Back To You

8 De volta pra você...


Notas iniciais
Oi minha gente!

Desculpem a demora, me explico lá em baixo.

Mais uma vez mudei de idéia.

Acho que sou a autora de fics mais volúvel de todo o planeta!

Alguns podem se decepcionar com o rumo que a estória vai tomar nesse capítulo, mais tenho fé que a maioria aprove a minha decisão de alterar o rumo que eu ia dar a eles antes.

Espero que gostem!

Comentem!

E Recomendem que to precisando de incentivo!

Boa leitura!

*Big Apple:Apelido famoso da cidade de NY.
Bjuxxx

A noite caiu sobre New York e trouxe com ela uma profusão de cores e luzes que me fizeram ver com um pouco mais de clareza a famosa beleza da chamada Big Apple*.

O silêncio no taxi era de morte.

Graças a Deus o motorista não fazia o tipo falador, porque eu precisava desses minutos preciosos de silêncio para tentar colocar um pouco de ordem na minha mente confusa.

Com o meu nível de adrenalina um pouco mais baixo, eu pude raciocinar com um pouco mais de clareza.

Nesse momento de calma e lucidez apenas uma pergunta sobreveio a minha mente, atingindo-me como um raio, paralisando-me por uma fração de segundo no assento frio do carro.

“Que merda eu estou fazendo aqui?”

Depois de analisa e reanalisar toda a conversa desta tarde com Victória eu cheguei à conclusão de que eu era uma estúpida.

Que diabos eu estou fazendo me deixando levar pelo veneno daquela Victória?

Olhei pela última vez o cartão com o endereço misterioso antes de jogá-lo de volta ao fundo da minha bolsa.

Quase sorri com o peso que saiu dos meus ombros (e da minha mente) com essa simples ação.

Com o coração e a mente muito mais leves dei uma batidinha no vidro que me separava do motorista.

-Você pode fazer a volta, por favor? Eu desisti de ir a esse endereço. Quero voltar a minha casa, por gentileza.

-Tem certeza Dona?Já estamos quase lá.

Antes que a minha parte curiosa resolvesse me dominar por completo o respondi alto e claro.

-Tenho certeza sim. Obrigada pelo passeio, mas quero voltar já para casa.

O motorista fez uma meio careta, provavelmente pensando que eu era louca por ter rodado a cidade inteira atrás de um endereço e agora que já estava às portas do dito endereço dar a volta e partir. Mais nesse momento eu estava absolutamente certa de que havia tomado a atitude correta ao voltar.

Uma coisa para mim era inegável.

O amor que Edward sentia por mim era real. E embora essa seja a única certeza que eu tinha no momento, era a essa certeza que eu iria me apegar. O amor dele iria me salvar. Resgatar-me desse poço sem fundo em que eu me encontrava agora.

Eu já havia aceitado dar a ele uma chance para tentarmos recomeçar. Agora, aqui sozinha no assento de trás desse carro, eu acabava de aceitar dar a ele a minha confiança. O que pra mim, nesse momento desmemoriado da minha vida, era o melhor presente que eu poderia dar a ele.

Eu confiaria nele.

Confiaria minhas dúvidas, minhas suposições, meus problemas. Dividiria um pouco dessa carga mental e emocional que estava acabando comigo desde as novas descobertas do meu passado nebuloso.

Olhei para a minha aliança, que parecia brilhar intensamente no escuro do taxi, como se para me confirmar que dessa vez eu estava tomando a atitude correta.

Meu nível de adrenalina voltou a subir novamente, só que dessa vez por um motivo completamente diferente.

Edward.

De repente eu precisava tanto vê-lo que me consumia.

Bati o pé impaciente enquanto o carro fazia todo o trajeto de retorno ao ponto de partida.

A cada quilometro completamente ultrapassado minha pulsação subia um nível.

Quando finalmente chegamos de volta ao prédio onde eu morava juro que nem me lembrava mais de porque eu havia saído de casa. Tudo em que eu podia me concentrar era nessa necessidade quase sufocante de ver Edward. De tocá-lo. De abraçá-lo.

Era absurda a magnitude de tal sentimento mais era uma coisa instintiva.

Meus instintos diziam para mim nesse momento, que se eu tivesse continuado naquele carro eu teria perdido Edward para sempre e vice e versa, e essa sensação de quase perda me deixou desesperada.

Joguei todo o dinheiro que tinha na bolsa de qualquer jeito no guichê do motorista e pulei do carro antes mesmo do motorista ter estacionado. Nesse momento sequer me incomodei em ter pagado 10 vezes o valor da corrida, tudo o que eu queria era correr.

Corre de volta para Edward.

