Notas iniciais
Yoo minna!!
Cá estou eu como prometido! E já aviso-lhes! Tirem as crianças do quarto e tranquem a porta! kkkkkkkkkkkk
Espero que gostem desse capítulo, pois aderi um novo estilo para fazer as cenas "quentes" rs
Tem alguns hiperlinks ousados e eu aconselho á abri-los na janela anônima, como sempre faço. =P
Enfim, boa leitura! :)


Permaneci parada por mais um tempo, processando tudo que tinha acontecido. Jellal tinha me visto agarrando Rogue. Ele estava chorando no elevador. NÃAAO!! SERÁ QUE É O FIM DO MEU CASAMENTO? LOGO NO TERCEIRO DIA?

Comecei a chorar rapidamente com estes pensamentos, Rogue que ainda estava com os braços em torno da minha cintura e coxa, não percebeu o meu estado. Mas mesmo assim, o canalha ainda teve coragem de comentar:

– Poxa gata, que pena que teu maridinho viu. Mas se preocupa não ta? Se ele não te quiser, eu quero. — A raiva me tomou, meu sangue ferveu, quem esse puto pensa que é? Quase de imediato meu punho voou na sua cara, lhe dando um belo de um soco. Ele ficou um tanto surpreso que até recuou, massageando o local que foi acertado. — Porque você..

– NUNCA MAIS ME PROCURE, OUVIU? Ou vai se arrepender! — Fuzilei ele com olhar e com as pernas trêmulas, corri para o elevador, apertando o botão do último andar. Quase caí no corredor quando corri em direção ao quarto. Nem sequer pensei que Jellal brigaria comigo por estar de cabeça quente ou algo assim, só queria esclarecer as coisas. Porque.. eu o amava demais.

Abri a porta. Deparando-me com Jellal de pé, na varanda, com as mãos na parede.

– Jellal.. — Ele me olhou assim que ouviu minha voz, o rosto vermelho e molhado. O olhar de traição e mágoa. Com o maxilar movendo-se rapidamente, provocado pela raiva. — Eu.. eu.. não fiz nada! Por favor, acredite em mim! Eu só queria devolver o cordão! — Jellal continuou a me encarar, como se eu não tivesse dito nada. Suas emoções eram reveladas pelo seu rosto, porém, tinha a leve impressão de que minhas palavras eram vazias para ele neste exato momento. — Jellal, eu te amo! Sério! Não fiz nada ok? Só quis.. devolver o cordão! E ele me agarrou e trancou a porta e..

– Erza.. você.. me traiu? — Ele perguntou com a voz baixa, fungando pelo nariz. Deus! Como consigo realizar essas proezas? Parece até que lançaram alguma macumba em mim!

– Não! Não te traí meu amor.. eu não seria capaz de fazer isso! Eu te amo, ouviu? — Mesmo com a minha resposta, ele continuou a me encarar, deixando-me ainda mais culpada.

Eu tinha que fazer alguma coisa, falar para ele algo que comprove minha inocência! Poxa, eu não fiz nada dessa vez! Porém, antes mesmo de eu tentar dizer algo, a porta do quarto é aberta e risadas interferem o local. O barulho cessou assim que me virei para trás e deparei com todo mundo ali, na porta do quarto, vislumbrando a cena. Jellal moveu-se pela primeira vez desde quando eu havia entrado ali, ele andou até a porta e saiu. Nem sequer olhou para minha cara. As meninas, percebendo a situação, cutucaram seus respectivos amores e os enxotaram dali. Deixando-nos á sós.

Juvia me guiou até a cama, onde sentei e levei as mãos ao topo da cabeça. Logo, todas estavam á minha volta, olhando curiosamente para mim, esperando que eu dissesse o que havia acontecido. E eu ia dizer, mas acabei empacando e perguntei onde eles tinham se enfiado para demorar tanto tempo para voltar.

– Ah! A gente deu uma voltinha no centro da cidade, que é aqui perto! Sabe, cansamos de te esperar Erza. — Lucy respondeu, dando de ombros, mas olhando fixamente para mim, tentando tirar alguma resposta do meu olhar.

– E também — Levy completou. — Achamos que era melhor deixá-los a sós, para vocês se acertarem. Mas creio que não foi uma boa ideia..

– Não! — Respondi alto, assustando-as. — Quer dizer, a gente se acertou sim, mas.. acabamos por brigar. De novo.

