Notas iniciais
Vocês acharam que eu não ia postar capítulo hoje né? Surpresa meus amores! Obrigada pelos comentários maravilhosos do ultimo capítulo, e desculpa por ter deixado vocês na vontade, viu?! Enfim, sem mais delongas, boa leitura!

—Entre no carro, antes que eu me arrependa, apenas entre! —Callie a olhava com a expressão seria, inflexível até.

Arizona acabara por sorrir de forma aberta, não havia mais motivos para esconder que queria a mulher que agora dava a volta em seu carro. A loira então abriu a porta e entrou primeiro, fechando a mesma em seguida. De fato não conseguia esconder sua imensa felicidade repentina, porém, ao olhar o rosto de Callie, que agora também já estava dentro do veiculo, Robbins poderia vislumbrar certa preocupação e uma ponta de receio, o que era completamente entendível. Geralmente não levava muito tempo para que Arizona conquistasse uma mulher, era bem fácil até, mesmo com as condições impostas, suas duas ex-cunhadas foram um tanto fáceis demais, considerando que aquilo era apenas um jogo para a jovem universitária. Porém, com Callie era diferente, por mais clichê que isso possa soar. Arizona não via aquilo como um jogo, na verdade, seu mundo parava quando ela conversava com a morena, era como se Torres anulasse a existência de qualquer outro ser humano fora da bolha que elas haviam criado sem ao menos perceber.

O carro havia sido ligado e agora estava nas ruas, em uma velocidade um tanto alta. Torres não fazia ideia de onde a loira morava, ou como iria acordar na manhã seguinte, sabia que iria se culpar ao extremo, porém seus sentimentos falavam mais alto que sua racionalidade. Robbins, que agora havia colocado seu sinto de segurança, descia sua mão esquerda para o inicio de seu joelho, parando ali por alguns segundos. Os olhos azuis fitaram a mulher ao seu lado, que dirigia sem tirar os olhos da rua, e então sua mão fizera um caminho lento até a coxa coberta pelo vestido preto que Calliope usava. A mão um tanto fria tocara a coxa da outra um tanto tateante, Arizona não sabia bem os limites de sua então cunhada, mas estava disposta a testa-los naquela noite. Não houve objeção para a surpresa da loira, Torres aceitou o toque em sua perna e permaneceu com o olhar na estrada.

—Eu não consigo tirar meus olhos de você! —Callie, pela primeira vez, a olhou dentro do carro.

—Você sabe que isso é errado em muitos níveis, não sabe? —Arizona sorrira e então a morena voltara a olhar para frente.

—Você pode esquecer o mundo lá fora por algumas horas, Calliope. —Callie sentira os pelos de seus braços eriçarem, enquanto um arrepio tomava conta de seu corpo no momento em que Arizona dissera seu nome. —Ninguém sabe de nada, ninguém faz ideia de onde estamos agora, porque a preocupação excessiva? Isso estraga as coisas!

—Você é a namorada do meu irmão! —O carro parara na rua sem movimentação alguma devido ao horário. —Era para ser apenas um jantar, para que eu a conhecesse, e agora você está falando demais e eu não sei como pensar da maneira correta.

Robbins retirara seu cinto de forma rápida e então impulsionara seu corpo para frente, trazendo o rosto de Callie para si com uma das mãos. Seus lábios então tocaram os lábios de a morena, fazendo com que ela se calasse.

—Eu quero isso! —Torres apenas ouvira o sussurro, seguido de um sorriso. —Você já pode parar de se martirizar!

Torres a olhara e pela primeira vez naquela situação, Arizona a vira sorrir. O carro então voltara a andar e logo ambas chegaram a uma enorme casa em um bairro nobre de Portland. Callie estacionara o carro na porta, pois sairia cedo e então descera depressa. Robbins ainda olhava a casa enquanto descia o que fez com que sua saída do carro fosse um tanto lenta. Era uma casa de dois andares e parecia ser imensa, mas o que não fazia sentido era porque estavam naquela casa e não no apartamento da noite anterior.

—Então você tem uma casa e um apartamento? —A loira a olhara enquanto ambas caminhavam de maneira rápida até a porta de entrada.

—Eu tenho uma cadela, que é bem grande e precisa de espaço, e outra... Aquele apartamento é bem antigo, não consigo me desfazer dele. —Torres sorriu e então destrancou a enorme porta branca com alguns detalhes em preto. —Está esperando um convite formal para entrar?

—Eu... —Robbins a olhara e então finalmente se colocou para dentro da casa.

