Notas iniciais
Eu apaguei os comentários e postei de novo o capítulo porque por estupidez minha só ficou uma parte do capítulo!

Harrison foi levado para a sala onde se jogava Texas Hold ‘Em. Ele sentou à mesa e somente Sokoloff jogava. Os capangas dele apenas viam o jogo. Ele estava reconfortado na cadeira e apontou para que Harrison tomasse o lugar em frente a ele. Um dos seus capangas servia de dealer ao jogo.

Harrison percebeu imediatamente que Sokoloff era mesmo o rei e senhor de tudo. Ele era branco que nem uma folha de papel e só mesmo o fato azul o fazia realçar. Tinha uma postura firme, uma cara séria. Parecia que fulminava só com olhar.

-Então, qual o seu nome? – Sokoloff perguntou.

George engasgou-se um pouco, a mente dele correndo a mil à hora, tentado achar um nome. – Mi…ha…il. Mihail… — Ele falou, juntando as sílabas. – Sou Romeno.

-Romeno? – Sokoloff falou, desconfiado. – Você tem cara, assim de… — O homem gesticulou com as mãos, tentando arranjar um termo correto para o descrever. – Não sei, parece um Britânico esfomeado!

-É da zona onde vivo! – Ele desculpou-se, pegando as cartas e franzindo o cenho. Nem ele se acreditaria nessa peta.

-E isso seria exatamente aonde?

Harrison espreitou as cartas e procurou outra mentira. – Perto da costa. As águas do Atlântico abrem-me o apetite desde miúdo.

Sokoloff deu uma gargalhada. – Este é cá dos meus! Bem, vamos lá jogar. Fazemos um jogo a dinheiro primeiro e depois me fala do seu negócio.

Harrison assentiu com a cabeça. Sabia que Sokoloff estava a testá-lo, então faria o máximo para perder. Ele queria sair vivo dali. Vivo e inteiro! Foram jogando e George acabou mesmo por perder, fingindo um mau bluff, o que fez Sokoloff comentar:

-Não precisa perder de propósito, rapaz! Nico, dá de novo as cartas. — Ele assim o fez e voltaram a jogar. – Diga-me então que negócio me poderá interessar.

Harrison não viu melhor forma de explicar do que tirar do bolso interior do sobretudo um charuto e o deu a Sokoloff. – Charuto cubano, do melhor que pode arranjar. – Ele via Sokoloff, cheirando o charuto, até que acendeu. – Há mais de onde esse veio. Um contentor vindo diretamente de Cuba que pode ser seu.

-Quanto quer em troca? – O homem deu aos seus capangas o charuto para que eles também ver o quão bom aquele era.

-Ouvi dizer que tem um contentor nas docas, com droga vinda do México.

-Essa informação é interna. Quem lhe contou isso?

Harrison engoliu em seco. O homem que até agora tinha sido tão simpático tornara-se medonho. Então George pensou entre McCartney e Lennon, qual dos dois falar? Por isso ele fez a sua escolha e ficou calado. Aguentaria o máximo que conseguisse sem falar.

-Quem foi? – Sokoloff levantou-se, a cadeira tombando com a violência e rapidez com que ele fizera. – Quem foi, cabrão? Fala!

Sokoloff caminhou para ele e deitou-lhe a mão ao pescoço. Somente uma mão foi o suficiente para apanhar todo o pescoço do detetive e o levantar da cadeira. Arrimou com ele contra a parede e caminhou até ele.

-Diz quem foi!

O KGB pontapeou no queixo. Os dentes de George bateram uns nos outros e do canto da boca começou a brotar sangue. Ele tombou para o lado, o que ainda foi pior. Sokoloff deu-lhe mais dois pontapés. Um acertou-lhe nas costelas, o outro na cara, fazendo jorrar sangue do nariz dele também.

-Amarrem-no! – Sokoloff berrou irritado com a veia do pescoço pulsando. – Szwedko! – Ele proferiu, autoritário, ordenando a que o homem fosse bater em George. Ele levou um montão de murros para a cara, porque é um ponto fraco no ser humano. – Vãduva, vai buscar plástico e água!

