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9 Apaixonada


Notas iniciais
Olá pessoas!

Espero que gostem do cap!
Nem vou deixar uma nota grande hoje, porque to cansada demais hoje..(Faculdade nova + curso+ empreg novo= Nique um bagaço...)

Boa leitura!
Bjuxxx

Notes of Bella

Hoje eu me apaixonei por Edward Cullen... De novo.

Tomei um banho rápido e sequei o cabelo mais ou menos com secador. Em seguida fui até o closet e vesti uma calcinha e Tb o primeiro vestido que vi pela frente.

O que resultou ser um vestido de seda azul claro simples com altura um pouco abaixo dos joelhos.

Nem me incomodei em calçar sapatos. Voei de volta pra sala, ansiosa por ver Edward novamente.

Estava agindo como uma criança ansiosa por seu presente de natal, mas não pude evitar. Estava vivendo na pele todas as emoções do primeiro amor.

Escorreguei e me segurei no corrimão da escada.

Merda santa!

Eu já estava apaixonada!

Foi só há uns minutos que eu estava pensando que em breve eu amaria Edward?

Inferno! Eu já amava!

E essa constatação me deixou apavorada.

E maravilhada!

Sorri igual a uma idiota e pela segunda vez na noite tive o impulso louco de voar em seus braços e atacá-lo novamente, mas dessa vez me contive.

Respirei fundo e retomei a minha descida das escadas. Dessa vez devagar, tentando controlar esses impulsos selvagens que estavam me tomando.

Tínhamos coisas importantes a tratar.

Em meio à recém descoberta de meu amor por Edward eu quase tinha me esquecido da Victória e de tudo o que ela vomitou pra mim mais cedo.

Quase.

Cheguei até a sala de jantar e percebi que ele Tb havia se banhado. A calça social preta e a blusa branca(arruinada) de botões foram trocadas por uma calça marfim e um suéter preto de mangas compridas com decote em V.A blusa era daquelas apertadas que marcavam todo o seu corpo duro e definido, me deixando com água na boca.

O que eu deveria conversar com ele mesmo?

Perdi-me na contemplação da paisagem e demorei a notar que ele havia se aproximado.

Despertei quando ele já estava em frente a mim e me dava um selinho demorado nos lábios, com uma familiaridade de quem fez isso a vida toda.

-Você também está linda. -Ele falou sorrindo. Interpretando corretamente meu estado abobalhado.

Olhei para meus pés descalços e meu vestido simples.

-Eu nem pensei em me arrumar... Eu só queria vir conversar e...

-Você nem precisa se arrumar Bella. A beleza flui de você sem esforço. Você é adorável de qualquer forma. Tem uma doçura nata. -Disse e me deu outro selinho. Depois pegou minha mão.

-Vêem vamos sentar. -Ele me levou até a mesa, que já estava posta, e puxou uma cadeira à direita da cabeceira. Em seguida se sentou na cabeceira ficando ao meu lado.

Puxou a tampa das bandejas e um delicioso cheiro de peixe grelhado flutuou no ambiente, numa nuvem de vapor.

Percebi que a em baixo das travessas tinha uma fina chapa aquecida que mantinha a temperatura da comida.

Notando minha curiosidade ele se explicou enquanto servia um prato pra mim e um para ele, com um pouco de cada coisa que tinha nas travessas.

-Em geral ficaria uma empregada aqui para nos servir e toda a comida ficaria lá dentro, mas preferi que dessa primeira vez estivéssemos sós aqui, para ficarmos mais a vontade, então dispensei todo mundo. E o jeito que dei foi encomendar o jantar e manter ele aquecido assim, bem aqui na mesa da sala.

-Eu achei uma ótima idéia! -Falei com um sorriso- Eu nunca gostei muito de ser servida com pompa por empregados mesmo. Sou 100% a favor do estilo self-service.

Ele sorriu.

-Eu sei disso. Você sempre foi assim. Embora nos jantares e eventos sociais tivesse um comportamento impecável, em casa você era livre com um pássaro. Cansei de te pegar almoçando ou jantando na cama vendo televisão. Algumas vezes até em frente ao computador com o prato na mão. Eu reclamava que comer assim fazia mal mais você fazia pouco caso e dizia que sempre comeu assim e nunca fez mal e não seria depois de velha que isso iria fazer mal...-Ele falou com um sorriso nostálgico com a lembrança enquanto servia o vinho em ambas as taças.

Dei um sorriso triste em resposta, enquanto ele se sentava.

Quando ele contava algo assim da nossa vida a dois no passado, eu podia ver as emoções dele perfeitamente expressas em seu rosto. A saudade daquela época. O seu amor e preocupação por mim eram sempre expressados, mesmo nas pequenas brigas e discussões do dia a dia.

Eu lamentava profundamente não me lembrar de nada para compartilhar com ele o sentimento pela lembrança.

O Jantar foi tranquilo. Enquanto comíamos trocávamos memórias de outros jantares. Ele me falava de outros encontros nossos e eu o falava um pouco dos meus jantares no hospital e Tb nesse último ano meu junto a Alice.

