Notas iniciais
Demorei? Sim, mas foi mais cedo que semana passada. I'm working in progress... Boa leitura com o capítulo de... NATAL! (Ou quase...) Lumos!

As duas primeiras semanas de Dezembro haviam passado e Blaine e Kurt não haviam trocado nem meia palavra. Kurt não queria falar com Blaine por estar muito envergonhado e o moreno achava que Kurt estava bravo com ele, então decidiu não perturbar mais o castanho, nem que fosse para se desculpar.

Kurt e August haviam voltado a se falar. No domingo, no café da manhã, o garoto foi conversar com o pai e se desculpou. Kurt explicou sua posição e August prometeu que nunca mais faria aquilo ou algo parecido.

Quando chegou a terceira semana de Dezembro, as duas famílias saíram cedo de casa e cada uma foi para um lado do país. Blaine e Ian foram para a casa de Cooper em Los Angeles e Kurt e August foram para Washington para passar com Burt, Carole, Finn, Rachel e Barbra.

[...]

— Kurt! Gus! – Chamou Finn assim que viu os dois na porta. O grandão deu abraço apertado em Kurt. – Senti sua falta, irmãozinho. – Disse ele, depois de soltar o irmão.

— Também senti sua falta, Finn. – Disse o castanho com um sorriso enorme.

— Tio Inn! – Disse August pulando no colo do tio. Os dois começaram a brincar de luta e Kurt decidiu entrar, antes que congelasse.

— Pai? – Perguntou ele, enquanto removia o casaco e colocava no porta-casacos.

Burt surgiu da cozinha com Barbra no colo e Rachel logo atrás.

— Kiddo! – Burt abraçou e beijou o filho. O castanho deu um beijo na pequena Barbra, que era cinco anos mais nova que August.

Burt deu espaço para que o castanho pudesse falar com Rachel e foi falar com seu outro neto. Os dois se abraçaram e Kurt ficou na curva do pescoço da morena.

— Finalmente. Eu preciso falar com você, Rach. Sobre um turbilhão de coisas. – Sussurrou o ator no ouvido da amiga.

Quando os dois se soltaram, Rachel não conseguiu sorrir porque viu a seriedade nos olhos do cunhado. Kurt parecia estar prestes a chorar e precisava dela. Aquilo estava estranho demais para a morena. Carole entrou na sala e Kurt foi cumprimenta-la.

— Estamos prontos para mais uma reunião familiar de final de ano? – Perguntou Burt olhando em volta. – Acho que ainda conseguimos fazer isso. – Falou Burt. Finn sem querer deixou August cair e bater o topo da cabeça no chão.

— Aí! – Reclamou o menino, que logo foi puxado para o ombro do tio. Finn deu um sorriso sem graça para o irmão.

— Acho que conseguimos iniciar Janeiro todos vivos. – Garantiu Kurt sorrindo para todos os familiares.

— Ok, pessoal. O jantar está pronto. – Anunciou Carole.

[...]

— Cooper, chegamos! – Gritou Blaine ao entrar na casa do irmão com as malas. A casa estava quieta. – Cooper? – Chamou Blaine.

O moreno estranhou, mas começou a entrar na casa com o filho. Os dois entraram atrás na sala e deixaram as malas no chão, analisando o lugar.

— Aí meu Deus. – Disse Ian saindo da sala com os olhos vendados.

— Ian, o que foi que- Aí meu Deus. – Blaine também saiu da sala em questão de segundos. Cooper estava no chão da sala com uma mulher dormindo. – Cooper! – Chamou o moreno. Os dois ainda pareciam estar dormindo. – Cooper!

Blaine?! – O ator saiu de trás do sofá. – Ian?! Ai que droga. Alice, ei...

— Ian, vai para a cozinha, quando tudo se ajeitar por aqui, eu te chamo. – Falou Blaine guiando o menino para o cômodo. Quando o homem se virou para o irmão, a garota estava subindo o vestido e indo para porta.

