Back in Black
12 Alone is safer... Or not
Notas iniciais
~~Leiam as Notas Iniciais *3* ~~
POV'S Sam;
Passaram-se dias, meses, na verdade nem sei o tempo ao certo. Só sei que ultimamente nada está fácil. Casos em todo lugar, é realmente o fim do mundo. As pessoas estão mudando, alguns casos extremamente estranhos que eu nunca pensei que se quer existiam, viraram coisas comuns no dia á dia.
Estou enlouquecendo, Dean se foi, não faço a mínima ideia de onde ele esteja, mas estou longe de desistir. Mesmo que agora, com tantos casos, esteja um pouco mais difícil de me concentrar, mas eu sei que custe o que custar. Vou encontrá-lo.
Agora com Allice longe de mim, acaba se tornando mais um problema. Ela não atende minhas ligações, não responde aos meus torpedos e nem se quer aparece quando eu a chamo. Já perguntei diversas vezes para Castiel sobre sua irmã, mas ele sabe tanto quanto eu.
Talvez seja melhor assim.
Mesmo assim sinto falta dela, não me acostumei a ficar sozinho durante esse tempo. Ainda mais quando Dean sumiu, só não fiquei pior pois Allice estava aqui, mas agora... nem sei o que fazer.
~~//~~
POV'S Narrador;
– Mais um dia... — Sam solta e se senta na cama.
Ele olha para o relógio, marcava 6:30 am; ele se espreguiçava e piscava os olhos para assim, os mesmos se acostumarem com a claridade.
Ele tinha dormido muito pouco na noite anterior, na verdade tinha tido várias noites péssimas de sono, desde que Dean tinha sumido. Na noite anterior, ele ficou lendo mais uma porção de livros de feitiços, para ver se existia um que pelo menos, localizasse Dean. O mesmo não obteve sucesso algum.
Ele se levantou da cama, caminhou em direção ao banheiro, fez sua higiene matinal e logo depois, desceu as escadas rumo ao primeiro andar.
– Cass? — Sam chamava pelo anjo, mas não obteve nenhuma resposta em troca. Talvez o anjo tenha ido procurar informações, ou talvez só queira fugir um pouco do clima pesado que habitará naquela casa, depois da despedida de Allice.
Sam o entendia, na verdade. Se pudesse, assim como o anjo, iria embora daquela casa e jogaria as coisas pro alto, como se realmente não se importasse com nada, mas a vida não é assim... quem dera fosse.
Mais um dia boçal na vida de Sam, ele ligou a TV no canal do noticiário, e se dirigiu á cozinha, lá ele botou a água do café para ferver. E voltou para a sala.
Os mesmos casos, as mesmas criaturas, as mesmas mortes... se duvidar, até as mesmas pessoas.
Sam foi em direção a uma velha estante, cheia de livros igualmente á ela. Puxou um livro qualquer, seu título era estranho, mas chamava a atenção de Sam.
Ele leu os primeiros capítulos.
– Perda de tempo. — colocou o livro novamente em seu lugar e foi terminar de passar o café.
Era estranho isso, pois normalmente ele iria juntamente com Dean comprar umas rosquinhas e um café de uma padaria qualquer, mas essas seria a velha rotina, e Dean não estava ali para acompanha-lo.
Após ter terminado de passar o café, Sam sentou-se em uma cadeira que tinha na cozinha, olhou o jornal, pessoas desaparecidas. Era apenas isso que se tratava as manchetes de notícias. Sam se perguntava se essa onda de desaparecimentos não teria sido um tanto... suspeita?
Quem sabe Abbadon poderia estar sequestrando mais pessoas inocentes para um ritual maior, e Sam temia que essa fosse a verdade.
De repente Sam escuta batidas na porta, repentinas.
– Já vai. — Sam se levanta colocando o jornal em cima da mesa e se dirigindo para a porta principal. As batidas se tornavam mais rápidas e fortes. — Calma. Já estou indo e...
Sam perdeu a fala assim que abriu a porta e da de cara com uma mulher de aparência extremamente bela, ela tinha os cabelos loiros escorridos pelos ombros, corpo esbelto, seios medianos e ombros largos. Que eram bem acentuados pela regata que a loira usava.