Quando acabamos ele foi até a cozinha e voltou com uma bandeja quando ele abriu quase soltei um gritinho de alegria.

-Torta holandesa! -Exclamei feliz- A minha...

-Favorita! — Terminamos juntos. Ele me olhou curioso.

-Você se lembrou...

-Não!- O cortei logo — Mas desde que provei há um tempo com Alice não escolho outro sobremesa. -Peguei o pequeno prato que ele me serviu e assim que dei a primeira colherada gemi.

-Hum...Deus! Que delícia!

-Está muito bom mesmo. -Ele concordou.

Terminamos e juntos recolhemos toda a bagunça na mesa e levamos para a cozinha. Eu insistiria em limparmos tudo, mas além de estar com um pouquinho de preguiça depois da excelente refeição, eu queria conversar logo com Edward sobre a visita da sua ex mais cedo. Queria tirar logo essa nuvem negra das nossas cabeças para poder voltar a nos concentrarmos em nós mesmos e em nosso amor.

Sorri igual a uma idiota quando essa expressão passou pela minha cabeça.

Nosso amor...

-Que foi?-Edward me perguntou sorrindo e puxando a minha mão, me levando para a sala de visitas logo na entrada do AP.-Porque está sorrindo assim?

-Por nada — Dei de ombros. -To feliz só isso.

Seu sorriso se esticou ainda mais no rosto em reflexo da minha felicidade. Mais depois ele suspirou e me puxou para o sofá e me fez sentar. Logo pegou puff do canto e o colocou na minha frente e se sentou, para então pegar as minhas mãos e segurá-las nas suas.

-Estou feliz que você esteja feliz. De verdade. E Deus sabe que detesto quebrar esse momento gostoso que está rolando entre nós.-Ele apertou as minhas mãos e depois começou a acariciá-las lentamente,brincando com os dedos- Você não tem idéia do quanto eu esperei estar assim com você novamente. Mais eu preciso saber o que aconteceu essa noite.

Eu ia abrir a boca mais ele prosseguiu.

-Quando cheguei hoje eu recebi o seu recado. E conversando com o porteiro lá embaixo descobri que a Vic...Tória-Ele completou meio atrasado, como se lembrando tarde demais que não deveria mais chamá-la por um apelido carinhoso.

Força do hábito suponho, mais ainda sim me fez mal e sem querer estiquei a coluna e fechei o sorriso.Quase puxei minhas mãos das suas mais me controlei e cortei o exagero.- Esteve aqui pouco antes da sua saída.- Ele concluiu. E em seguida prosseguiu.

-Tentei ligar para ela pra saber o que ela veio fazer aqui mais ela não me atendeu. O que me deixou bastante nervoso, confesso. -Ele esfregou suas mãos nas minhas. -O que houve aqui Bella?Ela fez algo a você?Se ela fez...

Sem me controlar mais soltei minhas mãos das suas e levantei me afastando. O peso de toda a carga emocional do meu encontro com a Victória voltando, me afogando de volta a um redemoinho de confusão e angústia.

Segui caminhando devagar de um lado ao outro colocando minhas idéias em ordem. Sem saber exatamente por onde começar.

Finalmente decidi começar pelo começo.

Por mim.

Respirei fundo e parei em sua frente.

-Eu estou confusa, Edward. -Dei sorriso triste-Eu na verdade vivo confusa. Desde que acordei naquele hospital em Seattle há dois anos. – Soltei o ar com força e prossegui- Imagine que você vá dormir essa noite e acorde amanhã sem saber nada sobre si mesmo. Nem mesmo seu nome. Ter toda a sua vida apagada. Como num passe de mágica.... É... Desesperador. Sufocante.

Passei a mão nos cabelos e ele fez um gesto de levantar mais levantei a mão e o impedi.

-Me deixa terminar, por favor. Preciso falar com alguém. Preciso botar pra fora. Preciso que me entenda.

-Tudo bem. Eu estou ouvindo amor. -Ele permaneceu sentado, mas com sua atenção totalmente voltada pra mim.

Voltei a minha caminhada de um lado a outro da sala.

-O pior de tudo é esse sentimento de vulnerabilidade. Ter que confiar na palavra de pessoas que eu não conheço. Quer dizer como diferir a verdade da mentira? Nosso casamento era mesmo feliz? Amávamos-nos mesmo?A Rose era mesmo a minha melhor amiga?

Eu não sei... Não sei de nada... Tenho que acreditar na palavra de uma pessoa e de outra sem ter nunca a certeza de o que me falam é a realidade dos fatos ou só uma história bonita pra me enrolar.Quer dizer, até onde os filmes de Hollywood nos ensinam eu posso estar envolvida numa trama asquerosa em que o marido e a melhor amiga são amantes e tramam a minha morte para ficar juntos ou algo do tipo...

-Jesuis Bella!-Edward exclamou indignado,se levantando.

-Shhhh!!! O empurrei de volta- Eu não penso nada disso relaxa,só to dando um exemplo de como me sinto e de como tenho medo de me enganar,ou melhor,ser enganada por fatos ou pessoas.

Segui até estar bem em frente a ele e segurei seu rosto.

