Açúcar?
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Notas iniciais
– Então, basicamente os resultados foram: Vinte e sete votos para August. – O menino sorriu para o auditório. A professora voltou a consultar os resultados. – E trinta e três para Ricky... – Leu ela. O garoto foi para a frente do palco e começou a se exibir para os colegas, enquanto August parecia indignado. – Ricky, você sabe que isso é uma farsa, certo? – Perguntou ela.
– O que você quer dizer, professora? – O menino tinha olhos que tinham consciência da verdade.
– Você conseguiu trinta e três votos, sendo que ao todo somos trinta. – A mulher cruzou os braços para o menino e levantou uma sobrancelha. – Sem contar que deveria ter no máximo vinte e oito, porque August e Ian voltariam no senhor Hummel. – O castanho conseguiu ter a visão clara de Ricky engolindo em seco. – Então você pode me explicar isso?
Ricky abriu a boca várias vezes, mas nenhuma das desculpas que passava em sua cabeça parecia que iria convencer a professora. Sem contar que ele foi o único que entrou com bolsa dentro da cabine de votação.
– Não foi eu! Eu juro! – A professora não se convencera. – Foi Albert o-ou Trent. – Dizia ele, apontando para os meninos, que não faziam ideia do que ele estava dizendo. – Ou até August! – O loiro encarava o Hummel com ódio nos olhos. – Ele fez isso para me incriminar. Não está na cara?!
– Se você quiser, eu faço uma votação aberta, sem urnas. Assim saberemos a verdade. – O menino cruzou os braços e colocou seu sorriso mais provocador no rosto. – E se você continuar insistindo nessa história, a única coisa que vai estar na cara, vai ser a marca da minha mão na sua.
Ricky encarou August por alguns longos segundos e depois de algum tempo, saiu batendo os pés e bufando de raiva. O castanho sorriu. A professora colocou uma das mãos nas costas do menino e o levou até a frente do palco, onde todos o aplaudiam.
– Apresento a vocês, o primeiro e mais novo presidente de classe da quinta série, August Hummel. – Todos o aplaudiram ainda mais e gritaram seu nome. Quando a professora pediu silêncio, August olhou para ela. – Há algo que você queira dizer aos seus eleitores?
August pensou por um momento e se aproximou do microfone.
– Preparem suas varinhas, pois é a Temporada das Bruxas!
A declaração do menino fez a multidão ficar ainda mais alvoroçada. Ele finalmente estava tendo a chance de provar do que ele era capaz de fazer e não haveria nada capaz de para-lo agora.
[...]
– Gus, você não ideia de quanto orgulhoso eu estou de você, meu filho.
Depois da aula, August convidou alguns colegas de classe para fazer uma festa do pijama em comemoração. Apesar de ser em cima da hora, Kurt ficou tão feliz com a novidade, que acabou permitindo. Ele iria jantar com Blaine de qualquer forma.
Kurt, August e Ian agora preparavam a sala da casa. O espaço já estava basicamente livre para receber os sacos de dormir. Filmes de terror sobre bruxas já estavam prontos e nesse momento os três arrumavam alguns salgadinhos que Kurt compara em vasilhas.
– Kurt, você deveria ter visto. Parecia uma pessoa completamente diferente. – Dizia Ian. – Por um momento, achei que Gus havia conhecido seu eu do futuro para parecer tão maduro. A forma como ele conseguiu lidar e responder as provocações de Ricky! – Kurt trocava olhares entre os meninos e a vasilha com Cheetos. – Consegui ouvir o pessoal a minha volta ficando fervoroso por Gus.
– Isso você não me disse. – August tomou a atenção do menino. – O que eles disseram?
– Alguns diziam que você realmente havia os impressionado. E que com você na liderança, é bem capaz de haver a festa do final do ano letivo, já que você se mostrou tão empenhado para conseguir o título e empolgado com a ideia da festa. – August não conseguia esconder o grande sorriso e as bochechas coradas. Pela primeira vez era bom conseguir atenção porque havia feito algo bom para a sala. – Ah, e algumas meninas ficaram surpresas quando você começou a mencionar a música de Wicked.
Kurt agora tirou os olhos dos biscoitos e se virou para o filho.
– Como assim “começou a mencionar a música de Wicked”? – Questionou Kurt, se aproximando do filho.
– Como eu havia decido mudar completamente meu discurso, precisei pensar em coisas que me faziam bem, como na música que você canta no Natal sobre nossas coisas favoritas. – Kurt entendera do que o menino estava falando. – Então, no mesmo instante eu lembrei da música que você e papai costumavam cantar aos Domingos. A letra fazia sentido com o que eu estava sentindo e com o que eu queria passar. Sem contar que um pouco de cultura sempre convence os eleitores, não é à toa que comecei a ler Harry Potter.
Kurt sorriu para o menino e em seguida o abraçou de surpresa.
– Ah, Gus. Eu sempre quis que você percebesse isso. – Kurt separou o abraço para olhar nos olhos do filho. – Você tem uma mente tão brilhante e é tão avançado para sua idade. Eu queria que você percebesse isso e começasse a usar sua mente para alguma coisa boa. Fazer a diferença. – Kurt removeu uma mecha da frente dos olhos do menino. – E pensar que eu era exatamente assim na sua idade. Sabia exatamente o que queria dizer e já sabia onde queria chegar, mas chegou um momento que eu queria ser mais do que apenas respostas rápidas e insultos. – Kurt deu os ombros e recebeu um sorriso do filho. – Você vai acabar percebendo que se soltar piadinhas só de vez em quando, as pessoas vão acabar rindo mais. – O Hummel deu uma piscada para o menino, arrancando gargalhadas dos dois.
Os três logo voltaram para os preparativos. Em menos de meia hora, todas as comidas e bebidas já estavam organizadas.
– Terminamos. – Disse August olhando para os potes com cinco tipos de salgadinhos diferentes. Se ele fosse organizar uma festa grande, ele deveria mostrar como ele lida com uma festa do pijama organizada em tempo recorde, assim as pessoas terão boas expectativas quando ele tivesse três semanas para organizar outra.
