Back To You

3 Quem sou eu?


Notas iniciais
Olá!

Desculpem a demora! Mesmo.

Quem acompanha minhas outras fics sabe que estive um tempo (longo) fora do mundo das fics. Voltei há duas semanas e postei um cap em BD e um cap em DFDC. Demorei mais a postar aki por dois motivos.

Primeiro porque estava morta de curiosidade de ver os novos caps das fics que acompanhava antes de sumir então li aos montes e acredite ainda não estou em dia com as att das fics que acompanho e segundo porque não lembrava muito bem qual era a minha ideia central para essa cap,mas depois de muito custo aí está o cap.

O Edward vem chegando nesse cap sim,mas vai ter uma participação maior no próximo,portanto relaxem!

Espero que gostem!

Boa leitura!

Cuidado!

Linguagem imprópria!

ATENÇÃO:

*E.R=Pronto socorro

**Jane doe= usado como feminino paraJohn Doe pessoa sem identidade.

***Seatlle Grace=Nome fictício do hospital(totalmente inspirado em Greys anatomy)

****Empire State= Famoso ponto turístico em NY.
http://3.bp.blogspot.com/_twbhXF46gdI/TU6ipibBjlI/AAAAAAAAML8/EyPphAhYqaY/s1600/empire-state-building-contara-com-energia-eolica.jpg

******Upper East side=É um bairro nobre do condado de Manhattan, em Nova York, entre o Central Park e o Rio East.

Notes of Bella

Hum... Meu nome é Isabella, ou pelo menos é assim que me chamam, e esse é o meu diário. Ele foi um presente do meu médico o Dr.James para que eu pudesse anotar meus medos e minhas lembranças... Quando eu tiver lembranças, enfim..

.É isso.

Ele pediu para que eu anotasse aqui como eu me sinto todos os dias. Então vamos lá... Hoje eu me sinto...Confusa.

Uma batida na porta interrompeu-me e logo fechei a capa do meu diário e o guardei em baixo do travesseiro.

-Entre. -Eu falei quando o caderno estava devidamente guardado e eu estava sentada cômoda na cama. Era uma atitude sem dúvida infantil, mas eu ainda não estava pronta para dividir meus pensamentos mais íntimos com ninguém já que ninguém dividia nada comigo-Pensei amargamente.

Fazia pouco mais de um mês desde que eu acordei do coma, mas minha mente ainda era uma tela em branco e ninguém parecia querer fazer nada a respeito para mudar essa situação. Eles me contaram o mínimo possível na esperança de que eu recuperasse a minha memória sozinha, mas aqui estava eu, 37 dias após, ainda uma tela em branco. Adicione a essa problemática mental os problemas físicos e calcule aí o tamanho do meu mal humor. Eu mal com seguia sentar, escrever ou comer. A fisioterapia caminhava devagar e as dores no corpo me deixavam cada vez mais irritada. Juntado todos os meus problemas eu me sentia completamente estressada e frustrada.

Alice abriu a porta e entrou sorrindo e pela primeira vez no dia senti um sorriso se formar em meu rosto. Nós realmente ficamos amigas (De novo) nesse período difícil. Ela era a alegria nos meus momentos sombrios e a minha força pra seguir nos momentos em que eu queria desistir... -Atrás dela entrou o Dr.James, o Dr.Caius meu psicólogo e o Dr.Marcus, o chefe da minha equipe de fisioterapeutas- Ou deveria dizer- chefe da minha equipe de carrascos.

Fechei meu sorriso. Boa coisa não poderia ser.

-E como vai a nossa paciente favorita?-Perguntou o Dr.Marcus.

-Muito bem, desde que você e sua gangue do mal ainda não passaram por aqui hoje. -Respondi e sorri novamente.

Ele colocou a mão no peito dramaticamente.

-Ai Bella ,Assim você corta o meu coração.

-Mas doutor, Eu nunca poderia fazer isso! — Respondi com falsa indignação- Já que você não tem um-Completei com doçura.

-Ui você é má!

Apesar de ele ter mais ou menos uns 40 anos, ainda estava super interasso e flertava com Deus e o mundo. Adorava em particular me irritar, porque eu sempre dava uma tacada de volta. Na verdade eu fingia me irritar, mas no fundo me divertia tanto quanto ele.

-Crianças vão com calma. -Falou Dr.Caius sorrindo, que por sinal era irmão mais velho do Dr.Marcus.-Nós temos que conversar a sério com você hoje Isabella. -Completou ele agora um pouco mais sério.

