Back in Black

11 Just Say GoodBye


Notas iniciais
Nananana, eu sei. Me desculpem! Essa semana foi extremamente cansativa! É trabalho pra cá, é prova pra lá, é fic pra terminar... Bom, mas cá estou eu. Demorei, mas finalmente irei postar um novo cap! o/ Para a tristeza de algumas leitoras, surge uma nova pedra no caminho de Allice e de Sam. Não se sabe exatamente o que é, só nos próximos capítulos que saberemos!

Sentado em uma poltrona qualquer da sala, Sam folheava um outro livro qualquer sem realmente prestar atenção no que lia. Seus pensamentos estavam longe. Estavam em Allice.

Castiel, havia saído a pouco tempo, disse que iria procurar Allice para Sam. E até agora, nenhum sinal da parte dele também.

A anja tinha saído no finalzinho da tarde. E agora já era tarde da noite e nenhum sinal dela.
Sam olhou para o celular, o relógio marcava 3:30. A hora morta.

Sam estava ficando maluco, se estivesse acontecendo algo a Allice ele não poderia ajudar, pois estava perdendo tempo com livros que não servem para nada.

Então apenas jogou o livro na mesa, pegou seu casaco e as chaves do Impala.

Foi quando finalmente escutou o ronco do motor de um carro, o Mustang 1967 de Allice.

Sam rapidamente olhou pela janela, uma mulher magra, morena, com a maquiagem um pouco borrada se aproximava da casa, na medida em que ela chegava a luz do ambiente, clareou seu rosto e seus olhos verdes esmeralda reluziam na luz da lua.

Ela olhou na direção da janela e viu Sam. Ela sorriu pra ele e apontou para a porta, mas Sam continuava sério — um tanto aliviado — mas não gostaria de demonstrar isso.

Ele abriu a porta e encarou Allice, ela estava absolutamente sexy. Ela usava um vestido preto que acentuava seu corpo escultural, um salto agulha vermelho que endurecia suas panturrilhas e fazia seu traseiro ficar mais empinado ainda seu rosto apesar de seus olhos verdes que tiravam o fôlego de Sam, e de qualquer pessoa que a encarava, estavam ainda mais brilhantes, ela usava um batom vermelho que destacava seus lábios carnudos e um sorriso ainda estava impregnado por meio de seus lábios.

A vontade de Sam era puxar ela para dentro da casa e fazer loucuras inimagináveis com ela por um longo tempo.

– Vai me deixar entrar? — Allice estava com a cabeça inclinada, com um sorriso sarcástico agora.

Sam abriu espaço para Allice passar, ela foi em direção ao seu quarto, quando Sam finalmente falou:

– Aonde estava? — sua voz estava firme e rouca e fez com que um calafrio percorresse pelo corpo de Allice.
Ela se virou e encarou o moreno com uma sobrancelha erguida. Sam continuou com a mesma expressão.

– Por aí... — ela se virou novamente para ir pro seu quarto, mas Sam a segurou pelo braço.

A forma pela qual a pele quente do moreno entrava em contato com a pele fria de Allice, fez com que não apenas um choque térmico percorresse pelo corpo dela, mas também a forma estranha que ela sentia de familiaridade, necessidade.

O corpo de Allice de esquentou rapidamente, ela queimava em ansiedade e desejo. Seu lado humano, sua carne fraca. Estavam fazendo com que Allice, não controlasse mais os próprios intintos.

Ela tinha fugido dessa situação por dias, e cada dia estava ficando mais difícil de resistir a Sam. Ela precisava sair dali rápido... ou não iria mais lutar contra isso.

Ela olhou para Sam, ele também sentira o choque, mas continuou no mesmo lugar. Sua mão ainda estava segurando firmemente o braço de Allice. Tudo o que ela tinha evitado, estava acontecendo. Sam puxou seu braço fazendo seu corpo ficar colado ao dele, ele aproximou seus lábios do de Allice.