-Só estou falando esse monte de besteiras a você porque confio em você, Edward. Quero confiar a você minhas angústias e meus temores, por mais absurdos que eles sejam. Então por favor me escuta um pouco mais e tenta entender ?

Ele tirou a minha mão do seu rosto e a beijou antes de soltar.

Eu não sabia se ele estava preocupado pelas merdas que passavam pela minha cabeça, aliviado por estar finalmente descobrindo meus temores, feliz por já contar com a minha confiança ou ainda divertido por todo o bla bla bla viajante que eu estava soltando agora.

-Prossiga.

-Então voltando... O pior de tudo é essa vulnerabilidade. Hoje quando a Victória veio aqui e soltou todas essas merdas em cima de mim. Meu primeiro instinto foi correr. Correr dela. De você. De todo mundo. Acho que por isso segui esse impulso maluco de cair na dela. Eu estava apavorada. -Sentei-me em frente a ele no sofá- E ainda estou na verdade. Mas tomei uma decisão hoje quando voltei para casa. A decisão de me abrir com você e confiar em você. Por que o sentimento que vejo em seu olhar quando me olha é a única coisa real para mim. É a minha âncora em meio a essa tormenta que é a minha vida, nesse momento. Você Edward é a minha âncora. Por isso eu estou desabafando agora aqui. Com você.

Tomei ar, respirei fundo e me sentei a sua frente.

-Já faz dois anos do acidente. Nós precisamos começar a aceitar que eu possivelmente nunca recupere as minhas memórias. É difícil pensar que essa parte da minha vida vai estar perdida para sempre, mas temos que ser realistas. Eu to cansada de tentar descobrir as coisas por mim mesma ou esperar que elas apareçam de forma miraculosa na minha cabeça. Eu preciso saber mais sobre o meu passado. Sobre o nosso passado e só confio em você pra me contar isso. Esse é o único jeito de eu seguir em frente sem cair nas mentiras de mais ninguém. Mais antes... Antes eu preciso saber algo mais importante do que as coisas do nosso passado. Algo relacionado ao nosso futuro.

Soltei minhas mãos das suas, e respirei fundo tomando coragem para fazer a pergunta na lata sem amaciar o aplainar a questão.

-Partindo do princípio de eu nunca, jamais recupere a memória. Você ainda sim quer ficar casado comigo?-Eu acreditava que a resposta seria positiva, mais ainda sim precisava de sua confirmação verbal para matar de vez todas essas dúvidas cruéis que me assombravam noite e dia cada vez que eu olhava a esperança em seus olhos de que eu recuperaria o nosso passado.

Ele se impulsionou para frente e ficou de joelhos, enquanto segurava meu rosto com ambas às mãos.

-Bella eu amo você. Eu sempre amei e sempre vou amar. Nada nesse mundo pode me separar de você outra vez. Com ou sem memórias você é minha e se eu não puder te fazer lembrar-se disso, o jeito é te conquistar e te provar outra vez que você me pertence assim com eu pertenço a você. Eu não quero que haja nenhuma dúvida nesse assunto. –Ele acariciou levemente meu rosto sem soltá-lo- Nós não vamos mais ficar separados. Nunca. Nem que você queira me deixar eu vou permitir. Vou te perseguir e te assombrar até ter você de volta. -Ele soltou uma das mãos do meu rosto e tocou levemente a aliança em meu dedo. -Você e eu pra sempre.*

-Sempre. -Sussurrei emocionada e impulsionei meu rosto o beijando.

Ele me beijou suavemente, mas logo se afastou e se sentou em frente a mim.

-Eu compreendo toda a sua confusão mental. Tendo em vista as circunstâncias, é perfeitamente compreensível que fique meio perdida, paranóica até, por isso fico feliz de finalmente estarmos conversando sobre tudo isso. Estou feliz demais que você escolheu não só me dar uma chance, mais Também escolheu confiar em mim. No meu amor por você. Na minha palavra. Se você quiser que eu te narre toda a nossa história desde o momento em que nos conhecemos até o último dia antes da sua fatídica partida eu narro. Juro. Mais não hoje.

Franzi o cenho em irritação, mais depois segui seu olhar e surpresa vi que já passava da uma da manhã.

-Amanhã tenho uma reunião importante cedo e não posso deixar de ir. Juro que se pudesse cancelar eu cancelava, mas não dá.

-Tudo bem Edward. Eu posso esperar- Falei resignada- Foi bom pelo menos colocar pra fora tudo o que eu estava sentindo. Amanhã podemos começar a falar sobre o nosso passado.

Levantei mais logo sentei num susto de novo devido ao puxão que Edward me deu. Trazendo-me de volta ao meu lugar.

-Espera só um momento. Não disse que a conversa estava terminada. Só que nós falaríamos sobre o nosso passado um outro dia. Eu ainda quero saber o que houve aqui mais cedo com a Victória que te fez sair, cancelando o nosso jantar tão planejado com uma mensagem de portaria.

-Ah... –Com tantas rondas no assunto por um momento eu tinha esquecido do ponto principal da conversa.- Em geral ela disse que te amava e tal e como vocês eram o casal perfeito e que não ia desistir de você....