O lugar era gigantesco e de muito bom gosto, os móveis ali pareciam ter sido escolhidos a dedo, o que levava Arizona a crer que aquela casa havia tomado algum tempo para ficar pronta. Enquanto a loira ainda olhava para a casa boquiaberta, Calliope a fitava um tanto longe enquanto colocava uísque em seu copo.

—Gosta do que vê? —O inglês com sotaque latino ecoou pela casa, chamando a atenção de Robbins, que sorriu ao olhar para a morena que bebericava o líquido escuro.

—Estou tendo uma visão privilegiada no momento, Calliope, isso eu posso afirmar. —Arizona então caminhou, tentando manter seu corpo o mais são possível, parando apenas quando estava a alguns passos da outra mulher. —Você fica muito mais bonita de perto.

—Essas são as suas cantadas que me farão te levar para o andar de cima dessa casa? —Torres a fitou séria, terminando de beber o líquido que estava no copo.

—Depende... Eu posso ser mais persuasiva se você quiser! —Havia um meio sorriso nos lábios de Robbins, o que indicava que ela não estava de brincadeira.

—O quão persuasiva você pode ser, senhorita Robbins? Me surpreenda! —Callie então se sentou na poltrona de couro que ficava ao lado da pequena mesa onde suas garrafas de uísque se encontravam, cruzando suas pernas em seguida.

—Eu... —Uma das mãos da loira subiu até a altura do meio de seus seios, parando na lateral de seu vestido. —... Estou... —Então seus dedos puxaram o zíper de forma lenta, fazendo com que o mesmo se abrisse. —... Surpreendendo... —Logo, o tecido estava mais folgado, possibilitando que Arizona puxasse as alças do mesmo, fazendo com que o vestido fosse parar em seus pés. —... Você o suficiente?

Quando o vestido de Arizona Robbins fora parar no chão, Callie tivera a visão que estava desejando ter desde a noite anterior. A loira agora trajava apenas uma calcinha de renda preta, nada mais. Robbins vira então um enorme sorriso brotar nos lábios vermelhos de Callie Torres, a mesma então se levantara, aproximando seu corpo do corpo de Arizona.

—Você é definitivamente uma ótima jogadora, está de parabéns! —Robbins então se afastou e fez seu caminho lentamente até o primeiro degrau da escada. —Onde pensa que está indo?

—Não vamos fazer isso na sua sala, embora eu queira fazer isso em todos os lugares dessa casa! —Ela sorriu e então olhou a outra mulher por cima do ombro. —Se você não me mostra seu quarto, eu acho sozinha.

Ainda em cima dos saltos, Arizona subiu os degraus um a um, sem olhar para trás, porém sabia que Callie a observava, era possível sentir o olhar queimar cada pedacinho de seu corpo. Torres agora estava em cima do primeiro degrau da escada, observando cada curva do corpo da mulher a sua frente. Sua cabeça estava em um looping interminável, a sensação era boa e ruim ao mesmo tempo, fazendo uma confusão digna de um prêmio. A morena olhou para o cômodo atrás de si, respirando fundo.

—Vamos lá, Callie, é só se acalmar. —Ela sussurrou para si mesma e então sorriu, voltando seu olhar para a escada para finalmente subi-la.

Enquanto Torres subia de forma rápida os degraus, Arizona já se encontrava em um longo corredor com várias portas. Os olhos azuis mapeavam todo o lugar, criando teorias de qual porta a levaria até o quarto de Callie, as opções eram variadas fazendo com que a mesma se sentisse confusa e indecisa. Calliope apenas chegou ao corredor quando Robbins já estava na metade do mesmo, olhando todas as portas um tanto receosa de abri-las, pois algumas estavam trancadas.

—A ultima porta, Arizona! —Ela falou um tom mais baixo, a voz já carregada de desejo lhe entregava.

A ultima porta se encontrava no meio de todas as outras no final do corredor, e estava entreaberta. A morena fez seu caminho atrás da outra mulher de forma lenta, como uma dança que havia acabado de começar, sem música alguma. Arizona, vez por outra, a olhava por cima do ombro com um sorriso perigoso, a incentivando a dar mais um passo para frente, e mais um, e mais alguns. A loira então finalmente chegara à porta, terminando de abri-la completamente. Seus dedos tateavam a parede a procura do interruptor, até acha-lo posteriormente, ligando a luz do cômodo. Os olhos azuis mapearam o enorme quarto bem mobilhado assim como o resto da casa, até parar na enorme cama de casal. A cama mais parecia fazer um convite, implorando para que você se deitasse nela, e assim Robbins atendeu ao pedido da mesma, se deitando debruço na mesma, cruzando suas panturrilhas no alto, deixando que seus saltos caíssem no chão, provocando certo barulho.

