Awake
11 Promessas
Notas iniciais
Eu ouvia a respiração profunda e curta de Bella, enquanto seus olhos calorosos encontravam os meus; Os cachos subiam e desciam contra seu peito, enquanto seus lábios estavam fortemente pressionados em seus dentes brancos.
Perfeita. Inocência, candura, doçura e um pingo de sensualidade em seu rosto divino.
A luz escura da rua contrastava com sua pele extremamente branca, quase virgem dos efeitos solares.
Eu sentia meu coração bater erraticamente, ansioso por uma resposta positiva.
Seu rosto estava indecifrável – o que me fez arfar de medo. A menina e a mulher estavam juntas, ponderando meu destino. Jogando a moeda entre o sim e o não para meu coração.
Você se precipitou Edward. Agora ela sairá correndo da sua vida, assustada com sua loucura. Você ultrapassou os limites. Tarde demais.
Apertei meus olhos, sentindo o medo despertar os meus demônios.
Eu só queria fazer a coisa certa. Beija-la com sua permissão, faze-la compreender lentamente meu amor obsessivo.
E se ela disser não? O que será de mim? O que será dos eus que habitam em meu interior?
Eu me partiria por completo; Perderia o caminho de volta para a realidade. Seria dragado pela dor da sua rejeição.
Ela jamais iria te amar, você é doente! Como ela iria te amar? Como poderia?
Eu gemi baixinho, fechando meus punhos fortemente. Senti os dedos de Bella passearem pelo meu rosto.
- Edward? – Eu escutei a voz doce bater contra meus ouvidos e a encarei. Ela iria me recusar. Agora ela iria dizer não para mim, e eu estaria acabado. – Eu quero ser sua namorada.
Eu senti a excitação substituir o medo; Seu toque dragando cada pingo de insegurança que habitava em mim. Bella parecia tão serena. Seu rosto coberto pela inocência infantil que ela possuía. Ela me queria. Eu abri um sorriso pequeno, e percebi suas bochechas corarem enquanto ela brincava com a minha barba curta.
- Você não precisa dizer sim só para me agradar. Você pode dizer não, meu amor.
Eu disse, tentando expulsar o egoísta que queria afogar-se na felicidade de suas palavras. Ela havia hesitado. Eu notei sua hesitação, suas dúvidas antes da resposta positiva.
- NÃO! – Ela gritou, seus olhos se arregalando — Eu quero! Muito! Eu quero ser sua namorada! Como mamãe e papai, não é? Como Bela e a Fera! Com a exceção de que você é lindo. É a pessoa mais bonita que eu já vi em toda minha vida. – Eu a vi corar ainda mais, mordendo seus lábios em ansiedade e satisfação. Eu acariciei seus cabelos, sentindo a euforia interna dominar meu coração. Eu malditamente queria beija-la. Queria toma-la ali mesmo, provar cada centímetro do seu corpo pequeno. Mas eu havia decidido fazer as coisas certas. Ser o que ela necessita. Passar por cima do meu dilema maldito.
- Sim, minha pequena. Eu serei seu namorado e um dia, serei seu marido. Se assim você quiser. – Eu pausei, minha garganta falhando com as palavras. Casados. Deus, eu gemi com o pensamento de vê-la em um vestido branco. Ela seria completamente, unicamente minha. Eu certamente iria pedi-la algum dia – e torceria para que ela me aceitasse como seu. Unidos de alma, corpo e coração. Amando minha obsessão, abandonando as lutas e apenas apreciando os meus dois lados em seu pleno o furor. Bella sorria em seu júbilo, seus olhos manchados pela emoção. – Mas ainda falta algum tempo para pensarmos nisso. Alguém tem muita estrada pela frente. – Eu apontei pra ela, que agarrou meus dedos entre os seus.
- Eu quero. Um dia. Ser sua esposa – Ela fez um biquinho, e aproximou-se de mim. – Só que agora, eu tenho umas dúvidas. E talvez, umas exigências. Por isso eu demorei a responder, estava pensando nisso.
Eu arqueei minhas sobrancelhas, enquanto a via escalar o banco para sentar-se no meu colo. Ela apoiou seu quadril em cima das minhas coxas, enquanto suas mãos envolveram meu pescoço, e seus lábios tocaram os meus gentilmente.
- Deus, Bella. Isso é desonesto. Você consegue tudo que quer desse jeito – Ela gargalhou baixinho, beijando o espaço entre minha orelha e a bochecha. Eu gemi. Deus, era o inferno. Procurei não me concentrar no movimento sutil dos seus quadris contra minha ereção, ou nas mãos pequenas que rodeavam minha nuca. Eu precisava manter o controle.
Puxei uma longa respiração, tentando lutar contra meu desejo animal. Os seus lábios fizeram um caminho de beijos até os meus, e eu a senti beijocar tentadoramente meu lábio inferior. Ela o sugou tortuosamente, sua língua quente provando-o. Minhas mãos seguraram sua cintura, pressionando-a contra meu corpo. Bella gemeu, a eletricidade agindo entre nós.