-Hum,Ok.-Respondi meio confusa e esperei apreensiva.

-Eu já estava de saída mesmo, só passei para dar um oi para a minha paciente favorita. –Dr. marcus falou e se encaminhou para a porta-A nossa sessão de hoje foi cancelada, mas como eu sei que você vai sentir minha falta, amanhã faremos uma sessão extra. -Dito isso saiu.

O gemido que eu ia dar ficou preso na minha garganta e redobrei minha apreensão.

-Bom, Vamos nos sentar. -Falou o Dr.Caius. E James e Alice, que ainda estavam mudos, o acompanharam e sentaram-se em cadeiras em frente à minha cama.

Olhei para Alice, mas ela não encontrou meus olhos.

-O que... O que- Respirei fundo -Aconteceu alguma coisa?

-Não Isabella, não aconteceu nada e esse é o problema. -Meu psicólogo respondeu — Nós esperávamos que mesmo com os danos neurológicos provenientes do acidente, bem, esperávamos que a essa altura você já se lembrasse de alguma coisa. Mas esse infelizmente não é o caso e nós precisamos aceitar que possivelmente, e veja bem que eu disse possivelmente, essa seja uma situação permanente, e se não permanente pelo menos uma situação a longo prazo.

Embora suas palavras me causassem uma leve pontada de pânico eu mais ou menos já estava esperando por isso, afinal já faz mais de um mês e nada, nem um nome, nem imagem, nada.

Respirei fundo.

-Então... -Falei devagar-Não está na hora de vocês me contarem sobre a minha “vida passada”- Fiz umas aspas figurativas com as mãos.

-Está. — Disse o Dr.Caius com confiança, mas logo emendou — Mas aí nos deparamos com outro problema. Nós não sabemos muito sobre a sua “vida passada” — Ele imitou meu gesto.

Olhei para Alice buscando orientação, mas ela só negou com a cabeça com os olhos cheios de lágrimas.

-Sinto muito Bella... Eu... Eu não te conhecia antes do acidente.

Agora sim minha cabeça deu um nó. Alice era o meu ”porto seguro” Em meio a todos os estresses e medos que eu passei nesse tempo de “renascida”“. Eu sempre parti do princípio que ela era da minha família ou então uma amiga muito íntima, quer dizer por que mais ela sofreria junto comigo por mais de um ano?

-Então... Por quê?-Perguntei para ela-Porque você...

Ela se levantou me interrompendo.

-Porque eu sou a culpada do acidente que te trouxe até aqui. Eu sinto muito Bella. Realmente eu sinto-Ela veio segurar a minha mão e lágrimas escorriam da sua face. -Eu não queria, mas nós duas íamos em alta velocidade na estrada...Eu..-Ela começou a soluçar e eu a puxei e envolvi em meus braços enquanto acariciava seus cabelos.

-Ta tudo bem Lice. Tudo bem... -Falei a consolando, mas só parte da minha mente estava presente outra parte estava desesperadamente tentando se encontrar e se situar diante dessas novas informações.

Ram rãm -O Dr.James pigarreou.

-Não foi bem assim, vamos todos nos acalmar. Eu vou tentar te explicar Bella o que aconteceu naquele dia.

Voltei minha atenção para ele, mas cheguei para o lado dando espaço para Alice sentar ao meu lado. Ela sentou e controlou um pouco o choro, mas agarrou com força uma das minhas mãos.

-Vamos lá. -Ele respirou fundo — Há pouco mais de um ano eu estava atendendo aqui no E.R *do hospital quando chegaram notícias de um grande engavetamento de carros na ponte. Esse foi o acidente que te trouxe pra nós. Um caminhão perdeu o controle da carga e 12 carros se envolveram no acidente, sete pessoas morreram e 11 ficaram seriamente feridas-Apertei a mão de Alice com força. -Alice estava quase no final da ponte e literalmente viu a tragédia vindo em direção a ela...

-Eu entrei em pânico-Ela o interrompeu as lágrimas escorrendo de novo-Tudo foi muito confuso e muito rápido, mas de alguma forma eu consegui rodar com o carro em alta velocidade e voltar pela outra pista. Eu corria muito, pelo retrovisor os carros pareciam pinos derrubados numa pista de boliche igualzinho naquele filme premonição, enfim... -Ela falou limpado o rosto. -Eu continuei correndo e correndo, totalmente apavorada, sem me dar conta que estava na pista errada e aí seu carro veio e... Foi terrível Bella...Eu sinto muito...sinto-O choro se descontrolou e eu abri os braços pra ela de novo, que prontamente veio a mim e me abraçou.

