Notas iniciais
Olá! Como vão? Eu sei que era pra mim ter postado um tempinho, mas acontece que, eu não tenho muito tempo ultimamente. Eu sei, eu sei, desculpas, desculpas! Mas é sério, ainda que eu estou conseguindo postar uma vez por semana (quase sempre) mas eu peço desculpas mesmo, eu só não sei se deveria continuar a fic. Eu não sei oque vocês estão gostando, isso se estiverem gostando... Eu só quero que vocês saibam que para um escritor até mesmo o de uma fanfic precisa de apoio, precisa saber se vocês estão gostando da história, se não estiverem, comentem o que precisa mudar! :D bjos e até as notas finais!

POV'S Allice;

– Aonde eu estou? — acordei em um lugar estranho, está tudo escuro não consigo enxergar nada. — Ai minha cabeça. — minha cabeça estava doendo demais, é como se eu tivesse levado várias, não só uma, pancada na cabeça.

Tentei me levantar, mas minhas pernas vacilaram, cambaleei um pouco e acabei esbarrando em uma coisa, que fez um barulho de algo se quebrando. Me recompus e peguei meu celular, poderia usar como lanterna, me agachei e pude ver oque eu tinha derrubado, era um retrato de um casal, juntamente com uma criança que presumi ser o filho deles.

Só então olhei ao redor, o lugar eu desconhecia, me parecia uma casa, a casa da família do retrato. Mas algo estava errado, o silêncio predominava o lugar, se não tinha ninguém em casa... Por que eu estava ali, desacordada no chão?
Comecei a vasculhar o andar de baixo inteiro, não havia encontrado nada, nenhum sinal de vida. A minha cabeça continuava a doer, mais ainda do que antes, eu apenas ignorei e tratei de subir as escadas.

Enquanto eu subia as escadas, um calafrio percorreu a minha espinha, engoli em seco e continuei. Estava praticamente igual ao andar de baixo, eu estava começando a desistir, quando meu celular tocou. Era Sam.

– Alô? — exclamei com a voz um pouco rouca.

– Allice? Aonde você se meteu? — ele gritava do outro lado da linha. — Estou te procurando á horas!

– E-Eu não sei, acordei a poucos minutos, eu não me lembro de nada! — eu tentava manter a calma mas a tensão do local estava me deixando nervosa.

– Eu preciso que você me diga pelo menos o nome da rua, que eu vou ai te buscar e... — Sam continuou a falar, mas eu não prestei atenção.

Eu havia escutado alguns gemidos de dor vindo do outro lado do corredor, afastei o celular e fui em direção a última porta que eu não havia verificado. Passei a mão em torno do meu quadril procurando minha Pistola Beretta, fui em direção aos gemidos roucos.

Você não vai gostar do que encontrará...

Uma voz repetitiva ecoava pelo meu subconsciente, o calafrio que havia sentido alguns minutos antes voltara. Minhas mãos tremiam. Oque diabos estava do outro lado da porta?

Mal percebera, mas agora estava diante da porta, os gemidos de dor se tornaram mais intensos. Minha mão encontrou a maçaneta, abri a porta devagar. Atenta á qualquer movimento e com a pistola em mãos.

Parecia aquela famosa cena de filme de terror, o quarto estava totalmente escuro, a não ser pelo clareamento que as trovoadas causavam. Havia três corpos no quarto, dois estavam com um enorme buraco no peito, aonde eu presumi que o coração deveria estar. Engoli em seco.

Um corpo se contorcia no chão, de alguma forma parecia haver algum tipo de vida nele. Me aproximei cautelosamente, ignorei o fato de o corpo estar totalmente dilacerado, o cheiro de carne putrefata dos outros dois me deixava com uma mistura de horror com desgosto.

Por favor, por favor – o homem parecia que havia visto um fantasma, estava pálido devido á falta de sangue que os ferimentos lhe causaram — não me machuque mais, por favor, eu lhe imploro.– ele tentava se afastar de mim.

– Não, deixe-me te ajudar. Podemos sair daqui. — Eu tentava convencê-lo, mas ele continuava á se arrastar para longe de mim.

