Backseat Serenade

8 07. Festa (parte dois)


Notas iniciais
Primeiro, muito obrigada para os meus leitores porque vocês não tem noção de como é importante para mim saber que alguém realmente gosta de toda essas coisas estranhas que passam pela minha mente. Eu ando extremamente sensível e saber que tem gente lendo realmente significa muito. Segundo, quero pedir desculpas por demorar para postar. E peço desculpas adiantadas porque o próximo realmente vai demorar. Eu comecei a voltar a estudar então meu tempo livre só vai sumir cada vez mais porque meu foco esse ano está em entrar em uma faculdade boa. Não tenho ideia de quando vem o próximo, mas vou tentar não demorar, certo? Obrigada por lerem e espero que gostem.

Guilherme havia perdido a conta de quanto havia bebido. Cada vez que via seu corpo vazio, Fernando o repunha com um sorriso de canto. Sabia que o garoto estava tentando embebeda-lo, não era assim tão inocente, mas não havia funcionado. Guilherme estava apenas um pouco contente, mas não a ponto de fazer alguma besteira. Pelo menos era o que ele achava.

Todos na festa se esforçavam para ter ao menos alguns segundos da atenção de Fernando, mas o maior preferia gasta-la tentando deixar o menor totalmente bêbado. O que Guilherme passou a achar um tanto fofo, pois ele nem suspeitava que o menino era mesmo forte para o álcool. Debbie por outro lado, estava totalmente bêbada. A menina não queria passar de dançar e às vezes fazia coisas que Guilherme tinha certeza que não se arrependeria. Mas Fernando apenas ria e continuava a deixar um copo cheio nas mãos da menina.

Fernando permanecia normal apesar de estar bebendo muito mais do que o próprio Guilherme. Um tanto decepcionado pelo fato de Guilherme não ter sido afetado pela bebida. Mas ainda assim, motivado. Afinal, só mostrava ainda mais um desafio. E era tão mais divertido desse jeito. Guilherme dançava ao lado de Débora rindo sempre dos passos desengonçados da menina. O corpo pequeno da menina era a única coisa que o impedia de puxar o corpo de Guilherme e pressioná-lo contra o seu. E isso o deixava louco.

— Sabe, minha linda, você poderia aproveitar e se agarrar com alguns desses gatos babando por você. — Fernando se pronunciou fazendo que Guilherme sorrisse de leve. Ele não poderia ser mais direto.

— Se você acha que eu vou te largar sozinho com o Gui, você se engana, Fernandinho. — Debbie sorriu de canto e piscou para o amigo. Guilherme riu e Fernando teve uma leve vontade de bater no rostinho bonito da menina. — Eu estou bêbada, mas não vou te deixar para abusar do pobre menino.

— Não é abuso se ele consentir. — Fernando piscou de volta para amiga que apenas revirou os olhos.

— Nada te garante que ele vá consentir. Tente outra abordagem, querido. — Debbie riu e virou para dançar de frente para Guilherme. O menor apenas riu e piscou um dos olhos para Fernando, provocando-o. Sabia que não deveria ter feito aquilo, mas não conseguia pensar em algum problema para se arrepender realmente.

— Você é mesmo muito inconveniente quando bebe.

Débora apenas riu e se aproximou ainda mais do corpo de Guilherme, mexendo-se de acordo com o ritmo frenético da música eletrônica. Fernando apenas bufou e se afastou até que o balcão que separava a sala da pequena cozinha. Dali, ainda tinha uma boa visão de Guilherme e Debbie, por isso decidiu encostar-se contra o balcão e pegar uma das garrafas de cerveja. Por mais que fosse Fernando só tivesse convidado alguns amigos, a festa estava mais cheia do que ele imaginava. E tinha muita gente que ele nunca havia visto antes. Mas não importava. Ele só precisava achar alguém que tirasse Debbie do seu caminho por algum tempo. Então, ele poderia começar para valer a jogar o seu tão amado jogo de sedução.

Mas aconteceu que ele não precisou ter que fazer nada. Logo avistou um loiro musculoso se aproximar do corpo pequeno de Debbie e falar algo em seu ouvido. Um sorriso pequeno apareceu no rosto de Fernando quando ele viu Débora falar algo para Guilherme e se afastar com o loiro. Sabia que se estivesse agindo como o grande melhor amigo protetor, deveria ter impedido que a menina se afastasse com o outro porque ela provavelmente se odiaria por isso no dia seguinte. Mas não no momento. Queria que Debbie ficasse com alguém e não apenas porque isso lhe daria total acesso e privacidade com Guilherme, mas porque a menina merecia seguir em frente. Mas é claro, no momento tudo que passava por sua mente era poder ficar sozinho com o garoto pequeno.