Apesar de a maioria das pessoas serem baixas para Sam, esta era extremamente baixa, ela batia na metade do peitoral de Sam, ele teria de olhar para baixo para poder enxergar seus olhos azulados.
Ela sorriu e Sam percebeu um brilho diferente no seu olhar, era como se ela tentasse de algum jeito, se aproximar dele. O mesmo ficou inseguro quanto essa nova sensação, assim como dentro dele crescia uma vontade súbita de unir seus lábios ao da mulher desconhecida.
– Você é o Sam... certo? — a mulher disse em uma voz suave fazendo Sam se arrepiar.
– Sim, sou eu. — ele disse simplesmente, como se não pudesse se quer discordar da mulher.
– Me chamo Lynn. Prazer. — ela estendeu a mão para Sam e o mesmo apertou.
Ele sentiu um choque percorrer pelo seu corpo, igual ao que ele tivera com Allice á meses atrás. Mal sabia Sam, que agora ele teria de enfrentar um perigo ainda maior.
~~//~~
– Então... você... é caçadora também? — Sam perguntava para ela assim que a mesma havia entrado em sua casa.
– Sim. — ela sorriu, Sam não parecia ainda tão confiante. — Olha... eu já te disse, eu sou... era, amiga de Bobby Singer. — Se quiser faça o teste. — Lynn diz mostrando o anti-braço e pegando uma faca que tinha em seu bolso, ela passa a faca e uma leve quantidade de sangue escorre pelo seu braço.
Ela pega um pano e seca o sangue.
Sam agora não tinha mais nenhuma dúvida, ela era caçadora, o que também significa que ela irá ajudá-lo, mas Sam não sabia ao certo se queria ajuda, depois de Allice. Ele achava melhor continuar sozinho.
Lynn olhou para Sam, e nesse momento alguma coisa tomou Sam e aqueles pensamentos que faziam ele duvidar, sumiram.
Ela se aproximou de Sam devagar.
– Você é mais bonito do que eu imaginava. — ela passou a mão no rosto de Sam, com um sorriso malicioso no rosto. Sam hesitou, deu alguns passos para trás. Lynn continuou a caminhar em sua direção. — Não se afaste Sammy, não vou te morder.
Sam continuou indo para trás, até sentir a parede fria sob suas costas, Lynn agora estava perto demais, ela aproximou sua boca da de Sam. Alguma coisa mudou dentro dele uma vontade de beijá-la subiu a cabeça dele, mas essa vontade não era tão grande assim.
A cabeça de Sam estava começando a girar, ele queria ficar com a caçadora, há um tempo ele não tinha tirado os pensamentos de seus problemas, mas uma pequena parte sã dentro dele, uma pequena força dizia que não era aquilo que ele queria, ele não queria ficar com Lynn, pois apesar de tudo... era Allice quem ele queria, não uma mulher qualquer.
Ele abriu os olhos, e podia jurar que pelo menos por um momento, viu Allice á sua frente. Piscou os olhos com força e voltou a ser Lynn.
–Sammy... — Lynn ainda tentava alcançar a boca de Sam e ele se rebatia, mas Lynn tinha algum tipo de força sobre Sam, ele tentou empurrá-la, mas a vontade de tê-la aumentava cade vez mais e sua parte sã diminuía.
– Afaste-se dele vadia! — Uma voz que Sam reconheceu na hora veio da entrada principal, parecia que quando escutou a voz, a parte sã que estava sumindo dentro de Sam se fortaleceu dando força o suficiente para ele empurrar Lynn, Sam olhou para a porta e quase desmaiou de tanta emoção.
– Allice! — Sam gritou ao ver a figura familiar parada na porta com uma besta na mão ao lado dela estava seu irmão Castiel.
– Sammy! — Sam deu um abraço apertado em Allice, o qual ela saiu rapidamente. Ela estava diferente...
– Ai minha cabeça... — Lynn estava caída no chão e tentava se levantar.
Allice olhou com raiva para a dona da voz e caminhou rapidamente em sua direção.
Ergueu Lynn pelo pescoço.
