Backseat Serenade

9 08 - Consequências.


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora para vir postar. Minha vida virou uma loucura e eu só tenho algum tempo de noite e domingo para escrever. Isso sem contar meus momentos de insônia antes de ir para o cursinho de manhã. O que é pouquíssimo tempo para fazer tudo que eu tenho que fazer além de estudar. Então, bem, não tenho ideia de quando vem o próximo, mas vou tentar não demorar. Outra coisa que eu queria pedir desculpas foi que eu só me toquei hoje que havia errado o nome do meu próprio personagem. Eu realmente sou péssima com nome das pessoas, mas nunca achei que seria com nome de alguém que EU CRIEI. Desculpa mesmo por isso, eu já arrumei. Não sei nem explicar o que aconteceu, para falar a verdade. Agora eu queria AGRADECER DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO todos os comentários. Vocês são incríveis e me animam muito, nem sei como agradecer!

Guilherme chegou segunda na escola e logo foi abordado por Débora. A menina estava sorridente e empolgada, mas, para a surpresa do menor, estava sozinha. O sorriso da garota se alargou de maneira brusca assim que viu o menino e o envolveu em um abraço caloroso.

— Eu deveria te matar agora por ter me abandonado bêbada com aquele loiro que eu nem ao menos lembro o nome, mas foi bom. Ele realmente era um gato. E você se deu bem com o Fernando, hein? — Guilherme não pode evitar de corar. Sabia que esse seria um assunto recorrente essa manhã, mas não conseguiu não ficar desconfortável com a pergunta.

— Nós só nos beijamos por um tempo. — Guilherme tentou parecer o mais natural possível, mas ao ver o sorriso no rosto de Debbie, ele notou que havia falhado nisso também.

—Vocês só se beijaram? Sério? O Fernando nunca só beija alguém. — Debbie piscou um dos olhos para o menino, mantendo um sorriso malicioso nos lábios bonitos. Guilherme só corou mais e continuou caminhando até alcançar as escadas. Debbie o acompanhou escada acima ainda esperando uma resposta do menor. — Qual é, Gui? Vai tentar manter isso em segredo? Garanto que assim que o Fer chegar, todo mundo vai ficar sabendo.

— Não estou tentando guardar segredos, não aconteceu nada além de alguns beijos. — Guilherme deu de ombros e sorriu para a amiga. — Além do mais, não é como se eu fosse deixar que ele chegasse nisso em tão pouco tempo. Ia ser só mais um motivo para ele ficar se achando o gostosão e que ele me tem na palma da mão.

— Então você o parou? — Debbie arqueou as sobrancelhas com um sorriso divertido no rosto. Era cômica essa situação. Ninguém nunca havia parado Fernando e esse era um dos motivos que ela tinha certeza que o amigo mais se dava vangloriava. Uma vez que ele beijasse alguém, era certeza que essa pessoa acabaria na cama com ele.

— Parei. Ele é metido demais. Não queria ele se achando para cima de mim porque ele acha que é melhor que qualquer um.

— Ele ainda vai se achar por ter te beijado.

— Mas eu ainda posso esfregar na cara dele de que foi só isso. — Debbie gargalhou e assentiu com a cabeça.

— Então você vai ser o novo mascote do Fernando? — a menina perguntou séria, sentando no lugar ao lado do menino. Guilherme sorriu de canto antes de responder.

—Não. Mas isso não quer dizer que eu não posso me divertir com ele.

—Sabe, você é realmente o meu preferido.

Guilherme apenas riu e deu de ombros. Debbie abriu a boca para puxar assunto quando Fernando entrou pela porta. Os cabelos escuros bagunçados e o rosto levemente amaçado devido ao sono. Para a surpresa de Debbie, Fernando não estava arrumado. Pelo contrário, estava bem simples. Apenas uma camiseta branca lisa e uma bermuda jeans. Caminhou lentamente e sentou no lugar na frente de Guilherme. Debbie sorriu antes de falar.

— Longo final de semana, hein? — Debbie piscou um dos olhos e Guilherme sorriu. Fernando virou para ficar de frente para os dois ainda sonolento.

— Longo e excelente. — um sorriso pequeno apareceu no rosto do maior e ele piscou um dos olhos para o menor. — E o seu, minha querida? Quantos dias durou com aquele gatinho da festa?

—Só na festa mesmo. — Debbie respondeu. Fernando lançou um olhar incrédulo para a menina e sorriu.

— Então você não sabe aproveitar as oportunidades porque ele realmente era muito gato, meu amor. — o maior piscou um dos olhos fazendo os outros dois rirem. Guilherme revirou os olhos e permaneceu observando o rumo que a conversa estava seguindo. — Pelo menos me diz que você pegou ao menos o telefone dele.

— Não. — Debbie mordeu o lábio inferior, Fernando se sentiu quase ofendido por a amiga ter deixado o garoto bonito sumir desse jeito. — Mas ele pegou o meu.

— Então não são todos idiotas. — Fernando falou, sorrindo largamente. Então, seus olhos azuis voltaram para o menor e ele piscou para Guilherme. — E nós dois temos que terminar o que começamos na festa, querido.

— Bem, por enquanto, aquilo foi o suficiente para mim. — Guilherme respondeu, sorrindo. Fernando virou o corpo o máximo que conseguiu até estar praticamente de frente para o menor e então se debruçou para manter seus rostos o mais próximo possível.

— Então eu vou ter que te convencer a ceder. — Fernando sussurrou com os lábios próximos ao do menor. Guilherme apenas sorriu antes de sussurrar de volta.

— Dê o seu melhor.

— Você não tem ideia de como eu posso ser bem convincente quando eu quero. E acredite, eu quero muito dessa vez.

— Bem, vou esperar para ver, porque se o jeito que você convence é o mesmo que você usou comigo sábado, então, você tem que se esforçar bastante mesmo. — um sorriso de canto apareceu no rosto de Guilherme fazendo com que um arrepio corresse pelo corpo de Fernando.

— Você é mesmo muito sexy.

Guilherme apenas riu em resposta e se afastou do maior. Debbie apenas se mantinha observando os dois em silêncio. Lentamente a sala foi enchendo e suas outras amigas vieram puxar assunto com os três. Guilherme era mais calado com as outras garotas por perto, mas isso não impedia de Fernando continuar com as insistências. Debbie só podia sorrir quando isso acontecia porque era óbvio o final disso tudo para ela.

Era certo que Fernando estava realmente se apegado cada vez mais a Guilherme. Poderia não admitir, mas se fosse qualquer outra pessoa, Fernando não estaria insistindo tanto. Se fosse qualquer um, ela sabia que Fernando acharia outra pessoa. Quer dizer, não era como se Guilherme fosse a pessoa mais bonita no mundo. Ou até mesmo na escola. Mas sabia que o jeito do menino convencia o amigo mais do que um rosto bonito. E seria exatamente essa a perdição do maior. Porque quando ele se apegou pelo jeito, não vai ser qualquer um que seja apenas bonito que vai substituir o que o Guilherme marcou no seu amigo. E isso podia ser algo bom ou não. Tudo dependia do menor.

Notas finais
Obrigada por lerem e desculpa por qualquer erro.