Notas iniciais
Um capítulo bem leve e engraçado.
Me perguntaram se a fic está a chegar ao fim. Sinceramente, nem eu sei! Eu vou deixar as coisas ir correndo e quando achar que devo acabar, assim o farei.

-Olhe para ele. – Linda disse, completamente rendida a ver Julian dormindo no sofá. – Ele não parece um anjinho dormindo? Ele é um amor.

Paul deu uma gargalhada baixinho, aconchegando a manta mais ao Julian. – Espere até ele acordar. Passa de amor a terror!

-Oh, coitadinho, Paul. Não fala isso.

-Ok, se calhar estou a exagerar um pouquinho. – Linda se sentou ao lado de Paul no sofá, os dois de olhos postos no pequeno menino dormindo. – Pronta para um bebé dentro de alguns meses?

-Mentiria se disse-se que sim… — Ela começou a afagar lentamente os cabelos do menino. – Mas acho que até lá estarei pronta.

-E quanto tempo falta para isso? – Paul fez pela primeira vez uma pergunta mais pessoal a Linda.

-Em seis meses. Ainda falta muito.

-E já pensou em algum nome?

-Heather, se for menina. Para menino, James.

Paul sorriu, dizendo. – Também sou James.

-Pensei que seu nome era Paul!

-James Paul McCartney! Meu pai era James também…

-Acho que veio mesmo a calhar a escolha do nome. Você me ajudou imenso, Paul.

-E quero continuar a ajudar, Linda.

Agora que começava a rolar ‘um clima’ entre eles, Julian acordou se espreguiçando. Paul coçou a barriga dele, dizendo.

-Olá piolho, como vai?

-Tio Macca! – Ele disse ensonado, coçando os olhos. – Mamãe?

-Está com o teu pai. E eles precisam de um tempinho os dois. Mas isso não importa, pois não? Adoras ficar com o tio Macca, não é?

Julian abanou a cabeça se virou de barriga para baixo, ficando com a cara enterrada no sofá e a bunda levantada.

-Vais ficar aí, de bunda virada para mim, garoto? Ainda nem disseste olá à Linda que nos está a deixar ficar aqui por um tempinho.

-Oi Linda. – Ele disse contra o estofo do sofá. – Tio Pol, podemos ver estrelas?

-Pra isso precisas de levantar do sofá. – Paul começou a fazer cócegas no menino que ria e se esperneava. – E precisas de acordar também.

-Você tem jeito para crianças, Paul.

-Não é qualquer criança. – Ele respondeu afastando o braço magoado já que Julian saltou para o colo dele. – Só mesmo o Julian em especial!

Paul caminhou até à janela e afastou a cortina para que Julian olha-se para o exterior. – Pô, tá sol, tio! – Ele reclamou e Paul riu por ter conseguido enganar o menino.

-Foi da maneira que acordaste!

-Olha só, — Linda disse chegando ao pé dos dois. – criança enganando criança!

Paul arregalou os olhos em direção a ela e fez biquinho, fingindo-se amuado. Linda riu do jeito meninão dele e Julian já se deitava no sofá outra vez. – Não não, Julian. A gente tem que ir, não dá para dormir mais! – Paul pegou nele e foi caminhando para a porta. – Obrigada Linda por deixar a gente ficar aqui um pouco, mas temos que ir agora.

-E como você vai embora?

-A gente pega um táxi, não há problema. – Linda preparava-se para falar, mas Paul foi mais rápido. – Não aceito a sua carona, Linda. Você já fez muito por mim hoje. Obrigado.

Foi uma tarefa difícil deitar o olho num miúdo de dois anos, de braço ao peito e chamar um táxi, mas ele se desenrascou.

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-Os Serviços Secretos não pediram relatório da missão? – Martin perguntou vendo Starkey e Harrison jogando bolinhas de papel para o cesto do lixo.

-Não. – Starkey disse atirando uma bolinha na cara do chefe, rindo.

-Starkey! – Martin berrou.

-Deixa Martin, ele bebeu um pouco! – Harrison entreviu, justificando o amigo.

-Bebi mas não estou bêbado!

-Não, que ideia maluca eu tive Rick!