– Vamos acabar logo com isso. — Disse erguendo a outra mão para dar um soco na loira que ira a fazer desmaiar. Lynn fechou os olhos e se encolheu esperando o golpe, mas Castiel segurou a mão da irmã.
– Allice! Não faça isso! — Allice olhou para ele incrédula.
– Você não vai me impedir, Cass! — disse se soltando do aperto de Castiel e apertando mais ainda o pescoço de Lynn, fincando suas unhas no mesmo, fazendo Lynn soltar um grunhido de dor.
Um leve filete de sangue escorreu pelas mãos de Allice.
– Allice, olhe para ela! Ela é inocente! — Allice a encarou a mesma estava perdendo o restante de ar que ainda tinha. A anja soltou Lynn que caiu no chão.
Lynn tentava estancar o ferimento, e massageava a região que ainda estava marcada pelos dedos de Allice, a loira olhou para cima e viu que a anja ainda a encarava com fúria.
Sam correu para ajudar Lynn.
– Você está bem? — ele perguntou a ajudando a se levantar.
– S-sim... — ela dizia ainda se recuperando.
– Ótimo. — Sam olhou para Castiel e Allice e novamente para Lynn. — Preciso conversar a sós com eles. No banheiro tem um kit de primeiros socorros. — Sam a informa.
Lynn assente e se retira.
– Então... — Sam diz olhando para Allice.
– Então o que? — ela diz arqueando as sobrancelhas.
– Você volta assim do nada? — Sam exclama curioso.
– Cass me encontrou, nós viemos até aqui e... o que mais? Ah sim... encontramos uma mulher tentando te beijar. Super natural! — Allice diz sarcástica.
– Castiel sabia á quanto tempo onde você estava? — Castiel não respondeu, então Sam já irritado continua. — Tem mais alguma coisa que eu não saiba?
Allice olha de relance para Castiel.
– Olha Sam... — ela foi interrompida por Lynn.
– Sam pode me ajudar? — ela diz apontando para o kit de socorros.
Allice revira os olhos.
– Claro...- Sam se vira para os dois irmãos e os alerta. — Daqui a pouco continuamos nossa conversa.
Sam e Lynn se retiram fechando a porta atrás de si.
Castiel inquieto começa a falar.
– Será que ele irá nos perdoar? — diz o anjo para sua irmã.
– Pelo o que? — ela diz simplesmente, Castiel manda um olhar cínico para sua irmã. — É só não contar.
– Mas, você não veio aqui para isso. — Castiel se referia a Dean, mas na verdade Allice não havia encontrado Sam novamente para dar a notícia, a verdade era que assim como Sam, ela sentia muita falta dele e quando descobriu onde Dean estava era mais uma desculpa para ver Sam novamente. — Ou não?
– Sim... — Allice não queria contar o que havia descoberto, pois já fazia tempo que ela sabia disso. Sam poderia ficar, ele iria ficar extremamente bravo. — Eu não sei se contar pode ser a melhor ideia... — Nessa hora Sam chegou, juntamente a Lynn.
– Pronto, podemos falar agora.
– Ela vai ficar aqui? — Allice disse apontando para Lynn.
– Vou, algum... — Allice a interrompeu.
– Não estou falando com você, estou falando com Sam. — Lynn iria responde-lá mas Allice continuou. — Enquanto essa... mulher... estiver aqui, não iremos falar sobre nada. — Allice diz simplesmente, se sentando em uma cadeira e cruzando os braços.
– Poderia nos dar licença? — Castiel se dirige a Lynn, ignorando as neuras de sua irmã mais velha.
Allice sorri falsamente, enquanto Lynn saía do aposento bufando.
– Isso era realmente necessário? — Sam pergunta á Allice.
– Não confio nela. — Allice diz encarando suas unhas.
– Ela é uma caçadora, amiga de Bobby, podemos confiar nela. — Sam diz tentando parecer convincente.
– Qual é? Você conheceu ela hoje e já confia nela o bastante? — pergunta Allice incrédula.
– No dia em que eu te conheci, confiei em você.– Sam diz simplesmente.
– E olha no que deu! — Allice diz se referindo á última noite em que os dois passaram juntos. Castiel apenas observava a pequena discussão. — Mesmo assim, não viemos aqui para brigar com você por causa de uma mulher. — Allice diz irritada.