– Ok, eu irei lá em cima tomar um banho e trocar de roupa. Vocês ficam aqui embaixo, coloquem os pijamas e esperem os seus amigos. – Disse Kurt analisando se tudo estava no lugar e de fato terminado.
– Vai sair, pai? – Perguntou August, surpreso. Ele analisou o pai dos pés à cabeça.
– Não queria comer salgadinhos e estou muito velho para esse tipo de festa, então o Blaine me chamou para jantar na casa dele. – Disse ele indicando a casa do vizinho as suas costas com o polegar. A cozinha ficou em silencio por um momento, enquanto as duas crianças se olharam rapidamente. – O que? Não tem p-problema, certo? Ou vocês precisam que um adulto fique com vocês? – Kurt estava morrendo de medo que os meninos compreendessem o que estava rolando entre ele e Blaine, então só disse algo que talvez abalasse a confiança do menino.
– Não... É melhor o senhor subir, se não acaba ficando muito tarde ou também se atrasando. – Disse o menino, que viu o pai subindo as escadas, enquanto tinha os braços cruzados e os olhos cerrados nas costas do pai.
Os dois meninos foram para a sala e começaram a se despedir de costas um para o outro.
– O que você tem com os nossos pais, hein? Você parece que não gosta deles juntos ou tem ciúmes do seu pai. – Ian ia removendo sua calça jeans enquanto falava sobre o ombro.
– Não, eu gosto da amizade deles. É bom para papai, mas acho que eles estão escondendo alguma coisa. Sei quando meu pai está me fazendo de bobo. – August removeu sua camiseta e tirou as meias.
– Como por exemplo? – Ian pegara seu onesie.
– Esse é o problema. É quando você se sente mal, mas não sabe explicar a dor ao médico. É como se tudo estivesse claro para mim, mas mesmo assim não consigo identificar o que está acontecendo. – August fechara o zíper de seu próprio onesie.
– Entendo. – Os dois se viraram e ficaram frente a frente.
Ian vestia um onesie de um dragão vermelho, com asas, chifres e rabo. Já August, vestia um dinossauro verde escuro. Eles se encararam de cima a baixo.
– Por que não compramos os dos super-heróis? – Questionou August, tendo uma leve impressão de que os dois estavam ridículos.
– Porque esses eram mais legais. – Disse o menino analisando sua roupa. – Agora para de enrolação e vamos logo ligar esse vídeo game.
Pela próxima uma hora, os meninos ficaram jogando vídeo game e recebendo alguns amigos que iam chegando. Depois de um pouco mais de uma hora que Kurt havia subido, Blaine apareceu na casa, entrando sem bater.
– Ei, meninos. – Disse ele entrando na sala e encontrando por volta de dez crianças, incluindo seu filho e August. – E meninas... – Disse ele vendo as quatro meninas assistindo o jogo. – Gus, cadê o seu pai? – Perguntou o moreno ao garoto sentado no sofá e de costas para ele.
August indicou com o braço o andar de cima. Logo, o moreno começou a escutar passos vindo do andar de cima em direção a escada. Ele se virou para a escada e começou a ver Kurt, vestindo um all star azul, uma calça jeans desgastada, porém ainda muito apertada e uma camiseta preta e branca três quartos. O castanho tinha um sorriso bobo no rosto.
– Oi. – Cumprimentou Kurt.
– Oi. Vim avisar que o jantar está pronto. – Blaine se aproximou de Kurt, que estava no primeiro degrau da escada e encostado no corrimão. – Temos uma salada de entrada, macarrão de prato principal e fondue como sobremesa. – O Anderson praticamente sussurrou para o castanho. – Mas sinto lhe informar, só tenho um prato e um garfo para cada refeição, então acho que teremos que comer no mesmo prato... – O moreno passou suavemente a mão sobre a de Kurt.
– Por que eu tenho a impressão que o macarrão é de espaguete? – O castanho levantou a sobrancelha, descendo da escada e passando por Blaine. – Gus, estamos indo. O sorvete está no freezer, as caldas no armário e os potes em cima do balcão. Se precisar de qualquer coisa, sabe onde me encontrar. Voltarei quando o jantar terminar. Se divirtam e boa noite, crianças. – Kurt saiu do campo de visão das crianças.
Blaine acenou para todas as crianças e mandou um beijo para o filho, que correspondeu com um aceno. Assim que a porta se fechou, August se colocou em pé.
– Tudo bem. Temos marshmallows que podemos assar na lareira, podemos colocar o filme de terror agora ou... – O menino pegou o travesseiro mais próximo a ele. – Começar a primeira guerra de travesseiros. – Todas as crianças pegaram os seus e começaram a brigar entre si.
[...]
– A única coisa que eu sei, é que eu entrei em choque na hora. Ele me fitava com aqueles olhos cerrados como se soubesse de alguma coisa. – Kurt se referia sobre o que acontecera antes dele ir tomar banho. – Ele realmente aprende algumas coisas comigo.
O Hummel estava sentando sozinho em uma mesa de vidro na sala do moreno. A mesa era bem pequena e cotinha apenas duas taças e um prato raso branco. Blaine havia espalhado potes de vidro com água e velas flutuantes por todo o lugar, dando uma iluminação maravilhosa, que combinava com o som do piano vindo do rádio e com o cheiro das pétalas de rosas, dando um clima confortável e agradável para o cômodo.
Kurt não conseguia parar de observar cada detalhe da sala, achando algo novo em cada canto. Inclusive, algumas fotos dele com Blaine em Orlando na prateleira da lareira. Blaine era romântico na medida correta. A medida capaz de fazer o peito de Kurt dobrar de tamanho, pois parecia que seu coração crescia com a alegria que estava sentido.
– Só vamos esperar que eles não precisem de nós, porque se eles encontrarem tudo isso, vai ser difícil de explicar... – Kurt se virou para o lugar de onde vinha a voz de Blaine.