Contei a história toda para elas, parando de tempo em tempo para engolir o choro e prosseguir. Ambas prestavam bastante atenção em cada detalhe que saía da minha boca. Suas testas se franziram quando contei que Rogue tinha me agarrado e Jellal tinha visto a cena no corredor. Lucy foi a primeira a protestar.

– Ei, peraí! O cara te agarra à força, e é Jellal que fica com raiva? — Confirmei sua fala, fazendo-a revirar os olhos. — Puta que pariu! Jellal tem que te ouvir! Confiar em você! Que casamento é esse que não tem confiança?!

– Eu sei Lucy.. mas.. o fato de eu ter o traído com ele no Hawaí e ter parado no colo de Rogue na piscina.. piorou o nosso relacionamento.

– É, pode até ser, mas não é só ele que tem que estar assim! Você também tem direito! — A loira continuou a me defender, deixando-me ainda mais culpada. Eu não deveria ter inventado de entregar a porra do cordão! Mas Jellal não deveria estar conversando com aquela vadia na recepção quando passei! Ahhh que ódio!

– Sinceramente? Acho que Jellal está certo.

– Levy! — Lucy repreendeu a azulada, que ergueu as mãos em sinal de paz.

– Esqueça Lucy. Levy está certa. Não era nada para eu ter inventado de ir ao quarto do cara.

– Mas você só foi devolver a droga de um cordão!

– Que ele deixou cair de propósito afinal. — Lucy fuzilou Levy com o olhar. Que insistia em me defender da baixinha. Eu entendi porque Levy estava olhando pelo lado de Jellal. Pelo simples motivo de não ser a primeira vez que isto está acontecendo. A baixinha sabe que sou atraída facilmente por deuses gregos, Lucy também, mas.. acho que Levy quer que eu aprenda a lição desta vez. Para quem sabe não destruir o casamento que tanto relutei para ter. E agora, é o que mais quero na minha vida.

– Hey, meninas! Não vamos brigar. — Juvia se pronunciou pela primeira vez desde que entrou no quarto. — A questão aqui é como vamos resolver isso, e não quem está errado e quem está certo. Erza errou por ter ido ao quarto do cara sem falar com Jellal. — Ela olhou para Levy, que deu língua á Lucy. — Mas.. — E então voltou seu olhar á loira. — Jellal também errou em estar conversando com Minerva na frente da Erza, sendo que ele já sabe que ela não gosta. — Depois de comentar, foi a vez de Lucy zombar de Levy por estar certa. Percebi que ambas defendiam tanto eu quanto Jellal de acordo com suas personalidades. Lucy me defende por gostar de pisar nos garotos, achar que sempre as garotas estão certas, não importa o motivo. O famoso ditado de usar e jogar fora. Apesar de que agora que está com Natsu, este ditado não funciona. Bem, um pouco, mas esta é a sua personalidade. Já Levy preza o romantismo, sem traição e desconfiança, por este motivo, defende Jellal.

Não sei por que, comecei a rir da situação. Juvia tentando evitar uma briga entre Lucy e Levy, que lutavam para defender respectivamente eu e Jellal na história. A me verem rindo, começaram a rir também e o clima de tensão felizmente se desfez. Restando apenas quatro amigas rindo loucamente dentro de um quarto.

Quando paramos de rir, ficamos um pouco em silêncio. Talvez, cada uma pensando em como poderia me ajudar, e eu como poderia recuperar Jellal novamente. O silêncio permaneceu até Juvia se pronunciar novamente.

– Então, como eu dizia. Precisamos descobrir como resolver isso, antes que seja tarde demais.

– Tá, mas como? — Lucy perguntou, fazendo Juvia revirar os olhos.

– Se fui eu que falei para resolvermos, quer dizer que tenho uma ideia né? — E então, Juvia nos contou sua maravilhosa ideia. Quase tive um infarto quando ouvi aquilo. Levantei bruscamente vermelha, da cabeça aos pés.

– NÃO! Nunca vou fazer isso! Aonde está com a cabeça?

– Erza, por acaso você e Jellal não transaram na noite do casamento?

– Sim, mas..

– Então! Porra, parece até que você é virgem! — Lucy e Levy começaram a rir descontroladamente da cena, me deixando ainda mais vermelha.

– Hey, isso não tem graça!

– Há, tem sim! Por acaso você nunca fez um strip-tease, Erza? — Lucy perguntou maliciosa.

– Não! Nunca fiz! -Admiti. Embora quase fiz um para Sting, no passado, e isso me traz más lembranças e.. saudade.