— Tchau, depois dos falamos. – Disse Cooper depois de dar um selinho na mulher e fechar a porta. Cooper estava enrolado em um lençol e algo dizia para Blaine que ele estava pelado. – Oi maninho.

— Não. Meu filho quase te viu pelado. Vai se vestir e depois agiremos como uma família normal. – Disse o moreno indo para a cozinha.

[...]

— Pronto, agora me conte o que está acontecendo com você. – Perguntou Rachel se sentando na cama de Kurt. O castanho ficou em silêncio por alguns instantes e de costas para Rachel.

— Eu beijei o meu vizinho. – Disse ele, olhando para a judia. Rachel não conseguia esboçar reação. – Viu? Isso é péssimo, Rachel! Eu acabo de ficar viúvo e já vou correndo para os braços de outro? Nem parece que um dia eu amei Sebastian... – O castanho se jogou na cama ao lado de Rachel. – Não vai dizer nada?

— E-eu queria saber o porquê do desespero. Kurt, foi apenas um beijo.

— Sim, mas foi totalmente errado, Rach. Eu não posso ficar fazendo essas coisas. Sebastian-

— Kurt, você está muito focado no passado. – Kurt bufou. – Seb não vai voltar. Eu entendo que você esteja preocupado em estar trocando ele, mas isso não está acontecendo... – Kurt se manteve em silêncio. – Esse cara, ele é legal com você e com August?

— Sim, ele é legal. Eu já analisei essas coisas. Ele é legal, interessante, inteligente, bonito, mas entrar nessa é como se eu estivesse desrespeitando Sebastian ou traindo ele. Eu me sinto péssimo. Porque mesmo que eu goste da companhia de Blaine, sempre terei aquele sentimento de culpa e começar algo com esse tipo de sentimento é péssimo.

— Tudo bem, eu entendo. Mas você está pirando exatamente pelo o que? Pelo beijo? Por estar gostando do tal Blaine?

— E-eu não sei. — O castanho colocou as duas mãos sobre o rosto.

— Olha, eu vou ser bem sincera aqui. – Kurt olhou para ela. – Sebastian se foi e não terá volta. Você o amou e o ama demais e todos nós sabemos, mas você precisa seguir em frente, você é um ser humano como qualquer outro, você sente necessidades como qualquer outro. Eu tenho certeza que Sebastian gostaria de te ver feliz novamente. – Kurt escutava tudo atentamente. – Pense nisso: você ficou sozinho por quase um ano, sem prestar atenção em cara algum. Agora apareceu um que você pode estar interessado, por que não? Sebastian sempre estará no seu coração, porque ele foi uma parte de sua vida, vocês cresceram juntos! Mas a decisão é sua sobre se vai querer terminar ela pensando no que Sebastian diria ou terminar com alguém do seu lado.

Kurt ficou em silêncio por alguns instantes. Até que concordou com a morena.

— Eu não posso dizer que vou me entregar de uma vez e que vou começar um romance. – Rachel concordou. – Mas talvez eu possa derrubar minha barreira e deixar ver as coisas fluírem...?

— Com certeza. E saiba que eu sempre estarei aqui. – Rachel pegou as mãos do homem. – Do seu lado.

Kurt a abraçou.

— Rachel, como eu senti sua falta. – Disse ele na curvatura do pescoço dela.

[...]

— Coop? – Perguntou Blaine depois de bater na porta do quarto do irmão.

— Entra. – Anunciou o rapaz de dentro do quarto. Blaine entrou e viu que o irmão já estava deitado.

— Podemos conversar? Ian foi dormir e eu preciso falar com você... – Disse Blaine fechando a porta atrás de si.

— Claro. Chega mais perto. – Cooper se sentou na cama e esperou Blaine fazer o mesmo. – Sobre o que você quer me conversar?