Sokoloff agarrou pelos cabelos de George, fazendo inclinar para trás a cabeça. Enquanto Vãduva não voltava com o que ele tinha pedido, Sokoloff pegou numa faca, brincando com ela, passando a lâmina no pescoço de George. Ele engoliu um pouco de saliva, sentido o sabor a sangue deslizar-lhe garganta abaixo e Sokoloff notou o pomo-de-adão dele bem saliente e pressionou aí a lâmina.

Vãduva chegou com a água e o plástico e Sokoloff fez um golpe no pescoço de George, dando depois a faca a um dos seus capangas. George mal podia abrir o olho direito, latejante e quente que iria ficar negro e inchado.

-Sabe aquela sensação de parecer que se está a afogar, mas estar em terra firme?

George reuniu algum fôlego antes de ter a cara tapada com o plástico e sentir a água caindo-lhe na cara. A sensação era horrível. Era como se estivesse a afogar sentado numa cadeira. Sokoloff destapou-lhe a cara e perguntou:

-Que tal a sensação? Fez-lhe lembrar quem falou sobre o contentor vindo do México?

-Não. Ainda não…

George estrebuchava, aflito, se sentindo sem ar. E conseguiu aguentar que lhe fizessem isso mais umas duas vezes. Por fim, quebrou após o estarem a espetar com alfinetes nos dedos ao mesmo tempo.

-Ok…ok. – Ele disse sem fôlego. – Foi o Python que me contou.

-Rybar, traz-me esse filho da mãe aqui!

John falava com Paul à mesa quando Rybar, o Checo, capanga de Sokoloff, lhe agarrou pelo casaco, dizendo num Inglês manhoso.– Levanta-te! O chefe quer ter uma conversinha contigo!

Lennon olhou McCartney de relanço, sendo arrancado do assento. McCartney não pode fazer nada a não ser assistir a tudo e ficar quieto e calado. E Lennon que era homem corajoso agora se sentia receoso de entrar naquela sala anexa onde Harrison jogava Texas Hold ‘Em com Sokoloff e outros.

Assim que Rybar entrou na sala, atirou Lennon direito ao chão e fechou a porta novamente. Um dos outros capangas o pontapeou no peito e tirou-lhe a arma. Depois agarrou nele pelo cabelo e sentou-o numa cadeira, enquanto o terceiro e último valentão de Sokoloff o amarrava. Um candeeiro balançava no teto e a luz oscilava de lado para lado. Foi quando Lennon reparou em Harrison atado numa cadeira em frente dele, com a cara escorrendo sangue e com o resto do corpo provavelmente também muito maltratado.

Também a ele lhe fizeram a tortura de simulação de afogamento e o picaram também na ponta dos dedos da mão. Quando Sokoloff se viu satisfeito com a vingança, falou. – Levem-nos lá para fora. Vamos às docas e é agora!

Lennon e Harrison olharam-se. Não tinham qualquer tipo de ajuda por parte do MI6 ou da Scotland Yard. Estavam por conta deles.

McCartney e Starkey começaram a estranhar tudo aquilo e saíram à rua, vendo um carro saindo a alta velocidade. Os dois iam-se preparar para ir atrás do carro quando Eva saiu para a rua também.

-Tu dás-te com o Casanova? – Eva perguntou a Starkey.

Mesmo sabendo que o seu parceiro estaria em perigo, ele tirou dois segundos para lhe explicar.

-Ele é MI6, assim como o Python. A gente está numa missão para apanhar os mafiosos russos que são KGB e sei que de certeza que o teu artigo é sobre isso, por isso, fica aqui que as coisas vão ficar feias. – Ele depois recuperou a respiração, puxou-a para um beijo e disse. – Se a gente não se voltar a ver, foi um prazer conhecer-te, Eva. Amei cada segundo que estive contigo.

Após dizer isto, sem dar chance à moça de reagir seguiu no carro com McCartney. Mas Eva não seria boa jornalista se não seguisse atrás das informações, por isso seguiu atrás deles até às docas. McCartney e Starkey manter-se-iam escondidos e saberiam que um tiroteio iria começar.

Notas finais
Peço desculpa por ter colocado mal o capítulo!