– Até Levy já fez! — Olhei assustada para Levy, que deu uma risada safada. Juvia também começou a rir, pelo jeito, parecia que só eu era iniciante no assunto.

– Não se preocupe, tenho certeza que esse plano não falha!

– Não sei não.. — Hesitei. Porra! Como Jellal me perdoaria com um simples strip?! Como se lesse meus pensamentos, Lucy respondeu:

– Erza, se você fizer isso, Jellal enfim vai perceber o que sente de verdade por ele. Não estou falando que você é obrigada a fazer para ele perceber, mas tipo, faça uma surpresinha “sexual”, todo homem gosta! A intenção é que conta! Se Jellal receber uma surpresa dessas, ele com certeza vai te perdoar! Não por sexo, é claro! Mas sim, por amor! — Ainda relutante, encarei Lucy. Era estranho vê-la falar de amor. A loira percebeu meus pensamentos e vi sua testa se franzindo. — Que é? Até pegadoras amam ok?

– Mas então, topa ou não? — Juvia perguntou ansiosa, esperando minha resposta. Olhei para elas e pensei: nunca fiz uma coisa dessas para Jellal, será que ele perceberia minha intenção de desculpas com apenas um strip-tease?

Suspirei pesadamente. Bem, era a única escolha que eu tinha, não é? Talvez não a única, mas a melhor que encontrei. Encarei-as, e assenti com a cabeça. Recebendo vários gritinhos histéricos.

– Ok! Então, vamos começar! Banho! — Lucy me arrastou até o banheiro e me empurrou lá dentro, avisando que me daria meia hora para se arrumar enquanto elas voltariam para seus respectivos quartos e também se arrumariam.

– Mas, peraí! Para onde vamos? — Assustei-me quando recebi vários olhares maliciosos como resposta. O que diabos essas loucas estão pensando?

– Você já vai descobrir! Anda logo! — E assim, fui literalmente jogada no Box do banheiro, com roupa e tudo. Quando elas foram embora, resmunguei e tirei minhas roupas. Eu teria ficado ali mais de meia hora se Lucy não tivesse me avisado, meus pensamentos foram domados pela ideia maluca delas. O fato de fazer um strip-tease me deixa nervosa e com um pouco de.. vergonha. Tá que já transamos, beleza. Mas tipo, uma surpresa dessas é meio que vulgar demais. Mas Erza, você é vulgar! Sim, eu sou! Mas fazer um strip ultrapassa todos os meus limites! Ahh! Vou acabar ficando com dor de cabeça se pensar muito! Só de imaginar eu tirando minhas roupas sensualmente na frente dele, me deixa... ainda mais com vergonha!

Saí do banho e vesti um short jeans, uma blusa branca colocada no corpo e um colete bege. Calcei uma sapatilha branca, e de make passei só um batom rosa clarinho e rímel. Peguei meu iphone e saí do quarto, me deparando com todas elas já prontas em frente ao elevador.

– Hey, foi mais de meia hora! -Lucy protestou.

– Desculpe. — Juvia e Levy riram, enquanto todas nós entrávamos no elevador. Em pouco tempo passamos pela recepção e para minha sorte, não tive que ver a vadia lá. Tinha na verdade outra garota tomando contra do balcão. Mas não me interessei em saber quem é ela, só se mais outra quiser dar em cima do meu marido, o que colaboraria ainda mais para meu dia ficar perfeito! GRR!

No caminho, quando estávamos na limusine, soube que Natsu, Gajeel e Gray estavam com Jellal no quarto de Gray. Ambos estavam conversando e tentando animar o amigo. Como não estava funcionando, Juvia teve que ir tomar banho e se arrumar no quarto de Levy para não atrapalhar a tentativa deles, já que Lucy demora muito tempo para tomar banho. Receber essa notícia me deixou ainda mais abalada, mas tentei me concentrar no plano das meninas para fazer uma surpresa para Jellal.

Quando chegamos ao local, que não era muito longe, quase tive uma crise. As meninas começaram a rir da minha reação, enquanto eu avistava um Sex Shop com tamanho de um quarteirão de uma rua.

(Minna, eu tentei achar, mas não consegui localizar um Sex Shop em Bahamas. Então imaginem que a loja seja essa aqui, apesar de que não vai precisar de uma loja, já que a roupa eu peguei da Polyvore.)

