Notas iniciais
Eu sei que demorei e peço desculpas! O capítulo está grandinho espero que compense o último que foi bem ruim. A verdade está chegaaando. Espero que não seja outra decepção. MUIIIIIIITO OBRIGADA POR LEREM! MESMO, MAIS DE 100 COMENTÁRIOS! ISSO É MUITO LINDO! VOCÊS SÃO LINDOS DEMAIS!

Debbie estava quase dormindo quando ouviu a campainha tocar e sua mãe berrou para que ela fosse atender porque estava entrando no banho. Bufando, a menina se levantou da cama e seguiu para o andar inferior. Não tinham só elas duas na casa, mas ainda assim, Debbie sempre era a feita de empregada. No primeiro andar, seu meio-irmão estava distraído com um novo jogo de videogame enquanto seu padrasto berrava com algum cliente no telefone. E ela com certeza era a única desocupada para poder abrir a porta.

Bufando mais uma vez, a garota abriu a porta de maneira irritada. E quem estava lá não ajudava muito no quesito de animá-la. Assim que seus olhos pousaram no garoto ruivo parado à sua frente, não conseguiu evitar o revirar dos mesmos. Godric riu antes de se pronunciar.

— Você recebe todo mundo tão bem ou é só a sua felicidade que não se contém quando me vê? — o ruivo perguntou, arqueando uma sobrancelha, fazendo com que Debbie tornasse a revirar os olhos.

— Não esperava essa sua ilustre visita. — sua voz transbordava ironia, fazendo o outro rir novamente.

— Não vai nem me convidar para entrar. Eu realmente preciso conversar com você. — Debbie bufou, mas cedeu espaço para o outro entrar. Godric sorriu largamente antes de se colocar ao lado da menina dentro da casa. — Muito obrigado.

— Vamos para o meu quarto.

Godric apenas concordou com a cabeça e seguiu a amiga pela casa. Lançou um sorriso pequeno para o meio-irmão e o padrasto da mesma, mas não falou nada até que estivesse sozinho com Debbie no quarto. A menina se jogou na cama e viu o outro sentar ao seu lado. Godric sorriu largamente para a amiga antes da mesma se pronunciar.

— O que você tem para falar, Godric?

— Eu pesquisei sobre o Guilherme. — Debbie olhou incrédula para o outro que apenas deu de ombros como resposta. — Eu precisei fazer. É muito estranho ele sumir do jeito que sumiu e voltar todo carinhoso para cima do Fernando. E essa pesquisa só revelou que não pode ter nada de bom vindo desse menino.

— E o que você descobriu de tão ruim assim.

— Eu não descobri nada.

— E o que tem de tão demais nisso? — Debbie arqueou as sobrancelhas de maneira confusa para o ruivo.

— Exatamente isso. Eu não achei nada. Não achei nenhum Guilherme Miller. Ou melhor, achei, mas nenhum o nosso Guilherme. Ele está mentindo para nós, Debbie.

— Você está louco, Godric. Até parece que o Guilherme mentiria o nome para nós! E outra, você não tem nada a ver com isso. — a menina bufou antes de continuar. — Você quem precisa parar de se meter na vida dos dois! Não é porque você é amigo do Fernando que tem que ficar fuçando na vida de quem ele escolhe para se envolver.

— Mas esse garoto é problema, Débora! Ninguém sabe nada sobre ele, ele some de repente, está cheio de segredos. Vocês estão cegos demais com a “fofura” dele para poder perceber o verdadeiro buraco-negro que ele parece ser.

— Vai se ferrar, Godric. O Gui não é nada disso. Você que é o único neurótico.

— Então me fala o nome da mãe dele. Só isso e eu desisto de achar que ele está mentindo para todos nós.

— Eu não sei. — Debbie deu de ombros e revirou os olhos.

— Porque ele não conta nada! Ninguém esconde absolutamente tudo sobre si.

Debbie bufou e revirou os olhos. Sabia que não teria como parar o outro de investigar sobre a vida do menor. Mas era uma grande vantagem saber de tudo primeiro, pelo menos poderia usar isso para ajudar Guilherme a se defender quando o ruivo tentasse atacar.

Guilherme acordou sem saber ao certo onde estava. O pânico correu pelo corpo do menor antes das memórias do dia anterior voltassem. Abriu os olhos e deixou que os avelãs pousassem no outro adormecido. Fernando transmitia uma paz que Guilherme nunca se lembrou de ter sentido algum dia. Seu corpo era envolvido pelos braços do outro e sentia o calor do corpo nu junto ao seu. Levou o olhar para o relógio na cabeceira ao seu lado e notou que faltava uma hora para que tivessem que ir à escola.

Delicadamente, o menor tirou os braços do outro de cima do seu quarto e sentou. Uma dor incômoda o atingiu assim que o fez, mas relevou. Fazia tempo que não se entregava a alguém e o incomodo era normal. Suspirando, Guilherme saiu à procura de sua cueca, vestindo-a. Colocou a camiseta e deixou o quarto, atrás de sua mochila.

