Back In The USSR
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Assim que entrou em casa, Richard jogou o casaco sobre o sofá e agarrou logo a rapariga pela cintura. – Esperas conseguir alguma coisa de mim assim? Todo a escorrer sangue?
-Não é sexy? – Rick perguntou, o sangue escorrendo-lhe para os lábios.
-Se fosse vampira chupava-te o sangue, como não sou, chupo-te-
-Opa lá, que é isso, mulher!? – Os olhos do homem arregalaram-se na direção dele e ele ficou francamente impressionado. A moça riu da cara e ele falou. – Isto vai ser uma noite divertida!
Rick levou-a então à casa de banho para que ela lhe trata-se do nariz que pingava espesso sangue. Ele encostou-a ao lavatório enquanto ela lhe estancava o corrimento. Reparou que ele tinha um golpe no nariz e ao colocar-lhe um penso ele afirmou:
-Sabes, ainda não me disseste o teu nome.
-Eva, Eva Bishop.
-Ooh, Eva… Não foi ela que inventou o pecado? – A moça olhou-o, mordendo o lábio, enquanto as mãos dela correram o peito dele. – Acho que vou cometer um pecado hoje também.
-Ela e Adão não cometeram este tipo de pecados!
Rick chegou-se (ainda) mais perto dela, dizendo. – Mas como o meu nome é Richard a gente comete um pecado diferente.
Ele tinha que admitir que ainda sentia um calor em todos os sítios em que tinha sido pontapeado e a cabeça parecia que estava a estalar depois de ter batido na parede, mas ele não ia deixar que isso o fizesse perder a noite com ela.
-Pelo que percebo és admirador dos pecados. – Eva falou após Rick lhe ter beijado os lábios, prendendo o lábio inferior entre os dentes. – Tens um favorito?
-Sou fã de todos os sete! – Ele falou. – Adoro a gula. Sabes, — ele disse chupando-lhe o pescoço. – sou guloso. Sou avarento, não gosto de partilhar. — Ele fê-la caminhar para trás, prensando-a contra a parede.
Rick desapertava-lhe os botões da blusa e ela exclamou. – Ah, mas luxúria é o teu favorito.
-Talvez. – Ele murmurou, beijando-lhe o peito, colocando-lhe um beijo entre os seios. – Mas a ira… — Ele disse, tirando-lhe a saia e caminhando para fora da divisão, mas acabou por esbarrá-la contra a parede em frente.
Eva também lhe tirou a camisa e ele protestou. -Que foi? Achas que és o único que vai tirar prazer disto?
-Ok, é justo, – Ele deu um passo atrás e esticou os braços, esperando que ela lhe tirasse as calças. – vá lá, faz o que queres fazer!
-Não tão rápido assim! – Ela jogou-se sobre ele e os dois caíram ali mesmo no chão.
-Onde é que nós íamos? Exato, ira! Tu pareces que tens alguma! – Ele falou entre alguns queixumes depois de ter caído assim no chão.
-Magoei-te foi, babydoll? – Eva riu.
-Pensa que hoje fui espancado!
-Oh, coitadinho de ti. – Ela gozou, beijando-o. – Anda, levanta do chão então!
-Estou bem aqui.
-Preguiçoso! – Ela reclamou, desapertando-lhe o cinto das calças. Os olhos dela abriram-se mais ainda quando ela notou o grande volume que ele tinha já. Assim que Eva se preparava para lhe tocar lá, ele agarrou-a pelos pulsos e levantou-se num ápice, encostando-a de novo à parede. Novamente a moça reclamou. – És um invejoso, sabes?
Rick foi-lhe beijando o pescoço, molhando-a com a língua enquanto lhe tentava tirar o sutiã. -Eu sei que sim.
Assim que se viu livre da peça de roupa a sua atenção direcionou-se para os peitos dela. Ela gemeu cada vez que ele tortuosamente os mordiscava. Eva arranhava-lhe as costas e ferrava o lábio enquanto ele estava entretido naquilo. Havia passado algum tempo desde que ele tinha causado reações destas numa mulher. Mas ele sabia que nessa noite não estava na sua melhor forma, até porque ele foi em direção à cozinha e não ao quarto.
Rick sentou-a na beirada do balcão e continuava a insistir em ‘brincar’ nas mesmas zonas enquanto tentava deslizar a mão dentro da calcinha dela. Massajou-a com o polegar e ela gemia cada vez mais alto, cravando as unhas nas costas dele.