O moreno segurava uma garrafa de vinho entre o indicador e o dedo do meio da mão esquerda e um enorme prato de salada. Ele se aproximou da mesa, colocando primeiro o prato no centro, logo em cima do outro. O Anderson com facilidade tirou a rolha da boca da garrafa e serviu Kurt e a si mesmo. Ele depositou a garrafa em um canto e foi se sentar na cadeira livre.
– Você não estava brincando quando disse que a escassez de talheres e pratos havia chego aqui. – O castanho pegou a taça, sem tirar os olhos dos de Blaine. O moreno deu os ombros, com um sorriso com o canto da boca.
– Um brinde a nós. – Blaine levantou sua taça. – Um brinde a você, por ser o melhor namorado que alguém com essa idade poderia querer. – Kurt gargalhou para teto, quando deixou sua cabeça cair para trás. – Porque nessa altura do campeonato, não posso imaginar que tenha muitas chances com pessoas como você.
– Como eu? – Kurt ergueu uma sobrancelha.
– Lindo, inteligente, forte, atraente, carinhoso, talentoso, admirável, encantador, amoroso, sensível, compreensivo, se você não me parar eu vou ficar por muitos dias... – Blaine viu as bochechas de Kurt começarem a ficarem vermelhas e seus olhos ficarem constantemente focados em seu colo. – De qualquer maneira, à uma pessoa tão maravilhosa como você. – Blaine inclinou sua taça para frente e Kurt fez com os vidros se colidissem.
Os dois beberam o líquido sem desviarem o olhar. Blaine pegou o garfo e começou a servir Kurt, com alface e cenouras. O castanho aceitou e saboreou a salada. Enquanto Blaine pegava para si mesmo, Kurt pensou em algo para desenvolver uma conversa.
– Não imaginei que havíamos tirado tantas fotos... – Ele olhava para a prateleira, quando voltara para Blaine, o moreno erguia novamente o garfo em direção a boca dele.
– Pois é. Gostei de todas elas e resolvi dar uma decoração diferente. A que eu mais gosto é a que estamos na roda gigante. – Blaine pegou mais salada para si, enquanto não tirava os olhos das fotos. O moreno pegou alguns tomates e os guiou até a boca de Kurt.
– Gosto da que estamos sentados naquele restaurante. – O castanho apontou para um porta-retrato na ponta da prateleira. Blaine concordou com ele. O moreno serviu Kurt mais uma vez. – Poderíamos tirar outra hoje. O cenário está bonito demais para ser desperdiçado.
– Tudo bem. – Respondeu o Anderson, se servindo com uma nova garfada. Os dois continuaram se encarando, enquanto Kurt bebia mais vinho. Quando o único som possível de ser escutado era o piano, surgiu uma curiosidade no moreno. – Será que um dia faremos uma nova viagem? – O moreno passou o garfo para Kurt e bebeu mais vinho.
– Não sei... Acho que poderíamos ir nas férias de Natal dos meninos, talvez. – Kurt se serviu mais uma vez, antes de guiar o garfo até os lábios avermelhados de Blaine. – Para onde iriamos dessa vez? – Ele remexia o prato, atrás de mais frango.
– Nova Iorque, talvez. – Blaine levantou a sobrancelha. Ele mordia o lábio inferior para o castanho e tinha os olhos cheios de dúvidas. – Pois sempre quis passar alguns dias lá e talvez você pudesse fazer alguns testes, não sei... – Blaine tomou mais vinho e sentiu o líquido percorrer por sua garganta.
Kurt pensou por um momento, antes de colocar mais salada em sua própria boca. Voltar para Nova Iorque e tentar alguns testes não seria tão mal, já que ele precisava de um emprego, por mais questões intimas do que financeiras. Seria muito bom voltar aos palcos.
– E-eu não sei. Não sei se estou pronto ainda. – Blaine fechou os olhos com força e logo voltou a olhar para o parceiro, com o mais brilhante sorriso. – Mas talvez eu pudesse fazer um ou outro teste, só para saber se ainda recebo boas críticas. – Kurt sorriu com o canto da boca, antes de servir Blaine mais uma vez. – É definitivamente uma coisa a se pensar.
O resto da salada se foi apenas em silencio, mas ainda com o toque das mãos dos dois. Kurt gostava de sentir a mão do moreno. Ele tinha a ponta dos dedos grossas, como de alguém que tocava violão, mas ainda assim era protetora e gentil. Ele acariciava a costas da mão de Kurt com o polegar, como se estivesse cuidando de uma gota de orvalho. Blaine se apegava demais aos detalhes e limites de Kurt.
Quando os dois terminaram a salada, Kurt depositou o garfo sobre o prato e encarou o Anderson, que mandou uma gargalhada sincera. Ele se levantou, colocou mais vinho na taça de Kurt, recolheu o prato.
– Voltarei em instantes. Por favor, não vá embora, não tenho dinheiro para pagar a conta. – Kurt concordara como um cachorrinho e sorrira para Blaine abertamente. Blaine se aproximou dele e capturou seus lábios da forma mais gentil que ele encontrou. – Você é demais. Nunca se esqueça disso.
Blaine se dirigiu até a cozinha, deixando um vergonhoso Kurt Hummel para trás.
[...]
Depois da guerra de travesseiros, os meninos decidiram assistir um filme de terror. Todos estavam espalhados pela sala. Ian estava junto a outros três meninos e duas meninas deitados no chão. August estava sentado no sofá ao lado de Elise Hill, que estava tremendo de medo do filme.
Toda vez que uma das bruxas era morta ou perseguia alguém, a garota escondia o rosto no ombro de August, pedindo por ajuda. Tudo estava, até certo ponto, bem, até que ela resolveu segurar na mão do menino. August congelou no sofá, pois não sabia exatamente o que ele deveria fazer.
