Notas iniciais
Mil desculpas pela demora! Eu tive um mega bloqueio criativo, junto com o fato de que eu tenho segunda fase de vestibular esse final de semana e as manifestações porque eu fui participar, então, está uma loucura aqui. Esse capítulo foi pequeno, mas o próximo é A verdade. Espero não decepcionar ao descobrirem, não é nada muito surpreendente. Muito obrigada como sempre pelos comentários lindos e por estarem sempre aqui. Vocês são lindos.

Debbie não conteve o sorriso assim que viu o novo casal passar pela porta. Guilherme revirava os olhos enquanto Fernando ria do seu comentário feito anteriormente. O menor usava o moletom vinho do outro que a garota havia dado a ele de presente e ambos pareciam mais felizes do que nunca. Debbie se sentia bem por eles. Assim que se aproximaram, a menina abraçou cada um deles e sorriu largamente.

— Parece que ontem rendeu, não? — Guilherme revirou os olhos, mas apenas sorriu para a garota.

— Eu te disse que o Gui não resistiria ao meu charme por muito tempo. — Fernando piscou para a amiga fazendo o menor revirar os olhos.

— Você está fazendo com que eu me arrependa de ter feito o que fiz. — Guilherme retrucou enquanto sentava no seu lugar. Fernando apenas riu antes de responder.

— Quando eu te levar de volta lá para casa, vamos ver se você está mesmo arrependido.

— Até parece que eu vou voltar para o seu apartamento se você continuar sendo tão convencido.

— Até quando você vai se negar a admitir que esse é o meu charme. E que foi exatamente isso que fez com que você se rendesse.

— Você é mesmo um babaca. — Guilherme resmungou, fazendo Debbie rir dos dois.

— Vocês são mesmo um casal muito fofo. — a garota falou, sorrindo.

— Além de ser muito sexy, não? Digo, eu sou maravilhoso e o Gui também é muito lindo, não tem como não ser um casal maravilhoso. — Fernando sorria malicioso para a amiga vendo-a rir enquanto revirava os olhos.

— Eu ainda tenho pena de você, Gui. Ter que aguentar o ego do Fernando não é nada fácil.

— E mesmo assim, você está ao meu lado desde sempre. — o maior sorriu, enquanto sentava no lugar atrás do menor. Debbie tornou a revirar os olhos enquanto observava o outro.

— Não é como se você fosse ao menos deixar que eu me afastasse. Você ama a minha companhia e não viveria sem ela.

— Depois eu que sou o convencido, não? — Fernando perguntou arqueando as sobrancelhas.

— É a convivência. — a menina deu de ombros fazendo os outros dois rirem. Seus olhos se voltaram para Guilherme e ela sorriu antes de perguntar. — Mas e ai, o Fer é tão bom quanto ele diz ser?

— Na verdade, ele deixa a desejar. — o menor falou em um tom sério, fazendo com que o outro o olhasse incrédulo.

— Não minta, Guilherme. Todos nós podemos ver a mentira.

— Ou você está se sentindo ameaçado por alguém ter dito a verdade de que você não é tudo isso. — Debbie provocou, sorrindo. Guilherme riu e piscou para o maior.

— Mas até que dá pro gasto, sabe? — Guilherme deixou o tom brincalhão dominar sua fala, fazendo a menina rir. Fernando apenas olhou sério para o menor, puxando seu rosto para perto e selando seus lábios. Guilherme arregalou levemente os olhos antes de retribuir o contato do maior, deixando que ele aprofundasse em um beijo calmo. Normalmente, Guilherme se preocuparia se tinha alguém olhando, mas a sala de aula estava praticamente deserta e ele não estava realmente pensando nisso. Fernando sempre conseguia levar seus pensamentos para outro lugar além das suas preocupações. E talvez fosse exatamente isso que o fazia gostar tanto do maior. Assim que descolaram seus lábios, Fernando sorriu maliciosamente para o menor, fazendo com que ele se arrependesse de ter cedido ao beijo do maior.