-Ela o que?-Ele praticamente cuspiu numa mistura de incredulidade e irritação- Ela...

-Edward nesse ponto eu não a culpo. Eu também se fosse ela não desistiria de você fácil não.

-Sério?-Ele perguntou com um sorriso meio convencido. Sua irritação se evaporando.

-Sério. -Sorri, mas logo emendei sóbria — Mas não foi isso que me perturbou. -Minha mão tremeu ligeiramente e ele a segurou e a acarinhou enquanto me olhava atento- Dentre outras insinuações ela disse... Disse que eu era estéril. -Sua mão congelou sobre a minha — Isso é verdade? Ela disse que todos sabiam e...

-Mentira! -Ele praticamente gritou com raiva- Isso foi um boato maldoso que circulou um pouco antes da sua partida ela sabia disso!.-Ele se sentou — A verdade é que estávamos sim tentando ter um bebê. Te envenenaram com uma conversa de que já estávamos a anos juntos e já estava na hora de ter filhos.Nós os queríamos sim,mais tínhamos decidido fazer mais uma grande viajem ou duas antes de embarcar nos bebês.Queríamos ser pais por completo então resolvemos ter mais um ano ou dois só para nós,mais um dia você cismou que queria um bebê naquele mesmo momento.Não sei exatamente quem te influenciou ou se foi uma decisão sua mesmo,mais como eu não conseguia te negar nada aceleramos os planos e começamos a tentar.Você não engravidou nos seis meses que se seguiram a interrupção do anticoncepcional e então ficou nervosa e ansiosa. –Ele passou as mãos nos olhos, cansado, mas prosseguiu — Procuramos então uma especialista em fertilização. Eu fui contra na época, porque eu sinceramente achava que você estava fazendo tempestade em copo d’água. Um filho viria quanto tivesse que vir. Essa foi a razão de muitos dos nossos desentendimentos na época

.

-A nossa briga no dia da minha partida foi por isso?

-Acho que foi nem lembro direito — Disse rapidamente e prosseguiu. -A verdade é que eu sentia que essa necessidade toda de engravidar não era uma coisa sua, por isso ficava com o pé atrás, mas no final cedi e fomos a clínica para tratamento fazer exames e tal. Foi isso que gerou os boatos. Algum conhecido nos viu lá e espalhou essa mentira maldosa.

-Mas...

-Os nossos exames deram normais Bella. Era a sua ansiedade e estresse que estava atrapalhando todo o processo. Lembro que a médica falou que era como se o seu próprio corpo estivesse se auto-sabotando. Aí eu desconfiei ainda mais desse seu desejo súbito de ser mãe. Cá pra nós eu estava desconfiado de que era a Rosalie que estava colocando essa idéia fixa de bebês na sua cabeça, mais enfim... Daí é que saiu o boato. Eu nunca gostei de conversar sobre a nossa vida privada com ninguém, muito menos com a Victória, mais ela devia saber que esse boato era pura babaquisse e mesmo se não fosse,Ela não tinha o direito de vir até aqui e te encher com toda essa merda. Principalmente sabendo do seu estado emocional confuso. Isso foi muito errado. Pensei que poderíamos nos separar como amigos, mas to vendo que isso vai ser difícil tendo em vista as suas intenções maldosas com você.

-Edward...

-Esquece Bella. Eu vou me acertar com ela e prometo que ela não vai te incomodar novamente. Agora vem cá... -Ele se levantou e me puxou de pé, me envolvendo em seus braços.

Eu nunca, jamais ia cansar de ser abraçada por ele. Ser abraçada por ele era como estar em casa. Estar em paz. Me fazia bem em níveis que eu não compreendia.

-Vamos descansar um pouco e amanhã continuamos a conversar. -Ele me impulsionou a andarmos e fomos subindo as escadas juntos, ainda abraçados. -Vou tentar chegar o mais cedo possível do trabalho, aliás, vou arrumar as coisas lá para termos um par de dias só para nós, o que acha?

-Acho uma ótima idéia. -Falei ao tempo em que chegávamos à porta do meu quarto.

Em um momento estávamos à vontade abraçados fazendo planos e no outro estávamos parados desajeitados e nervosos, ou pelo menos eu estava nervosa.

Sem todo o peso das questões emocionais, eu podia sentir com mais ênfase o peso das questões sexuais que ainda perduravam entre nós.

Nesse momento eu tinha o anjinho em mim dizendo que ainda era cedo e que o rompante de antes foi precipitado, mas Também tinha o diabinho que

Dizia “que se foda! quero esse homem de novo e dessa vez quero ir até o final.”

Edward decidiu por mim quando simplesmente me beijou levemente nos lábios e deu boa noite seguindo para o seu quarto, um pouco mais além no corredor. Senti-me tentada a chamá-lo de volta, mas meio que congelei e não fiz nada além de vê-lo se afastar.

Sacudi a cabeça e entrei no quarto começando meu ritual de pré-sono. Colocar a camisola, passar creme, escovar os dentes, ligar o ar, etc...

Depois que me deitei é que notei uma importante falha na nossa conversa de hoje. Eu não falei a Edward sobre o tal endereço que a Victória me indicou... Seria um mero acaso eu ter esquecido esse detalhe importante ou algo que fiz inconscientemente de propósito?