Ela queria sair dali, mas Sam segurava com força sua cintura contra a dele, ele abaixou a cabeça de forma com que seu rosto ficasse na mesma altura que o de Allice. Ela ainda não controlava muito bem os seus instintos e nessa hora, quando o pescoço de Sam se tornou vulnerável, Allice deixou de existir.

Ela puxou Sam pra um beijo roçou seus lábios no dele e o beijo o deixou mais vulnerável ainda, ela deveria ter usado algum tipo de droga que deixou Sam imóvel com a cabeça apoiada no ombro de Allice, a mesma teve de segurar Sam com firmeza para que ele não caísse.

Suas presas agora estavam a mostra, ela aproximou sua boca do pescoço de Sam, e inspirou o perfume dele. Dentro de seu corpo, Allice lutava para sair, ainda mais sendo que Sam estava á ponto de ser morto pelas suas mãos.

– Não! De novo não! — a raiva tomou conta de Allice e lhe deu forças o suficiente para se afastar de Sam, mesmo que a outra parte ainda tentasse tomar o controle. Allice retomou o controle, deixou Sam cair e pegou uma siringa que ela guardava na bolsa, ela continha sangue de homem morto.

Mesmo que o ser dentro dela se rebatesse tentando arrancar a siringa de suas mãos, Allice reuniu forças o suficiente para fincar a seringa no seu pescoço. Enquanto tudo ficava em câmera lenta, ela olhou em direção a Sam, ele estava se levantando e correndo em sua direção, ele falava com ela, mas a mesma não escutava.

Allice desmaiou.

~~//~~

POV'S Sam;

O que? O que aconteceu?

Me levantava devagar do chão frio, era como se eu não estivesse aqui, apenas me lembro do momento que eu estava encarando Allice e depois... não me lembro de mais nada.

– Allice! — gritei assim que vi, ela no chão, com uma seringa na mão. — O que você fez? — ela não respondia, era como se não me escutasse. Corri em sua direção, e ela fechou os olhos. — Allie, fala comigo! — balançava seu rosto mas ela continuava com os olhos fechados, coloquei meus dedos no seu pescoço.

Quando percebi que nele tinha algo escorrendo, olhei era sangue.

– O que você se injetou? — ela não respondia, mas percebi que o sangue tinha uma cor escura, ele não tinha o cheiro nem um pouco agradável. Sangue de homem morto.
Olhei novamente para Allice. Agora eu estava começando a me lembrar.

Peguei Allice no colo.

– Venha, vamos cuidar disso.

~~//~~

POV'S Narrador;

Allice abria os olhos lentamente, o canto dos pássaros havia a acordado.

Ela xingava os pássaros mentalmente, enquanto tentava voltar á dormir.

Foi percebeu uma figura lhe observando, virou para o lado, bem a tempo de ver Castiel olhando para ela.

Allice caiu da cama.

– Você está bem? — Castiel agora estava ao lado de Allice, que ainda estava no chão.

– Eu pareço estar bem? Quase quebrei o meu nariz.- Allice bufava.

– Sinto muito. — Castiel ainda encarava ela. — Não vai se levantar?

– Estou impossibilitada... — Castiel continuou quieto. Allice suspirou. — preguiça...

– Quer ajuda? — Castiel perguntou.

– Quero.

Algum tempo depois Allice saiu do banheiro, totalmente arrumada.

– Onde está Sam?

– Ele estava descansando, havia ficado a noite toda cuidando de você. — Allice, sentiu um desconforto, ontem ela havia quase matado ele e mesmo assim, ele estava ali, cuidando dela. — O que houve ontem? Sam não quis me falar, achei melhor perguntar para você.

O mundo de Allice caiu. Será que Sam se lembrara?

– N- Nada... — ela desviou o olhar, estava envergonhada.

Castiel ainda a encarava. Sua expressão ficou mais séria.

– Eu fiquei te vigiando e a Sam. Vi o que aconteceu. — Allice abaixou a cabeça. — Você podia ter matado ele...

Allice o interrompeu.