– P-por que você tinha que escolher logo esse filme? – Perguntou ela, enquanto escondia o rosto atrás do braço do garoto, assistindo o filme apenas com um olho. Seus dedos entrelaçados com os de August, apertavam a mão do menino com toda força que ainda lhe restava.
– E-eu não sei, não. Achei q-que seria uma boa ideia. Vo-você não está gostando? – Perguntou ele, tentando parecer o mais calmo possível.
– Não. Bruxas são horríveis. Provavelmente iriei me fantasiar de Hermione, porque é uma das únicas bruxas que eu não tenho medo. – August concordara com a cabeça. Os dois sussurravam para não atrapalhar a atenção dos amigos. – Mas você também está com medo. – Ela se endireitou no sofá. – Olhe, seu coração está quase saltando do peito. – Ela colocou a mão no peito de August e sentiu as batidas fortes de nervosismo do menino. – Você está legal?
– S-sim. E-eu tenho uma batida d-desregular e as v-vezes isso acontece, mas logo volta ao n-normal. – O menino deu um sorriso rápido. – Você quer q-que e-eu te abrace? – August queria urgentemente colocar a mão sobre sua boca, pois um pensamento acabou se tornando uma fala não planejada.
A menina concordou e colocou o braço dele envolta de seu pescoço. O coração de August agora estava batendo realmente alto. Ele tentava respirar para boca, como forma de deixar a respiração regular, mas não estava adiantando.
– Nossa, seu coração é realmente desregular. Vai ficar tudo bem? – O menino concordou freneticamente, sem olhar para a garota. – Ótimo. E obrigado pelo abraço. – A loirinha se aproximou da bochecha de August e deu um beijo. Um beijo que por pouco não foi nos lábios.
A garota se aconchegou mais no ombro do garoto, enquanto ele suava frio e estava totalmente tenso. August nem mais sabia o que estava acontecendo no filme, o que ele sabia era que Elise Hill, a menina mais bonita da sala, havia o beijado na bochecha.
O garoto tirou os olhos do nada e olhou para Ian, que tinha os olhos cerrados para ele. Quando August franziu a testa em confusão para o menino, o garoto descobriu a boca, que tinha um enorme sorriso provocativo para August. Ian logo em seguida ergueu suas sobrancelhas rapidamente duas vezes. Com aquilo, August sabia que haveria longas e altas cantorias sobre ele estar namorando Elise Hill.
O menino havia relaxado um pouco mais e começou a aproveitar a companhia de Elise, porque talvez depois do filme, a menina voltasse a ignora-lo. Mesmo ele sabendo que lá no fundo, ela gostava dele.
[...]
O casal já havia comido e agora saboreava o fondue que Blaine havia preparado. Várias frutas e chocolate a disposição.
– Eu só espero do fundo do meu coração chegar em casa e encontrar minha casa em um bom estado. – Disse Kurt, colocando um morango mergulhado no chocolate na boca.
– O que quer dizer? – Perguntara Blaine.
– São dez crianças juntas. Com certeza haverá guerra de travesseiros, sujeira e bagunça, ou seja, nada muito propenso para dar certo. – Disse o castanho olhando para seu garfo.
– Não, o que eu quis dizer foi: O que quer dizer com “chegar em casa”? Quem disse que eu vou deixar você ir embora? – Kurt sentiu um arrepio vindo do final da espinha e subindo até a nuca.
– E-eu achei q-que...
– Achou que iria embora e me deixaria aqui sozinho? – Perguntou Blaine, se levantando e indo até o canto da sala. – Que eu iria dormir sozinho na minha cama hoje. Me deixaria pensando o quão maravilhosa essa noite foi ao invés de passar a noite conversando comigo sobre ela? Quão inocente, Kurt.
– E as crianças? – Uma música lenta invadiu a sala e logo Blaine voltou e estendeu uma mão para Kurt. O castanho demorou, mas aceitou.
Blaine guiou Kurt até a o meio da sala e os dois começaram a dançar. Kurt tinha a cabeça no ombro do moreno, mesmo com a pequena diferença de altura. O castanho envolveu seus braços no pescoço de Blaine e o moreno colocou os braços de forma protetora na cintura de Kurt.
O Anderson se afastou para olhar nos olhos de Kurt, que percebeu e olhou para o moreno. Blaine encarou a beleza de Kurt pelas luzes fracas das velas, que já estavam quase apagando. O castanho era tão delicado e tão apaixonante, que não havia como ficar perto dele sem roubar-lhe um beijo.
O moreno alcançou os lábios do parceiro, saboreando cuidadosamente o sabor de Kurt. O castanho tinha lábios macios e irresistíveis. Era a o mesmo que morder uma fruta macia e receber um sabor doce em troca.
Blaine adorava quando ele sugava o lábio superior de Kurt e trocava o lado que posicionava a cabeça, pois assim sentia Kurt se derreter em seus braços. A respiração do castanho o fazia tão frágil. O castanho se sentia no topo do mundo toda vez que Blaine o puxava para mais perto, pois Blaine tinha uma pegada forte e fazia com que Kurt se sentisse o homem mais maravilhoso e valioso do mundo.
Quando as línguas se tocavam, Kurt sentia o mesmo arrepio na nuca, que descia até o final da espinha e ia para os braços. Gostava de quão macio Blaine podia ser, desde quando trabalhava com os lábios até os cabelos, que Kurt gostava de segurar e acariciar.
Ter o outro tão perto e só para si era uma coisa tão indescritível e irresistível, que quando começavam, era difícil de separar. Como passavam o dia todo longe, quando o calor do corpo, o cheiro da pele, o toque dos lábios, as mãos, que sempre sabiam a melhor forma de se encontrar no corpo do outro e explora-lo, estavam disponíveis, cada gota e sensação era tão preciosa, como um último suspiro de vida. A necessidade que os dois tinham do amor do outro chegava a ser sufocante.
Blaine se separou de Kurt e colocou as testas dos dois juntas. Os continuavam dançando tranquilamente.