-Argggg!!!-Soltei um gemido de raiva e soquei o travesseiro afofando-o — Sem mais dramas mentais Bella. Amanhã eu falaria sobre isso com ele. Quem sabe não iríamos lá juntos pra ver qual é a armação...

Relaxei ligeiramente e me entreguei ao sono.

Meu corpo estava exausto, tal qual minha mente e não demorei muito a afundar na inconsciência.

********

Acordei ainda na madrugada. Olhei para o relógio e constatei que ainda eram 3h da manhã. As lágrimas fluíam como cascatas em meu rosto e meu corpo estava um pouco suado, apesar de o ar condicionado estar ligado.

A cama era um desastre. Os lençóis revoltos e os travesseiros no chão.

Olhei tudo em um estado de semi-topor. As lágrimas nunca parando de cair, molhando meu rosto, pescoço e até a camisola.

Fechei os olhos, com a angústia comprimindo meu peito, e quase gritei quando a memória do sonho voltou nítida como em um flash.

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As lágrimas escorriam copiosamente sobre meu rosto

.

Eu andava sem rumo pelas ruas.

Eu estava um trapo, mais não dava à mínima. Tropecei um pouco na barra do meu vestido mais continuei, puxando a barra com uma das mãos.

Meus pés doíam e olhei para eles meio esperando encontrá-los sangrando, mais estavam apenas imundos depois de andar metros e mais metros descalça pelas ruas da cidade. A garrafa de vodca que eu levava na minha outra mão escorregou um pouco mais consegui segurá-la. Dei mais um trago, sem sentir realmente o gosto da bebida e a deixei no chão um instante.

Puxei com força a parte de baixo do meu vestido longo preto e arrebentei mais um pedaço em mais um a cesso de raiva.

Um soluço se partiu em meu peito e mais uma torrente de lágrimas se derrubou pelo meu rosto.

Era tão estúpido eu estar sentindo tanta dor, levando-se em conta o fato de que eu nem gostava mais tanto dele, mais não pude evitar me sentir quebrar por aquele imbecil sem escrúpulos e sem coração.

E pensar que só há uns dias eu estava me sentindo culpada por querer deixá-lo...

Chorei com mais força. Dessa vez por raiva de mim mesma.

Estúpida! Burra! Idiota!

Depois de mais de dois anos era duro ser humilhada desse jeito. Desrespeitada. Desiludida.

-Arrrrrrrggggg!!!!!!-Gritei com todas as minhas forças e as poucas pessoas que passavam na rua a essa hora da madrugada me olharam numa mescla de pena e curiosidade.

Agarrei a barra do meu vestido meio rasgado com uma mão e peguei a garrafa com a outra, e corri fugindo deles. Fugindo de mim mesma. Fugindo da dor.

Corri como se fugisse da morte parando apenas quando precisei respirar.

Eu não queria mais chorar nem me descabelar mais, porque Deus sabe que o miserável não merecia todo o meu sofrimento, mas eu estava totalmente fora de controle.

Deus eu me sentia tão pequena...

Como ele pode fazer algo assim comigo?

Justo hoje!

Tropecei mais uma vez e caí. A garrafa rolou a um metro de mim, mais não quebrou.

Que sorte!

Ri.

A porra da garrafa não quebrou!!-Dei mais risada

Logo estava rindo histericamente ao tempo que meus olhos continuavam a derrubar lágrimas.

Levantei trôpega e peguei a garrafa dando mais um gole para comemorar... Bem... Sei lá... Comemorar algo.

Cambaleei e me apoiei em um orelhão que estava ali perto.

Limpei as lágrimas do meu rosto. Hora de levantar a cabeça.

Eu não derrubaria nem mais uma única lágrima por aquele idiota.

Acabou. Fim. Chega.

Agora eu não teria mais que me sentir culpada por desejar outra pessoa... Por me apaixonar por outra pessoa.

Meus pensamentos confusos vagaram em direção a Edward e sorri igual a uma idiota.

Ele era inalcançável para mim, mais só a fantasia já valia a pena.

Ter só a amizade dele já era o máximo. Eu já me sentia privilegiada.

Com os pensamentos voltados para a sua pessoa peguei o fone e disquei para ele.

Eu precisava ouvir a sua voz. Só de ouvir sua voz firme e meio rouca eu sabia que me sentiria melhor.

O telefone chamou e chamou e quando já estava quase desistindo ele atendeu a chamada com a voz um pouco mais rouca do que de costume.

-Alo?

-Oi — Falei meio grogue- Te acordei Edw..ard?

Ri um pouco com a enrolada que a minha língua deu, involuntariamente, ao pronunciar seu nome.

-Bella?-Ele me perguntou confuso.

-Eu mesma.- Soluço- Desculpa de acordar, mas -Soluço- Eu precisava ouvir sua voz...Você ta bem?-Perguntei e solucei de novo.

Saco! Virei mais um gole da vodca para erradicar os soluços.

-Onde você está?-A voz dele saiu rude, quase furiosa.

Olhei em volta.

