Azul

3 Recomeçar


Notas iniciais
Fiquei muuuuuuuuuito tempo sem postar, nem vou pedir desculpas. Esse capítulo já foi postado antes, mas agora tem uma parte extra, e não queria fazer um capítulo pra uma parte tão pequena.

POV Danny

Depois de uma semana sem ter notícias dela, eis que minha princesinha volta às aulas. Eu estava disposta a esquecer de qualquer sentimento absurdo que eu sentisse por ela, não queria que ela se afastasse de mim, eu a amava de mais para permitir que se afastasse.

As vezes ainda me pego pensando no que aconteceu daquele dia no prédio, ela me beijou, ela me queria. Ou isso era só o que eu queria pensar. Não fazia sentido o nosso distanciamento, somos amigas desde sempre, nunca tivemos qualquer tipo de restrição uma com a outra, não era agora que isso ia mudar, eu iria vê-la, pedir desculpas, e tudo ia voltar a ser como era antes. A aula do sr. Banners estava prestes a começar, e nós tínhamos essa aula juntas. Na verdade fui eu que dei uma mexidinha para que nós tivéssemos quase todas as aulas juntas.

Eu sabia que ela já havia chegado, vi o carro da sua família chegando, porém não falei com ela a principio por falta de coragem. Eu queria que ela me visse primeiro, queria saber a reação dela ao me ver, só assim eu falaria com ela. E lá estava ela, linda como sempre. Seu cabelo estava solto, um pouco bagunçado, mas brilhava, um dourado perfeito. Seus olhos pareciam procurar alguma coisa, as olheiras escuram denunciavam uma noite mal dormida, e eles pousaram em mim. Dei o meu melhor sorriso possível, pelo menos eu espero que tenha sorrido. Ela também sorriu, foi rápido e pequeno, mas o suficiente para me fazer esquecer de respirar. Ela foi em direção de sua carteira, ao lado da minha, e se sentou, mas não me olhou. Eu a fitava, mas ela continuava olhando para frente, como se prestasse atenção no que o professor tinha começado a falar. Não sabia o que fazer, se ela não queria conversar, eu não podia forçar, mas também não podia deixar tudo como estava. Eu tinha que melhoras as coisas, para o bem dela, e o meu também, é claro.

Tá bom, a aula já havia começado e eu tinha que prestar atenção, sempre fui uma aluna exemplar, notas perfeitas. Eu esperaria uma hora melhor pra conversamos. O professor falava sobre alguma coisa importante com aquele sotaque sulista, mas eu não conseguia prestar atenção em nenhuma palavra. Hoje, mais do que nos outros dias, minha atenção estava nela. Havia alguma coisa errada no modo em que ela fitava o professor, mesmo sem tirar os olhos dele, não parecia realmente prestar atenção. Seu corpo estava tenso, ela parecia querer ficar parada, talvez não quisesse me ver. Mesmo contra todos os meus desejos eu me virei e comecei a prestar atenção na aula. A tentar.

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Foram horas de aula sofridos e longos, mas enfim terminou. Todos os alunos começaram a arrumar o material, para se dirigir as suas aulas seguintes, mas ela continuou estática. Ela não se mexeu durante toda a aula, por um momento eu achei que tivesse algo errado com ela, mas depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade, ela se virou pra mim e falou com uma voz infantil:

– O Paul morreu — levei um segundo pra processar aquilo. Quem é Paul? Quem era, na verdade. Mas logo em seguida me lembrei.

– Ah, Paul, o hamster — Ela já tinha o ele há quase dois anos, o que é o tempo médio de vida de um hamster, mas mesmo assim perguntei: — O que houve?

– Não sei — ela abaixou a cabeça e mordeu os lábios, confesso que aquilo foi um pouco sexy, mas não era hora de pensar nisso — quando eu fui dar ração ontem á noite ele estava duro.

– Eu sinto muito, Cat — e realmente sentia, Paul já fazia parte da família, e ela o amava muito, e se a machucava o fato dele estar morto, isso também me machucava.

– Está tudo bem, já estava na hora — Ela levantou a cabeça para me olhar. — O enterro vai ser hoje a tarde, depois das aulas, no quintal da minha casa, você tem que ir. — Eu assenti com a cabeça. — Ele também te amava.

– Claro, claro, eu vou.

Era egoísta, mas eu estava feliz. Finalmente ela havia falado comigo, e me convidado para ir a casa dela. Eu teria a chance de resolver tudo. Obrigado Paul, descanse em paz.

Notas finais
Tô de férias, então talvez eu poste em breve.