Encontrou-a na sala e pegou o celular do bolso de fora. Agora, a culpa pesava sobre si. Não deveria ter abandonado sua mãe em um momento como esse. E nem ao menos deu notícia! Sentia-se um idiota egoísta. Só esperava que nada tivesse acontecido. Não poderia suportar a ideia de algo ruim acontecendo enquanto ele estava alheio a sua realidade, vivendo uma ilusão com Fernando.

Ligou o celular e viu que havia quinze mensagens da mulher. Era óbvio que estava brava. E, mais que isso, decepcionado. Guilherme engoliu a súbita vontade de chorar e digitou uma mensagem para a mãe avisando que estava bem e que estava na casa de Fernando. Um suspiro escapou pelos lábios do menor e ele se dirigiu ao banheiro.

Fernando acordou sentindo algo faltando. Abriu os olhos e contemplou o vazio que deveria estar Guilherme. Em um sobressalto, Fernando abandonou a cama e recolheu sua cueca no chão. Assim que estava prestes a deixar o quarto, o barulho da descarga o fez relaxar. O maior apenas sentou na ponta da cama e esperou até Guilherme voltar a entrar no quarto. Viu a confusão passar pelos olhos cor de avelã do menor e um sorriso pequeno apareceu no rosto do mesmo enquanto ele se aproximava. Fernando segurou o menor pela cintura e o puxou para mais perto. O sorriso do outro aumentou, mas ele o empurrou levemente pelos ombros.

— Nada de beijo antes de escovar os dentes. — o menor murmurou assim que Fernando aproximou seus rostos.

— Para de ser fresco, Guilherme. — Fernando resmungou, puxando o outro para seu colo e colando seus lábios a força. Guilherme riu contra os lábios do outro e afastou seu rosto. — Bom dia para você!

— Bom dia. — o maior sorriu, sendo acompanhado pelo outro. — Sabe, imaginei que você seria mais frio no “dia seguinte”.

— Eu até podia ser, mas como você virou o meu mascote oficial agora, bem, não tenho porque ser frio. — Fernando respondeu, sorrindo torto. Guilherme revirou os olhos antes de responder.

— Não lembro ainda de ter dito que aceitava ser seu mascote.

— Não precisava ter dito nada, seus gemidos já responderam o suficiente a sua vontade de ser mascote.

— Você é muito convencido.

— E você é atraído por mim por exatamente esse motivo. Já te falei isso.

— Estou me perguntando porque eu decidi me envolver com você.

— Você não teve escolha. — Fernando levou uma mão até a coxa esquerda do menor, arranhando-a de leve. Observou Guilherme se arrepiar e sorriu. — O seu corpo implora por mais contato com o meu.

— Se você continuar nessa, acredite, vai ser a última vez. — Fernando riu e beijou a testa do menor.

— Nós devíamos tomar um banho, o que acha? — o maior falou, sorrindo de canto.

— Acho ótimo.

Os dois seguiram para um banho cheio de caricias e alguns beijos mais profundos. A culpa que Guilherme havia sentido assim que acordou, dera lugar para a mesma felicidade que havia sentido durante o dia anterior. O menor voltou para o quarto do outro na frente do mesmo, com a toalha em volta da cintura e suas roupas no braço. Fernando observava o corpo do menor enquanto ele falava sobre como iriam se atrasar com o jeito que Fernando parecia extremamente vaidoso e demorado para se arrumar.

Assim que entraram no quarto, Guilherme se livrou da toalha sem se preocupar com o olhar faminto do maior e voltou a vestir as roupas do dia anterior. Fernando sorriu antes de seguir até o armário tirando uma boxer preta e a vestindo. Pegou, então, uma camiseta vermelha e uma calça jeans escura e justa ao seu corpo. Era simples, mas realmente não tinha muito tempo. E ele sabia que Guilherme não gostava de chegar atrasado. Fernando tirou um moletom vinho do seu armário antes virar para o menor que ajeitava o cabelo com os dedos.

— Vista esse hoje. Se você for exatamente com a mesma roupa de ontem, a Debbie não vai te deixar em paz.

— Como se usar seu moletom fosse controlar a Debbie. Isso só vai mostrar para todo mundo que eu realmente passei a noite com você.

— É, assim não tenho que lidar com gente dando em cima do meu novo mascote.

— Nunca achei que você fosse tão possessivo assim. — Guilherme sorriu para o maior quando terminava de colocar o tênis e se aproximava do maior. Fernando passou os braços pela cintura do menor e selou seus lábios.

— Nós temos que ir, quer comer antes?

— Não, estou sem fome. — Guilherme deu de ombros e o maior sorriu.

— Então vamos.

Fernando segurou a mão do menor, puxando-o pelo flat. Caminharam sem pressa até a escola conversando sobre nada em especial. Guilherme se sentia leve e Fernando mais feliz do que ele se lembrava de já ter se sentido. Sabia que Debbie iria tomar todas as possibilidades possíveis para poder perturbá-los e fazer piadas, mas não importava. Havia conseguido tudo o que sempre quis com Guilherme e sabia que precisava repetir. Sempre que possível.

Notas finais
Obrigada por ler!