-E sabe que eu não sei!-Falei impressionada por essa verdade e também pela vodca ter curado o soluço. Logo comecei a rir mais uma vez- E você onde está?!-Perguntei de volta, ainda rindo.

Ele me ignorou e prosseguiu.

-O que aconteceu?Cadê a Rosalie?

Lembrei do que aconteceu então e a graça da situação acabou pra mim.

Lembrei de como eu encontrei o imbecil do Mike sendo chupado por uma daquelas ridículas líderes de torcida enquanto eu estava o esperando no quarto ao lado para termos finalmente a nossa primeira noite juntos.

A minha primeira vez com qualquer homem.

Esse deveria ser um dos dias mais especiais da minha vida!E estava arruinado por culpa daquele idiota!

Voltei a chorar.

Parte em raiva e parte em alívio.

Pelo menos eu não perdi a minha virgindade com aquele imbecil!

-Bella?-Edward chamou minha atenção ao fone.

-Sim?-Limpei as lágrimas que escaparam- Ah Edward...-Gemi e voltei a chorar.

-Esquece Bella. Já sei onde você está. Não sai de perto desse telefone ok?!To indo pra aí.

-Ok- Falei chorona.

-Promete Bella. Jura que não vai sair daí.

-Eu juro, mas vem logo.

-Já to indo princesa.

Ele desligou e eu escorreguei para a calçada e continuei bebendo.

Só em saber que ele estava vindo por mim fez eu me sentir melhor.

Melhor como só Edward fazia eu me sentir.

Sorri igual a uma idiota e dei mais um longo trago.

Pouco depois o som dos pneus cantando no asfalto me deu um susto.

-Filho da put..-Gritei mais me interrompi quando vi Edward sair do carro igual a um maluco e vir atravessando a rua em minha direção.

Sorri e levantei meio cambaleante.

-Desculpa Edward — Falei minha voz estranhamente arrastada. -Não vi que o filho da puta era você.

Ele não falou nada só tirou a garrafa das minhas mãos e jogou fora para em seguida me pegou no colo.

-Ei...-Protestei,mas como fui ignorada não falei mais nada.

Ele me colocou no carro e entrou só para sair dirigindo em silêncio do mesmo modo como chegou.

Mesmo bêbada eu podia ver a fumaçinha saindo da sua cabeça, tamanha a sua fúria.

Ele estava com raiva de mim!-Pensei desesperada.

-Desculpa ter te acordado- Falei e sem controle voltei a chorar-Eu juro que não faço mais isso. Não fica bravo...

-Eu não estou bravo por você ter me acordado Bella.!-Ele quase gritou-Eu estou furioso com esse molecote por ter feito o que fez com você!

Encolhi-me no banco pela sua fúria. E pela humilhação de saber que ele já sabia da minha situação.

-Como você soube?

-No caminho eu liguei para Rose e como não consegui falar com ela liguei para Ângela e ela me contou,porque estava preocupada com você. Aquele moleque é um pedaço de idiota que nunca mereceu a garota incrível que você é. Eu juro que se eu ver esse Mike em qualquer lugar perto de você no futuro eu esqueço que ele é só um adolescente e acabo com a raça dele.

Num rompante impensado voei para o seu lado e passei os braços por seu pescoço, feliz por ele não estar bravo comigo e triste por saber que ele tinha razão o tempo todo quando dizia que o Mike era um idiota. Um perdedor.

Ele meio que perdeu um pouco o controle do carro com o meu rompante e jogou o carro para o acostamento de qualquer jeito. Mas ao invés dele achar ruim comigo ele simplesmente me abraçou de volta.

-Desculpa Edward. -Falei e comecei a chorar de novo — Você estava certo o tempo todo. O Mike era um perdedor. Eu devia ter largado ele há muito- voltei a soluçar com o rosto enterrado em seu pescoço. -tempo. – Continuei — Devia ter o mandado pastar quando percebi que estava gostando de outra pessoa.

Levantei a cabeça.

-É idiota eu estar me sentindo arrasada. Eu nem se quer queria transar com ele essa noite! Era para eu estar me sentindo aliviada não era?

-Bella...

-Mas acho que na verdade essa dor que to sentindo agora é por mim e não por ele. Por ter sido idiota. Por ter perdido tanto tempo com ele. Por não ter ouvido meu coração... Entende? Ou não entende? Esquece... Nem eu entendo. Só me abraça que isso alivia essa dor.

Edward me abraçou com força e eu me esqueci da dor. Esqueci da raiva. Esqueci de tudo.

Literalmente.

Acordei com Edward me segurando embaixo de uma ducha meio fria.

-Ei Edward!- Falei indignada — Essa água tá fria! –Gritei e lutei um pouco contra ele, mas ele foi implacável me mantendo debaixo do jato.

-Eu sei. -Ele falou irônico — Da pra sentir a temperatura daqui.

Só então notei que ele estava na ducha Junto comigo, sem camisa, sem calça e sem sapatos.

Olhei para baixo e vi que ambos estávamos somente com as nossas roupas íntimas. Ele com boxers vermelhas e eu com um conjunto de lingerie preto.

