Notas iniciais
Sim! Eu sei, eu demorei muito para voltar. ME DESCULPEM! Juro que tentei escrever sempre que tive tempo e deixar esse capítulo o melhor possível. Eu reescrevi ele três vezes e esse foi o melhor que eu consegui. E não, eu não acho que ficou bom, me desculpem. Eu sou realmente um lixo para escrever lemon, mas tem uma parte nesse capítulo que era necessária porque é o começo da verdade do Gui. Enfiim, sei que deixei vocês esperando e que vou decepcionar, mas vou adiar o máximo o próximo porque ele é beem importante também. MUUUUUUUUIIIIIITO OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS! Vocês são uns lindos por estarem sempre lendo e me animando. Muito obrigada mesmo.

Sentado no sofá de sua sala, Fernando se perguntava como agir. Nunca tivera esse problema, sempre quando trazia alguém para seu apartamento, a próxima parte era natural. Nunca tinha que pensar, seu corpo sempre o guiava. Mas com Guilherme era diferente. Havia permanecido com alguns beijos no menor até que ele avisar que iria ao banheiro. Não conseguia agir como sempre, deixar seus impulsos e vontades tomarem conta. Era quase como se o menor fosse se afastar cada vez que saísse da linha. Por mais que, ao sugerir que fossem para o seu apartamento, era óbvio que isso era exatamente o que o outro queria.

Mas estava travado. Era como se uma parte sua o avisasse que, se deixasse que chegassem ao ponto que ele sempre quis, Guilherme iria embora. Esse sentimento era estranho para ele. Nunca se preocupou realmente se, ao tomar a pessoa por uma noite, ela iria embora ou ficaria. Mas era tão óbvio que Guilherme era diferente. Do mesmo jeito que era óbvio que o garoto se afastaria assim que chegasse o dia seguinte.

Ouviu o barulho da porta do banheiro se abrindo e logo Guilherme entrou no campo de visão do maior. Um sorriso pequeno apareceu no rosto do menino enquanto ele caminhava até o sofá. Jogou-se ao lado de Fernando que permanecia atento a cada ação do menor. Um sorriso de canto apareceu no rosto do mais baixo antes de ele se pronunciar.

— Sabe, você está muito quieto. Até parece que está com medo de mim. — o menor aproximou o corpo do outro, mantendo o sorriso fixo nos lábios bem desenhados. Fernando não evitou sorrir e levou uma mão até a cintura de Guilherme.

— Talvez eu esteja esperando você começar e me mostrar o que você sabe mesmo.

— Não me parece muito típico de você esperar.

— Admito, estar cansando. Por que você não começa logo?

Guilherme riu antes de juntar seus lábios aos de Fernando. Prontamente, sua mão seguiu para o rosto do maior, mantendo-o junto ao seu. Fernando puxou o menor para mais perto, até tê-lo sentado de lado com as pernas esticadas no seu colo. Uma mão do maior desceu pela lateral do outro e pousou em suas coxas. Parte de Guilherme berrava para que ele se afastasse do outro e fosse embora, mas quanto mais o Fernando brincava com sua língua e acariciava seu corpo, mais essa parte ia sendo silenciada.

Guilherme levou ambas as mãos até a barra da camiseta do maior, invadindo-a para poder arranhar de leve o abdômen definido do outro. Fernando terminou o beijo com uma mordida de leve no lábio inferior do outro e desceu com os lábios pelo pescoço do menino, marcando-o o máximo que conseguia. Guilherme prendeu o gemido que parecia querer saltar pelos seus lábios enquanto Fernando deitava o outro no sofá, embaixo do corpo do maior. As mãos de Guilherme foram para as costas do outro enquanto seus lábios eram tomados novamente por um beijo tão desesperado por contato quanto sempre fora entre os dois.

Fernando brincava com suas mãos indo do lado mais externo da coxa do menor até a parte interna, onde acariciava e apertava de leve. Guilherme soltou um gemido contra os lábios do maior antes de puxar a camiseta do outro mais para cima. Fernando quebrou o beijo e se afastou levemente sorrindo enquanto ajudava o outro a tirar o tecido que o impedia de ter algum tipo de contato com a pele quente do outro. Aproveitando que as mãos de Fernando não estavam mais nas suas coxas, Guilherme passou-as ao redor da cintura do outro com um sorriso de canto.

— Acho que nós deveríamos ir para o seu quarto. — Guilherme murmurou enquanto passava os braços em volta do pescoço do maior. Fernando deixou que seu sorriso se alargasse antes de responder no mesmo tom que o outro usou.

— Eu acho uma ótima ideia.

Fernando se levantou do sofá com o menor pendurado ao seu corpo. O maior levou ambas as mãos até a parte superior das coxas do garoto, impulsionando seu corpo para cima até que estivesse seguro que Guilherme não cairia. Então, seguiu até seu quarto, depositando beijos pelo pescoço do menor e vendo-o se encolher e suspirar cada vez que seus lábios encostavam a pele sensível do outro.

Guilherme tinha uma mão nos cabelos macios do maior, puxando-os sempre que deixava um suspiro escapar. Sentiu seu corpo ser depositado na cama e Fernando logo estava por cima dele, atacando mais uma vez seus lábios já vermelhos por causa dos beijos. Guilherme empurrou o corpo do outro com toda a força que tinha, rolando seus corpos até que o menor estivesse por cima de Fernando. Separou novamente seus lábios e desceu os mesmo até os ombros do maior.