— Acho que posso estrar apaixonado... – Disse ele um pouco envergonhado.

— Não brinca?! Blaine, isso é demais! Eu conheço ele? Ele é aquele loirinho que fumava maconha do Alabama? Ou careca do Texas? O-oh, já sei, é o gordinho de Nova Iorque.

— Não, Coop. Eles eram apenas meus clientes. Eu estou falando sério. O nome dele é Kurt Hummel e ele é meu vizinho. – Anunciou Blaine. – Ele é lindo, é um amor de pessoa e me sinto tão bem quando estou com ele. Ele me faz sentir adolescente de novo, sabe?

— Wow. E você já foram para os finalmente e estão namorando? – Perguntou Cooper.

— Não! Não fomos para os finalmente. Nós só jantamos e demos um beijo, meio que sem querer...

— “Sem querer” Aham, sei... – O ator tinha um sorriso malicioso no rosto.

— Não, Coop é sério. Nós escorregamos na grama e eu me aprovei da situação e beijei ele. Mas não é esse o problema. Kurt também tem um filho e é viúvo. E eu acho que essa segunda parte é o que mais pesa para ele.

— Então a coisa é séria. – Blaine concordou de cabeça baixa. – Blainey, sinto muito meu irmão, mas o que tenho para te dizer talvez não te agrade muito, mas, sua única saída é esperar. – Blaine prestou mais atenção no irmão. – Kurt está em uma fase de insegurança, onde ele vai precisar se decidir se continua viúvo ou se vai seguir em frente. Enquanto ele não tomar esse primeiro passo, você não pode fazer nada. E se você tentar algo, só vai deixar ele mais desconfortável e mais afastado de você.

— Você tem razão. – O moreno encarou suas mãos em seu colo. – Mas ele é tão... E-eu não sei explicar. Kurt é totalmente diferente de qualquer outro cara. Tudo bem que isso é clichê, mas é verdade. Não se encontra outro Kurt Hummel por aí. Ele é lindo, alto, os olhos mais bonitos que já vi e um coração tão enorme, que eu faria de tudo para ser alguém dentro dele.

— Blaine, você está amarradão nesse cara. – Disse Cooper. Blaine se levantou e foi para a porta.

— Você não faz ideia. – Disse antes de sair e mandar um sorriso.

Cooper não manteve seu sorriso por muito tempo, pois depois que Blaine saiu, se lembrou da carta que tinha na sua gaveta. Ele não poderia fazer aquilo com Blaine. Seria muita crueldade logo agora. Mas ele precisaria...

[...]

Ian viu que seu pai havia saído do quarto para conversar com o tio, então resolveu aproveitar a oportunidade para ligar para August.

O menino foi em sua mochila, pegou o número que o castanho havia anotado para ele, pegou o celular do pai que estava em cima do criado mudo e foi para uma poltrona, que ficava ao lado do guarda-roupas. Ian discou os números e esperou que o amigo atendesse.

Alô? — Perguntou August do outro lado da linha.

— Gus? Sou eu, Ian. – Respondeu o menino. – Meu Deus, que August não tenha me enganado e esse número seja o certo. — Pensou o menino enquanto encarava o número no papel.

Oi, Ian. Como está você e Los Angeles?— Perguntou o menino feliz pela ligação.

— Estou bem. Los Angeles está legal, apesar de eu gostar de visita-la quando estamos no verão, caso contrário, ela fica igual qualquer cidade da América. – Disse o menino. – E você e Washington? Matou saudade dos seus amigos? – Ian estava um pouco enciumado.

Eu estou bem, apesar de dividir tudo com Barbra. Mas estava com saudades do tio Inn e da tia Achel e

— Um dia você ainda vai precisar me explicar porque chama seus tios sem a primeira letra dos nomes. – Interrompeu Ian. August riu do outro da linha e continuou.