– Me deixe em paz... você matou todos eles, MATOU MINHA FAMÍLIA! — seu rosto tomou uma nova expressão, raiva, rancor. — Seu monstro! Afaste-se de mim! — Ele arremessou um livro em minha direção, que eu desviei com certa facilidade.

Eu ainda tentava assimilar a ideia, ele deveria estar maluco, eu nunca faria isso. Ou será que sim? Fui guardar a minha arma, ela não seria mais necessária. Foi quando eu finalmente percebi o estado em que eu estava, minhas mãos estavam completamente sujas de sangue, minha camiseta e o meu rosto estavam sujos também.

– Não... De novo não... — Repetia pra mim mesma. Minha visão estava ficando turva, a dor de cabeça não estava mais dando pra ser ignorada, e aquela voz ainda ecoava na minha cabeça...

Você não vai gostar do que encontrará...

Tem razão, não gostei nada do que encontrei.

De repente tudo ficou escuro.

~~//~~

– Allie? — Alguém me chamava. — Allie?! Acorda!

– Oque? — Me levantei rapidamente e choquei minha cabeça com alguma coisa. — Ai! Sammy oque foi?

– Poxa Allie também não precisava me dar uma cabeçada! — exclamava com a mão na testa. — Só queria saber se você estava bem!

– Foi mal... ei! Estamos em casa? Quero dizer... oque houve com aquela casa? Como eu vim parar aqui? — significa que foi tudo um sonho? Mas me parecia muito real.

– Calma, eu vou explicar tudo. Você não respondia minhas ligações, então eu — depois de muito insistir — chamei o Castiel e ele me levou aonde você estava, aliás eu gostaria de saber o motivo pelo qual você estava totalmente ensanguentada e desmaiada junto com três cadáveres.

– Três? Não eram só dois? — será que o homem não resistiu? Eu... eu não acredito, não consegui salvá-lo?

– Sim, encontramos você juntamente com uma mulher, uma criança e um homem. Ele estava... morto. Isso. Ele estava morto. — Sam me falava aquilo, mas eu não estava tão convencida. Ele pareceu perceber e tratou de mudar de assunto rapidamente. — Está se sentindo melhor? — sorri sincero.

– Sim, um pouco. — digo ainda atordoada. — Temos que parar de nos encontrar assim. — começamos a rir.

– Sim, é verdade... — ele me olha nos olhos e por um momento, me senti leve. Sam fazia com que eu me sentisse assim, bastava seu olhar se encontrar com o meu e eu esquecia o que estava ao meu redor, esquecia os meus problemas, e isso era bom. Ótimo.

Balancei a cabeça. Não. Eu não podia me sentir assim, não era permitido. Eu sou um anjo, um ser que foi feito pra guardar os humanos. Minha missão é proteger Sam. Mesmo que seja difícil, não posso criar esperanças, alimentar sentimentos. Isso seria perigoso, para mim e para Sam.

– Então... Você me disse que Castiel te ajudou a me encontrar? — disse tentando disfarçar.

– Sim, ele me mostrou onde você estava e... — Sam foi interrompido.

– Allice precisamos conversar. — Castiel apareceu do nada no meio do quarto.

– Também estou feliz em te ver maninho. — disse um tanto sarcástica, mas Cass continuou com a expressão séria no rosto. — Eu hein... que mal humor. — me virei para Sam — Sammy, se me der licença, preciso conversar com Castiel, depois falo com você, ok? — Sam assentiu e saiu do quarto, fechando a porta logo atrás de si.

– Pode falar Cass, estou ouvindo. — digo me sentando na poltrona que Sam estava.

– Você corre perigo, Metatron sabe que você anda se recuperando e ele também tem consciência que você é uma grande ameaça para ele.

– E por que eu corro perigo? Se ele tentar me matar eu posso... — Castiel me interrompeu.

– Você pode morrer. — o olhei assustada e ele prosseguiu. — Metatron é mais forte do que você pensa. Ele pode muito bem mandar alguns de seus anjos rebelados para acabar com você.

– Era isso de tão importante que você tinha pra me falar? Se for saiba que eu estou bem ciente.