-Shhh..Está tudo bem Lice. O importante é que sobrevivemos. Eu e você. Muitas pessoas não tiveram essa sorte né?!-Falei e a abracei com força, chorando junto com ela. Captei um olhar de agradecimento de James e acenei de volta.

Eu nesse momento estava sendo completamente sincera. De verdade que eu não a culpava pelo acidente. O que aconteceu foi uma fatalidade. Uma consequência da ação de terceiros. Após uns minutos e alguns copos d’aguas finalmente nos controlamos.

-Ok. Hum. Ok.- Esforcei-me para voltar a mente à outras questões, iria armazenar essa história do acidente para analisar mais tarde, ainda tinha muitas perguntas, mas estava ansiosa para saber mais sobre mim mesma. -No meu carro, recuperaram minhas coisas? Como documentos ou algo assim?

-Sinto Bella, o seu carro explodiu e o da Alice também, por sorte vocês já tinham sido removidas antes.

Fechei os olhos. Então eu não tinha nada que me mostrasse um pouco do meu passado. Nada. Eu era Jane doe** .Espera!

-Como vocês sabem que eu me chamo Isabella?

O Dr.James caminhou então até um armário e no alto retirou um saco plástico pequeno e me deu.

E o abri e dele retirei uma pulseira e um cordão fino de ouro no qual pendurava uma aliança grossa de ouro pontilhada com pequenos diamantes. A Pulseira tinha escrito Isabella em letras desenhadas graciosamente. Isso me trouxe um pequeno sorriso. Ótimo senso de oportunidade. Daria um beijo em que me deu essa pulseira assim que recuperasse a minha memória. Peguei então a aliança e olhei-a de perto. Dentro havia uma inscrição: YOU and ME forever E.Cullen .Retirei o anel do cordão e tentei coloca-lo, mas ficou um pouco grande. Voltei a coloca-lo no cordão e depois guardei ambas as joias no saco.

-Então... Isso é tudo o que eu tenho?

-Sim Isabella, isso foi o que chegou com você ao E.R. O Resto das suas coisas infelizmente foram perdidas no acidente.

Segurei com força o saco em meu punho fechado.

-E ninguém... -Engoli a saliva-ninguém veio perguntar por mim? Nenhuma família? Nenhum marido? Ou amigo?

Eles se olharam sérios e negaram com a cabeça.

Uau...Eu era tão insignificante que ninguém se incomodou em me procurar? Durante todo um ano?

Isso era... Chocante... E triste.

Dr.James continuou.

-Como ninguém veio te procurar no meio do caos do acidente. Nós divulgamos sua foto junto com outra vítima não identificada nas redes de televisões de metade do país e também em todas as delegacias e é com pesar que eu te digo que não obtivemos resposta. Sua descrição até bateu com uma pessoa desaparecida na florida, mas um casal veio até aqui e infelizmente não era você a filha deles. Não temos nenhuma informação.

-Merda-Xinguei e passei a mão pelo cabelo bagunçando, e isso fica cada vez melhor...-Pensei sarcástica.

-Acho que já está bom de revelações por hoje né?!-Falou Dr.Caius- Porque você não descansa um pouco e amanhã continuamos essa conversa...

-Não. –Falei — Eu quero entender tudo hoje. Olhei para o Dr.James — Alguém verificou a inscrição do carro ou o numero do chassi ou algo?

-Sim-Alice respondeu-Eu contratei uns detetives para correr atrás do seu rastro. Eu queria encontrar a sua família pra aliviar um pouco a minha culpa. O carro foi alugado em nome de Daniel McCliff. Eu tirei uma foto sua e os detetives levaram até a locadora e de fato você foi vista conversando amigavelmente com um cara que corresponde a discrição do tal Daniel, mas o tal Daniel parece que evaporou! Os detetives estão seguindo um rastro, mas até agora ele não foi achado.

Fechei os olhos.

Que merda!

Sem família, sem trabalho, sem sobrenome,sem identidade ou número de seguro social...putz...

-Se eu não tenho nem identidade, suponho que eu também não tenho plano de saúde certo?

-Você não tem que se preocupar com isso agora Isabella. -O Dr.Caius falou tranquilo.