— Sabe, não parece que eu “até dou para o gasto”. — Fernando falou, fazendo os outros dois rirem.

— Vai ter que ficar nessa dúvida se é só isso ou mais que isso. — Guilherme murmurou, sorrindo. Debbie abriu a boca para comentar algo, mas a entrada de Godric na sala fez com que ela perdesse a linha de raciocínio. O ruivo caminhou lentamente e sentou no lugar vazio atrás de Debbie. Sorriu, então, para o resto do grupo antes de se pronunciar.

— Como vocês estão felizes para uma manhã. — as palavras do ruivo foram o suficiente para constranger Guilherme e irritar Debbie. Fernando sorriu para o ruivo, alheio ao incomodo dos outros dois.

— É porque eu dei uma noite ótima para o Guilherme ontem. — Fernando falou para o ruivo, sorrindo malicioso para Guilherme. O menor apenas revirou os olhos antes de falar.

— Se você continuar falando para todos que quiserem ouvir vai ser mesmo a última vez que você vai chegar perto de mim.

— Ah, você sabe que todos ficarem sabendo só faz com que você pareça melhor que todos devem achar. — Fernando deu de ombros, ainda sorrindo.

— Só faz parecer que eu seja mais uma putinha da escola. — Guilherme retrucou, fazendo Debbie e Fernando rirem. Por outro, Godric se mantinha encarando o menor. Ele não pretendia perguntar o que tinha na frente de todos, mas a curiosidade estava tão intensa eu ele não conseguia se controlar.

— Qual é o seu nome de verdade, Guilherme? — assim que a pergunta saiu pelos lábios do ruivo, o clima constrangedor se instalou entre eles. Debbie olhava incrédula para o ruivo, parte sua mandava bater no outro por fazer uma pergunta dessas de uma maneira tão aberta. Fernando permanecia olhando confuso para o amigo, como se ele estivesse louco. Guilherme era o pior de todos. Sem saber o que responder, sem saber o que fazer.

— Como assim qual o meu nome de verdade? Meu nome é Guilherme. — o menor respondeu, cauteloso. Godric prendeu os olhos nos avelãs do menos como se tentasse ler o que o menino escondia.

— Por que quando fui procurar algo sobre você, não apareceu nada sobre Guilherme Miller? — Godric tornou a perguntar, recebendo um olhar incrédulo de Fernando.

— Por que você foi procurar algo sobre o Gui?

— Porque ele não confia nele. — Debbie respondeu pelo ruivo, fuzilando-o com o olhar. — E porque ele é um idiota.

— Mas isso não muda o fato de o seu nome não existir. — Godric retrucou, ainda encarando o menor. Guilherme suspirou sem saber o que falar além da verdade.

— Porque meu nome não é mesmo Guilherme Miller. Miller é o sobrenome do meu padrasto e eu decidi usar.

— E por que você mudaria de sobrenome? Não é como se você tivesse fugindo de algo para precisar fazer isso... — Godric começou a falar, mas quando viu o olhar do menor se alterar, soube que estava tocando no ponto certo. E que se insistisse mais um pouco, o menor falaria. Sorriu internamente antes de voltar a falar. — Você está fugindo de algo?

Guilherme olhou para Debbie, praticamente desesperado. Parte sua queria contar a verdade, mas tinha medo. Não sabia se podia confiar totalmente neles. Não sabia o que eles fariam. Poderiam ajuda-lo? Ou iriam ajudar a fazer sua vida voltar a ser o inferno que era antes? Se sua mãe soubesse que considerava contar a verdade para outras pessoas, ela com certeza surtaria. Mas eles precisavam de ajuda! Ele precisava de ajuda. E ele nunca havia gostado tanto de alguém e confiado tanto em alguém como se sentia com Fernando e Debbie por perto.

Apesar do medo, Guilherme decidiu. Ele iria contar a verdade.

Notas finais
Obrigada por ler!