Back in Black
8 Betrayal
Notas iniciais
POV'S Allice;
– Allice... ALLICE! — Alguém tentava me acordar violentamente. — Acorda!
– Hã? Oque houve? — Levantei rapidamente da cama.
Sam estava me encarando com uma expressão preocupada no rosto.
– Como assim oque houve? Você começou a se remexer muito na cama e quando fui tentar te ajudar você quase me acertou. — Sam me olhou incrédulo.
– Foi mal... — Encarei ele, um pouco sem graça.
– Tudo bem, só queria saber se você está bem.
– Eu estou. — nesse momento minha cabeça começou a girar e me obriguei a sentar novamente na cama. — Eu acho...
– Tem certeza? — Ele veio ao meu encontro, e pressionou sua mão na minha testa preocupado. — Você está com febre, venha, você precisa tomar um remédio.
– Não. — Ele me encarou confuso e continuei. — Eu vou tomar um banho para relaxar e você vai ficar aqui, entendeu?
– Mas, Allice...- O interrompi.
– Você fica aí. — Suspirei cansada.- Eu só bebi demais, preciso tomar um banho e depois volto á dormir, você deveria fazer o mesmo.
Ele assentiu.
Eu o segui com o olhar até ele entrar no banheiro e fechar a porta, logo após virei minha atenção ao relógio em cima da cômoda.
3:50 horas da manhã, hum... Que droga! – pensei.
Só então me dei conta que ainda estava com a roupa do bar. Devia estar tão bêbada que apaguei. Baixei meu olhar e vi que meu ferimento não estava mais exposto, meu antebraço agora estava envolvido com gases, mas ainda doía um pouco.
O barulho de chuveiro que vinha do banheiro me despertou, peguei algumas roupas aleatórias, toalha e fui em direção ao banheiro do andar de baixo.
A casa estava um completo silêncio, tudo estava escuro, e graças ao meu dom de desastre natural, acabei tropeçando em um dos móveis da sala.
Minha cabeça agora doía mais ainda, uma dor quase insuportável, minha visão estava ficando turva e eu não sabia oque estava acontecendo.
A sala estava completamente escura, exceto por uma luz que estava me deixando intrigada, me aproximei tentando fazer o mínimo de barulho possível. Fui em direção a tal luz e só então pude perceber que a porta estava completamente escancarada.
Tratei de acender a luz rapidamente e só então olhei pra sala, o móvel que eu havia tropeçado minutos antes já estava caído no chão assim como metade dos outros móveis, havia cacos de vidro espalhados por todo lugar, pegadas no chão que indicavam que não havia entrado apenas uma pessoa, e uma coisa me chamou a atenção... havia um rastro de sangue que sujava todo o chão em que eu havia percorrido.
Subi as escadas correndo avistei a última porta do corredor e a abri com toda a minha força, o quarto havia sido revirado, estava no mesmo estado que a sala.
– Dean! Anna! — gritei enquanto corria para dentro do quarto enquanto tentava encontrar os dois.
Conforme eu procurava desesperadamente achar eles, Sam apareceu no quarto, seus olhos percorreram toda a extensão do quarto e seu olhar se encontrou com o meu, ele parecia ter entendido oque havia acontecido ali.
– Cadê o Dean?! — me perguntou com os olhos arregalados, paralisei, não sabia oque responder. Então ele repetiu, dessa vez mais alto. – Cadê o Dean?!
– Eu não sei...
~~//~~
– Isso não faz sentido. — Sam andava de um lado para o outro. — Dean e Anna não podem ter sumido assim do nada! Sem barulho, apenas em questão de segundos... — voltou a me encarar. — Isso não tem lógica!
– Sam, eu sei que é difícil, mas... procure se acalmar e...- me interrompeu.
– Me acalmar?! — me olhou incrédulo. — tem razão... Isso é muito difícil! — voltou a andar de um lado para o outro.
Revirei os olhos.
– Eu só quero dizer que... ficar nervoso só vai piorar tudo. Agora senta essa bunda aí e relaxa. — o encarei séria.
Sam bufou e fez oque mandei.
– E você? — ele me encarou novamente.
– Eu oque? — disse confusa.
– Tem tido alguma noticia de Castiel? — perguntou esperançoso.