Claro que não... A conta não iria para ele! Um ano de internação! Mais vários outros meses de recuperação!

Estremeci.

Eu não tinha nem identidade, mas já tinha saldo negativo em conta. E que saldo...

-É sério Bella -Alice falou -Você Não tem mesmo que se preocupar. Eu paguei todas as contas e continuo pagando, isso é o de menos.

-Mas Alice..-Protestei fracamente. Eu estava agradecida pela a ajuda pessoal e financeira, mas sabia que ela só fazia por culpa, culpa essa que ela não tinha a meu ver. Ela devia ter gastado uma grana preta comigo. Isso não estava certo.

-Shhhh! Relaxa Bellinha. Eu tenho grana aos montes não se preocupe!

James riu.

-Quando ela diz aos montes ela quer dizer aos montes mesmo. Ela é a mais jovem bilionária do país. Alice sozinha patrocinou toda a nova ala pediátrica aqui no Seattle Grace***. Ela nem sabe mais em que gastar tanta grana Bella. Não se sinta culpada, por usar um pouco do dinheiro dela.

Isso me fez sentir um pouco menos culpada embora num futuro próximo eu me asseguraria de devolver toda essa grana a ela.

-Ok. Então é isso. Isso é tudo que vocês sabem sobre mim.

-Sim isso é tudo. — Ele respondeu.

-Vamos conversar sobre o que você está sentindo? Ou você prefere dar um tempo e falar sobre isso amanhã na sua sessão semanal?-Perguntou o Dr.Caius.

-Amanhã Dr.Caius....Eu ainda tenho que assimilar tudo isso entende?

-Ok.-Ele falou se levantou veio até mim e apertou meu ombro- Se mudar de ideia manda a enfermeira me bipar que estou a disposição ok?

-Ok. Obrigada.

Ele se encaminhou para a porta.

-Eu também tenho que ir terminar a minha ronda. Digo o mesmo. Qualquer coisa da um grito que volto aqui ok?-Falou o Dr.James.

-Obrigada por tudo. Aos dois.

Ele fez um gesto de não foi nada com a mão e deu mais um de seus sorrisos irresistíveis antes de sair, seguindo Dr.Caius.

-Hum... Quer dizer que eu sou tão desconhecida pra você como você é pra mim?-Perguntei a Alice, que veio se sentar novamente ao meu lado na cama e colocou sua bolsa no colo.

-Mais ou menos né... Eu gosto de pensar que eu cheguei a conhecer você nesse ano que passou... Quer dizer tudo bem você estava em coma, mas eu vinha todos os dias e conversávamos, quer dizer, eu conversava, mas tinha vezes... Tinha vezes que você me respondia sabe? É difícil explicar... Eu já te considerava uma amiga antes de você abrir os olhos e Tenho... Tenho a esperança que você possa me perdoar -Ela falou engolindo as lágrimas -e ser minha amiga de verdade um dia.

Bufei.

-Vem aqui sua boba. -A puxei e a abracei. -Você já é minha amiga. Minha irmã, minha família. Você me salvou a cada dia em que não desistiu de mim, a cada palavra de incentivo na minha recuperação, a cada sorriso para alegrar meu dia e é claro! A cada conta do hospital paga. -Falei sorrindo. -Bilionária hein?-Falei cutucando ela.

Ela sorriu e deu de ombros.

-Eu tenho bom olho para investimentos. -sorriu- Mas eu tenho que te mostrar uma coisa. -Ela abriu a bolsa e me deu um papel.

Abri e vi que eram duas folhas grampeadas. Uma lista de nomes com endereços e telefones. Antes que eu pudesse entender ela foi falando.

-Eu tomei a liberdade de olhar as suas joias e vi a inscrição na sua aliança e mandei para os detetives pesquisarem a fim de achar um nome.

-E?-Perguntei curiosa.

-São 1.257 Cullens residem nos Estados unidos da américa.

Meu queixo caiu.

Merda era muita gente!

-Calma — Ela falou sorrindo. -Desses 1.257 apenas 146 começam com a letra E.

Menos mal, mas ainda sim... Eram muitos... Mas bem... Pelo menos era melhor do que mil e tantos.

-Dos 146 eu cortei aqueles que possivelmente e digo possivelmente porque vão ficar numa lista reserva caso não achemos o seu E.Cullen na lista principal, enfim, eu cortei dessa lista pessoas as que não poderiam usar aliança. Jovens com menos de 18 e idosos com mais de 65, além das mulheres, claro!