Corri direto para o elevado e ignorei o olhar irritado de alguns moradores que esbarrei na minha pressa em passar pelas portas abertas do elevador.

Borboletas dançavam alegremente em meu estômago e minha respiração já saía em lufadas.

-Vamos,vamos,vamos....-Resmunguei baixinho batendo o pé com impaciência.

Quando o elevador finalmente abriu saí correndo pelo corredor e logo disparei pela porta do apartamento.

Em meu ímpeto não medi minha força e a porta bateu na parede oposta com um baque forte.

Edward estava bem no centro da sala gritando ao telefone, mas com o som do baque da minha chegada ele se voltou paralisando.

Registrei vagamente o aspecto de desespero em seu rosto, mas não quis pensar sobre isso.

Não quis pensar sobre nada.

Corri.

Voei para seus braços.

Pulei em seu colo o envolvendo com minhas pernas e braços, como uma aranha.

Provavelmente mais tarde eu me sentiria envergonhada por meu desespero, mas nesse momento isso não me importava. Tudo o que importava era estar ali. Segura em seu abraço. Com meu rosto afundado em seu ombro, sentindo seu cheiro, Seu calor. O desespero que antes me consumia diminui um pouco. Mais não muito.

Ele largou o telefone no chão e me segurou com força de volta, seu rosto afundando em meu pescoço, em uma atitude meio reflexa a minha.

Depois de uns segundos presos num abraço sufocante ele segurou meu rosto com uma das mãos enquanto com outra segurava um pouco melhor meu corpo.

-Bella?-Ele puxou meu rosto forçando-me a levantar a cabeça e olhar para ele -Amor? O que...

Não o deixei completar a frase.

-Me beija Edward. — Sussurei já com os meus lábios próximos aos seus..

Nem eu mesma sabia o que estava havendo nesse momento. E nem de onde eu havia tirado tanta coragem. Tudo o que eu sabia é que eu o queria nesse momento. Mais do que isso até.

Eu o necessitava nesse momento.

A expressão dele mudou e algo passou por sua mente. Algo que fez com que me olhasse como se soubesse exatamente o quão perto de me perder outra vez ele havia estado só a um momento. A mão que segurava meu rosto se enfiou em meus cabelos um pouco bruscamente e logo sua boca desceu sobre a minha sem mais um questionamento sequer.

O beijo que se seguiu foi feroz. Quase um duelo de línguas e de forças.

Agarrei em seus cabelos com desespero e nem percebi que ele estava se movendo comigo a tira colo. Só fui me dar conta do movimento quando minhas costas foram imprensadas contra uma parede fria.

Seu corpo se impulsionou com mais ímpeto ao meu, e pela pressão da parede eu vi estrelas por sob as minhas pálpebras fechadas.

Gemi e cravei as unhas em sua nuca, arrancado um gemido baixo de Edward.

Soltei a minha boca da sua num ímpeto para tentar respirar um pouco. Edward prosseguiu então beijando meu maxilar e descendo seus beijos para o meu pescoço, enquanto eu tentava recuperar o ar entre uma lufada e outra.

Sua mão que me segurava pela cintura desceu para minha bunda apertando sua pélvis contra a minha. Joguei minha cabeça para trás gemendo sem segurar meu deleite por seu atrevimento.

Sinais de perigo brilharam em minha mente dizendo que ainda era muito cedo para eu estar me entregando assim a um estranho, embora esse estranho fosse o meu marido, mas eu disse “foda-se” para eles.

Eu o queria.

Eu o necessitava.

Eu o teria.

Ultrapassei a linha(E sapateie nela) ao puxar a camisa dele fazendo força para que ela abrisse. Não medi forças e alguns botões voaram pela sala. Nem tive tempo de ficar chocada e Edward fez o mesmo com a minha, deixando-me só com meu sutiã de renda branco aos seus olhos.

Ele parou um momento em nosso frenesi olhando meus seios com desejo. E antes que eu conseguisse piscar os olhos sua boca já estava sobre eles, pela parte superior que ficava destampada pela renda.

Minha excitação subiu a níveis siderais com as carícias de sua língua em meu colo.

Quando ele puxou a taça de um dos seios com os dentes senti-me queimar por dentro.

Meu sexo estava molhado. Inchado.

As sensações eram assustadoras, mas ao mesmo tempo emocionantes.

Sua língua trabalhou em meu mamilo com cuidado, o rodeando lentamente, brincando com ele.

-Edward... -Gemi irrequieta.

Ele tomou o gemido como em um pedido e levou meu mamilo todo a boca o chupado. Primeiro levemente, depois um pouco mais forte.

Arquei meu corpo pela força da onda de calor me pegou e Edward em resposta forçou ainda mais seu corpo ao meu.