Antes de sentir qualquer coisa tendo em vista a situação ele colocou a minha cabeça em baixo da ducha e a tirei cuspindo água.

-Merda Edward! — Xinguei e cambaleei me abraçando mais a ele.

-Desculpe princesa, mas você precisa disso. Agora dá a volta e se segura na parede que vou lavar seus cabelos.

Resmunguei ainda bêbada, mais virei e me escorei na parede enquanto ele lavava meu cabelo. Depois de enxaguá-lo, ele se abaixou e lavou meus pés maltratados para em seguida subir lavando as minhas pernas.

Gemi.

-Bella?

Ops!

-Hã?-Fiz-me de inocente.

-Você disse alguma coisa?-Ele perguntou e juro (Em minha mente grogue) que ouvi um sorriso em sua voz.

-Não, nada.

-Ok.

Ele me virou devagar e pulando a área do meu sexo coberto pela calçinha molhada e subiu entornando um pouco mais de sabonete líquido da esponja e lavou a minha barriga.

Quando a espoja foi subindo devagar meu coração deu um tombo, mas ele apenas fez um desvio e foi lavar meus braços do mesmo modo impessoal que lavou minhas pernas.

Bufei e ele riu.

-Que foi?-Perguntei desconfiada, mas ele negou com a cabeça e prosseguiu com a lavagem.

Enfiei a cabeça no jato de água fria, dessa vez por escolha própria e numa leve tontura me segurei nele e meio que acidentalmente(claro) acabei com meus braços ao redor de seu pescoço e meu corpo molhado colado ao dele.

Ao invés de me repreender ou me afastar ele apenas deixou a esponja cair no chão e me enlaçou o corpo com seus braços.

-Melhor?

-Muito. -Respondi me sentindo ligeiramente lúcida por sobre a neblina alcoólica que ainda me tomava.

-Você é muito especial princesa. Sabe disso não sabe?

-Sei... -Falei meio irônica- Só não especial o bastante para o Mike... -logo abaixei a cabeça – Ou qualquer outro pelo visto... -Terminei em um sussurro.

Ele soltou uma das mãos que me envolviam a cintura para levantar meu rosto, segurando meu queixo, prendendo seu olhar ao meu.

-Aquele moleque era um merda que não te merecia. Você é muito especial sim Bella..-Tentei virar o rosto mais ele o trouxe de volta até ele.Sua mão que antes estava em meu queixo agora segurava meu rosto.Seus dedos enfiados em meus cabelos em um aperto firme.

Edward então me surpreendeu. Sua ternura sendo substituída por raiva ou algo parecido.

-Não se atreva a desviar o olhar agora Bella.Olha pra mim! – Seus olhos intensos queimavam nos meus. — Merda Bella!-Ele xingou de um jeito tão cru,quase desesperado que me fez perceber que ele não estava se referindo somente a esse momento então pela primeira vez olhei para ele.

Olhei de um jeito que eu nunca me atrevi a olhar antes.

Vi preocupação, carinho e cuidado.

Mas também vi desespero, dor e desejo.

Mas que merda?!- Pensei atônita.

Será que Edward....

Deus! Eu meio que sempre senti um paixonite platônica por ele,mas afoguei qualquer sentimento nesse sentido desde muito nova quando percebi que eu nunca teria a menor chance com alguém como ele.

Eu nunca me atrevi nem a pensar na possibilidade.

Desejei ele como desejei o Brad Pitt ou o Tom Cruise.Todos numa categoria dos inalcançáveis.

Mais agora ao ver a intensidade de seu olhar. De seu desespero, percebi que talvez ele não fosse tão inalcançável assim...

Eu ainda estava completamente atordoada pelo choque quando ele encostou a sua testa a minha e deu um suspiro.

-Queria tanto que você... Que você... -Ele suspirou e negou lentamente com a cabeça para em seguida ir se afastando.

Segurei seu rosto o impedido de ir mais longe.

-Que eu?O que Edward?Fala pra mim...

-Esquece. Você ainda está muito bêbada....

-Não!-Impedi novamente seu afastamento e minha veemência o surpreendeu — Eu estou bem lúcida. -O empurrei levemente fazendo encostar contra a parede do Box. -Lúcida como eu nunca estive antes.

Dessa vez fui eu quem segurou seu rosto com força. Elevei-me na ponta dos pés para ficar nariz com nariz com ele. Nossos rostos a escassos milímetros de distância. Nossas respirações se misturando

-Lúcida o bastante para fazer isso... -Disse e não esperei reação. O beijei.

O beijei como nunca beijei ninguém antes.

Com fome. Com desejo. Com desespero.

Um segundo depois era eu quem estava com as costas contra a parede sendo devorada por ele.

O telefone dele começou a tocar estridentemente da bancada do banheiro e quebrou um pouco a magia do momento. Separamos-nos arfantes e ficamos nos olhando por uns instantes, mas logo ele se virou sem uma palavra e saiu do Box.

Por um momento fiquei fria e baixei a cabeça, pensando que talvez em minha bebedeira estivesse imaginando coisas e vendo aquilo que eu desesperadamente queria ver na situação.