– Não. — bufou novamente. Continuei.- Após a minha pequena discussão com ele, não temos nos falado ultimamente.
– Bom, mas nós ainda temos uma saída...
Bufei irritada.
– Crowley? — olhei para ele e o mesmo assentiu. — Nem pensar!
– Você tem alguma ideia melhor? — exclamou irritado.
Abri a boca para contestar, mas desisti. Suspirei derrotada.
– E como pretende fazer isso? — perguntei curiosa. Sam me mandou um sorriso maldoso.
~~//~~
– Eu e minha boca grande!
Sam havia dito para mim tentar encontrar Crowley, enquanto ele ia atrás de qualquer informação que pudesse ajudar.
Claro que contestei, claro que tentei fazer a outra parte, mas Sam me parecia um tanto... decidido.
– Sammy, Sammy... você ainda me mata!- balancei a cabeça.
– Falando sozinha gracinha? — uma voz familiar (e um tanto irritante) ecoou pelo galpão velho. Peguei minha arma e me virei pra apontar naquela criatura zombeteira.
– Crowley... que desprazer em vê-lo! — sorri falsamente.
– Allice... a gentileza em pessoa. — sorriu sarcástico.
Revirei os olhos.
– Ouvi dizer que estava a minha procura. Oque houve gracinha?
– Eu não Sam está, e eu já te avisei pra não me chamar assim. — mandei um olhar ameaçador para o mesmo.
– Hmm... E oque o Moose quer comigo? — perguntou intrigado. — e aliás onde está meu parceiro? Não tenho noticias dela á um tempinho.
– O "Moose" — digo fazendo aspas com as mãos. — e eu estamos procurando Dean e Anna, os dois sumiram ontem á noite e não sabemos exatamente oque houve, Sam me obrigou a falar com você para ver se sabia de alguma coisa.
– Então precisam de mim?
– Eu não, Sam. Por mim nem me incomodaria em falar com você. — dei de ombros.
– Isso magoa sabia? — disse fingindo estar magoado.
Revirei os olhos.
– Sinto muito, mas não sei de nada. — Ameacei puxar o gatilho. — Mas... conheço alguém que possa saber.
– Que bom. — sorri satisfeita e guardei a arma. — Você vem comigo, e não tente fazer nenhuma gracinha, lembre-se da última vez que nos encontramos.
Crowley engoliu em seco.
~~//~~
Sam havia me ligado logo depois que Crowley e eu saímos do galpão, ele tinha me pedido para ir logo para casa, parece que ele descobriu alguma coisa que poderia ajudar na busca de Dean e Anna.
Algum tempo depois, havíamos chagado na casa.
Crowley não tinha calado a boca um minuto desde que saímos do galpão, meus ouvidos estavam doendo.
– Ah me lembro desse lugar! — exclamou quando entramos em casa.
– Será que dá pra você calar a boca um segundo? — disse irritada.
– Não dá gracinha. — sorriu sarcástico.
– Ora seu... — nessa hora Sam chegou.
– Moose! Quanto tempo! — Sam bufou.
– Olá Crowley, Allice podemos conversar? — diz em um tom sério.
– Claro, quanto mais rápido eu sair de perto dele melhor. — digo apontando para Crowley.
– Hey eu ouvi isso! — Crowley exclama irritado. — e eu vou ficar aqui sozinho? — Crowley grita.
– Vai, até porque não tem aonde você ir! — apontei pro chão onde Crowley estava, havia uma armadilha ali.
~~//~~
– Oque houve Sam? — perguntei intrigada.
– Acontece que... eu achei isso no quarto de Dean. — ele me entregou um bilhete.
Arregalei os olhos.
– Não acredito. Anna não pode ter feito isso.
No bilhete, Anna havia escrito que sentia muito, mas tinha de quitar uma dívida com um demônio.
– Abbadon. — Olhei para Sam que me encarava assustado.
– C-como? — Sam parecia ainda mais confuso.
– Ela levou o Dean para Abbadon. — Crowley apareceu do nada me fazendo dar um pulo para trás de Sam.
– Porra Crowley! — disse me recuperando do susto. — Sam você está bem? — coloquei a mão em seu ombro.
– Crowley me conte tudo oque você sabe!
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