– Não seja tímida Erza. Aproveite e compre o que quiser! — Não gostei do comentário de Levy, mas mesmo assim, adentrei aquela loja e tomei um susto logo de cara. Os produtos mais vendidos eram vibradores, cada marca com diferentes estilos e formas. Cada vez mais que eu entrava, encontrava uns “brinquedinhos” úteis na hora H. Alguns eu até usaria, outros não. As meninas estavam eufóricas, procuravam cada produto da loja como se fossem experts no assunto, o que de fato eram. Uma atendente resolveu vir até mim.

– Boa tarde senhorita! O que deseja? — Perguntou simpática, possuía longos cabelos caramelos e olhos castanhos escuros. Ela me lembrava um pouco a Milliana. O rosto angelical ao mesmo tempo determinado, e uma voz doce.

– Humm.. eu gostaria de.. — Aí foi neste momento que eu me dei conta de que não fazia ideia do que comprar. Aliás, eu nem sei por que diabos eu fui parar ali! Talvez seja porque tenho amigas doidas que ficam inventando ideias. Senti mãos quentes no meu ombro e assim que me virei vi a loira atrás de mim.

– Gostaríamos de ver alguns lingeries, por favor. — Ela sorriu para mim, de modo confortante. Retribuí o sorriso e seguimos a atendente para o interior da loja. Depois de passar por um monte de bagulho estranho lá, chegamos à ala dos lingeries, que eram na verdade, quase metade da loja. Eu poderia até me perder se fosse contar quantas peças contém ali.

– Que tipo as senhoritas preferem? Mais sensual ou mais “escondido”? — Quando eu ia responder, Lucy falou por mim. A resposta que eu sabia que ela escolheria. E eu também, é claro! Não sou besta nem nada!

– Os sensuais! — A atendente assentiu com a cabeça e foi procurar algumas peças para nos apresentar. Quando ela voltou, estava com cada peça menor que a outra. Que mostrava praticamente tudo! Se eu for usar um negócio desses, nem adiantaria fazer um strip-tease! Lucy pareceu pensar a mesma coisa que eu, porque pegou as peças que pelo menos escondiam alguma coisa. Enquanto isso via Juvia e Levy do outro lado da loja olhando espumas de banho e cristais. Ambas pareciam estar bastante felizes em termos ido até aquela loja. Ver elas felizes me deixa feliz também, apesar de que não paro de me sentir constrangida perto de alguns produtos. Tá que eu sou pervertida e talz, mas tem muita coisa ali que é só pros “fortes”.

Depois de algumas horas, conseguimos achar o lingerie perfeito para mim. Um modelo preto que vinha com meia calça, sensual e ao mesmo tempo, “escondido”. Além de que comprei um roupão com a insistência das meninas. Elas compraram uns brinquedinhos e lingeries também. Quando voltamos para o resort. Já era nove da noite. Jellal poderia estar preocupado.. ou não.

Quando saí do elevador com as sacolas, as meninas me puxaram para um canto do corredor e começaram a me dar mais dicas. Já que elas ficaram o dia todo falando o que eu deveria fazer e o que não deveria na hora. Depois de ouvir muita coisa delas, andei pelo corredor e entrei no meu quarto devagar. Jellal não estava. Perfeito! Preparei a caixa de som e arrumei a cama. Assim como Lucy tinha me dito para fazer. Levy tinha me dado um cd com músicas sensuais, e indicou uma que seria perfeita para a ocasião. Tomei outro banho rápido, já que estava um pouco suada, passando sabonete líquido cremoso e cheiroso. Depois que saí do banho ainda passei hidratante por todo o meu corpo, assim como Juvia me indicou para fazer.

Ás dez e meia da noite, já estava preparada, com as roupas em meu corpo, uma lingerie preta bastante sexy, com meia calça preta, saltos altos pretos e um roupão de renda. Mesmo estando confiante em fazer tal “surpresinha” para meu lindo e querido marido, comecei a ficar nervosa á medida que o tempo passava. Será que ele não vai dormir no quarto hoje? Não, não é possível! Tá que brigamos, mas nem foi tão grave assim! Ok, ok, eu sei que foi! Mas.. e se ele não vir? Meu deus, o que vou fazer? Essa é a última coisa que pensei para me redimir por tudo que fiz e as meninas até me ajudaram com os preparativos, as roup..

Meus pensamentos são interrompidos quando ouço o barulho da porta sendo aberta. Minhas mãos já se encontravam trêmulas e suadas, porém, coloquei na cabeça que de qualquer forma faria isso por ele. Só por ele..

