Notas iniciais
Heey people!
E eu pensando que daria para escrever e postar nas férias, nem na internet eu entrei! '-' quase enlouqueci quando viajei para a casa da minha vó e quando cheguei lá, descobri que não tinha internet. Meus pais não quiseram pagar lan house pra mim e eu fiquei terminando o capítulo, sem poder postar.
Mas enfim, fiz um capítulo enorme com umas quatro mil palavras, mas como ele ainda não está pronto, faltou só uns detalhes e revisão, eu continuei com a ideia das férias: Dividir o capítulo para não deixá-los tanto tempo assim sem poste. E foi isso mesmo que eu fiz, dividi o capítulo para postar hoje, e amanhã.
Então, aqui está o cap, e vocês já sabem que tem post amanhã :)
Gostaria de agradecer os leitores de Marry Me que estão aqui, lendo e comentando a fanfiction, muito obrigada ♥
Agora, sem mais delongas, boa leitura!
Obs: Resort - http://www.starwoodhotels.com/sheraton/property/overview/index.html?propertyID=3067&language=pt_BR


Eu gostaria de dizer que o resto do dia foi perfeito e que eu pude aproveitar o máximo com o meu marido! Porém, não foi bem assim.. Primeiro porque eu não consegui de jeito nenhum tirar aquela mulher da minha cabeça, ou seja, nem prestei atenção no coitado do Jellal, que ficava me perguntando a cada cinco minutos o que eu tinha. Segundo, aquele resort estava CHEIO de piranhas iguais á Minerva! Sem contar que eram caras de pau também! Ficavam secando meu marido com os olhos! Já deram pra perceber que o resto do meu dia foi péssimo né? Mas o terceiro motivo é ainda pior! Em algum momento do dia, eu, cansada de ver aquelas vadias comendo meu marido com os olhos, levantei da espreguiçadeira e decidi entrar na piscina. Nisso, estávamos na piscina do lado oeste (primeiro lugar que vimos quando saímos do restaurante), e tava tudo bem eu dentro da piscina, nadando para lá e para cá entediada. Já que não tínhamos nos encontrado com o restante do pessoal ainda, que sumiu sem dar as caras por bastante tempo. Mas, voltando á piscina, eis que eu quis sair de lá, porque não tinha passado protetor o suficiente e se tem uma coisa que eu não suporto é ficar queimada. Aí eu fui sair da piscina, como uma pessoa normal, mas como eu não sou uma pessoa normal, assim que pisei em um degrau que tinha para subir, eu escorreguei. Não sei como eu consegui escorregar naquele degrau. Então, lógico que eu deveria cair né? Mas não, um homem me segurou e me pegou no colo, de modo que minhas pernas ficassem entrelaçadas em seu tronco, meus seios espremidos em seu peito, seus braços me segurando pela cintura, meus braços em torno de seu pescoço e nossas bocas á milímetros de distância. Quase tive um ataque quando abri os olhos (tinha fechado com o escorregão) e vi aquele homem, que era na verdade o mesmo homem que eu tinha visto no Hawaí e inclusive o mesmo com quem eu traí Jellal. Infelizmente ele fez isso de propósito, e abriu um sorriso largo de satisfação a me ver encarando-o, enquanto seus cabelos negros balançavam ao vento.

– Tá me seguindo gata? — Não consegui responder ele, de tão surpresa que estava só continuei a encará-lo. Nesse momento, eu tinha me esquecido que Jellal estava na espreguiçadeira, olhando para nós. Consegui ouvir o barulho do pulo dele quando me viu, correndo diretamente até mim, furioso. — Parece que seu maridinho está voltando, que pena! — Então, ele aproximou sua boca lentamente do meu ouvido e sussurrou, deixando-me arrepiada. — Meu quarto fica no terceiro andar, quinta porta á direita. Aparece lá.

E então, sorrindo, ele me larga rapidamente, correndo dali. Só que acontece que como o canalha saiu correndo, ele acabou me empurrando um pouco, fazendo-me tombar para a piscina novamente. Ótimo! Duas quedas no mesmo dia, como estou com sorte! Mas alguém me segura de novo, e dessa vez é Jellal. Assim que encontrei seus olhos, ele me fuzilou com o olhar. De repente descobri porque o cara saiu correndo.

– Erza, é impressão minha ou você estava no colo daquele cara?

– Jellal não é nada disso que você está pensando! — Tentei me defender rapidamente, já que tinha percebido que uma nova discussão se formou entre nós.

– Como não?!

– É que eu escorreguei e ia cair quand..