Fernando se arrepiou e lavou suas mãos até a base da camiseta de manga comprida do menor. Ele precisava do contato de pele com pele urgente. Mas assim que começou a levanta-la, Guilherme parou o que fazia e ficou tenso. A confusão passou pelo rosto do maior assim que o outro se afastou, saindo de cima do maior e indo sentar na ponta da cama. Fernando se aproximou do garoto lentamente com a confusão explicita em seu olhar.

— Eu não consigo. — Guilherme sussurrou sem olhar para o maior. Fernando levou uma mão até o cabelo do outro, tentando chamar trazer a atenção do menino para si.

— O que eu fiz de errado, Gui? — perguntou no mesmo tom. Era como se, falando mais alto que isso, o menor iria fugir. Guilherme negou com a cabeça ainda sem olhar para o outro.

— Você não fez nada de errado. Eu que sou errado demais para você, Fernando.

— Como assim? — o menor levou seu olhar até o outro com um sorriso de canto forçado nos lábios. Seus olhos percorreram o corpo inteiro do maior antes de pousar seus olhos nos do outro.

— Eu não sou tão bonito como você acha que eu sou. — Fernando riu brevemente e se aproximou mais do outro.

— Mesmo? Porque eu não consigo achar nada que te torne feio. — o menor tornou a negar com a cabeça e se tentar se afastar, mas dessa vez Fernando foi mais rápido, segurando-o pelo braço e puxando-o para o seu colo. Passou ambos os braços em volta do outro, prendendo-o contra o seu corpo.

— Você não sabe nada, Fernando. — Guilherme suspirou e abaixou o rosto.

— Isso nunca foi algo que me parou antes. — o maior deu de ombros e beijou o canto dos lábios de menor. Guilherme estava começando a se arrepender de ter vindo para a casa do maior. Sabia que não tinha como fugir agora do mesmo jeito que sabia que não estava pronto para contar toda a verdade para o outro. Fernando desceu novamente suas mãos até elas estivessem na barra da camiseta do menor e sorriu de canto. — Por que você está desistindo agora? Sabe, você fez um ótimo trabalho me animando até agora. É muita maldade da sua parte parar tudo desse jeito.

Guilherme riu e voltou a olhar nos olhos de Fernando. Foi o que faltava para ele conseguir tomar coragem. Suas mãos afastaram as do maior de seu corpo enquanto ele mesmo tirava a camiseta. Fernando percorreu o tronco esguio e pálido do outro com os olhos. Guilherme era marcado por uma série de manchas desbotadas e cicatrizes. O menor corou e tornou a abaixar o rosto. Não precisava olhar para Fernando para saber que a surpresa era o traço mais marcante no rosto do maior.

— Eu disse que não era tão bonito como você achava. — o menor sussurrou, sentindo seu rosto quente. Fernando sorriu de canto e levou uma mão até a cintura do outro.

— O que aconteceu? — perguntou de maneira baixa enquanto levava a outra mão até o queixo de Guilherme, puxando seu rosto em um sinal de que queria o outro olhando para ele.

— Meu pai era violento. — Guilherme deu de ombros sem dar nenhum detalhe. Fernando concordou com a cabeça antes de selar seus lábios com os do menor.

— E você achava que isso te deixava feio? Nossa, você realmente não tem noção do que é feio de verdade.

Guilherme riu brevemente e empurrou de leve os ombros do maior. Fernando tornou a deitar o menor na cama e se colocou novamente por cima dele. Seus lábios passaram a depositar uma série de beijos em todo pedaço de pele que ele visse exposto. Passou dos lábios para o queixo. Do queixo para o pescoço. E por fim, em cada mancha ou cicatriz que ele encontrasse. Pelo peitoral do menor, pelos braços e por fim pelo abdômen. Guilherme apenas observava os atos do maior e deixava que alguns gemidos escapassem pelos seus lábios quando o outro beijava ou lambia algum ponto mais sensível.

Fernando sorria enquanto via o outro se arrepiar. Vez ou outra, mordia de leve a pele branca do menor vendo-a se avermelhar facilmente. Guilherme puxou o cabelo do maior, voltando a envolver os lábios do mesmo com vontade. Ainda se sentia inseguro, mas ter Fernando tão em contato com seu corpo fazia com que a insegurança voltasse para o segundo plano. Um gemido abafado escapou pelos lábios de ambos assim que suas peles se encontrassem.

Rapidamente, o resto de roupas que ambos usavam abandonaram seus corpos, dando livre acesso para ambos que não evitavam acariciar, apertar ou beijar todo pedaço de pele que encontravam. Gemido de ambos dominavam o flat do maior enquanto se entregavam cada vez mais um ao outro. Pelo menos uma vez, Guilherme se deixou levar e deixou que seu corpo tivesse tudo aquilo que vinha desejando há tempos. E Fernando não deixava por menos, arrancando todo o controle que o menor tinha e suprindo a vontade de ambos. Pelo menos uma vez, Guilherme não tinha mais nenhuma preocupação além de retribuir da melhor forma possível todo o prazer que estava sentindo.

Fernando tinha a certeza de que Guilherme, finalmente, era seu. E junto com essa certeza veio a de que estava completamente apaixonado pelo menor em seus braços.

Notas finais
Obrigada a quem leu e, bem, eu estou começando uma fic nova (hétero) chamada To Be Loved se alguém tiver interesse em ler, eu ficaria bem feliz. Muito obrigada de novo.