Colei o ouvido na porta do banheiro, a fim de tentar ouvir mais algum barulho. A porta do quarto foi fechada, e em seguida um silêncio pairou no ar. Quase que abri a maldita porta do banheiro para ver o que tinha acontecido quando de repente, a maçaneta é girada bruscamente. Fazendo-me dar um pulo para trás e bater com as costas na pia. Fico feliz em ter lembrado de trancar a porta, se não, bye bye surpresa.

– Erza? É você aí? – Perguntou do outro lado, com a voz irritada. Engoli em seco, me preparando para respondê-lo.

– É..é..é.. sou eu! – Porra, gaguejei! Que diabos? Como sou incrivelmente sortuda, ele percebeu o nervosismo no meu tom de voz.

– Porque está tão nervosa? – Não consegui pensar em nada para poder responder, então permaneci calada. Porém, Jellal queria uma resposta, e senti que ele deu um murro na porta ao fazer outra pergunta. – Por acaso, você e aquele cara.. – Sua voz não escondia a mágoa e ele teve dificuldade em pronunciar o Rogue. Senti meus olhos lacrimejando, oh não! Não posso desistir ainda! Mas..quero tanto abraçá-lo agora. — .. fizeram alguma coisa?

– Não! Eu já disse que não, Jellal. Eu..nunca teria coragem de fazer isso com você!

– Como não teria coragem de fazer se um dia já fez?!

– Porque antes eu não te amava! Agora, eu te amo! Você é o amor da minha vida! – Rebati, desejando que as lágrimas que escorriam em meu rosto não borrassem a maquiagem. Jellal se calou, por um instante, pensei que ele tinha acreditado no pedaço da história que tinha dito a ele, entretanto, um múrmuro seu me fez querer abrir aquela porta, beijar sua boca e implorar por seu perdão.

– Eu não consigo acreditar em você Erza... e acho que nem quero.

O silêncio voltou outra vez. Esmurrei o azulejo da parede, almejando voltar no tempo desesperadamente. Olhei-me no espelho, arrependida de ter ido entregar o colar ao Rogue e ao mesmo tempo, com raiva por não executar o plano no qual passei horas planejando.

Se ao menos eu pudesse me explicar..

Olhei para o espelho mais uma vez, vendo a maquiagem borrada, a lingerie toda suada e o cabelo todo desarrumado. Fiquei encarando tudo isso por mais ou menos cinco minutos, até que..resolvi tomar uma decisão.

– Vou fazer isso, custe o que custar! – Mesmo que Jellal não me perdoe, por algo que não fiz, eu quero que ele saiba que penso nele e que essa surpresa foi de coração. Tirei toda a maquiagem borrada e refiz outra. Enxuguei com a toalha todo o suor espalhado pelo meu corpo, decidida a dar o melhor de mim para impressioná-lo.

Quando fiquei pronta, destranquei a porta e abri uma fresta, espiando o quarto. Jellal se encontrava na ponta da cama, pensativo, olhando para o teto. Era a minha deixa!

Devagar, na ponta do pé, abri a porta e me dirigi á caixa do som. Parei ao lado, observando ele na mesma posição. Quase desisti na hora, mas Jellal precisava daquela surpresa, ele precisava da Erza, sua esposa!

E, cliquei no play.

A música começou a tocar quase que imediatamente, assustei-me no início, mas logo me recuperei e tomei meu posto. Jellal deu um salto da cama e olhou atento para todo canto do quarto, estava no closet neste exato momento. Quando a música de fundo começou a tocar, saí do closet em passos lentos, olhar firme e sensual. Jellal olhou para mim de cima a baixo, enquanto dei a volta por ele, parando á sua frente. Comecei com passos leves, uma mexidinha no quadril e algumas encenações com as mãos. Não muito tempo depois, passei por ele, apalpando seu peito no caminho e não tirando meu olhar de maneira nenhuma de seu rosto. Subi na cama já tirando o roupão. Quando joguei a peça para o outro lado do quarto, meu marido arregalou os olhos e me olhou de cima a baixo, observando meus quadris se mexerem de acordo com a música. Deslizei minhas mãos em meus seios e os apertei, fazendo a melhor cara de pervertida que eu tinha, depois, desci as mãos, tocando toda a extensão da minha barriga e parando nas coxas, onde comecei a fazer uma coreografia. Descendo e subindo conforme minhas mãos deslizavam pela minha perna. No refrão, imitei a voz da mulher, sensualmente, inclinando meu tronco para ele.