Merda! Eu me mataria se esse fosse o caso.

Mais daí então levantei a cabeça e peguei seu olhar queimando no meu enquanto ele falava ao telefone do outro lado do banheiro.

Meus olhos devem ter queimado de volta em resposta porque ele rapidamente dispensou quem era no fone e caminhou até mim com calma.

Quando ele estava a tão somente uns dois ou três passos de mim ele parou e me estendeu uma mão. Seus olhos me olhavam agora em um pedido silencioso e eu sabia que o pedido era algo maior. Muito maior do que apenas o pedido de acompanhá-lo para fora do banho.

Sem nem pensar duas vezes tomei sua mão, para em seguida me jogar em seus braços.

E De repente o pior dia da minha vida tinha se transformado no melhor dia. No mais especial. No mais miraculoso. No mais feliz.

No dia mais cheio de esperança que jamais tive.

No dia em ficaria marcado para sempre em mim, como o dia em que me apaixonei por Edward Cullen.

************************

Abri os olhos arfando em meio às lágrimas.

Meio rindo e meio chorando.

Misericórdia!

Eu estava começando a recuperar a minha memória!

Que poético eu lembrar/Sonhar com início da nossa história Just hoje o dia em que me apaixonei por ele pela segunda vez.

Voltei a rir.

Em primeiro lugar pela lembrança.

A minha primeira.

Um sinal claro de que eu iria recuperar a minha memória em breve.

E em segundo pela lembrança que foi.

Aquele momento no chuveiro foi mágico. Estilo divisor de águas na minha vida.Estava super feliz por ter me lembrado dele e ficava imaginando quantos momentos mais como esse eu iria me lembrar em breve.

Só de pensar nisso a minha gargalhada saiu mais intensa. A felicidade saindo a jatos de mim só de imaginar as possibilidades.

Possibilidades que eu tinha que compartilhar com Edward. E tinha que compartilhar agora.

Passei no banheiro e lavei o rosto para tirar as marcas de choro e logo em seguida corri para seu quarto.

Para minha surpresa ele estava acordado, na varanda. Voltou-se com o rosto interrogativo pra mim assim que entrei com tudo no quarto.

Sorri e pela segunda vez corri para seus braços que mais uma vez me acolheram felizes ao meu redor.

-Você não vai acreditar... Eu lembrei!-Falei me afastando um pouco.-Lembrei Edward! Eu lembrei!-Continuei repetindo isso como uma matraca, mas parei ao notar a palidez no rosto do Edward. -O que houve Edward? Você está bem?-Toquei seu rosto ligeiramente.

Ele se recuperou um pouco, o sangue voltando a fluir em seu rosto.Deu ligeiro sorriso,mas percebi que seus olhos estavam um pouco vermelhos, por insônia talvez...

-Estou amor. Porque não se acalma e me conta do que lembrou?

-Você está bem mesmo?-Continuei acariciando seu rosto, meio preocupada. -Porque ainda estava acordado?

Ele pegou minha mão e a beijou.

-Eu não durmo muito bem a noite. Não desde que você foi... -Ele sacudiu a cabeça- Eu tenho um pouco de insônia às vezes. É só. A gora me conta do que você lembrou amor. -Dessa vez ele que acariciou meu rosto.

Armazenei essa minha preocupação a respeito do seu sono para depois. Estava em cólicas para contar para ele da lembrança.

-Da minha formatura! Acredita?

Ele gemeu e fechou os olhos, sacudindo a cabeça.

-Com tantas lembranças boas você foi logo se lembrar desse dia.

-Mais essa é uma lembrança boa, amor. Foi o dia em que me apaixonei de verdade por você e...

-Você me chamou de que?-Ele me interrompeu.

-Eu... -Gaguejei pega desprevenida, mas Edward não se importou meio sorrindo meio emocionado me beijou.

Um beijo incrível. De amor. De gratidão. De desejo.

Meio flutuando numa nuvem de esperança e felicidade eu percebi que esse momento aqui mais uma vez era um momento divisor de águas.

Um momento lindo. Um momento que ficaria pra sempre. Um momento único.

O momento em que eu começava a recuperar a minha vida.

A minha memória. O meu marido. E o meu amor.

Por ele. E por mim mesma, percebi.

Inconscientemente tomei o controle do beijo.

Esse era o nosso momento e essa era a nossa noite.

Não havia mais dúvidas ou conflitos. Mesmo eu confessando a mim mesma que estava apaixonada por Edward antes, eu sentia ainda uma ou duas barreiras internas pra fazer alguma coisa em relação a isso, mas agora... Depois dessa lembrança. Dessa pequena parte do nosso passado. Eu pude vencer essas barreiras internas.

Eu ia me jogar de corpo e alma nesse amor.

E ia me jogar agora....

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado do cap.

Não me matem por parar aí... Não foi proposital só rolou um bloqueio agora pra continuar a escrever porque a semana foi puxada e to sem criatividade hj. Assim que conseguir escrevo mais.

Agradeço a todos os que estão acompanhando essa esta fic.

Obrigada pela força gente!

Continuem acompanhando, comentando e recomendado.

Um beijo enorme a todos!

Até a próxima...