204d0.jpg capinha do celular da Dê: http://mlb-d2-p.mlstatic.com/capa-case-feminina-p-iphone-44s-e-55s-flor-c-strass-12718-MLB20065152018_032014-O.jpg