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1 De volta para casa...


- Eu sinto muito Caroline está ligando a essa hora– a voz da minha mãe soou ao telefone, totalmente alarmada.

- Estou acordada mãe! – resmunguei, antes de encarar o despertador encima do criado mudo, era um pouco mais das três e eu ainda não havia dormido, estava terminado o projeto de decoração de um apartamento em Manhattan – Aconteceu algo? – questionei desconfiada, minha mãe não era muito de me telefonar, principalmente na madrugada para dizer que estava com saudades.

- Aconteceu algo com o papai? – insistir, enquanto ouvia o soluço da minha mãe, do outro lado da linha.

- Sinto muito Car – falou com a voz totalmente embargada – Eu sinto muito querida, mas preciso que você volte para casa – implorou.

- O que aconteceu com o meu pai? – questionei alarmada.

Eu precisava saber o que havia acontecido com o meu pai. Eu tinha esse direito. Ela não iria me pedir para voltar a Mystic Falls, se não tivesse um motivo muito forte e há alguns dias, eu já vinha notado que algo de errado estava acontecendo. As ligações estavam cada vez mais raras e rápidas, a voz de papai estava marcada por cansaço.

- Caroline, seu pai está muito doente querida – minha mãe falou docemente, da mesma maneira que ela havia me dito que a minha cadela havia morrido, quando tinha onze anos – Ele precisa de todos os seus filhos aqui perto – informou — Ele está com câncer, Caroline e os médicos disseram que não poderia fazer mais nada... – a voz da minha morreu na última palavra, me deixando totalmente em choque.

Câncer, a palavra sambou em minha mente, por alguns segundos. Meu pai estava com câncer. Meu pai estava morrendo.

- Nós podemos procurar outros especialistas – informei, sendo prática, me pondo de pé, a procura da mala de viagem, que estava jogada em um canto do quarto, desde que havia voltado de um congresso na Irlanda – Aqui em New York tem ótimos médicos, eu tenho condição de pagar...

- Caroline – a voz de minha mãe soou como um aviso e eu a ignorei.

- Eu vou arrumar o apartamento para vocês ficarem confortáveis, eu tenho um amigo que trabalha no...

- Caroline, uma vez em toda sua vida, pare tentar ter controle sobre as coisas – minha mãe me interrompeu – Seu pai não quer procurar nenhum especialista, seu pai só quer a família dele aqui por perto! – pausou – Você precisa voltar para casa e fazer a última vontade de seu pai, esqueça os médicos maravilhosos, esqueça as desavenças familiares, pegue o primeiro voo para a Virginia e venha para casa, isso é uma ordem! – falou antes de desligar o telefone, antes mesmo de se despedir.

Eu não queria voltar para Mystic Falls. Eu não poderia voltar para Mystic Falls. Eu detestava aquele lugar e todas as péssimas recordações que ele me trazia. Eu havia deixado à cidade que eu havia nascido e crescido, na primeira oportunidade que me foi oferecida – há quase sete anos — e desde então eu não voltava para visitar. Eu havia jurado que nunca mais voltaria a Mystic Falls. Não depois de tudo que havia acontecido, mas agora era diferente. Meu pai precisava de mim. Eu iria visita-lo e o convenceria que o melhor lugar para ele se tratar é em New York.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e comente para mim saber se devo ou não continuar!!!!

beijomeliga
xoxo

Lay