– Promiscuous boy, you already know that i'm all yours. What you waiting for?

Menino Promiscuo, você já sabe que sou toda sua. O que está esperando?

Endireitei-me satisfeita depois de vê-lo boquiaberto com minha cena, que estava longe de acabar. Virei lentamente meu corpo, ficando de bunda para ele, porém ao invés de rebolar e descer até o chão, eu bati na minha própria bunda e comecei a mexer na calcinha da lingerie, fazendo um movimento de: tiro ou não tiro? Tiro ou não tiro? Para completar, comecei a lamber os próprios lábios, além de mordê-los também. Jellal ficou louco, seus olhos ardiam em fogo, de pura luxúria. Creio que ele desesperadamente queria se jogar em cima daquela cama, ficar por cima de mim e arrancar a calcinha com os dentes. Mas eu não iria deixar ele ficar com essa proeza, obviamente continuarei a torturá-lo, pelo menos mais um pouquinho.

A música entrava em mim e parecia controlar meu corpo sem que eu mesma desse conta. A dança erótica foi aparecendo aos poucos em meus movimentos, deixando o clima mais quente e mais sensual. Meus quadris se mexiam de acordo com minhas mãos, sem contar com meu olhar firme e provocante. Jellal deu uns passos para frente, maravilhado, como se eu fosse uma espécie rara que nunca tinha sido tocada antes.

Em um dos movimentos, chamei-o com uma das mãos e em poucos segundos ele estava na minha frente, de pé na cama. Um sorriso brotou nos meus lábios quando vi que ele estava gostando da minha performance. Com uma cara de pervertido, seu sorriso de safado mal cabia em seus lábios, enquanto seu olhar não desgrudava do meu corpo e do meu rosto, capturando cada detalhe, sem deixar faltar nenhum.

Toquei seu braço, continuando com os movimentos e comecei a provocá-lo um pouquinho mais. Rodeei seu corpo, deslizando minhas mãos em sua pele e ás vezes esfregando minha perna nas suas. Percebi que depois de um tempo, Jellal estava ofegante, tentando controlar a respiração acelerada. Quando passou o refrão novamente, me surpreendi ao ver que ele estava entrando no ritmo, bem como eu queria.

– Promiscuous girl, wherever you are I’m all alone. And it's you that I want.

Menina Promiscua, aonde quer que esteja eu estou sozinho. E é você quem eu desejo.

Sua voz saiu rouca e sexy, dessa vez, me deixando louca. Nossos corpos se entrelaçaram, enquanto ambas nossas mãos acariciava a pele um do outro e os olhares sedutores e provocativos.

– Promiscuous boy, you already know that i'm all yours. What you waiting for?

Menino Promiscuo, você já sabe que sou toda sua. O que está esperando?

– Promiscuous girl, you're teasing me you know what I want. And I got what you need.

Menina Promiscua, você está me provocando você sabe o que quero. E eu tenho o que você precisa. – Como se Jellal conhecesse a música, sussurrou no meu ouvido a outra parte da letra, fazendo minha nuca toda e inclusive todos os meus pelos se eriçarem. Mesmo com essa reação paralisante, esbocei um sorriso de canto e cantei em seus lábios a outra parte.

– Promiscuous boy, let's get to the point. Because we're on a roll, are you ready?

Menino Promiscuo, vamos ir direto ao assunto. Porque estamos enrolando, você está pronto?

Não preciso o que acontece depois disso né? Jellal empurrou-me na cama, ficando por cima de mim, com os olhos brilhando. Mas como eu disse que não deixaria ele realizar essa proeza, mesmo a dança sendo um pedido de desculpas improvisado e ele ter sido bastante provocado, afastei-o pelo peito e rolei por cima dele. Ficando por cima dessa vez. Sentei em seu quadril, deixando o alto volume de sua bermuda ficar á minha frente. Meu marido me olhou com um sorriso maroto, permaneci com meu sorriso provocativo, satisfeita por ter tomado coragem em fazer aquilo que nunca fiz. Aquela noite poderia ficar ainda mais quente se dependesse de mim!



Notas finais
As coisas vão ficar mais quentes no próximo capítulo! haushuahsa
Eaí? Gostaram do Strip-Tease da Erza? Nem sei como consegui escrever isso! hauhsah
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Não se preocupe com os reviews que não respondi até agora, eu vou respondê-los! =]
Beeijos!!