– Não, eu queria conversar com você sobre o que ocorreu hoje. Quando Sam pediu minha ajuda, ele estava completamente desesperado. Imagino que você deve ter contado para ele o que houve com você.

– Não... Não sei se há um jeito de eu dizer isso para Sam, posso colocar a vida dele em risco, mais do que já está.

– Allice, você está perdendo o controle. Sua sede está aumentando, Sam está mais em risco com você por perto, então o mínimo que você pode fazer é contar a verdade para ele. Podemos achar uma cura para você é só uma questão de tempo e... — eu apenas nego com a cabeça e solto uma risada baixa e melancólica.

– Será que você não entendeu? Não existe uma cura, não existe um milagre e nem mesmo uma borracha que possa apagar o que eu vivi, e muito menos o que essa coisa fez quando eu, Allice não estava no controle. Céus! Só Deus sabe as coisas que eu fiz quando não estava sã dos meus atos e só ele tem a resposta para tudo o que tem ocorrido.

– Eu sei disso e é por isso que eu estou procurando ele. — o olhei esperançosa. — mas, infelizmente eu apenas tenho andado em círculos, não acho nenhuma prova, ou até mesmo nenhum sinal de onde ele possa estar. Ele simplesmente sumiu. — Castiel me olha e continua. — Allice, mesmo assim... você terá de aprender a tomar o controle sobre... seus poderes especiais. — acrescenta enquanto eu mando um olhar ameaçador pra ele.

– E como eu faço isso? — digo um tanto curiosa.

– Vocês tem que caçar, Sam também pode estar um tanto enferrujado também.

– Sammy? Não... de qualquer forma, ele é um Winchester. — sorrio convencida. — mas caçar pode não ser uma ideia tão ruim...

– Sammy? — Castiel pergunta confuso.

– Sim é o apelido de Sam.

– Apelido?

– Deixa pra lá Cass. E antes que eu me esqueça... — fui em direção á Cass e dei um tapa em sua cabeça. — na próxima vez que você resolver se mandar, aí teremos uma conversa bem séria mocinho.

– Ai! — ele solta um grunhido de dor.

– Bancar o anjinho adulto? ninguém merece. — nego com a cabeça e saio do quarto sendo seguida por Castiel.

– Allice espere. — Cass me chamou e eu me virei em sua direção. — Precisamos conversar sobre Dean.

~~//~~

POV'S Narrador;

Enquanto Allice e Castiel ainda conversavam, Sam folheava um livro qualquer, sem ao menos prestar atenção em suas páginas. Ansioso -e ao mesmo tempo curioso- para saber o que tanto os irmãos conversavam, foi em direção a geladeira e pegou uma cerveja. Enquanto a abria e ia em direção da sacada.

A noite estava bonita, o céu estava completamente estrelado e a luz da lua se aventurava a entrar pelas venezianas das janelas da casa. Sam se apoiou em uma das grades da sacada e ficou observando o céu. Imaginando onde Dean poderia estar, ele poderia estar correndo perigo. E Sam tinha consciência que corria o risco de perder o irmão para sempre. Crowley havia dito que Abbadon planejava fazer algum tipo de ritual com Dean, ela pretendia matar Dean apenas para conseguir se tornar mais forte e com o tempo poderia acabar abrindo os portões do inferno novamente.

Eles estavam em uma enrascada novamente, dessa vez Sam não sabia o que fazer. Ele olhava pra o céu com uma certa angústia e se perguntava se ainda existia alguém que zelava por todos no universo. Se ainda existia alguém que cuidava deles de onde estivesse. Logo abaixou seu olhar novamente e ficou pensativo. Mas mal sabia que existia sim uma esperança, nem tudo estava perdido e Sam não estava sozinho como parecia, era apenas uma questão de tempo...

Notas finais
E então? O que acharam? Achei legal esse final e vocês? Acreditam realmente que Deus ainda possa estar zelando pelos irmãos Winchester? E o que será que Allice e Castiel estavam discutindo sobre Dean? Tudo isso vai ser revelado no próximo capítulo.