Notas iniciais
Porque eu não tenho mais que fazer e qualquer dia ponho uma pistola na cabeça e mato a creatividade em mim! Espero que gostem.

Os Detetives Harrison e Starkey estavam sentados numa mesa naquele bar. Cada um com o seu cigarro e com o seu copo de whisky maltês puro, daquele que ardia ao descer pela garganta abaixo.

Sentados mais do refestelados, de pernas abertas, levam o cigarro à boca enquanto duas stripperes roçam a bunda nas partes deles. As mãos delas percorrem o peito deles e apoiam-se sobre os ombros, de forma a puderem passar os seios bem perto da cara deles.

Harrison bebe o último gole de whisky enquanto a loira stripper brinca com o colarinho da camisa dele. Do bolso ele tira mais uma nota que lhe coloca entre os peitos. A loira aproveita a gravata dele meia folgada e puxa-o, fazendo levantar-se. A nota é mais do que suficiente para dar prazer ao cansado detetive.

A stripper morena sussurra algo no ouvido de Starkey. Pergunta-lhe se ele quer ir para um sítio mais reservado, mas a moça não vai de graça. E Starkey está liso (pelo menos de dinheiro…). Fica na conta, ela diz-lhe, sem juros. Ele é regular da casa mas a conta já vai um bocado extensa. A soma acaba sempre por ter uns perdões já que ele protege a cidade de todos os perigos. E porque tem um amigo que lhe salda a dívida uma vez entre outra.

Passado um pouco quem sai da casa de banho é a loira. O magricela fica lá dentro, controlando-se. O dia não dera descanso e o homem já mal se aguentava em pé para se arrastar para o bar. Ainda tinha o pescoço molhado das mordicadelas dela. Por fim se arruma e se refresca com um pouco de água da torneira e sai. Senta-se ao balcão e pede mais uma bebida, desta vez gin tónico.

A stripper passa pela cadeira onde o detetive tinha estado e pega o blazer negro dele. -Esqueceu o casaco outra vez, detetive. – A loira entrega-lho e caminha para outro cliente, passando ao de leve os dedos no cimo das costas de Harrison.

-Como está a conta do Richie?

-79 Libras. – O homem por de trás do balcão responde-lhe, vendo num livrinho muito gasto, com muitas folhas usadas.

-Quanto perdoas, Russ?

-10 Libras.

-Só 10 Libras? – Harrison bebe o gin e bate de força com o copo no balcão. O álcool começava a subir-lhe à cabeça.

-É pegar ou largar, G.

-Uh, ok. – Ele bufou contrariado, tirando o dinheiro do bolso das calças. Bateu com a mão sobre a bancada, tendo o dinheiro debaixo da palma. – E eu, quanto te devo?

-O tónico é por conta da casa.

-Vá lá, ao menos isso. – Ele falou, não dizendo os cinco copos de whisky que tinha bebido antes.

Levantou-se e caminhou pelo bar enquanto vestia o casaco por cima da camisa branca e desapertava os botões da camisa chegados ao pescoço. Foi até à porta e acendeu um cigarro.

Starkey voltou daí a pouco e falou em tom de brincadeira enquanto os dois caminhavam para o carro. – O Russ disse-me que não devia nada. Ele agora anda bem generoso a perdoar dívidas!

-Não abuses da sorte, Starkey. – O outro respondeu deitando o agora pequeno cigarro no chão e apagando-o com uma calcadela.

Ele senta-se no lugar do condutor e Starkey pergunta. – Dás-me boleia até casa?

Harrison simplesmente bufa, cansado, e liga o carro. Starkey já sabia que a resposta era óbvia, porque é que se preocupara em fazer a pergunta? Harrison deixou o parceiro em casa e guiou por mais 6 quarteirões para casa.

Ainda há pouco duas horas tinham deitado as cabeças nos travesseiros para dormir e já recebiam uma chamada. Starkey esperava Harrison à porta de casa dele para irem para as docas de Albert.

Harrison saiu da porta ainda vestindo o casaco e chegando a gravata ao pescoço, entrando no carro do parceiro. Chegados às docas, Starkey estacionou antes das fitas amarelas que rodeavam e local e ambos caminharam para ver o corpo.

-A gente não tem nada mais importante do que o moço jornaleiro da vila? – Harrison falou, vendo o corpo da vítima ao longe.

-Este jornaleiro é importante, Harrison. – Martin, Capitão do departamento de Homicídios, falou. – Bafo de álcool e cheiro tabaco embrenhado nas roupas. Quando é vocês vão aprender?

-Tínhamos a noite de folga ou não? – Starkey perguntou. Os três passaram a fita e caminharam para o cadáver.

O sol começava timidamente a aparecer no horizonte. Eram ainda 5h30m da manhã e os detetives esperavam um caso rápido e simples para puderem descansar. Mas isso parecia que não ia acontecer.

Notas finais
Se isto for para continuar, vai ser bem devagarinho porque eu tenho uma outra fic em progresso.