Meu nome é Lia. Minha mãe é Chloe, meu pai é o David. E minha irmã, a Emma. E tem a Jennifer. Minha mãe consegue colocar as mãos dentro do peito aberto de estranhos e consertar seus corações quebrados, mas não sabe de que tipo de música eu gosto. Meu pai acha que tenho 11 anos. A mulher dele cumpre suas promessas. Ela me trouxe uma irmã que está me esperando voltar para casa e brincar. Meu nome é Lia.



1- Sweet


É doce, é cálido... a sensação da neve caindo sobre minha pele faz eu sentir leve.

No estacionamento daquele motel agora abandonado, eu estava sozinha. A carta de Elijah era a única coisa que eu agarrava com força o suficiente para tentar fazer tudo aquilo ter sentido.


Ele me deixara para trás.

Não fui forte o suficiente.

Droga.

Voltei com passos arrastados para dentro do motel. O dono devia confiar bastante em Elijah para deixar o lugar aos cuidados dele enquanto estava fora. Mas agora até Elijah tinha ido embora.

Sem mim.

Estava frio frio e eu caminhava às cegas, quase sem rumo. Só me dei conta de onde estava quando minha mão se prendeu à uma maçaneta. E então eu pisquei e olhei para o número que sorria para mim. Quarto 113. Prendi a respiração, mas infelizmente meus músculos estavam congelados demais para conseguir se afastar dali.

O quarto que Cassie havia morrido estava bem a minha frente. E chamava por mim.

Abri a porta, a pouca claridade me cegando por um instante.

A nevasca, que batia forte contra a pequena e única janela, gritou junto com meu estômago. Essa chave abre o escritório. A máquina de doces e salgadinhos está destrancada. Como um raio, as palavras de Elijah tomam conta da minha mente. Mas já era tarde demais. Eu havia jogado a chave na neve que habitava o outro lado da janela. E a neve já havia engolido para suas profundezas aquele impuro metal.

Meu estômago grita mais uma vez.



Eu quero morrer de dentro para fora ou de fora para dentro?