Notas iniciais
Demorei mais de uma semana para postar porque essa semana foi um inferno. Tive que rever algumas coisas para o simulado que eu tive hoje então só tive tempo hoje mesmo. E a preguiça não me deixou colocar um título HUDIHASIUDHAIUD enfim! Obrigada por todos os comentários! Vocês são lindos demais! Fico muito feliz por estarem lendo. Esse capítulo não está realmente animado, mas o próximo vai ser. Espero que gostem de qualquer forma. Bem, obrigada por lerem!

Godric mantinha seus olhos verdes fixos nas figuras distantes de Fernando com Guilherme. As aulas haviam acabado fazia pouco tempo e o grupo estava esperando para ir embora em frente a escola. Ao seu lado, Debbie ria e conversava com as outras meninas, que o ruivo não fazia questão de lembrar o nome. Além do mais, estava mais interessado em observar o menor de todos. Fernando não desgrudava do garoto e ele podia ver que o mesmo adorava isso. Por algum motivo, isso mexia com seu interior. Assim que havia colocado os olhos no menor, teve vontade de toma-lo para si, nem que fosse apenas por uma noite.

E realmente tinha em mente fazer isso. Não era como se o que Fernando queria ou deixava de querer importasse para o ruivo. Godric era bem egoísta e sabia disso. Até se vangloriava por isso, não era como aqueles que deixavam que os outros passassem por cima dele só para agradar. Mas ver como o menor não saia do lado de Fernando, ele viu que seria difícil. E diferente do amigo, não era muito paciente para as coisas que não eram fáceis, independente do quanto desejasse. Mas não podia negar que tinha algo que o prendia naquele menino.

Talvez os olhos cor de avelã e a beleza um tanto diferente do menino, ele não tinha certeza. Só sabia que tinha. E ele sentia que tinha um ar de mistério que Guilherme emanava, algo que ele escondia. Este fato era bem mais interessante do que tentar ter algo com o menor. Vez ou outra, Godric sentia o olhar de Debbie cair sobre si. Sabia que a garota o detestava desde o último aniversário dela, mas não tinha nada que pudesse fazer. Era como se a menina o desejasse o mais longe possível. Bem, problema dela. Ele não iria a lugar nenhum por um tempo.

Fernando mantinha Guilherme contra o muro da escola e o seu corpo. Seus rostos estavam próximos, mas nenhum dos dois fazia nada para aproximar mais. Guilherme poderia muito bem sair quando quisesse, não era como se estivesse contra a sua vontade. E o maior sabia que, na verdade, Guilherme estava adorando estar ali. O maior sorriu para o menor antes de falar.

— Sabe, acho que seu pai vai demorar para te buscar. — Fernando falou de forma que só Guilherme pudesse vir.

— Não é porque você quer que ele demore, não quer dizer que vai ser isso que vai acontecer. — Guilherme sorriu para o maior, fazendo com que Fernando retribuísse o sorriso.

— Não é que eu quero e sim que ele sempre está aqui quando nós saímos e hoje ele não está. — Guilherme assentiu com a cabeça ainda sorrindo.

— Não faz nem dez minutos que as aulas acabaram. Ele pode muito bem se atrasar um pouco. — Fernando riu e se aproximou mais do corpo do menor.

— Não disse em momento algum que eu queria que ele se atrasasse.

— Você não precisa dizer. Está escrito na sua testa! — Guilherme piscou para o maior que aproximou ainda mais seus lábios.

— O que seu pai diria se te visse tão perto assim de mim? — Fernando murmurou contra os lábios do menor. Guilherme deixou que um suspiro escapasse pelos seus lábios e ele sorriu para o outro.

— Ele ficaria bem inquieto, no mínimo. — Fernando sorriu de volta, mantendo seus olhos presos nos do menor.

— Então, vamos torcer que ele demore bastante para que ele não veja e desconte em você. — Fernando selou os lábios do menor assim que terminou de falar, fazendo o outro rir. Guilherme empurrou os ombros do maior, dando espaço para que ele pudesse sair e sorriu para o maior.

— Se não é para ele ver, então, vamos com o resto do pessoal. Assim ele não desconfia.

Fernando observou o outro caminhar até o grupo maior com um sorriso de lado no rosto. Sem ter outra opção, Fernando seguiu Guilherme. Debbie observou enquanto os dois garotos se aproximavam e sorriu assim que Guilherme parou ao seu lado. Godric também se mantinha atento aos dois. Um sorriso de canto surgiu nos lábios do ruivo antes de ele se pronunciar.

— Você não é um daqueles caras depressivos que se corta, não é? — Godric mantinha o olhar fixo em Guilherme. O menor enrubesceu com o tom de desafio do olhar do outro. Fernando apenas olhou para o ruivo em dúvida. — Sabe, para ficar com esse moletom o dia inteiro, você só pode estar escondendo algo.