Ao chegar em seu quarto, Torres apenas parou na entrada e observou a maravilhosa cena que seus olhos podiam contemplar naquele momento. As pernas da outra mulher se balançavam suavemente, a convidando para entrar e se deitar junto a ela. Callie dera mais alguns passos, de fato entrando em seu próprio quarto, parando aos pés da cama tendo uma visão mais privilegiada do corpo que a atormentava os sentidos.

—Você está iniciando um jogo perigoso demais, não acha? —A voz estava ainda mais carregada, saindo quase como um sussurro enquanto suas mãos ansiavam por um toque.

—Não faço ideia do que você está falando, Calliope. —Robbins a olhou por cima dos ombros, vendo a mesma se despir vagarosamente, era sua vez de ter seus sentidos atormentados da pior maneira possível.

Após deixar que seu vestido repousasse no chão, trajando apenas calcinha e sutiã, Torres subiu em sua cama, parando próximo ao corpo de Arizona, se curvando para beijar as costas da mesma gentilmente. A loira arfou assim que os lábios quentes lhe tocaram a pele, segurando de forma firme o lençol branco da cama. Antes que pudesse desfrutar um pouco mais, Callie encerrou aquilo que havia começado, porém antes que a loira pudesse reclamar, ela apenas sentiu o corpo de Torres sobre o seu. A morena havia colocado uma perna de cada lado do corpo abaixo de si, voltando a beijar as costas da mesma novamente, subindo seus lábios cada vez mais. Suas mãos subiam da mesma forma, arranhando gentilmente a pele da outra, arrancando tímidos gemidos seguidos de suspiros profundos.

—Não brinque comigo da maneira como estava brincando, você não tem ideia do que eu sou capaz de fazer. —A voz embargada de Torres ao pé de seu ouvido fazia com que Arizona sentisse seu sexo pulsar, bem como o tecido de sua calcinha começar a ficar molhado.

—Eu amo brincar com você, Calliope. —Ela se virou, ficando de frente para mulher em cima de si. —Amo. —Ela sussurrou pausadamente.

Em um solavanco, usando um de seus braços, Torres subiu o corpo da loira para mais em cima na cama, se deitando sobre ela em seguida. As mãos de Robbins brincavam em suas costas, a arranhando de forma firme, deixando marcas que seriam vistas no dia seguinte, enquanto suas pernas abraçavam o quadril da mesma. Callie segurava seus gemidos, não os deixaria sair tão rápido e dar aquela pequena vitória a outra mulher, seus lábios se concentravam em beijar o pescoço de Arizona de forma lenta e demorada, fazendo com que a mesma se contorcesse embaixo de si. Sem que Robbins previsse, seus pulsos foram presos na cama pelas mãos da outra mulher que os segurava de forma firme. Ela dera uma risada sonora olhando para baixo enquanto sentia seu abdômen ser beijado e mordiscado.

—Você só pode estar de brincadeira! —Callie a olhou por baixo, sorrindo em seguida.

—Você perdeu o direito de me tocar, por hora, agora volte a deitar sua cabeça na cama e aproveite!

A loira então voltara a deitar sua cabeça na cama contrariada, porém sem perder o sorriso em seus lábios. Seus olhos logo se fecharam e sua boca formara um perfeito “o” enquanto ela gemia alto. Callie havia descido mais, mordiscando o cós da calcinha da mulher embaixo de si. Logo, Arizona sentiu seus pulsos livres novamente, enquanto as mãos de Torres desciam cada vez mais. Logo, os lábios da morena beijavam a parte interna de uma das cochas de Robbins, fazendo com que a mesma arqueasse suas costas enquanto agarrava o lençol embaixo de si. Com suas habilidosas mãos, Calliope logo se livrou do tecido que lhe impedia de ter total e completo acesso a Arizona, jogando o mesmo em algum lugar do enorme quarto. Antes que seus lábios pudessem de fato tocar o sexo de Robbins, Callie a olhou, recebendo o olhar da mesma de volta. A loira sorriu e então desceu uma de suas mãos, acariciando o rosto de Torres.

—Por favor, não me faça esperar mais do que eu já... —Antes que pudesse terminar sua frase, suas costas se arquearam novamente enquanto ela sentia uma onda de prazer tomar conta de seu corpo. —Calliope! —Ela sussurrou virando o rosto para o lado, mordendo seu lábio inferior.

Notas finais
E ai bebês? O que acharam? Espero imensamente que vocês tenham gostado muito, deixem nos comentários o que vocês acharam, é muito importante para mim saber o que vocês estão achando/pensando! Beijo, e até o próximo capítulo!