– Então para que vocês vieram? — exclama Sam sério.
– Nós encontramos a localização atual de Dean e Anna. — Castiel finalmente fala.
Sam arregala os olhos e exclama surpreso:
– M-meu irmão? — os dois anjos assentem. — Castiel, Allice... contem-me tudo o que vocês sabem!
Sam e Castiel saíram do escritório se dirigindo para a sala. Allice saiu logo após eles esbarrando em Lynn no corredor.
De repente o olhar de Allice fica sombrio e sua voz muda para um tom macabro.
– Da próxima vez que quiser bisbilhotar atrás da porta, certifique-se de que esteja bem escondida. — Allice sai esbarrando em Lynn.
Lynn ainda se recuperando do susto, anda rapidamente em direção ao banheiro. Ela precisava fazer uma ligação.
Allice continua a andar até ver os dois sentados na mesa, Sam com seu laptop e Castiel com alguns livros. Allice chega perto deles e encontra um livro que chama bastante sua atenção. ela coloca ele em sua bolsa e depois volta a atenção para Sam.
– Cass, tem certeza de que este é o endereço? — Sam pergunta um tanto incerto.
– Sim... nós temos... — Castiel ia continuar a falar quando escuta o ronco de um motor.
Os três correm para a janela, a tempo de ver Lynn roubando o carro de Allice.
– Filha da puta! — Allice exclama com raiva e abre a porta da frente, tarde demais assim que Lynn vê Allice, ela dá a partida no carro e some, em meio á escuridão da noite.
Allice corre para dentro da casa. Sobe as escadas correndo e vai em direção ao seu antigo quarto.
Sam e Castiel á seguem, eles a encontram bem a tempo de ela puxar uma mala debaixo da cama. Dentro da mala havia tudo o que poderiam imaginar, desde: água benta á um mini lança chamas. Os dois encaravam a cena pasmos.
– Allice, não temos tempo para ir atrás de Lynn! Temos de encontrar Dean! — Castiel dizia impaciente. Allice se vira pra ele e exclama extremamente irritada.
– Olha, não se trata mais de uma "questão de honra" isso era quando ela tentou beijar Sam. — ela encara Sam e o mesmo arqueia as sobrancelhas. — agora isso é pessoal e eu não vou mentir pra vocês... estou mesmo afim de dar uns sacodes em Lynn. — Allice diz simplesmente enquanto checava a munição e das armas e as colocava novamente na mala.
Os dois nem se atreveram a contestar.
– Sam você consegue rastreá-la? — Allice pergunta enquanto terminava de colocar as coisas no porta-malas do Impala.
– Sem um dispositivo de rastreamento ou até mesmo um celular é meio difícil... — Sam olha para Allice e ela ainda estava com a mesma expressão no rosto. — Pera... Você colocou um dispositivo de rastreamento em Lynn? — ele sorri com o canto da boca.
Allice ri, sapeca.
– Eu te avisei que não confiava nela... — exclama assim que entra no carro, juntamente com Castiel e Sam vai logo atrás, dando a partida no Impala.
Durante a viagem, nenhum dos três falava algo, mas Allice sabia exatamente que Sam estava um tanto contrariado pelo fato de que eles estavam indo atrás de uma caçadora ladrona, quando poderiam estar indo atrás de Dean e de Anna.
– Olha Sam... sinto muito. — Allice larga o livro e olha para ele, obrigando o mesmo á desviar sua atenção da estrada.
– Pelo que? — ele pergunta franzindo a testa.
– Pelo fato de que... poderíamos estar indo atrás de Dean, e eu fiz vocês saírem no meio da madrugada por que uma mulher roubou meu carro. Se quiser ir atrás de Dean com Castiel, tudo bem.
– De qualquer forma, nós teríamos saído á essa hora para procurar Dean e além de tudo não precisa se preocupar. Iremos encontrar ele, é apenas uma questão de tempo e ela é uma caçadora, provavelmente deve saber alguma coisa sobre Dean.
Allice assentiu, pegando o laptop e o livro que tinha pegado da casa de Sam.