– Quando ele te pegou no colo daquele jeito?! — Gritou ele se virando para a direção oposta e depois voltando a ficar na minha frente. — E ainda o mesmo cara que você me traiu?

– Jellal quando isso aconteceu nós não éramos nem casados!

– Claro que éramos!

– Era um casamento de mentira! E além do mais.. — Quando eu ia falar que, daquela vez, Jellal só tinha brigado com o cara na praia para não ser corno, ele me interrompe e joga um balde de água fria em mim.

– Poderia até ser um casamento de mentira, mas eu ainda te amava quando você me traiu. — O azulado confiante, revelou. Porém, logo se arrependeu do que disse, ao ver minha cara de espanto.

– Você.. você..

– Ahh! Esquece o que eu falei! — Com o rosto todo vermelho, saiu correndo do local, me deixando sozinha chamando pelo seu nome. Acho que as pessoas que estavam a nossa volta deveriam estar com a cara tipo: Que casal mais maluco!

Agora, pensando melhor, eu poderia ter casado com Jellal de verdade no Hawaí! Naquela época, eu fiquei com muita dúvida se ele gostava de mim ou não. Se eu soubesse, a gente poderia ter aproveitado mais o tempo juntos e ter se casado de verdade ao em vez de eu arrumar uma confusão declarando para ele que eu era ex-amante do seu melhor amigo e fugindo para Londres logo depois. Mas eu me esqueci de que eu era uma cabeça dura naqueles tempos, nem mesmo se Jellal admitisse que me amava, eu não iria dar o braço a torcer. Peraí, porque eu to falando do passado mesmo? Ah! É porque acabei de saber que meu marido já me amava muito antes da gente se casar, e isso faz com que minhas dúvidas se esclareçam. Muito bom saber que ele brigou com o cara por ter tido ciúmes de mim e não por medo de ser corno. Bom saber!

De repente, sonhando acordada, percebo que tinha uma listra prata no chão. Aproximei e peguei o objeto, observando com clareza. Era um cordão grosso de prata, com um pingente com a letra R. Letra R? Quem diabos começa com a letra R que eu conheço? Olhei em volta e procurei com o olhar o dono do tal cordão, mas ninguém parecia ter sentindo falta de alguma coisa. Então, de quem seria? De repente uma possibilidade passou pela minha cabeça. E se fosse o cara do Hawaí que perdeu o cordão? Eu nem sei o nome dele, e não teria como saber se o maldito só ficava dando em cima de mim, não se preocupando com o meu nome nem o dele.

Quando eu estava em seu colo, ele tinha me falado onde ficava o seu quarto. Será que eu devo ir lá ver se ele é o dono do cordão? Não, peraí, to brigada com Jellal, óbvio que não quero caçar mais briga. Além do mais quando estamos casados por vontade própria, e não por obrigação. Mas o que diabos eu vou fazer com o cordão se não devolver?

Confusa, peguei minhas coisas e me dirigi á recepção, dando de cara com uma cena não muito agradável. Jellal estava de papinho com a vadia do balcão, Minerva. Ela me lançou um olhar provocativo, e continuou conversando com meu marido, puxando a blusa branca mais para baixo e inclinando o tronco. De modo que seus seios fartos pudessem estar totalmente visíveis á ele. Como percebi que Jellal não ia fazer nada, resolvi nem interferir. Andei bufando até o elevador, onde apertei o botão número 3. Indo para o terceiro andar.

Sei que não é certo se vingar de Jellal assim, indo no quarto do cara para devolver um cordão de prata. Mas, eu não estou me vingando! Só vou devolver o cordão! É isso, só vou devolver o cordão, só vou devolver o cordão.. só vou..

– Eaí gata, sabia que vinha! — Eu nem precisei bater na porta do quinto quarto para entrar. O cara simplesmente apareceu, do nada. E infelizmente para minha sorte, ele estava sem camisa com um samba calção preto. Meus olhos quase que instantaneamente voltaram-se para seu corpo, definido e malhado. Deus! Que gostoso, puta que pariu! Peraí, que diabos eu to pensando? Eu tenho marido! Antes de eu parar de brigar comigo mesma na mente e perguntar pra ele sobre o cordão, o maluco pegou no meu pulso de repente, que estava paralisado no ar, porque eu ia bater na porta, e me puxou para dentro do quarto. Trancando a porta logo em seguida.

– Ei! — Protestei, observando ele olhar malicioso para mim. — O que pensa que está fazendo?

– Ué, não foi pra isso que veio aqui? — Seu corpo inclinou-se sobre o meu, a fim de selar nossos lábios, porém, antes que uma merda dessas acontecesse novamente, empurrei-o com força, observando seu rosto confuso quando suas costas bateram na parede oposta. — Hey, qual é o problema?

