Notas iniciais
*CAPÍTULO SEM REVISÃO* Oi meus amores, espero que esteja tudo muito maravilhoso com vocês! Mil desculpas pela demora imensa, sei que deveria ter postado antes, porém eu estava com um bloqueio horrível, ainda estou, então me desculpe se o capítulo estiver muito pequeno. Porém, a fanfic está finalmente atualizada, bebês! Obrigada pelos comentários do capítulo anterior (logo irei responder todos), vocês não tem ideia do quão feliz eu fico em ler o que vocês escrevem, sério, é maravilhoso! Pessoas que começaram a ler essa estória agora, um beijo na testa e obrigada por darem uma chance a minha fanfic. Sem mais delongas, boa leitura!

Sentir o corpo de alguém embaixo de ti é responsabilidade, mas também é uma das melhores sensações. Por mais errado que fosse sentir o corpo de sua até então recém-conhecida cunhada, Callie sentia que algo estava certo, qualquer que fosse esse algo, ela apenas o sentia dentro de si, a impulsionando a ir cada vez mais longe naquilo que estava fazendo. Existe sempre a relação de poder, quem está e quem não está no controle, tudo sob uma linha que divide bem tais coisas, dando até uma sensação de ser acima de tudo e de todos quando se está na cama com alguém, amando esse alguém. Porém ali, nos lençóis de Calliope Torres, tanto ela quanto Arizona desconhecia as linhas que separavam quem tinha e quem não tinha poder, que comandava e quem obedecia, a relação ali era igual, o que provocava certo estranhamento em ambas, mas nada que alterasse o que estava acontecendo naquele quarto. Sim, ainda havia uma briga por poder velada, um puxão de cabelo em meio ao beijo que fazia com que o rosto de uma fosse para trás, enquanto a outra lhe mordiscava o pescoço. Porém, como foi dito, era velado!

Era imoral, errado e estranhamente bom naquela altura onde os corpos já entravam em sincronia, os movimentos que agora pareciam engrenagens de uma grande maquina que finalmente havia entrado nos trilhos, tudo girava conforme o previsto, as engrenagens trabalhavam juntas fazendo uma sinfonia de sons que indicavam o mais puro prazer, de ambas as partes, gemidos calorosos, nomes que desapareciam no meio da pronuncia como fumaça pois o prazer os interrompia. É difícil para uma mulher chegar ao seu ponto de prazer máximo, exige delicadeza (às vezes não), exige tempo, dedicação e paciência, bastante paciência. Se tratando de duas mulheres, isso pode ser rápido ou vagaroso, depende do que está ditando o tempo ali. No caso de Torres e Robbins, nada ditava o tempo, o álcool subia assim como o prazer que ambas sentiam, então nada ali as compelia a parar. Nada ali era empecilho, não havia distrações, não havia nada além de dois corpos desnudos procurando dar e obter prazer um no outro. As salivas se misturavam, fundiam-se para formar o mais precioso dos líquidos já vistos, era saboroso estar ali, era saboroso ouvir a sinfonia que juntas elas faziam tarde naquela noite.

Os lençóis bagunçados, retirados da cama pelos movimentos contínuos, eram a prova do crime perfeita que qualquer investigador gostaria de ter nas mãos para resolver seu caso aparentemente sem solução. Dois corpos deitados, suados e cansados, respirando profundamente a fim de fazer com que suas respirações voltassem ao normal, se é que havia uma barreira do que era e do que não era normal. Havia uma mínima distancia entre os braços de ambas, e nesse pequeno vão as mãos se encontraram, segurando firme uma na outra. Callie a olhou enquanto via seu peito subir e descer devido ao cansaço extremo, ao passo que a outra mulher apenas veio para o seu encontro, aninhando-se ao corpo dela.

—Eu gosto de te ouvir dizer o meu nome e ver sua voz fraquejar enquanto acerto o ponto certo do seu corpo. —Arizona sorriu ao terminar a frase. —Isso soa imoral, não é? —Callie sorriu, olhando-a. —Pois que soe imoral, não me importa.

Os olhos se fecharam, enquanto ela se aninhava cada vez mais, como se seu corpo dependesse do calor que o corpo de Torres emitia naquele instante, e então a mulher adormeceu como um anjo, respirando profundamente nas primeiras horas de sono. Callie ficara acordada por mais alguns minutos, olhando o rosto da mulher que dormia ao seu lado, se culpando, porém agradecendo mentalmente a si mesma por ter cedido. Sabia que as coisas dali para frente ficariam complicadas e confusas, não que tivesse desenvolvido sentimentos extremamente complexos em relação à Arizona, não, estava cedo demais para isso, porém, dormir com alguém sempre tem seus prós e contras, e naquela situação, havia mais contras. Não era como se ela fosse acordar naquele dia, um tanto mais tarde, e dar de cara com a loira trajando uma de suas blusas e calcinha, enquanto preparava café da manhã para ambas, isso era quase sonhar demais para alguém que havia dormido com a namorada de seu irmão. Em meio a pensamentos complexos demais para serem pensados as duas e pouco da manhã, Torres adormeceu com Arizona em seus braços.