– Ela está indo para Illinois. — Allice diz enquanto procura rotas fáceis.
– Chicago? Isso vai demorar... — Sam disse e continuou a dirigir. — Algum motivo para ela querer ir para Illinois?
– Bom, de acordo com algumas informações, ela tem uma irmã. Provavelmente deve estar indo visita-lá.
–Tem o endereço ao certo?
– Sim. É esse aqui.
Allice agora começou a ler o livro que havia pegado e Castiel roncava no banco de trás.
– Eu achava que vocês, anjos não dormiam. — diz Sam olhando o espelho retrovisor interno.
– Não dormimos, quer dizer... os anjos não dormem. — Allice diz sem tirar a atenção do livro.
– E por que vocês sim? — Sam pergunta curioso.
– Você sabe o meu caso... — Allice diz ainda concentrada. — Castiel ainda está com muita pouca graça, ele gastou o restante tentando encontrar... -Allice suspirou pesadamente. - Deus.
Sam assentiu e ambos os dois continuaram a viagem calados.
~~//~~
Castiel acordou e viu que eles tinham chegado em seu destino. Eles estavam com o carro estacionado em frente a uma casa. Provavelmente a da irmã Lynn.
Allice estava com a cabeça apoiada no ombro de Sam, e a cabeça de Sam estava apoiada na de Allice. Ambos estavam em um sono, maravilhoso pelo jeito.
Castiel ficou quieto e continuou a observar a casa. Após um 20 minutos, Castiel percebeu que uma mulher muito bonita saiu da casa. Ele sacudiu Allice e Sam e ambos deram um pulo. Eles desceram do carro e foram interrogar a mulher, apenas Castiel ficou no carro, caso Lynn aparecesse novamente.
– Com licença? — Allice se aproximou da mulher, mostrando a sua identidade.
– Sim? — a mulher com aparência aparentemente idêntica com a de Lynn se virou em direção aos três.
– Gostaríamos de fazer algumas perguntas, a senhora teria alguns minutos? — Sam diz mostrando sua identidade também.
– Sim... claro. — a mulher deu meia-volta e foi em direção a casa. Os dois entraram e a mulher os serviu uma xícara de café para cada um. — Pois então, qual o motivo da visita de vocês, agentes?
– Nós gostaríamos de fazer algumas perguntas sobre sua irmã, Lynn. — Sam, foi direto ao ponto.
A expressão da mulher mudou, assim que Sam pronunciou o nome de Lynn.
– Quem são realmente vocês? O que vocês sabem sobre a minha irmã? — a mulher se levantou violentamente da mesa, quase virando o café nos dois.
– Senhora, por favor... se acalme! — Allice tentava acalmá-la, mas a mulher parecia não escutar.
– O que vocês querem saber sobre ela?! — ela olhava com raiva para os dois.
– Nós só queremos conversar, acalme-se. — Sam explicava para a mulher, ela parou de se afastar. — Nós gostaríamos de saber se você tem falado ultimamente com ela e...
A mulher encara os dois.
– Isso é alguma piada? — ela pergunta enraivecida — Lynn está desaparecida há anos! Nem se quer sabia que ela estava viva...
Sam e Allice se entreolharam.
– Senhorita...
– Jamie.
– Senhorita Jamie, há alguma coisa que você queira nos contar? — Allice encarava ela agora.
A mulher olhou para Sam, depois para Allice...
~~//~~
Algum tempo depois, Castiel vê Allice, saindo da casa, seguida por Sam.
– Por essa... eu não imaginava. — Allice exclama assim que entra no carro.
– Muito menos, eu! — Sam entrou no carro também.
– Cass, e se eu te dissesse que um fantasma roubou meu carro? — Allice diz sarcástica olhando para trás.
– A maninha dela, foi quem assassinou Lynn, quando as duas tinham 8 anos de idade.
Castiel estava pasmo.
– Mas Sam, você fez o teste não fez? — Allice perguntou para Sam.
– Foi ela quem fez, mas mesmo assim... ela pegou uma faca de prata. — Sam dizia enquanto olhava para Allice.
– Vai ver que... nem fantasma é... — Allice diz pensando em diversas coisas.
– O que será então?