– Qual é o problema? Você ainda pergunta?! — Ele continuou me olhando, dessa vez com o cenho franzido, como se eu estivesse falando outra língua. — Eu tenho marido, sabia?

– Claro que sei. — Deu de ombros, não se importando com aquela informação.

– E você nem se importa não é? Pois saiba que eu..

– Isso não impediu da gente ter ficado antes, lembra? — Ele me interrompe, fazendo-me ficar ressentida com o que tinha acontecido. Eu não queria ter traído Jellal.. — Então, não pode impedir agora!

Completou a frase vindo pra cima de mim novamente, mas desviei de seu caminho, parando no lugar que ele estava.

– Para com isso!

– Por quê? Eu sei que você quer. — Meus olhos se arregalaram quando vi seu sorriso malicioso, meu deus! A última vez que tinha visto foi na praia, no Hawaí, e agora olhando ele melhor.. que gato! Com esse corpo de deus grego, esse sorriso perfeito, cabelos macios e cheirosos e.. Ahh vou ficar louca! Como assim estou desejando outro cara se sou casada?! Porra, acho melhor dar o fora daqui! Esse cara não está ajudando em nada.

– Olha só, vim aqui apenas para perguntar se este cordão é seu porque eu ach..

– Claro que é meu! Eu o deixei cair.

– É seu mesmo? Mas.. peraí, você deixou cair de propósito? — Uma leve irritação me tomou quase num instante. Briguei com Jellal por causa desse infeliz e ele ainda me faz vir até aqui?

– Sim gata, é que eu acho que temos um assunto pendente. — E novamente, ele se aproximou. Só que dessa vez, eu não consegui desviar, pois ele sabia para que lado eu desviaria. Então, aproveitando a situação, senti seus braços contornarem meu corpo, lateral da coxa e pescoço, prendendo-me na parede. O colar que estava na minha mão, caiu diretamente para o chão.

– Ei, me solta! — Protestei, vendo sua reação: uma risada travessa.

– Não, não vou te soltar. Não enquanto você não terminar o que começamos! — Seu sorriso malicioso voltou, assim como seu olhar de puro desejo. — Aliás, meu nome é Rogue. Rogue Cheney. Qual é o seu?

Ainda atordoada com meus pensamentos pervertidos por ter um gostoso se esfregando em mim, consegui controlar minha respiração e respondi:

– Meu nome é Erza Fernandez.

– Humm.. que nome lindo! Mas sabe, ele ficaria melhor se fosse Erza CHENEY. — Num instante, o vi á caminho da minha boca, rapidamente, como se estivesse bastante necessitado e não beijasse há anos. Consegui recuar com a cabeça, mas nossos corpos ainda estavam colados. De tanto recuar, formos para trás, de modo que agora ele me imprensava na porta trancada. — Gata, gata, não torne as coisas mais difíceis. Vamos! Eu sei que você quer, está escrito em seus olhos! Aquele cara não precisa saber de nada..

Rogue mordeu o lóbulo da minha orelha, me deixando um pouco ofegante. Sabia que se continuasse ali, a tentação falaria mais alto que minha consciência. Então, de repente, tive uma ideia. Parei de tentar tirar seus braços de cima de mim, e tateei a porta, procurando a maçaneta e a fechadura. Demorei um pouquinho para achar com ele sussurrando no meu ouvido e mordendo. Mas quando achei, de imediato, rodei a chave que ainda estava na fechadura, abrindo a porta bruscamente. Obviamente caímos para trás, porém, para fechar meu dia com chave de ouro, assim que saímos do quarto, demos de cara com Jellal no corredor.

Não consigo nem decifrar a cara que ele fez quando me viu ali, toda vermelha, suada, ofegante, agarrada com um cara e pior ainda: ter saído do quarto dele. Ficamos um tempo em silêncio, parados no mesmo lugar. Entretanto, eu pensei que Jellal fosse partir pra cima de Rogue, mas não. Ele apenas deu meia volta e seguiu caminho de volta para o elevador. Antes das portas metálicas se fecharem, vislumbrei uma cena que partiu meu coração: lágrimas rolavam pelo seu rosto.



Notas finais
Tadinho do Jellal!! Sofrendo pela Erza de novo!
Eaí, imaginaram alguém além de Rogue para ser o cara gostoso? haushhasa
Espero que tenham gostado! Postarei amanhã sem falta o outro pedaço e espero que gostem deste tanto quanto aquele, já que o próximo é para as safadinhas de plantão hauhsa
Beeijos!! ♥