–...mas não matei! — ela encarava Castiel e ele estava sério.

Allice olhou para baixo, ela não queria ter de fazer isto.

– Eu sei o que devo fazer...

~~//~~

Na sala de estar, Sam havia acabado de acordar, estava na sala, saboreando uma xícara de café. Quando vê Castiel descendo as escadas, ele descia lentamente, como se estivesse aprendendo.
Sam riu.

– Isso é... estranho! - Castiel olhava para Sam e apontava para a escada.

– Você se acostuma Cass... — Sam ainda achava graça. Castiel deu de ombros e apontou para a xícara de Sam.

– O que você está tomando? — perguntou curioso.

– Café. — Sam franziu as sobrancelhas. Castiel continuou com a mesma expressão. — Quer também?

– Não, obrigado.

Sam deu de ombros.

– Onde está Allice? — Sam perguntou despreocupadamente. — Ainda dormindo?

– Está arrumando suas coisas. — Castiel disse neutro.

– Para que? — Sam perguntou com as sobrancelhas franzidas. — Ela... ela vai ir embora? — Sam perguntou se levantando.

Castiel assentiu.

Sam largou a xícara em cima da mesa e subiu as escadas rapidamente.

Ele abriu a porta do quarto de Allice a ponto de ver ela pondo a mochila nas costas.

– Aonde você pensa que vai? — ele perguntou indo em direção dela.

– Eu vou para a minha casa. — Allice disse despreocupadamente caminhando em direção a porta, mas Sam bloqueou sua saída. Ela o encarou. — Com licença?

– Allice, você não pode ir, Anna precisa de você...Dean precisa de você... eu preciso de você! — ele exclamava desesperadamente, ele não queria que ela fosse embora.

– Eu só vou... me afastar por um tempo, mas tenho a impressão que iremos nos encontrar logo, logo... você sabe que sempre estarei por perto.

– mas... por que? — Sam olhava para ela com os olhos brilhantes por causa de algumas lágrimas que os enchiam.

– É mais seguro. — Sam balançou a cabeça.

– É mais seguro com você aqui, por favor, esqueça isso... se for por causa de ontem... — Allice o interrompeu.

– Não é só por isso Sammy... — Sam sabia a que ela se referia. — é só temporário.

Sam abaixou a cabeça, e saiu da frente da porta.

Allice foi em direção á porta com a mochila nas costas. Quando escutou a voz baixa, quase um sussurro vindo de Sam.

– Pelo menos... posso me despedir? — Allice se virou e Sam estava a olhando com aquele seu famoso olhar de "cachorrinho".

Allice largou a mochila no chão e atravessou o quarto, ficando frente a frente com Sam.

Ela sorriu e o puxou para um abraço, Sam deitou a cabeça na curva do pescoço de Allice e pela primeira vez, se sentiu bem, desde que Dean foi embora ele não imaginava o quanto estava mal.

Ele inspirou mais fundo o perfume de Allice, para que ficasse consigo quando ela fosse embora. Ela fez o mesmo. O abraço era apertado e eles ficaram assim por bastante tempo. Sam parecia que não queria largar nunca mais Allice, mas a hora da despedida chegou.

– Sentirei sua falta Sammy...- Allice falava enquanto se desprendia dos braços de Sam.

– Também sentirei a sua, Allie... — Sam exclamou triste.

Ela olhou para ele uma última vez e sorriu, pegou sua mochila e continuou a caminhar até o andar de baixo. Castiel a olhou triste para Allice, ele a acompanhou até seu carro, onde se despediram.

– Cuide bem do Sammy, e se cuida também. — Allice disse e o anjo apenas assentiu.

Do andar de cima, Sam observava o carro de Allice se afastar da casa, até não poder mais enxergá-lo.

Notas finais
Que triste, estou chorando aqui... Tadinho do Sammy e do Cass, mas principalmente do Sammy. :'( Mas acalmem-se Allice não vai demorar para voltar, quero dizer em questão da nossa realidade não, mas na de Sam... Comentem! :D