– Tenho um palpite, mas eu espero que esteja errado...
~~//~~
Enquanto isso... em um lugar não tanto distante dali...
– Sim, eles estão na minha cola. Aposto que até já descobriram minha verdadeira identidade. — Lynn falava ao telefone, ela parecia constantemente irritada.
– Sim, eu sei... a anja está com eles novamente. Sim, mestre. — continuava na discussão com a pessoa anônima. — Pode ter certeza, irei vingar minha mãe! — Nesse momento, seus olhos ganharam uma nova cor, branco.
~~//~~
– Sam, já perdemos Lynn de vista . Aposto que ela já deu um jeito de tirar o rastreador, pois não consigo mais encontrá-la.
Sam, Allice e Castiel, estavam na estrada á mais de 3 horas.
– Temos que apelar! — Allice disse já pensando nisso. — Vou me arrepender... por ter feito isso, mas eu espero que Crowley realmente nos ajude.
Foi só falar e Crowley apareceu no banco de trás.
–Olá rapazes... — Crowley disse fazendo, Sam perder o controle do carro, Allice teve que puxar o volante e ajudar Sam, para não bater o carro.
– Crowley! — Sam diz entre dentes.
– Moose há quanto tempo! — Crowley diz sendo irônico. Ele olha para todos que estavam no carro. — Vejo que a turma está reunida! Anjinha e o anjinho também, por que não me chamaram?
– Na verdade... — diz Allice se virando para trás. — Até queremos conversar com você.
– Sobre o que? — Allice ia responder, mas Crowley a interrompe. — Espere, eu já sei! Lynn, não é?
– Como você sabe? — Castiel pergunta se aproximando de Crowley.
– Oras, eu sou o Rei do Inferno! O que mais você esperava? — Crowley diz orgulhoso.
Allice revirou os olhos.
– Mas, em que posso ajudar vocês?
– Você tem a localização de Lynn? — Castiel perguntou.
– Dígamos que, não... mas, eu posso conseguir. — Sam e Allice curiosos se aproximaram. — Em troca de um favor.
– Estava demorando...- Allice revira os olhos. — Vamos, desembucha, qual é o favor?
– Eu dou a localização de Lynn para vocês, mas eu quero que me tragam ela viva.– O tom da voz de Crowley ficou mais sério.
– Não. — Allice respondeu simplesmente.
– Não? — Crowley parecia não acreditar. — Como assim "não"?
– Você acha que nós, iremos fazer um trabalho para você, sem ganharmos nada em troca? — Allice sorri falsamente.
– Não, mas vocês não foram atrás de Lynn para recuperar o carro roubado? — Castiel e Sam assentiram, Allice apenas continuou encarando Crowley. — Pronto, vocês recuperam o carro e trazem Lynn para mim e todo mundo fica feliz!
– Crowley, o que você tanto quer com ela? — Allice pergunta desconfiada.
Crowley suspira derrotado.
– Ela roubou uma coisa minha, ok? — Crowley diz já perdendo a paciência. — Há alguns rumores, de que ela tem uma das chaves para abrir a jaula de Lúcifer, e se Lúcifer volta, quer dizer que perderei meu cargo e nem conto para vocês o que ele irá fazer com a minha querida alma.
– Um dos anéis? Impossível, ainda temos os três e o outro está com Morte... — Sam explica.
– Moose, Moose... os demônios encontraram outra forma de abrir a jaula... — Allice interrompe Crowley.
– O apocalipse... — Allice dizia olhando para baixo, era incapaz de pensar em um fim pior para a humanidade.
– Isso! Vejo que alguém não faltou as aulas de demonologia. — Crowley dizia em um tom sarcástico.
– Um apocalipse do tipo que enfrentamos há alguns anos? — Sam pergunta para Crowley.
– Pior... Do tipo em que se tem, Asmodeus, Baal, Astaroth e o próprio Anti-Cristo. — Castiel encarava Sam, com um olhar triste e Allice ainda tentava se recuperar.
– Crowley... — Allice finalmente conseguiu dizer alguma coisa. — Essa chave que você falou... é a própria Lynn não é?
Crowley ficou em silêncio por uns segundos, pensativo.
– Sim.
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