Notas iniciais
Certo, eu sei que demorei uma vida para voltar (exagerada), mas eu voltei! Mil desculpas pela demora, mas o cursinho me transformou em uma escrava dele então eu estive realmente sem tempo para escrever. Esse capítulo tá meio chato, mas o próximo é melhor. MUITO OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E UM OBRIGADA ESPECIAL A BABYMEMORIES PELA RECOMENDAÇÃO, sério, eu só não desisto de postar por causa de vocês. É realmente muito bom receber todos os comentários.

Fernando observava a nuca do pequeno sentado a sua frente. Não queria admitir, mas estava preocupado. Havia se passado uma semana desde quando fora para o seu apartamento e nada tinha mudado. Depois de terem assistido o filme, o padrasto de Guilherme apareceu para busca-lo. Mas não era como se Fernando tivesse ficado decepcionado. Sabia que havia tido o máximo que o menor fosse ceder por enquanto. E ele continuaria nisso, insistindo até o pequeno ceder tudo. Além do mais, ele podia jurar que seria em menos de uma semana. Porém uma semana se passou e nada mais sério aconteceu entre os dois. E isso o frustrava.

Porém não era isso que o atormentava no momento. Guilherme estava estranho. Havia chegado na segunda aula, coisa que Fernando nunca havia visto ele fazer. O garoto sempre agiu como um tipo “certinho” e vê-lo se atrasando era quase como se ele tivesse se transformado em outra pessoa. Mas esse também não era o motivo para o maior estar tão inquieto.

O problema estava em como Guilherme estava agindo. Durante todas as duas aulas e o intervalo, o menor se manteve distante e quieto. O garoto sempre foi quieto, ele tinha que admitir, mas nunca perto dele. Quando estava perto de Fernando, o pequeno sempre soltava algum comentário engraçado ou irônico. Principalmente durante as tentativas de ter algo a mais com o garoto. Mas hoje estava totalmente em silêncio, não havia cortado suas tentativas e nem incentivado. Não havia nem ao menos conversado direito com a Debbie! Tinha alguma coisa errada e sua confirmação veio assim que a aula acabou.

Logo após o sinal ter tocado e Godric ter, praticamente, disparado para fora da sala, o celular no bolso de Guilherme começou a vibrar. Uma expressão confusa tomou conta do menor, atraindo a atenção de Debbie e Fernando enquanto o menor se levantava e saia da sala antes de atender o celular. Assim que viu o número da mãe, já tinha uma leve ideia do que havia acontecido, logo não foi surpresa quando a voz chorosa da mulher falou o que tinha acontecido. Porém não queria dizer que doía menos. Desde quando acordará, essa sensação dominava seu interior e agora ele tinha certeza. Tinha chegado a hora. E ele ainda não estava pronto para ela.

Mas de qualquer forma, assim que desligou, Guilherme se dirigiu de volta para a sala e guardou seu material, indo embora sem nem ao menos se despedir de ninguém. Sua mente estava longe demais para se preocupar em causar uma boa impressão ou ser simpático. E talvez nunca mais pudesse vê-los de novo. Um suspiro abandonou seus lábios enquanto descia as escadas e ele precisou de muita força de vontade para não chorar.

Godric entrou na sala e caminhou até Debbie. A garota mantinha o olhar preocupado voltado para a porta. Era estranho ver Guilherme agindo daquele jeito e ir embora sem falar nada era mais estranho ainda. Algo berrava em seu interior que tinha problemas se aproximando. A menina só notou a presença do ruivo quando o mesmo pousou a mão em seu ombro. Seu olhar confuso encontrou os olhos verdes do outro e ele indicou a porta com a cabeça.

Debbie ficou em dúvida se deveria seguir o ruivo. Nunca era boa coisa e ela sempre ficava irritada. Durante toda a última semana, Debbie havia fugido sempre que podia de Godric. Não queria se irritar e só estar perto do mais velho era o suficiente para ela querer bater em algo. Não que Godric se importasse, o ruivo estava interessado em tentar arrancar alguma coisa sobre Guilherme. Tentativas essas que não deram resultado nenhum. Guilherme tinha alguma coisa que guardava muito bem dentro de si e não deixaria escapar. Debbie notara isso desde a primeira vez que conversara com o menor e não perderia seu tempo irritando o garoto sem nenhum resultado.