E foi quando ela descobriu o ponto fraco dele: mordiscou-lhe o lóbulo da orelha. – Aí não… – Ele disse segurando um gemido, não querendo parecer que tinha uma fraqueza.
-Aqui sim. – Enquanto lhe mordiscava a orelha, enlaçou as pernas na cintura dele e Rick puxou-a para si, encostando-a na mobília. Rick livrava-se agora da calcinha dela e ela suspirou, sentindo o órgão dele pulsando na coxa dela. – Não consigo mais.
Ele entendeu a mensagem e se encaixou nela. Não se mexeu por uns segundos, dando-lhe a oportunidade de se conformar com ele dentro dela. Começou por se mover lentamente, pois não a queria magoar, mas daí a pouco não aguentava assim desse jeito. Ele sabia que a ia magoar pois não estava com uma garota que não fosse stripper ou prostituta em algum tempo, e tinha perdido gentilezas.
E acabou mesmo por aleijá-la, mas ela não o deu a notar. Era Rick quem se começava a ressentir. Estava todo dorido e magoada, segurando Eva nos braços. Ele não sabia se aguentaria muito mais, mas felizmente para ele, Eva atingiu o clímax naquele momento e ele deixou-se ir também.
Nunca nenhum deles tinha aguentado aquela sensação por tanto tempo. As pernas de Eva começavam a perder a força e lentamente escorregavam. Ela já nem tinha força se quer para lhe dar a entender que estava a gostar daquilo. Rick começou a diminuir o ritmo novamente, até que parou e saiu dela. Encostou a testa na dela, recuperando o ar, ambos sentido gotas de suor escorrendo por eles abaixo. As pernas dele desfaleceram um pouco e acabou encostando-a de novo ao balcão, enquanto recuperava energias.
-Tenho que te dizer uma coisa… — Ela disse entre fôlegos.
-Foi o melhor que já tiveste, eu sei!
-Orgulhoso o senhor, não? Incrível como conseguiste cometer os sete pecados.
-Ainda consigo acrescentar um oitavo.
Rick ia pegar nela novamente em braços, para agora a levar para o quarto. Agora não sentia dores nenhumas de ter sido sovado, mas Eva ficou a olhar o tronco largo dele, cheio de manchas negras que começavam a aparecer. – És louco, homem! Porque é que te foste meter naquela luta. Olha para ti.
-Não podia deixar que o outro pacóvio te levasse.
-O magricela? Ele não me chamou à atenção. Tu por outro lado… – Eva estava a conduzir a conversa exatamente para onde ela queria. Ela desconfiava de alguma coisa.
-Porra, se sabia que já te tinha na mão, não me tinha metido na luta.
-Eu fui uma distração para que a luta começasse, não fui?
Ele suspirou, não olhando para ela, mas admitiu. – Ias ser a distração, mas depois olhaste para mim…A verdade é que sou detetive da Scotland Yard e...
Ele ficou sem saber o que dizer, olhando-a nos olhos. Ela sorriu e puxou o rosto dele para mais perto, beijando-o lentamente. – Dá para eu conhecer o seu quarto, senhor detetive?
Rick sorriu de volta, levando-a para o quarto. Até agora, ele ainda não tinha arruinado nada. Acabaram por adormecer, umas horas mais tarde, completamente exaustos.
Rick abriu tremulamente os olhos e deparou-se com a cama vazia. Era já manhã e assim que tentou se quer mexer um braço, tudo lhe doeu.
O detetive levantou-se, grunhindo a cada movimento e reparou que estava todo coberto de hematomas e a cabeça doía-lhe imenso. Deitou a mão no sítio e sentiu um papo bem saliente. Bem, era oficial: ele odiava Lennon por lhe ter dado aquele pontapé. Procurou pela roupa, e vestiu o que encontrou, não achando a camisa. Foi quando sentiu um cheiro a café e espreitou na cozinha.
Eva vestia sua roupa íntima, coberta pela camisa dele, e estava olhando para fora da janela, de caneca na mão. – Podias-me ter acordado. Daqui a pouco está aí o George para me dar boleia. – Ele ia debruçar-se para lhe dar um beijo, mas ela olhava-o com pena. – Não olhes assim para mim, isto não dói nada! Sabes, já levei um tiro e tudo!