– Você me faz me sentir tão vivo. Seu beijo tem o poder de me revigorar de uma maneira que eu jamais achei que seria possível. Eu sempre fui aquele romântico que sempre sonhou em ter um namorado que me amasse e com qual eu pudesse fazer uma relação crescer e montar uma família. Infelizmente isso não aconteceu. Mas quando eu estou com você, é como uma fagulha que acende uma enorme fogueira, pois basta um pouco de você, para me encher. – Kurt se concentrava nos olhos sinceros do namorado. – Quando me separei, a primeira coisa que eu me perguntei, foi o que um velho e incorrigível apaixonado iria fazer, pois apesar de toda a fé que eu tenho no amor, eu precisa ser realista e ver que talvez eu não fosse encontrar quem me amasse de volta. Então, o destino foi meu melhor amigo e colocou você no meu caminho. Eu sou o cara mais sortudo do mundo por você está aqui. Do meu lado. Se um dia um sorriso surgir no meu rosto, é porque tenho você. Eu sou feliz porque eu tenho a honra de te amar e ser correspondido. Kurt, eu sou capaz de tudo por você. Posso dizer que minha vida é perfeita enquanto tenho você e nossos meninos. Pois é assim, que eu quero encerrar meus dias. Com você e só você.
Kurt se aproximou e capturou os lábios do moreno. O castanho passou seu polegar pela a bochecha dele com delicadeza, sentindo um homem voltar a ter dezesseis anos. Quando Kurt se separou do namorado, limpou a garganta e olhou nos olhos.
– Você sabe de toda minha vida e de tudo o que eu já passei nela. Eu sempre tive muito medo de amar. – Kurt já tinha a voz falhada. – Não porque eu não acreditava no amor, mas porque eu não acreditava que quando um outro relacionamento acabava, o amor terminava também. A ideia do amor supostamente acabar de repente, não me fazia sentido. Eu via pessoas sofrendo por amor e eu não queria aquilo, pois eu já me sentia mal o suficiente em gostar de pessoas em segredo, ama-las e não ser correspondido me assustava de uma tal maneira que precisei ter certeza de que alguém me amava de verdade. Que alguém amava a pessoa que recebia todas aquelas ofensas, eu precisava saber se alguém realmente via um coração atrás de toda aquela chacota. E um dia, alguém viu e aquilo me mudou completamente, porque não importava o que dissessem sobre mim, para ele, o que importava era quem eu era, não o que diziam. – Kurt tomou um pouco de ar antes de continuar. – Mesmo com toda a dor que tive nesses últimos anos, com todas as grossas paredes que construí a minha volta, você as quebrou, porque por algum motivo você enxergava algo em mim. Você enxergou um coração e sentimentos atrás de toda dor, medo e sofrimento. Você não me deixou esquecer o que a palavra amar significa. Hoje, é você quem dá sentido a ela. Porque acima de qualquer coisa sobre mim, eu valho a pena aos seus olhos e não há nada que me faça mais feliz que isso. – Kurt fechou os braços no pescoço de Blaine e o trouxe mais para perto.
Eles ficaram se abraçando por alguns longos minutos, quando Blaine começou a cantar.
– It start in my toes, make me crinkle my nose, wherever it goes, I always know. That you make me smile, please, stay for a while now. Just take your time, wherever you go. What am I gonna say, when you make me feel this way. I just...
– Po-podemos ir para o seu... quarto? – Kurt encarava Blaine um pouco envergonhado e um pouco esperançoso.
– Claro. – Disse Blaine, dando um sorriso curto. Ele não estava esperando que Kurt desse o primeiro passo. Blaine apagou as velas, desligou o som, pegou a mão de Kurt e o guiou para o andar de cima. Os dois atravessaram todo o corredor, quando chegaram na porta do quarto, Blaine deixou que Kurt abrisse, para saber se o castanho tinha certeza. – Eu sinto muito por não ter preparado nada. – Disse o moreno quando os dois entraram no quarto.
Quando acendeu a luz do quarto, Kurt pode ver a enorme cama branca de casal do moreno.
– Não tem problema, as vezes a beleza está na simplicidade. – Kurt se aproximou cuidadosamente de Blaine e o alcançou nos lábios.
Os dois se beijaram com carinho e ternura. Blaine passava as mãos pelas laterais de Kurt e em seus braços. A pele de porcelana tão lisa, tão tentadora e involuntariamente provocante. Cada cantinho de Kurt, era uma nova satisfação para Blaine. A cintura fina, o quadril ossudo, os braços finos, porém ainda fortes, as mãos delicadas e reconfortantes.
Enquanto Blaine se manteve nos quadris de Kurt, o castanho levantou os dois braços para o botão da camisa de Blaine. Conforme o Hummel desceu o rosto para olhar o que estava fazendo, Blaine se mudou para o pescoço perfumado do namorado. O cheiro de Kurt era um do daqueles cheiros que identificamos como lar. Assim como a canela, o café, o perfume da mãe, o leite morno ou o cheiro da grama. Blaine explorou aquela região pela primeira vez e era uma sensação incrível. Era tão bom, que se tornava quase impossível não mordiscar.
Quando Kurt abriu o último botão e abriu a camisa, revelando todo o torso de Blaine. O torso com pelagem e masculino. Kurt tocou inicialmente o peito, que era musculoso e tinha uma leve camada de pelos escuros como os cabelos da cabeça. Kurt não conseguiu aguentar o que sentia no pescoço e nas mãos, e soltou um leve gemido de prazer. A mão de Kurt foi descendo até a barriga. Blaine tinha um tanquinho, não tão trincado como devia ter sido antes, mas ainda mantinha sinais de um lá. O moreno mal aguentava a sensação dos dedos finos bagunçando os pelinhos da sua barriga.
Kurt subiu as duas mãos e as parou nos ombros. Quando chegou na região, lentamente Blaine se separou e deixou as mãos caírem ao lado de seu corpo. Kurt despiu Blaine com cuidado, enquanto sentia os músculos dos braços de Blaine. Esses sim eram definidos e se mantinham intactos. O moreno era forte e sua pele bronzeada fazia tudo parecer ainda mais tentador. Kurt deixou a camisa cair no chão por si só e pegou as mãos de Blaine. Com elas, o guiou até a barra de uma própria camiseta e levantou os braços, sem tirar os olhos dos olhos castanho do namorado.
