Bad Blood

7 Blood... I hate this shit!


– L-Liamm? — perguntei depois de ele ter separado o beijo.

– Dê, eu não sei o porque, mas quando te vi pela primeira vez, senti uma necessidade enorme de te proteger... Parecia que eu te conhecia a muito tempo. — aquilo me fez ficar para lisada.

– Eu também senti isso... Que estranho. Mas por que o beijo?

– Acho que... — ele parecia envergonhado. — Gosto de você de verdade, sabe?

– Acho... Que eu também. — eu sorri.

Ele me beijou novamente. Dessa vez eu retribui, e cara. Foi muito bom. O sinal bateu e nós nos separamos sorrindo um para o outro.

– Um caçador e uma vampira. Que irônico. — ele disse, me fazendo rir.

Fomos para a sala de aula, e só quando chagamos lá, percebemos que ainda estávamos de mãos dadas. Todos olharam para nós e eu fui me sentar, mas esqueci que ele senta do meu lado, droga!!

** Quebra de tempo: final da aula (pq sim) **

Eu saí da sala em direção ao meu dormitório, sinceramente estava com fome, não deu para sugar o suficiente do sangue de Liamm. Andava rápido, queria chegar logo para comer alguma coisa. Quando sinto alguém me empurrar.

– AI!! — eu caí no chão.

– Olha, o morceguinho assustado caiu! Há há há! — eu reconheço essa voz. É a loira oxigenada do ginásio!

– O que você quer? — perguntei me levantando.

– Olha só! — ela abaixou a manga da blusa e eu pude ver... Sangue! Ela havia se cortado só pra me provocar?

Eu fiquei paralisada, queria voar no braço dela e sugar rapidamente o sangue dela, mas vi Liamm andando na minha direção. Foi quando eu senti o cheiro do sangue que escorria pelo braço dela, era igual ao da minha mãe.

– Não reconhece? Não é o cheiro da sua "mamãezinha"?

– Sua filha de uma... — eu tentei bater nela, mas Liamm chegou primeiro e me segurou.

– Dê, ela não vale a pena, fica calma. — ele me abraçou, me impedindo de chegar até ela.

Fiquei mais calma e abracei ele também. Comecei a chorar, descontroladamente. Caí de joelhos no chão, Liamm ainda me segurando. Ele me pegou no colo e me levou até meu quarto.

Liamm me deitou suavemente em minha cama e sentou-se do meu lado.

– C-como ela s-sabe da minha m-mãe? — eu falei gaguejando, as lágrimas escorrendo.

– Eu não sei... Mas isso não vai ficar assim, não se preocupe. Você ainda terá sua chance de vingança. — ele se deitou ao meu lado.

– Eu... Tô com fome...

Ele se sentou novamente e tirou os cabelos do pescoço. Me sentei também e cheguei perto de seu pescoço e finquei vagarosamente minhas presas nele, que parecia delirar com aquilo.

– Terminei. — falei limpando o sangue que escorria da minha boca.

Nos deitamos e adormecemos.