Quando cheguei ao ginásio, algumas garotas estavam discutindo com o professor, que já parecia irritado com a conversa.

– Mas professor, rosa-pink está muito mais na moda do que... Preto! — disse uma garota loira de olhos azuis.

– Meninas, eu já disse que não vou mudar a cor dos uniformes. Agora, por favor, voltem para a corrida. — quando ele percebe que eu estou ali, ele me olha sorrindo simpaticamente. — Você deve ser a aluna nova não é? Andressa, certo?

– Sim sou eu. — disse meio envergonhada.

– Bom, eu sou o professor Kouji. Aqui está seu uniforme. O vestiário fica logo ali, virando a direita, ok?

– Ok. — eu digo, pegando um saco plástico contendo uma camiseta branca com detalhes pretos e um short preto com detalhes brancos.

Andei pelo corredor até chegar em uma porta onde estava escrito "vestiário feminino". Entrei, troquei de roupa e voltei para o ginásio. Quando cheguei lá, o professor disse que eu teria de dar pelo menos 5 voltas na quadra.

Eu não comia já fazia um dia depois de sair da casa da minha tia. Dei umas sete voltas e não aguentei, estava muito fraca. Saí da quadra e me sentei fora do ginásio. Sinto alguém se aproximar, e mesmo sem virar para trás eu já sabia que era Liamm.

– E aí Cabelinho De Fogo?! — ele diz se sentando ao meu lado.

– E aí... — tentei disfarçar minha fraqueza, mas não consegui.

– Dê... Eu não vou nem perguntar, por que já sei que você não está bem, não é?

– Definitivamente não... Não como faz muito tempo...

Ele fica em silêncio por alguns instantes e depois, com uma pontada de medo, pergunta:

– Você... Quer? — ele faz um gesto apontando para o pescoço.

– Liamm... Não... Não quero te machucar.

– Tá tudo bem... Quando era pequeno, meus pais me davam de alimento para os vampiros que caçavam. — ele pareceu triste ao lembrar disso.

– Liamm, não é uma boa ideia. — eu tentei me levantar, mas caí da hora e ele me segurou.

– Por favor Dê... Você vai ficar pior e eu já estou acostumado.

Cheguei mais perto dele e tirei o cabelo da cara. Cravei com cuidado minhas presas em seu pescoço e comecei a sugar. Pude ouvir um gemido de dor e parei um pouco.

– Tá doendo? — perguntei.

– Não, só vai com calma... — ele murmurou.

Continuei a fazê-lo só que diminuindo a velocidade. Depois de um tempo, parei e sentei ao seu lado no banco.

– Você tá bem? — perguntei, ele passava a mão no pescoço, como se doesse.

– Sim... Você está melhor?

– Sim... Obrigada. Mas Liamm... Por que? Por que você faz isso pra mim? Você nem me conhece...

Não deu tempo de terminar, ele me calou com um beijo.