Logo estávamos em uma dança de corpos e gemidos ali contra a parede da sala.

Minha saia já estava praticamente toda enrolada na cintura deixando minha lingerie úmida de baixo a mostra. Forcei um pouco meu peso para baixo e toquei com um dos pés o chão, mais mantive minha outra coxa ao alto para não perder o contato da minha pélvis com a dele. Sua mão que antes estava em minha bunda rodou e logo foi pela minha barriga em direção ao meu sexo.

Sua boca soltou meu mamilo e subiu fazendo o caminho reverso até tomar a minha novamente.

Ele brincou de morder meus lábios antes de invadi-los novamente, mas assim que os invadiu eu senti seus dedos tocarem suavemente meu clitóris por cima da calcinha.

-Ai caralho...

Estávamos tão perdidos um no outro que demoramos a nos dar conta que não estávamos mais sozinhos.

A maldição abafada nos trouxe de volta a realidade e nos separamos em um pulo.

Edward cobriu minha semi-nudez com seu corpo quando se voltou ao do nosso inconveniente visitante.

Virei-me de costas mesmo assim e abaixei correndo a minha saia para em seguida puxar o sutiã de volta ao seu lugar correto.

Completamente envergonhada e um pouquinho irritada espiei por sobre o ombro enquanto tratava de abotoar a minha blusa do jeito que dava, tendo em vista o problema da falta de alguns botões.

Emmet e Rosalie nos encaravam da porta do apartamento. Seus olhares maliciosos eram uma mescla de curiosidade e diversão.

- Parece irmão — Ele falou arrastando as palavras com um jeito meio sacana de falar- Que você já encontrou a sua esposa desaparecida sem a nossa ajuda. Acho que você já tem toda a situação sob controle por aqui né?!

-Eu... -Edward pigarreou-... Ia ligar para vocês em seguida para avisar que a Bella já estava em casa. Eu só... Né... -Pigarreou de novo- Meio que me distraí aqui.

Rosalie não segurou mais e explodiu em uma gargalhada escandalosa.

Quis morrer.

Agarrei a camisa de Edward por trás e afundei o rosto em suas costas. Ele voltou um braço para trás, numa tentativa meio frustrada de me dar consolo.

Fazíamos todo um quadro, tinha certeza.

Edward com a camisa arrebentada, lábios inchados e com os cabelos revoltos. Eu, encolhida atrás dele, descalça, descabelada e com marcas de chupões e mordidas por todo o meu pescoço e colo.

Pensa pelo lado positivo Bella -Gozei de mim mesma- Poderia ter sido Alice a nos pegar no flagra.

Ela iria me infernizar o resto da vida se visse essa cena hoje.

As gozações não acabariam nunca.

Pelo menos Emmet e Rose tinham pinta de serem um pouco mais discretos, apesar da reação inicial deles nesse momento, certo?

Espiei por sobre o ombro de Edward, e Emmet me piscou um olho e deu uma risadinha sacana.

Estou ferrada — Pensei e soltei um gemido de mortificação.

-Ok. Ok. Chega de torturar eles com esse sorrisinho sacana Emmet — Rosalie arreganhou tentando ser brava,mas seu meio sorriso não a ajudou muito no intento. — Fico feliz de Bella ter chegado são e salva em casa, nós já estávamos indo para o aeroporto quando você ligou Edward.

-Eu agradeço a preocupação Rosalie. Como você pode ver eu me preocupei a troco de nada. Desculpe qualquer incomodo.

-Que incomodo que nada!-Emmet tirou a importância do assunto num gesto com a mão — Pelo menos assim nós tivemos uma amostra-grátis de sex... — Ele não terminou a frase porque Rosalie deu um senhor pisão em seu pé e eu tenho certeza que essa era a primeira piada suja(De muitas) que ele ia contar a respeito episódio recém presenciado por ele.

-Como já está na nossa hora né Emmet. Nós já vamos. Depois dessa eu tenho certeza de que você vai querer a sua chave de volta né Edward?-Ela perguntou e deu um meio sorriso para nós.

-Por favor Rosalie -Edward confirmou e por sua voz eu podia dizer que ele já estava vendo a graça da situação também.

Ela tirou uma chave do chaveiro e deixou em cima de uma mesinha que tinha logo na entrada do apartamento.

Emmet ia soltar mais uma das suas pérolas, mas um olhar mortal de Rosalie o parou e dessa vez fui eu quem mordeu os lábios para não rir.

Rosalie o empurrou para fora, mas antes de sair se voltou pra mim e deu um sorriso meio pícaro e eu já sabia que quando ela voltasse eu teria que passar uma declaração perfeita de tudo o que aconteceu desde que ela me deixou aqui mais cedo.

Eles saíram logo mais o estrago já tinha sido feito.