-Com isso chegamos a incrível marca de 49 pessoas!-Ela falou com um sorriso enorme. — Que estão listadas nessa lista em suas mãos.

Não pude evitar sorrir também. Eu tinha a impressão de que Alice conseguiria o mundo se quisesse. Ela puxou novamente os papeis das minhas mãos.

-Ei!

-No momento, você vai apenas se concentrar na sua recuperação, mas assim que você estiver 110% nos vamos à caça! Vamos viajar pelo mundo perseguindo seu E.Cullen -Ela pulou da cama e fez gestos teatrais-Vamos viver aventuras e nos divertir bancado as detetives o que acha?

Sorri com seu entusiasmo.

-Eu acho uma ideia ótima. Vai ser divertido. -Falei pensando no quão melhor será enfrentar tudo isso com ela ao meu lado.

-Obrigada Alice. -Peguei suas mãos- Por tudo.

-De nada amiga. -Você é a irmã que eu nunca tive. Seus problemas são meus problemas também ok? Vamos nos divertir.

Alice estava enganada quando pensou que arruinou a minha vida.

Ela me resgatou. Me salvou.

Ela foi um anjo que me foi dado no momento mais difícil da minha vida.

Um anjo que me fazia sentir Esperança.

10 meses depois...

-Sabe o que nós deveríamos fazer?-Falei exaltada — Esquecer essa merda de busca!-Porque que eu tenho que encontrar alguém que obviamente não quis me encontrar? Já faz quase dois anos do acidente e ninguém chegou nem perto de me achar! Aposto que seja lá quem for nem sequer sentiu minha falta. — Pulei sobre a cama imensa do hotel de joelhos-Que se vá ao inferno! Já está na hora de eu construir uma vida pra mim ao invés de ficar rodando eternamente atrás do passado.

-Nem pensar, Bella. Estamos tão perto. Posso sentir no ar! Falta só um pouco.

Rodei os olhos. Ela sempre falava isso quando eu desanimava.

Após o dia em que soube sobre o meu passado, ou melhor, sobre a minha falta de passado, eu ainda passei uns bons 5 ou 6 meses me recuperando até estar 100%, teve momentos em que eu pensei realmente que jamais voltaria a andar ou a comer direito. A minha recuperação deveria ter sido mais rápida mais segundo o meu psicólogo eu me auto-sabotava por medo de enfrentar os fatos do meu futuro incerto.

Okeeeeeeeyyyyyy... Eu realmente achava super legal não poder fazer nem as minhas necessidades biológicas sozinha.

Valeu Dr.Caius!

Médicos...

Passada essa fase ainda levou mais um mês ou dois para nos “prepararmos” para a nossa “grande viagem” que no fim não era uma volta ao mundo, mas sim uma volta ao país.

Depois de arrumar a papelada provisória para eu “existir” oficialmente e fazer compras pra mim, (muitas compras) partirmos rumo ao desconhecido, ou melhor, rumo a Tacoma — Waghinton D.C nossa primeira parada. Começamos daí e fomos procurando por cada Cullen da lista. Começamos com os mais próximos à Seattle(afinal lá era onde estava a locadora de carros) e seguimos expandindo o perímetro dos cullens.

Quarenta e um Cullens depois localizados em vinte e dois estados e nada. E Aqui estávamos em Nova York, na outra ponta do país e eu já estava desesperançada.

Quatro E.Cullens moravam na cidade. Os outros que faltavam moravam nos arredores.

Estávamos mesmo no fim da busca.

Ao mesmo tempo em que eu queria ter esperança eu me forçava a ser realista, se eu morasse em NY como eu teria acabado num acidente do outro lado do país? Era quase impossível... Eu francamente já estava cansada de chegar até um endereço cheia de esperanças e me decepcionar. Não aguentava mais o olhar de piedade no rosto das pessoas quando contávamos minha história.

-Vamos, vamos Bella. Hoje vamos matar dois coelhos com uma tacada só. Dois Cullens em um. -Ela olhou no papel- Emmet Cullen e Edward Cullen. Ambos estarão numa festa nesse tal apartamento hoje, segundo as minhas fontes. Prometo que se não der em nada dessa vez nós podemos curtir mais uns dias antes de seguir e perseguir os outros dois.

Fiz uma careta.

-Eu te levo ao Empire Starter****...hein hein hein?

Bufei.