Blaine um pouco inseguro, puxou-a para cima. Lentamente, ele viu a pele de Kurt. Os belos ossos saltados do quadril, a barriga lisa, o peito um pouco definido, que completava tudo. Kurt diferente de Blaine, não havia nenhum pelo no torso. Os braços finos, pareciam mais lindos quando vistos juntos com o resto do corpo. Blaine ficou admirando o namorado, enquanto dirigia suas mãos para o rosto de Blaine.
O castanho mais uma vez selava um beijo com Blaine. Sempre com o mesmo nível de desejo e sutileza. Nunca muito longe demais, apenas na medida certa, como quem não tivesse pressa, nem querendo que acabasse logo. Blaine agora segura as costas desnudas de Kurt, que fez questão de descer as mãos e chegar ao peitoral do Anderson. Kurt abaixou a cabeça para respirar, mas Blaine se mudou para trás do castanho e o beijou na nuca, fazendo-o gemer novamente sem ar.
Enquanto Blaine passava as mãos na cintura de Kurt, o castanho desabotoava sua própria calça. Quando Kurt se abaixou um pouco para tirar a calça, sentiu o pênis de Blaine contra sua bunda. O castanho se afastou de Blaine, eles trocaram de lugar, para que Kurt pudesse sentar o advogado na cama e pudesse tirar a calça enquanto Blaine lhe encarava. Blaine, que tinha os dois cotovelos sobre a cama, observou o namorado. O castanho chutou o all star. Blaine fez o mesmo com os seus sapatos.
Kurt começou a tirar as calças, que eram realmente muito apertadas. Blaine sempre quis saber como ele fazia aquilo e agora estava vendo. Kurt deslizava a peça com cuidado pela perna, sem tirar os olhos do namorado. O moreno não sabia correspondia aos olhos de Kurt ou às pernas. Logo, Kurt estava seminu, vestindo apenas uma cueca boxer azul preta. O castanho havia perdido todo o receio. Blaine achava que isso era porque o castanho estava se sentido o suficiente confortável para tirar a roupa com tanta provocação.
O moreno comtemplou o castanho por alguns instantes, até que Kurt começou a se aproximar da cama como algum felino selvagem. O castanho novamente beijara Blaine, que foi obrigado a ir mais para trás até tocar com as costas na cabeceira da cama. Kurt sentou no colo do moreno, que segurou as coxas do castanho com vontade. Kurt tinha coxas enormes e definidas, e sem vestígios de pelos, como o resto do corpo. Enquanto Blaine tomava coragem para passar as mãos das coxas para a bunda, Kurt forçava seus quadris para baixo.
– Você é tão lindo e tão sexy. – Blaine murmurava em meio aos beijos. Kurt não respondeu.
Blaine sentia Kurt o provocando, então quis fazer ao mesmo quando pegou no pênis ereto do namorado. O contato não era direto por conta da cueca, mas Kurt ainda gemera alto com o toque. Kurt quis revidar a provocação e colocou sua boca no pescoço do moreno. Blaine também gemera alto com a sensação da língua de Kurt em sua mandíbula. Para contra-atacar, o moreno abriu as mãos e segurou as duas nádegas de Kurt, apertando-as o suficiente para manter aquilo sexy e não machucar o parceiro. Como Kurt havia imaginado, da mesma forma que Blaine tinha pegada, o moreno conseguia deixa-lo louco quando segurava sua bunda. Blaine adorava o fato de Kurt ter uma bunda tão grande e macia.
Enquanto os dois praticamente brigavam para ver quem cederia mais rápido, Kurt deu um forte chupão no pescoço do moreno. Blaine não aguentou, ainda mais estando de calça e cueca. O moreno colocou uma das mãos nas costas de Kurt e a outra na cama e deitou o castanho, ficando em cima dele. Kurt cruzou as pernas nas costas de Blaine, enquanto o moreno o beijava e o mordia nos lábios. O Anderson ficou de joelho na cama e de uma forma desajeitada, ficou em pé e tirou a calça, revelando a cueca azul.
Antes que Blaine pudesse retornar, Kurt ficou em pé da mesma forma. Os dois ficaram se encarando, ofegantes. O ar do quarto estava quente e denso. Parecia que o oxigênio estava se esgotando na sala. Kurt observara a marca que deixara no pescoço de Blaine. O moreno tinha os olhos nos lábios grossos e vermelhos de Kurt, que por enquanto ainda reagiam bem as mordidas.
Kurt empurrou Blaine de volta na cama, fazendo-o se sentar e foi para a ponta da cama. De lá, o homem foi se virando sem tirar os olhos de Blaine. Quando estava totalmente de costas para o moreno, Kurt balançou os quadris sedutoramente e colocou os dois polegares no elástico da cueca. Com cuidado e o mais lento possível, Kurt foi revelando seu traseiro. Blaine precisou prender a respiração. Era muito mais lindo do que ele jamais imaginou. Era tão redondo e praticamente pedia para receber o atrito da mão de Blaine. Quando se virou, revelou um pênis de aproximadamente vinte centímetros, rosado, como algumas partes do corpo do castanho e com alguma quantidade de pelagem na parte superior.
Kurt não teve tempo para se envergonhar, pois Blaine já tirara a cueca dele sem fazer muita cerimonia. Um órgão de quase vinte e quatro centímetros, um pouco mais espesso que o de Kurt e um pouco mais claro que sua pele bronzeada. Na mesma forma que o resto do corpo, o órgão tinha uma pelagem, mas controlada. Blaine ficou de pé e avançou em Kurt. O moreno tirou o castanho do colchão e o segurou em seus braços. Kurt voltara a enrolar as pernas na cintura de Blaine. O moreno levou Kurt até a cabeceira da cama, onde fez o castanho se sentar lá e o pressionou contra a parede.