A leoa em mim virou uma gatinha assustada.

Eu estava total e completamente envergonhada.

De tudo.

De ter caído no conto da Victória. De ter atacado Edward. De ter feito cena enfrente a Emmet e Rose.

Edward fez menção de se virar, mais rodei junto com ele, ainda enfiando a cara em suas costas.

-Não...-Gemi.

Ele riu.

-Você por acaso pretende ficar aí para sempre?

-Hã ram...-Gemi- Deus que vergonha...-Minha voz saiu meio abafada por suas costas.Virei rosto de lado para a voz sair com mais clareza- Sinto muito Edward. Eu praticamente te ataquei. Eu não deveria...

Parei quando ele se soltou e virou de frente pra mim.

-Se nós vamos ter essa conversa, quero olhar em seus olhos enquanto conversamos. -Ele falou sério, mas aí seus olhos desceram para meus seios, que a blusa aberta deixava à mostra — Embora olhar em seus olhos vai ser bastante difícil tendo em vista o estado das suas roupas.

Eu estupidamente me ruborizei, o que era totalmente ridículo tendo em conta que esse homem já teve sua língua sobre meus mamilos, mas não pude evitar o pudor passada a neblina de excitação do nosso ‘quase’ momento.

-Eu... hum... Vou tomar um banho. Pode ser? Aí depois jantamos como tínhamos programado e aproveitamos e conversamos. O que acha? – Perguntei enquanto eu,meia torpe, tentava fechar a minha blusa um pouco mais.

-Acho a solução perfeita amor.

Meu coração pulou ao som do apelido carinhoso.

-Ok. Vemos-nos em alguns minutos então.

Voltei-me e fui em direção às escadas, parando no meio do caminho por duas vezes para pegar meus sapatos.

Já estava quase no primeiro degrau da escada quando ele me chamou.

-Bella?

-Hum. -Voltei-me para ele.

-Não demore amor, por favor. -Ele pediu usando seu melhor olhar de marido apaixonado.

Não pude evitar sorrir que nem uma boba.

-Não vou, pode deixar.

Subi correndo o resto das escadas.

Ainda tínhamos alguns pontos negros a esclarecer antes de podermos curtir um ao outro de vez sem mais preocupações, mas isso não seria um problema para nós, eu tinha certeza.

Eu tomei uma decisão importante hoje e não voltaria atrás, mesmo que essa fosse à decisão errada, o que eu sinceramente duvidava.

Eu acreditaria em Edward. Eu confiaria em Edward. E um dia, num futuro breve, Eu amaria Edward.

Tanto como ele me amava.

Ou mais. Muito mais.

Notas finais
E aí o que acharam?

Sei que todas estavam curiosas com o tal endereço(Até eu estava... hauhauhau)Mais achei que a Bella estava sendo muito burra ao cair no conto da Victória. Sincera ou falsa ela ainda é sua rival e nada de bom poderia ter vindo daí não acham?!

Mais... Perdida do jeito que a Bella estava, até compreendo porque ela se sentiu tentada a investigar por conta própria o seu passado, mas apesar de compreendê-la eu achei que o certo seria ela voltar e abordar esses mistérios de uma outra maneira. Espero que tenham aprovado a minha decisão.

Demorei a postar porque a bateria da placa do meu note estava falhando então ele funcionava quando queria, tipo dia sim ligava dia não.
Uma merda!
Tive problemas com a autorizada, que é bem distante da minha casa,e to enrolando pra encontrar um técnico de confiança pra trocar a bateria. De uma semana pra cá ele nem liga mais dia nenhum. Resultado? To usando note do minha irmã,mas como ela usa muito ele, eu raramente to acessando e quando acesso faço tanta coisa que quase não to escrevendo.

Enquanto não resolver esse problema os posts podem demorar um pouquinho mais.

Porém...Prometo fazer um esforço e tentar postar o próximo cap aki até o final de semana.

Agradeço a paciência de vcs. Quando posso escrevo bastante, mais as vezes a vida não colabora e acabo atrasando. Sinto muito.

Agradecimento especial às lindas que recomendaram a fic na última semana:

PAULLA CULLEN

NILZA

NATALIA-NATY

Obrigada pelas palavras meninas!Estava precisando mesmo de um incentivo aki.

Obrigada a Carol por betar mais um cap pra mim.

Obrigada Tb a todos os que comentaram no cap passado.Ainda não pude responder todos,mas vou!Assim que der estarei respondendo aos reviews do cap anterior e os desse Tb. Não deixem de comentar!!!Foi lendo os comentários que acabei mudando de idéia. A opinião de vcs é mega importante para o andamento da estória.

Bjuxxx

Até o próximo capítulo...