Enfim, estava com saudades de todos. Não deu para falar com o pessoal porque hoje foi o dia da família, mas meu pai disse que posso ir amanhã. – Os meninos ficaram em silêncio por alguns instantes. – O que você estava fazendo para me ligar só agora? – Perguntou o Hummel.

— Fingindo estar dormindo, assim meu pai poderia sair do quarto. Não queria que ele ouvisse nossa conversa. – Respondeu o garoto conferindo a porta. – E você?

Eu estava jogando vídeo game com o tio Inn, mas Barbra começou a chorar e ele precisou ir dormir com ela. Então estava jogando. O que vocês vão ficar fazendo aí? Seus avós vão visitar vocês e seu tio? – August desligou o vídeo game e começou ir para o quarto.

— Bom, só minha avó Pam. Meu avô nunca apoiou ou aceitou o fato do meu pai ser gay-

Odeio gente assim.— Interrompeu August. – Desculpe, pode continuar.

— Ok. Ele não aceita meu pai e nem se importa conosco. Eu só o reconheceria na rua, porque minha avó me mostra fotos. – August pensou se deveria perguntar algo ao amigo. Uma coisa que para ele, pelo menos, era delicado. – A-august, você vê sua mãe no Natal? – Perguntou o menino.

É estranho falar sobre isso. – Explicou o menino. – Minha meio mãe biológica, meio tia Rose foi a barriga de aluguel. Ela é irmã do meu pai e por isso sou filho biológico do papai. Então, eu nunca sei direito como me referir a ela. Mas nos damos bem. Quando eu preciso de uma ajuda materna, ela meio que consegue assumir esse papel, mas não é como se eu precisasse dela sempre. Acho que seria pior se eu fosse uma menina. – August se deitou. – E sua mãe?

— Minha situação é parecida com a sua, mas a diferença é que a barriga de aluguel não foi da família. Eu não conheço ela. – August ficou em silêncio do outro lado da linha. – As vezes é complicado, mas consigo me virar bem. Obrigado, internet. – Disse o garoto com um sorriso torto no rosto.

Bom, se tem algo que eu aprendi sobre isso e posso passar para você é que, qualquer problema que você tiver, qualquer dúvida, por mínima que seja, seu pai vai estar lá para você. Ele não vai ser a mesma coisa que uma mãe, mas a partir do momento que ele se prontificou em cuidar e educar você, ele sabia que esses momentos de dúvida chegariam. Eu sei que eu acabei de falar que as vezes preciso da minha tia-barra-mãe, mas é algo que você pode superar, porque eu sou um bebe chorão, mas você consegue ser forte e passar por cima disso. – Disse ele com uma risada no final.

— Obrigado, Gus. De verdade. Acho que você é minha mãe, porque quando meu pai não ajuda muito, você consegue resolver.

Seu idiota!— Respondeu August fingindo ofensa. – Você também é especial para mim, se foi isso que você quis dizer. – Os dois ficaram em silêncio por mais alguns segundos. – Sabe, Ian, as vezes eu sinto como se você fosse meu irmão.

Estranho você citar isso, porque estava pensando sobre isso hoje. – Ian de fato havia pensado naquilo. – Quando estamos longe sentimos saudades...

Mesmo que quando estejamos juntos brigamos pra caramba...

— Porém não nos desgrudamos. – Ian pensou sobre isso. – Isso é esquisito, mas também sinto como se nós fossemos irmãos. — Ian ouviu que Blaine estava descendo as escadas. – Ok, preciso ir, meu pai está voltando. Tchau, irmão August.

Tchau, irmão...

Notas finais
"Cooper não manteve seu sorriso por muito tempo, pois depois que Blaine saiu, se lembrou da carta que tinha na sua gaveta. Ele não poderia fazer aquilo com Blaine. Seria muita crueldade logo agora. Mas ele precisaria..." - Eu disse que não teria suspense... Oops! I did it again ♪ Espero que tenham gostado. Até semana que vem. Nox!