Os dois se beijavam ainda tentando manter a suavidade, mas com a situação tão avançada, era um pouco difícil. Toda vez que Kurt precisava de ar, Blaine se voltava para o peito ou mamilo de Kurt. O castanho não conseguia fazer muita coisa além de arranhar as costas de Blaine e puxar os cabelos do topo da cabeça do moreno.
Blaine se empolgou com a situação e se mudou para o outro mamilo de Kurt. O Anderson circulava a língua de uma forma sensual e mordiscava a ponta no final. O moreno se mudou para o meio do peito de Kurt e foi descendo. O castanho sabia exatamente o que ele estava planejando fazer. Blaine foi mais fundo até chegar ao pênis do namorado. O homem o capturou e o apertou com cuidado, para arrancar mais gemidos de Kurt, que ainda puxava os cabelos do namorado.
O moreno segurou a base e introduziu o órgão na boca e foi com os lábios até a base, fazendo a ponta do pênis tocar em sua garganta. Em seguida o pênis estava fora e Blaine trabalhou nele normalmente. O moreno tinha o movimento regular para cima e baixo, quando não, virava a cabeça e de certa forma usava a língua para enrolar o órgão.
– Oh, Blaine. Não pare. – Pedia Kurt se ar. Suas bochechas estavam coradas com o ar abafado. Fazia tanto tempo que ele não sentia aquele tipo de prazer, que parecia que ele nunca havia feito. Blaine colocou tudo na boca novamente. – Blaine, por favor...
O moreno continuou com o que estava fazendo. Toda vez que ele se mudava para o escroto, Kurt soltava uma pequena risada, como se sentisse cocegas ou um prazer diferente. Blaine ia continuar no pênis de Kurt, mas o castanho puxou a cabeça dele com voracidade.
– O que foi? – Perguntou ele preocupado. Por um momento ele achou que lamber a cabeça do pênis havia sido uma má ideia.
– Eu não posso terminar agora. – Kurt tremia para se segurar. Ele quase havia chegado ao seu ápice. Blaine sorriu e deu um selinho, que logo virou um beijo cheio de desejo. – É sua vez agora. Onde estão as coisas? – Perguntou ele, depois de se sentar na cama novamente.
– Vou buscar. – Blaine deu um último selinho em Kurt e saiu para o guarda roupa. Como um tipo de fundo falso, o moreno removeu uma tampa, onde havia alguns frascos de lubrificante e camisinhas. Blaine pegou rapidamente, fechou o fundo e voltou para a cama. Ele jogou as coisas em cima da cama e beijou Kurt novamente. – Então...
– Vamos fazer seguinte: é melhor haver uma preparação antes, porque você sabe... Não ando com a vida sexual ativa. – Blaine concordou com a cabeça e voltou a beijar o namorado para esquentar as coisas.
Blaine deitou Kurt novamente na cama, com as costas sobre os travesseiros brancos e com os lábios unidos. O moreno foi descendo os beijos até a barriga de Kurt. O moreno abriu o frasco com o líquido transparente e passou no pênis de Kurt, em seguida no ânus. Ele espalhou o líquido nas áreas e depois passou mais em seus dedos.
– Se prepare. Vou começar. – Quando disse isso, o moreno introduziu o primeiro dedo e instigou o pênis de Kurt ao mesmo tempo. O prazer não conseguiu substituir a intensa dor. Kurt precisou morder o lábio inferior e apertar os lençóis com as mãos. – Calma, vai melhorar. Só relaxe.
Blaine trabalhou na área por um bom tempo, até sentir que Kurt poderia receber um novo dedo. Quando fez, Kurt soltou um gemido um pouco alto. Blaine agora se esforçava mais no pênis do namorado do em outra coisa. Por três minutos, Blaine fez pequenos movimentos, até Kurt estar pronto para o terceiro dedo. Ao inserir o terceiro, Kurt arqueou as costas na cama e bateu o punho na cama. Enquanto Kurt se acostumava com a sensação, Blaine continua a estimular Kurt.
Quando Kurt finalmente parecia estar mais aproveitando do que sentido a dor, Blaine removeu os dedos. Ele rapidamente abriu o pacote do preservativo e rolou por seu pênis. Ele passou lubrificante rapidamente em pênis, antes de se posicionar na frente do ânus de Kurt. Antes que o castanho começasse a sentir falta do preenchimento, Blaine introduziu o pênis no parceiro lentamente. Como imaginou, Kurt gemeu, mas boa parte era de prazer.
Com Kurt deitado de costas e com as pernas envolta dos quadris de Blaine, o moreno começou a fazer os movimentos de introdução e retirada do pênis em Kurt. Ele foi com cuidado, para não agravar a situação de Kurt e provocar quaisquer sérias complicações. Quando Kurt conseguiu abrir os olhos, o advogado soube que o Hummel já estava pronto para uma velocidade mais rápida. Quanto mais Blaine empurrava, mais alto eram os gemidos de prazer do parceiro. Os dois só esperavam que ninguém na vizinhança escutasse aquilo, principalmente na casa ao lado.
Depois de alguns minutos na mesma posição, Blaine inverteu as posições e deitou as costas na cama, enquanto Kurt deitou em cima dele. Kurt subia e descia, mas ainda fazendo os peitos se chocarem. O castanho era quem fazia os movimentos. Kurt pegou os dois braços de Blaine e colocou acima da cabeça do moreno, enquanto o beijava na boca de forma sensual. Em um momento, Blaine bateu a mão na nádega direita de Kurt, fazendo o castanho jogar a cabeça para trás. Era muito intenso e prazeroso. Vendo que Kurt gostava daquilo, Blaine continuou.
