Bad Blood
8 How, when and where?
Notas iniciais
Quando acordamos, estava na hora do almoço. Eu olhei para o lado e Liamm já havia acordado e brincava com meus cabelos.
– Boa tarde, sangue-suga. — eu ri. Ele depositou um beijinho na minha cabeça.
– Bom dia, matador. Vem, perdemos uns dois horários de aula e agora jé é o almoço.
– Você vai? Digo, consegue comer nossa comida?
– Não, mas quero parecer normal né. — eu me levantei e fui trocar de roupa (óbvio que no banheiro né, ainda não somos namorados só ficantes.).
Coloquei uma blusa branca regata com uma jaqueta laranja por cima e um short jeans. Calcei um tênis preto que estava ali e sai.
– Vamos? — ele perguntou.
– Claro.
Abri a porta do quarto e dei uma olhada em volta. Não havia ninguém, então saímos e andamos até o refeitório. Quando chegamos, ele disse que ia pegar a comida para nós e me pediu pra guardar uma mesa. Eu respondi que tudo bem e vi a mesa perfeita pra nós. Me sentei e esperei ele chegar.
– Olhem só... — reconheci a voz e meus olhos rapidamente viraram vermelhos.
– O que você quer? — perguntei ainda de cabeça baixa, sabia que se olhasse para aquela loira de novo acabaria fazendo até mesmo o que eu não sou capaz.
– Conversar, morceguinha. Venha comigo. — ela levantou meu queixo me fazendo olhar para ela. Seus olhos ficaram cor-de-rosa e eu perdi os sentidos, parecia que eu teria que segui-la para viver.
Acabei me levantando e seguindo-a até um canto escuro.
– Primeiro de tudo, irei te fazer algumas perguntas. — ela disse, logo depois me fazendo voltar ao normal. — Meu nome é Melanie Martinez (autora:leiam as notas!). Lembra desse nome?
– Você me parece familiar... Agora, seu nome não. — eu digo a olhando enquanto cerrava os olhos.
– É, faz sentido não lembrar. Faz tanto tempo desde que não te vejo... Sabe, tudo mudou depois que o reino perdeu nossa querida rainha, Vanessa Cutterson. — ela disse se apoiando em uma mesa que havia ali perto.
– Você também vivia lá? — perguntei surpresa.
– Não só no reino, mas sempre dentro do castelo, junto com você, se me pergunta. — ela me olha sorrindo. — Realmente não lembra de mim?
– Olha, sinceramente ainda tenho umas lembranças, mas a memória falha. Mas a menina que aparece não é nada parecida com você.
– Bom, eu fiz umas besteiras na vida e precisei mudar o visual para não ser reconhecida. Você também não tinha os olhos azuis.
– É, eu sei. Isso começou a acontecer quando fiz dez anos, acho que pela aparição de meus poderes. Melanie... Realmente faz muito tempo. Éramos muito amigas, não?
– Mais do que isso, querida. — ela se aproximou de mim e me abraçou. — Sentiu minha falta, maninha?
Irmã? Não, não pode ser. Eu não lembro de nenhuma irmã.
– O que? — perguntei e ela se afastou.
– Não lembra de mim? Bom, é normal, já que nos separaram aos quatro anos, bem na véspera do seu aniversário de cinco, não é? Acho que o motivo foi eu valer ouro pelos meus poderes de feiticeira com tão pouca idade.
– Mas, se eu tivesse uma irmã eu lembraria. — perguntei parecendo confusa.
– Não teria como lembrar. Depois de minha ida, você ficou desolada e chorava sem parar pelos cantos da casa. Sei disso porque todo dia, eu ia até a janela do seu quarto para te ver. Te deram altas doses de uma droga para esquecer as lembranças ruins, como eu ter ido embora. Acho que o nome era...
– Metirapona? — eu a interrompi. Eu realmente havia tomado aquele remédio quando criança.
– É, esse mesmo. Depois, você começou a ficar mais calma no seu dia-a-dia. Mas eu sempre estava lá, te vendo e acompanhando a vida toda. Sabia que você ronca? — ela me olhou sorrindo.
– Mas, como soube que era eu? E eu não ronco.
– Hoje cedo tive a prova definitiva. Cortei meu braço e fiz o mesmo sangue que corria nas veias de nossa mãe escorrer pelo meu braço, e você surtou com isso. Além do mais, acha mesmo que você é a única que fica com os olhos coloridos de acordo com a situação? E sim, você ronca.
– Ok... Então, quero um abraço que demorou mais do que o necessário pra chegar! — nos abraçamos e ficamos ali por um bom tempo. — E eu não ronco.
– Ronca sim, huehuehue! — ela saiu correndo comigo atrás.
Corremos até o refeitório. Avistei Liamm me esperando sentado em uma mesa e me olhando tipo "?".
– Te peguei! — eu disse dando a volta em uma mesa mais próxima e a dando um abraço. — Minha pirralha! Você é mais nova que eu né?
– Sim, um ano. E não sou pirralha.
– É sim, minha pirralhinha.
– Ué, vocês não estavam brigando até agora a pouco? — Liamm se aproximou de nós duas e parecia confuso.
– Liamm, acabei de descobrir uma coisa incrível. Mana, Liamm. Liamm, mana.
– MANA? — ele perguntou surpreso.
– É, acabei de descobrir mais uma coisa sobre meu triste passado: eu tenho um a irmã que foi separada de mim aos quatro anos. Amor, eu ronco? Não, né?
– Sim você ronca. E que legal você ter uma irmã.
– Droga Liamm, eu não ronco. — eu olhei para ele batendo o pé, parecia uma criança de cinco anos.
– Aceita que doí menos, gata! — Cory pulou nas minhas costas e me derrubou no chão.
– OH SUA PRAGA!! SAI DE CIMA DE MIM QUE VOCÊ É BICHA MAS É PESADA! — eu gritei enquanto me levantava.
– E quem é essa? — ele apontou para Melanie.
O sinal bateu bem na hora.
– Longa história, depois explico. — eu peguei a mão de Melanie e corri pra sala.
– Dê, minha sala é outra já que sou mais nova.
– Ok, me fala onde é que eu te levo. — ela correu pelos corredores onde estava escrito "Sala para a aula de ciências 2".
– É aqui. — ela disse se virando para mim. — Esse é o número do meu dormitório, se quiser ir lá...
– Ok, esse é o meu. — eu disse pegando o papel que ela estendia na mão e entregando outro. Ela entrou e se despediu de mim.
Fui para a sala, e aguentei mais três aulas. Depois fui com Liamm até meu dormitório e deitei na cama cansada, mas feliz. Irmã... Quem diria!
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