Caminhou lentamente de volta até o meio da pista de dança improvisada e passou um dos braços pela cintura do menor, puxando-o contra seu corpo. Por ter chegado por trás, notou que Guilherme se assustou e Fernando não pode conter o sorriso. Levou os lábios até a orelha do garoto e notou o mesmo se arrepiar com a respiração quente do outro indo de encontro a sua pele.

— Agora que a Debbie saiu, não tem nada que me impede de sumir com você.

— Na verdade, eu posso te impedir. — Guilherme disse, virando de frente para Fernando. Seus corpos estavam colados e a ponta de seus narizes roçavam. Estava tudo perto demais para que sua sanidade se permanecesse intacta.

— Como se você realmente fosse me impedir. — Fernando sussurrou contra os lábios do menor. Guilherme sorriu para o maior. A verdade era que deveria se afastar, mas não queria. Não era como se fosse significar muita coisa para ele ou para o maior. Era só um momento de diversão.

— Você é convencido demais. Algum dia vai acabar quebrando a cara porque não é todo mundo que acha que você é tudo isso.

— Ainda bem que você não é uma dessas pessoas. É uma vantagem para mim.

— E o que te faz acreditar nisso?

— Porque se não me achasse irresistível, você não estaria tão perto de mim. Se você não quisesse, você já teria me jogado para o lado e me dado o maior fora de todos.

— Como se eu não tivesse tentado. — Guilherme retrucou fazendo o outro rir.

— Mas você sempre vem correndo atrás de mim depois. — Fernando sorriu de maneira maliciosa, puxando o corpo do menor, pressionando-o contra seu corpo. Guilherme não conseguiu conter o ofego que escapou pelos seus lábios.

— Talvez eu volte por causa da Debbie.

— Então você não teria deixado que ela fosse atrás daquele loiro agora pouco.

Guilherme não respondeu, apenas sorriu para o maior. Algo em seu sorriso parecia desafiar o maior. E esse tom de desafio foi o que ele precisava para acabar com o pouco espaço que separava seus lábios. Guilherme não se surpreendeu com o ato. O que o surpreendeu foi o fato de ele realmente estar esperando que o mais velho tomasse tal atitude. Com certeza era a culpa do excesso de bebida.

Sentiu a língua de Fernando adentrar sua boca e levar todo o seu fôlego embora. E toda a sua sanidade também. Fazia um tempo que Guilherme não beijava ninguém graças a todos os problemas que o assombrava, mas não teve tempo de ao menos se preocupar com isso. Sua única preocupação era retribuir com tanta vontade e intensidade que Fernando dava ao beijo.

Por ser mais baixo, Guilherme se esticava e mesmo assim, Fernando tinha que se abaixar. Era desconfortável para ambos, mas isso não tinha importância no momento. Nada tinha. Nada além dos corpos colados e a tentativa de manter o ritmo mais intenso possível. No momento, nem mesmo os pulmões gritando por ar era algo importante para nenhum dos dois. As mãos do maior corriam por toda a extensão das costas do menor apertando-o sem o menor pudor. Enquanto isso, Guilherme mantinha sua mão fixa na nuca de Fernando. Vez ou outra Guilherme puxava os curtos fios de cabelo da nuca do maior. O chapéu preto o incomodando.

Fernando terminou o beijo com um selinho demorado. O sorriso sedutor não abandonava os lábios do maior que se mantinha fitando os belos olhos avelã do menor. Guilherme deu um sorriso de canto para o outro que entendeu isso como um consentimento para aproximar seus lábios novamente do pescoço do menor. Trilhou-o com beijos até sua orelha antes de sussurrar contra a mesma.

— Vamos para algum mais confortável.

Guilherme apenas concordou com a cabeça. Não tinha mais força para negar por uma noite. Já havia cedido a um beijo, mais algum não iriam mata-lo. Ele precisava se divertir. Havia vindo para lá exatamente por isso. E por isso se deixou ser guiado até o sofá. Deixou que o maior o puxasse para sentar em seu colo. Deixou que seus lábios voltassem a ser tomado pelo do outro. E em algum momento acabou perdendo sua touca. Mas estava tudo bem, porque acabou jogando o chapéu do maior por algum canto. E se deixou ser levado pelos toques e os beijos do maior pelo resto da noite.