Quando Kurt cansou, Blaine colocou o castanho em seus quatro membros e se colocou atrás dele. O moreno começou a acelerar os movimentos, de modo que conseguia tocar a próstata de Kurt, que mal se aguentava de prazer e urrava um pouco alto. Além de estar fazendo movimentos rápidos, Blaine continuava a bater no traseiro de Kurt, deixando a região um pouco rosada. Em nenhum momento a vontade de puxar o cabelo de Kurt apareceu, pois Blaine via aquilo como um desrespeito.
O quarto estava muito quente. Os corpos dos dois já estavam suados, a cama completamente bagunçada, mas tudo isso significava que o momento estava sendo bom. No dia seguinte, as únicas recordações de como eles se sentiram, estarão em seus pensamentos e nas marcas que ficariam por todo o corpo.
Blaine saiu de Kurt e encostou as costas na cabeceira de cama. O moreno chamou o namorado para vir até ele. Quando fez, Blaine posicionou o rapaz de costas para ele. Kurt começou a subir e descer no membro de Blaine, sentindo-se completo e contemplando o prazer que o sexo poderia trazer. O Anderson segurou os braços de Kurt atrás das costas e em algumas vezes, desacelerava e fazia Kurt movimentar os quadris de forma circular para poder beijar os lábios do castanho. Kurt poderia ter um belo traseiro, mas Blaine adorava segurar a cintura fina do castanho e auxilia-lo nos movimentos.
Kurt se levantou e ficou de frente para Blaine. Dessa vez, quem fazia os movimentos era Blaine. Enquanto o moreno movia seus quadris para cima com toda sua força, Kurt jogava sua cabeça para trás e sentia o prazer, pois além das estocadas, Blaine apertar o mamilo de Kurt. Tudo ficou mais intenso, quando Blaine segurou o pênis do namorado e começou a estimula-lo. Os dois já estavam tão focados no calor do momento, que nem se importaram em gemer ou se a cama batia a parede.
– Blaine... e-eu e-estou... perto. – Kurt anunciou quando bateu as palmas das duas mãos no peito de Blaine e apertou com toda a força. – Eu estou g- – Era tarde demais. A ejaculação havia atingido todo o peito do namorado e escorria pela barriga. As mãos de Kurt ainda estavam apertando o peito de Blaine, enquanto ele processava o orgasmo e sentia o corpo tremer. A sensação era tão boa, que ele não conseguia abrir os olhos, que estavam revirados e fechados.
– E-eu não vou a-aguentar... muito... tempo. – Com a chegada ao ápice de Kurt e vendo o castanho se desmanchar em seu colo, Blaine veio em seguida, gemendo de prazer e estocando uma última vez e depois se desmanchando na cama.
Kurt com cuidado e um pouco de dificuldade saiu de cima de Blaine e se colocou ao lado do moreno. O Anderson removeu o preservativo cheio de fluídos, amarrou e colocou em um lugar próximo a ele.
– Isso foi... – Começou Kurt, aconchegado ao peito de Blaine.
– Eu sei. – O moreno tinha um sorriso gigantesco no rosto. Provavelmente o maior de sua vida. Não seria impossível, pois aquela havia sido a melhor transa de sua vida. – Você foi perfeito. – Blaine beijou a testa do namorado. Os dois ainda estavam um pouco ofegantes.
– Isso foi revigorante. Me senti vivo novamente. – Disse Kurt, procurando os olhos de Blaine. O moreno começou a remover os cabelos suados da testa do outro, enquanto sorria feito bobo. Eles ficaram um bom tempo assim, até Kurt quebrar o silencio. – Será que eu poderia tomar um banho? – Ele estava um pouco sem graça. – Apesar do cheiro ser bom para mim, não gosto de dormir suado desse jeito.
– Não tem problema algum, porque eu também não. – Blaine se levantou da cama e ficou de pé, chamando Kurt com os braços.
O castanho foi até o moreno de joelhos, que o cumprimentou com um beijo calmo nos lábios, com direito a selinhos no final. Blaine pegou nas pernas de Kurt e as entrelaçou em sua cintura. O Anderson foi levando Kurt no colo até o banheiro do quarto.
Os dois tomaram um banho rápido, lavando os cabelos e pele um do outro. Blaine precisou se controlar para não iniciar uma nova sessão de sexo. O moreno foi o primeiro a sair. Quando terminou de se secar, deixou Kurt dentro do box e foi arrumar o quarto.
O moreno jogou o preservativo usado e o pacote no lixo. Guardou os que sobraram e o lubrificante. Vestiu uma nova cueca e separou uma para Kurt, junto à um grande moletom de sua antiga escola, Dalton. O Anderson também aproveitou para juntar as roupas dele e de Kurt e as dobrou, colocando em uma poltrona no canto do quarto. Quando Kurt saiu do banheiro, Blaine havia aberto um pouco a janela que dava para o jardim de trás.
Kurt vestiu a roupa e Blaine trocou o lençol rapidamente. Quando voltou do cesto de roupa suja, Kurt estava já estava deitado cama o esperando. O moreno sorriu para a imagem. Ele apagou a luz, correu para a cama e se deitou no lado direito, ligando o abajur. Kurt se aninhou no pescoço do moreno, que o abraçou instantaneamente. Os dois ficaram aconchegados por um tempo.
– Obrigado por hoje. – Disse o castanho. – Você me fez muito feliz. – Kurt ficou mais colado a Blaine se era possível.
– Obrigado por dar a melhor noite da minha vida e me fazer o homem mais feliz da Terra. – Blaine beijou a cabeça de Kurt. Os dois estavam quase dormindo de tão cansados. – Não porque transamos, mas por nossa conexão, eu tenho certeza absoluta de que te amo e que você é o amor da minha vida. Obrigado por proporcionar isso e aparecer para vida desse homem de meia idade.
– Obrigado por estar aqui por mim. Posso te garantir que o que eu sinto por você é verdadeiro e sincero. Você me conquistou de uma forma arrebatadora e sabe disso. Eu também te amo e espero que nunca se esqueça disso. – Kurt cheirou o perfume de Blaine e fechou os olhos.
– Não irei. – Blaine fechou os olhos. – Jamais.
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