-Ok. Pequena bruxa! Mas não era melhor esperar e falar com esses irmãos outro dia?

-Melhor seria né?!Mais a vaca da secretária deles me barra em cada chance que pode. E Olha que me barrar é difícil. Mais parece que esses “meninos” conseguem ter mais grana que eu e por isso podem me esnobar. Hamft! Eles vão ter uma surpresa! Vão aprender que Alice Brandon não pode ser ignorada. Nunca! Agora pega a sua bolsa vamos!.

Fiz uma careta de resignação e a segui. Vestimo-nos a rigor com vestidos próprios para esses tipos de coquetéis. O Meu era todo de seda verde-escuro combinando com meus olhos. De alcinhas simples e com comprimento nas panturrilhas. O de Alice era parecido, mas azul com pequenas estampas delicadas. Ambas fizemos maquiagem simples e deixamos os cabelos soltos naturalmente.

Pegamos um taxi que logo nos levou a um endereço de uma cobertura no Upper East Side.******

Soltei um assobio quando paramos em frente ao prédio.

-Como vamos conseguir entrar de penetra num lugar assim?-Perguntei meio sussurrando.

-Quem disse que vamos de penetra?-Ela falou e saiu do carro.

Fiquei quieta e a segui. Ela conversou um tempinho com um rapaz novinho na portaria e imediatamente conseguiu passe livre. Quando chegamos no elevado sussurrei.

-Como conseguiu?

-Sou Alice Brandon o que é que eu não consigo?

-Quanto?-perguntei sorrindo.

-Humpft! 300 dólares! Acabou-se a época em que por 50 dólares se conseguia qualquer coisa...

Ainda estava rindo quando um senhor cruzou o hall em direção ao elevador e pareceu se alarmar quando nos viu. A sorte foi que as portas fecharam.

-Acho que fomos descobertas.

Ela deu de ombros.

-Pelo menos dará tempo de dar uma olhada antes do velhote nos pegar. Fica do meu lado que eu sei o que eu estou fazendo.

As portas se abriram direto dentro do apartamento, onde o coquetel se realizava. Um garçom se aproximou e ambas pegamos taças e seguimos andando em direção à grande sala.

-Sei não Alice... Não estou com bom pressentimento... Acho o que o velhote vai chegar a qualquer minuto e nos fazer passar uma baita vergonha. Acho melhor irmos.

-Que nada Bella, Você é muito medrosa, Rico morre de medo de escândalo, confia em mim. Sorria e cumprimente. Nestas festas o que mais tem é penetra disfarçado. Ninguém nem vai notar que estamos aqui.

Seguimos em frente entre as pessoas e comecei a sentir como se todos me olhassem, consciência culpada era uma merda. Alice parou pra falar com um rapaz e eu me virei olhando os porta-retratos do aparador, quando congelei. No meio das fotos tinha uma minha abraçada a uma loira estonteante. Ambas vestidas de longo, mas com chapéus de formatura e diplomas na mão. Fiquei tão pressa no momento de revelação que nem me dei conta do silêncio ao redor. Até a música do piano ao fundo tinha parado. Olhei acima do aparador para o espelho imenso na parede e percebi que todos nos olhavam. Virei-me lentamente e os encarei de volta.

Eu estava fria e Alice ao que parece congelada também, já que não falava mais com ninguém.

-Ninguém nem vai notar né?!-Sussurrei meio de lado pra ela e belisquei seu braço.

-Ops...

No centro da Sala estava um casal. Um homem ruivo de olhos verdes maravilhosos com uma loira magnífica ao lado e atrás deles tinha também um casal só que mais velho. E Ao piano ao lado a loira da foto estava se levantando também me olhando em choque.

-Põe ops nisso...-Resmunguei de volta.

O homem de cabelos de cobre me encarava intensamente com um brilho estranho no olhar e seus lábios formaram meu nome,mesmo sem ter realmente falado.

Essa era a minha deixa-Pensei,mas antes que eu me mexesse uma taça caiu no chão e uma voz feminina me chamou desviando minha atenção.

-BELLA! Oh meu Deus Bella!-Uma mulher empurrava as pessoas da multidão pra chegar a mim.

Continua...

-

Notas finais
Espero que tenham gostado!

O Próximo capítulo será bastante esclarecedor.

Bjuxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Ps:Criei um orkut essa semana...quem quiser add:

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9961121401525926287

Se não conseguirem por aí digitem NIQUESAL.BJUXXXXXXXX