— Eu não me corto. — Guilherme deu de ombros e sorriu de canto. Na verdade, ele estava sem jeito. Só queria pode desviar o assunto. — Eu só acho confortável usar o moletom.

— Mas ninguém usa moletom nesse calor. — Godric retrucou, fazendo Debbie revirar os olhos.

— Você deveria deixar o Gui em paz. Não é como se você não tivesse nenhuma coisa estranha em você. —Debbie retrucou, recebendo um sorriso irônico em resposta por parte de Godric.

— Não ouvi ninguém dizendo seu nome, Débora.

— Você não acha que é muita arrogância de sua parte chegar aqui e já ficar atacando o Gui desse jeito?

— Não o ataquei de jeito nenhum, eu só fiz uma pergunta. — o ruivo deu de ombros e Gui sorriu de canto para a menina.

— Está tudo bem, Debbie. — a menina abriu a boca para retrucar, mas foi impedida pelo toque do celular do menor. Guilherme arqueou a sobrancelha e pegou o celular do bolso externo da mochila. A confusão dominou seu rosto antes de atender a chamada de seu padrasto. Então, ele se afastou do grupo para atender a chamada. Godric desviou o olhar do menor e voltou para Debbie.

— Você anda muito mal-humorada, sabia? O que aconteceu com a Debbie divertida de antes?

— Cansou de ser feita de trouxa por você. — a menina deu de ombros, arrancando um sorriso largo do ruivo.

— E o que aconteceu enquanto eu estava fora? Você foi atrás do seu ex?

— Por que eu iria? Ele era só mais um idiota.

— Não era o que você dizia um tempo atrás. — Fernando se mantinha calado, apenas observando Guilherme de longe. Estava com a cabeça distante das discussões dos amigos.

— Ainda bem que eu amadureci. — a menina bufou e encostou-se ao muro as suas costas.

— Não é como se eu não tivesse falado para você o que ele era desde o começo.

— Uau, Godric! Que incrível! Você quer um prêmio agora? Uma medalha para o grande e genial Godric? — Debbie se exaltou, chamando a atenção de Fernando. O garoto apenas arqueou as sobrancelhas e levou seu olhar para os dois amigos.

— O que está acontecendo?

— Nada, a Debbie é que se estressa com pouco. — Godric falou, dando de ombros. Debbie apenas bufou e virou o rosto, disposta a ignorar o ruivo como havia feito a manhã inteira. — Mas e você? Está realmente apaixonadinho por esse Guilherme, não?

— Como se eu me apaixonasse, não é? — Fernando devolveu com um sorriso de canto.

— Você não me parece exatamente desapegado como você deveria estar. — Godric deu de ombros e Fernando desviou o olhar para o chão.

— Eu nem ao menos tive algo mesmo com ele, como poderia ter me apegado? — Fernando respondeu voltando a olhar para o ruivo. Godric abriu a boca para responder quando Guilherme voltou. Fernando pousou os olhos no menino que parou ao seu lado com uma expressão preocupada. — O que foi?

— Meu padrasto não vai poder me buscar agora.

— E como você vai embora? — Debbie perguntou, olhando para o menor dos garotos.

— Eu não sei. — o menor mordeu o lábio inferior, ainda pensativo. Ele poderia ficar enrolado ao redor do colégio até que o padrasto pudesse sair da empresa para busca-lo, mas sua mãe não ficaria exatamente feliz por isso. Esse era um dos problemas de morar afastado da cidade. — Acho que vou achar algum lugar para ficar até ele conseguir me buscar.

— Então vamos para a casa do Fer! — Debbie sugeriu, recebendo um olhar surpreso tanto de Guilherme como de Fernando.

— Uau, incrível como você convida as pessoas para a minha casa como se fosse a sua mesmo. — Fernando falou, com ar risonho na voz.

— Como se você fosse nos impedir de entrar. — Debbie retrucou, sorrindo.

— Na verdade, eu não vou. Porque eu acho uma ótima ideia. Você pode passar esse tempo lá em casa enquanto seu pai não pode vir te buscar. — Fernando falou, sorrindo para o menor.

— Não sei se é uma boa ideia...

— Fica tranquilo, a Debbie vai estar lá. Ela com certeza vai atrapalhar qualquer coisa que comece e passe do seu limite. — Fernando falou, recebendo um tapa leve da amiga.

— Ainda assim, eu não sei se devo.

— Sim, você deve. Agora liga para o seu padrasto antes que eu o faça. — Debbie ameaçou fazendo o outro rir. Guilherme voltou a se afastar enquanto discava o número do homem mais velho. Podia parecer terrivelmente errado ir a casa de Fernando, mas não conseguia negar isso. Porque no fundo era o que ele queria. E ele havia dito a si mesmo que essa seria uma das únicas vezes que ele poderia realmente arriscar e fazer o que queria. Sem se importar realmente com as consequências.