Por mais que todos os motivos de não ir para fora com Godric gritassem na sua cabeça, Debbie se levantou. Tinha um grande problema com a curiosidade e Godric havia incentivado a sua a dar sinais de vida. Seguiu com o ruivo para fora da sala, sentindo o olhar de Fernando fixo nos dois. O ruivo se manteve em silêncio até que os dois estivessem afastados da sala então olhou sério para a garota, parando apoiado na parede.

— Certo, você precisa impedir isso. — Godric falou, recebendo um olhar confuso da garota.

— Impedir o que?

— O Fernando de se apegar a esse tal de Guilherme. — o ruivo suspirou antes de continuar — O Fernando sempre te escuta e ele parou de fazer isso comigo já faz algum tempo. Ele não pode ficar com esse garoto. Seja uma boa amiga e o impeça.

— E por que eu impediria? — Debbie cruzou os braços tentando entender a lógica do que passava pela cabeça do garoto a sua frente.

— Porque esse garoto é estranho. Eu não confio nele e o Fernando parece estar totalmente cego para outras coisas desde quando eu voltei e o menino estava lá.

— Então isso tudo é porque o Fernando não te dá mais atenção por que ele está ficando com o Gui? Você é mais idiota do que eu pensava, Godric.

— Cala a boca, Débora! Não é isso! Esse garoto é estranho, estou sentindo que algo ruim vai acontecer por causa dele. Ele guarda segredo demais e ninguém parece saber absolutamente nada dele. Isso não é normal! Eu não quero que o Fernando se machuque porque acabou decidindo se apaixonar por um garoto que ele não sabe nada a respeito.

— Você é muito ridículo, Godric. O Gui é legal! Você não precisa se preocupar com ele, ele não tem jeito de quem faria alguma coisa ruim contra qualquer pessoa. Principalmente contra o Fernando. Ele realmente gosta do Fer e é bom ver que é retribuído e o Fernando está deixando de ser a pessoa sem coração que você o transformou.

— Debbie, eu não erro quando digo que esse garoto é problema. Você lembra o que aconteceu da última vez que eu falei que alguém era problema. Você se machucou por não ter acreditado em mim, mas eu não vou deixar que você deixe o Fernando sair machucado dessa história. Eu ouvi a conversa dele no celular e logo depois ele foi embora, eu posso te garantir que tem algo errado com esse garoto.

— Mas esse não é um problema seu, Godric. Pare de tentar se meter na vida dos outros como se você realmente soubesse de tudo. E não é como se você não escondesse nenhum segredo.

— Não de você. O único segredo que eu guardo, você sabe muito bem qual é. Não venha com esse papo de que eu escondo alguma coisa. — o ruivo revirou os olhos antes de prendê-los aos da garota. — Se você não me ajudar a afastar esse garoto do Fernando, eu vou fazer isso sozinho. Eu não vou deixar que esse garoto machuque o Fernando.

— Ele não vai machucar.

— Eu sei que vai. E eu vou dar o meu máximo para impedir isso. Não tente me parar, Debbie.

— Você não vai fazer nada, Godric! O Fernando está feliz! Eu não vou deixar que você impeça ele de crescer e ser alguém descente e diferente de você.

— Já falei que não tem nada a ver comigo, mas que saco! E eu vou fazer o que acho certo independente do que você diga. Boa sorte tentando me parar.

Um sorriso irônico foi lançado em direção da garota antes de Godric sair, deixando-a sozinha. Debbie teve vontade de bater no garoto. Sabia que já havia começado a aula e não teria como entrar. Havia sido uma grande perda de tempo ouvir o que Godric tinha a dizer. Era realmente louco, não tinha dúvidas. Assim como não deixaria que o maior fizesse algo contra Guilherme. Nem que pra isso ela tenha que contar a verdade para Fernando.

Notas finais
Desculpe qualquer erro. Vou tentar compensar o capítulo chato até sexta. E o lemon está chegando (medo) e a verdade sobre o Gui também! Obrigada por lerem.