Enquanto as luzes dos raios solares entravam por todas as partes das várias janelas amplas que aquele quarto possuía, Calliope ainda dormia, respirando profundamente, fazendo com que seu peito subisse e descesse visivelmente. A mulher rolara para o outro lado da cama, tateando o colchão ainda de olhos fechados, sentindo o sono finalmente sair de seu corpo. Não havia ninguém ali. Os olhos se abriram, não estava assustada, decepcionada ou algo assim, na verdade já esperava que tal coisa fosse acontecer, era o mais provável, visto que Arizona tinha outras coisas mais importantes na vida, aquilo era casual, não eram um casal e nem aspiravam ser um. Torres se sentara na cama, ainda com seu corpo completamente desnudo, a mulher então se espreguiçara como de costume e então se levantou, cobrindo seu corpo com o próprio lençol de sua cama. Descalça, a morena andara até a cozinha um tanto tonta pelo sono que sentia, o que de fato lhe fez acordar foram os barulhos que pareciam vir da cozinha. Os olhos se arregalaram e ela então parou na porta de entrada para a cozinha. Lá estava Arizona Robbins.

A loira estava com uma blusa de Callie, que batia no inicio do cós de sua calcinha da noite passada. A mesma estava compenetrada fazendo panquecas, enquanto a máquina preparava o café que seria servido naquela manhã. Robbins ainda não havia notado a presença da outra mulher na cozinha, então continuou a dançar com a música que vinha de seu celular.

—That’s all they really want. —Ela prolongava a voz junto à música. —Some fun. —E então os olhos de Calliope Torres presenciaram a cena digna de ser apreciada que era Arizona Robbins dançando de calcinha pela manhã. When the working day is done, oh girls... They wanna have fun! Oh girls just wanna have fun, girls they want…—E então ela se virou, assustando-se com a outra mulher. —Calliope! —O sorriso enorme se fez em seu rosto. —Não tinha te visto ai!

—Você está usando a minha blusa do Backstreet Boys! —A morena disse sem ter certeza se aquilo era a melhor coisa para se dizer.

—É, eu estou... Foi a primeira blusa que eu encontrei no seu armário, e serviu, então... Depois eu devolvo, prometo! —O sorriso voltara a seus lábios e então ela se virou para pegar um prato cheio de panquecas com cobertura de chocolate. —Sente-se, vamos comer! Ainda tenho meia hora sobrando, meu horário da faculdade me ajudou hoje.

—Arizona... —A morena já preparava o folego para o discurso que iria fazer, por mais que não quisesse de fato faze-lo.

—Eu sei. —Ela parou, ficando com a expressão seria. —Eu sei que não era isso que você esperava, que não esperava me ver aqui de manhã, com ou sem café da manhã, e que seu discurso do que é moralmente correto vai ecoar por essas paredes daqui um segundo... —Ela então fitou Callie do outro lado da bancada da cozinha. —Apenas sente aqui e coma panquecas comigo, sem falar nada sobre a noite que passamos juntas!

—Eu... Ok, e depois pegamos seu carro, se estiver tudo bem para você! —Torres se sentou em um dos bancos e encarou o prato de panquecas que parecia ter sido preparado por uma criança.

—Não mereço um beijo de bom dia?! —A loira sorriu, trazendo o café para a bancada.

—Arizona! —A loira riu com o tom autoritário na voz de Calliope.

—Eu sei, eu sei... Estou brincando com você... Mas se você quiser eu quero! —A morena lhe olhou com um olhar ameaçador, e então colocou algumas panquecas no prato que havia sido colocado ali minutos mais cedo. —Mas é sério, Callie, se você quiser eu quero! —E então a risada ecoou pela cozinha.

Notas finais
Arizona é uma máquina de memes sim, amém por isso. Espero que tenham gostado, deixem nos comentários as opiniões de vocês, isso é extremamente importante para mim. Se quiserem conversar, cobrar capítulos e qualquer coisa do tipo, meu twitter é @persondagaga (a louca dos threads), pode falar comigo lá que fico praticamente o dia todo nessa rede social twitter. Um beijo, e até o próximo capítulo!