-És muito valente, devo dizer. – Ela deu-lhe um beijo, levando-a a mão à nuca dele. Deixou os dedos correr por entre os cabelos dele e assim que lhe tocou e sentiu o inchaço, ele gemeu. – Não dói nada, de certeza?
Eva pousou a caneca e arranjou forma de embrulhar gelo num pano. Enquanto ela fazia isso, ele sentou-se à mesa, comendo um pouco de pão. A rapariga sentou-se no colo dele, colocando-lhe o gelo no inchaço. – Tenho que te dizer uma coisa, Richard. Homens como tu não gostam de pessoas com a minha profissão.
-Estás a brincar? Qual é o homem que não gosta de strippers?
Eva rolou os olhos e carregou-lhe no inchaço. – Nem sei se isso foi um insulto ou um elogio!
-Ah, não és então? – Ele disse atrapalhado, o que fez Eva rir do jeito desajeitado dele. – Mas era um elogio!
-Eu sou jornalista, Rick. – Ela fechou os olhos, esperando a reprovação dele. Em vez disso, recebeu um beijo calmo. – Nada? Nadinha? Normalmente detetives e jornalistas não se dão bem.
-Eu discordo. Nós os dois ontem à noite entendemo-nos muito bem!
Ela sorriu e ele sentou-a na cadeira, levantando-se para abrir a porta. – Bom dia, dom Juan!
-Bom dia, George! – Os dois olharam-se por uns segundos. Viam os estragos que tinham feito um no outro e que os MI6 tinham feito neles também. Mas Rick sentia-se pior porque via todos os seus dedos marcados no pescoço do parceiro. – Podes dar um tempinho? Eu e-
-Ah, claro! Tu tiveste sorte com a mocinha! – Ele disse rindo. -Mas posso entrar? – Ele sorriu, com aquele sorrisinho que dava às raparigas e que fazia Starkey ficar enjoado. – É que eu trouxe comigo a minha fome toda!
Ele suspirou e virou costas, sendo seguido por Harrison que fechava a porta. -Eva, este é o meu parceiro, George Harrison. George, esta é Eva Bishop,- Richard esperou um pouco enquanto os dois se cumprimentavam. — ela é jornalista.
-Eva foi um prazer conhecer-te. Richie, espero por ti lá fora! – George falou indo para a porta, mas voltou atrás uns passos pegando num pedaço de pão e saiu de vez.
Starkey sorriu com as reações dele, tanto a de saber que Eva era jornalista, como a de voltar atrás para pegar comida.
-Foi alguma coisa que eu disse? – A moça perguntou.
-Ah, não! Não te preocupes com isso. Ele é ‘alérgico’ a jornalistas!
Os dois vestiram rápido as roupas e saíram, cada um para o seu trabalho.
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Harrison e Starkey já esperavam há horas pelos agentes do MI6, Lennon e McCartney, mas parecia que eles não estavam para vir. Fui então que no final da tarde os dois entraram na delegacia.
-Oi aí. Tudo bom? – Lennon falou todo sorridente, dando um tapa nas costas de Starkey.
-Demorou tempo, hein! – Harrison bufou.
-A gente já veio no caminho a comentar o plano. – McCartney disse. – Temos que armar uma cilada no Sokoloff. Oferecemos-lhe um negócio numa noite de Texas Hold ‘Em e assim combinamos um local. Depois, bam! – Ele exclamou, batendo com punho na secretária. – A gente apanha-os a todos!
-Ok, muito bem. – O detetive mais novo disse. – E que negócio pode ser esse?
-Oh, Harrison, isso a gente logo vê. – Lennon proferiu. – Primeiro temos que ver os vossos dotes para o jogo! Fazemos um jogo em tua casa? Hoje à noite? Ótimo! – O agente falou rápido, não dando se quer chance a que o detetive falasse. Lennon e McCartney saíram depois rapidamente, deixando os outros dois incrédulos. – Como é que ele vai saber ir para minha casa?
-Eles são do MI6. Até devem saber a cor dos teus boxers! – Starkey gargalhou com a própria piada, mas o seu parceiro não achou graça nenhuma. – Pior mesmo vai ser explicares isso à Pattie!
-Ah, com ela não me preocupo! – Ele grunhiu, zangado, e Starkey não entendeu porquê. Ele não estava assim por causa do jogo de Texas Hold ‘Em. Algo mais se passava.
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