-Sério que não, G! – Starkey insistiu. Martin saiu bufando e Harrison acabou acreditando no parceiro, que claramente só queria irritar o chefe.- McCartney com uma criança? – Ele falou incrédulo.

-E depois diz que não está bêbado não! – George gozou, nem olhando para onde Rick olhava.

-Podes deixar, depois disto até eu acho que estou bêbado!

-Oi maltinha, que se faz por cá? – Paul saudou os detetives sentando Julian sobre a secretária de Harrison. Vendo que os dois estavam, e sem melhor palavra, estúpidos a olhá-lo ele esclareceu. – Meu afilhado, sobrinho emprestado, filho do John.

-Oh, isto ficou ainda melhor! – Starkey disse, ainda desacreditado. – Tens a certeza que não me deixaste beber George?

-Eu acho que bebi junto, amigo! Lennon com um filho?

-Qual é o espanto, hein? Ele é bem casado e bom pai. – Ele depois olhou para Julian que via os três e não entendia nada. – Não liga pra estes lerdos não, amigão. Já agora eles são o George Hunger (n/a: esfomeado) e o Brick Starkey (n/a: tijolo. Leva pro sentido de burro!).

-Ha ha ha! Que piada Paul McCharmly (n/a: charmoso, galã), acho que vou morrer de tanto rir meu Deus! – Harrison falou sarcástico, mas fez Julian rir.

-Joj! – Julian balbuciou, apontando. – Starr!

-Ganhaste um novo nome, Starkey. A partir de hoje chamas-te Starr!

-Não me importo nem um nadinha, McCharmly! – O agora apelidado Starr disse. – E você pequeno, você pode ser Jules!

Paul o olhou, quase o fulminando com o olhar. – Só eu o chamo de Jules, entendido? – Starr levantou os braços, se desculpando pelo ato. – Que vocês estavam a fazer?

-Jogar bolinha no cesto do lixo… — Harrison falou.

-Eu entro no jogo. E aqui o Julian também.

-Julian! – Uma voz o chamou e o menininho sai correndo.

Era John quem o chamava. Ele abraçou o filho, cheio de saudades dele. Beijou os cabelos do garoto e o apertava contra si de forma firme, mas sem magoar o rapazinho de dois anos.

-Ele não está apertando a criança demais? – Harrison disse vendo a cena.

-Cala a boca, esfomeado! E nem pensa em falar também anão se achando gente! – Paul falou apontando o dedo aos dois.

-Olha aí, ele vai chorar de emoção! – Starr gozou. Ele, sem intenção lhe bateu no ombro magoado, mas continuou. – Vai chorar meninão?

-Eu é que faço você chorar, pigmeu! – Dizendo isso Paul carregou no inchaço que Rick ainda tinha na cabeça, resultado daquela briga com John, já há quase uma semana atrás.

Rick gemeu e agarrou a mão de Paul, o empurrando. – Cabrão, aleijaste-me!

-Olha a linguagem que usas perto do meu filho, animal! – John falou, tapando os ouvidos do filho enquanto se chegou à beira deles.

-Não ajudaste em nada, Lennon!

Julian se inclinou para a gaveta aberta na secretária de Harrison, dizendo. – Sanduíche! Sanduíche, eu quero!

George olhou a sanduíche, Julian e depois o parceiro que lhe disse. – Vá lá, George, é uma criança! Dá um pouco!

-Tá bom, eu dou! – Julian logo se atirou para o colo dele, enquanto George partia pequenos pedaços com a mão e lhe dava na boca. – Mas que fique bem esclarecido: eu sou detetive, não babá!

Todos riram e Lennon perguntou. – O que se fazia aqui?

-Isto! – Starkey respondeu jogando uma bolinha no lixo.

-Ah, eu jogo também então!- Os quatro, melhor, os cinco, começaram a jogar e quando John perguntou ao amigo. – Já falaste lá com o chefe deles?

-Ainda não. A gente fala depois de entregar o relatório no MI6 e de pegar as nossas coisas.

-Falar com o Martin porquê? – Harrison perguntou curioso.

-Depois vocês vêm porquê! – McCartney simplesmente respondeu e assim continuaram o jogo, divertidos, até que depois cada um seguiu para sua casa.

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Imaginem esta fofurinha cheia de sono...

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