Eu senti o controle sumindo, o monstro vencendo outra batalha. A afastei rapidamente, fazendo-a encostar contra o guidon.
- O que houve? – Ela perguntou, suas mãos apoiadas em meu ombro.
- Apenas uma nova regra. Se você tem suas exigências, também posso ter as minhas. – Eu a vi bufar, e enrolei um cacho em meu polegar – Nós precisamos ir devagar, minha bonequinha. Eu não sou muito controlado quando o assunto é você.
Ela piscou, seus dedos tateando meu peito.
- Por quê? Você não gosta quando a gente namora assim? – Eu a vi fazer um beicinho, seus olhos cheios de lamentação – Isso não é o que os namorados fazem? Se beijam e fazem carinhos?
Eu senti o sangue em minhas veias esquentarem.
Eu a queria. Queria manipular seus sentimentos a meu favor; Distorce-los e tirar vantagem disso. Mas sabia que o amor de Bella era inocente, completamente alheio do meu eu-masculino devorador.
Ele salivou com a ideia de toca-la naquele momento.
Salivou com o pensamento de provar o gosto da sua pele virgem.
Eu o afastei, acariciando a maçã do seu rosto.
- Você ainda não está pronta para isso, meu anjo. Você precisa crescer primeiro. Ser uma mulher para fazer coisas de mulher – Eu pausei, encarando-a com convicção. – Eu sinto muita vontade de fazer isso, mas sei que devo esperar. Eu amo você, minha menina. Não quero feri-la.
Bella rodou os olhos, encostando sua testa na minha.
- Você não vai me ferir. Como poderia? – Ela pausou, e eu beijei seu nariz, fazendo-a rir levemente — Mas promete que ainda vai me deixar te beijar? Eu sinto tanta vontade! E agora você é meu namorado! Eu já meio que pensava em você assim – Bella corou, e escondeu o rosto em meu ombro.
- Eu também pensava em você assim, boba. Eu sempre pensei. Sempre quis que você fosse minha namorada – Levantei seu rosto, tocando seus lábios rapidamente – Por isso, vamos ter que parar de nos beijar na cama. Você me deixa louco, Bella. Eu sei que você não entende como, mas deixa. Podemos dar beijinhos estalados, mas não aqueles de boca aberta. Você entende?
Seu semblante tornou-se sério, e eu vi uma ponta de desapontamento surgir em seu rosto.
- Sim, eu entendo. – Ela parou, movendo-se em meu colo. – Eu sei que você fica diferente. Eu sinto o cutucador aqui.
Eu enruguei minha testa em dúvida. Cutucador? No seguinte instante que minha mente começou a vaguear, ela empurrou seu bumbum contra minha semi-ereção. Eu grunhi, e ela deu uma pequena risadinha.
- O cutucador, Edward. Ele tá aqui. Ele me cutuca quando eu sento assim em você – Eu a vi sorrir ingenuamente, e me amaldiçoei novamente. Diabos, era uma menina. Uma menina tão ingênua que chamava meu pênis sofrido de cutucador. Eu rosnei, enquanto o pervertido imaginava formas de fazê-la aliviar meu sofrimento; Mordi minha língua, o sangue descendo em meu hálito.
Não era justo roubar sua inocência; Não era justo proclamar direitos sobre aquele corpo jovem. Ela não estava pronta para mim. Mas pedi-la para ser minha, era a única forma de não danifica-la ainda mais. A única maneira de tentar conter os danos já feitos contra seu ser imaculado.
- Edward? Não fique bravo comigo. Esse é o apelido dele... Eu gosto dele. Eu gosto de sentir você me cutucando assim.
Porra, Bella.
Seria erótico, se não fosse trágico. Isabella tinha o maldito poder de me deixar completamente ereto em poucos segundos. Seu corpo passeava livremente sobre minha ereção, aplicando um atrito tentador. Eu sorri amarelo, afastando-a de cima da minha ereção completamente alerta.
- Não estou bravo com você, Isabella. Mas, esse cutucar significa que estou excitado. Isso não é bom para nós. – Eu limpei minha garganta – Não agora. Esse não é o momento para você ter essas experiências.
Eu a vi abaixar a cabeça, movendo seus dedos nervosamente.
- Eu disse que tinha um pergunta – Ela brincou com a unha, levantando os olhos ansiosamente em minha direção – Você já fez isso com alguém? Já namorou? Já tocou... outra pessoa?
Ela engoliu em seco, fazendo meus dedos procurarem os fios de meus cabelos. Como explicar algo assim? Como explicar que antes dela eu me rendera aos prazeres de outras mulheres? Como fazê-la entender que eu apenas pertencia a ela, desde sempre?
Minta, Edward. Não a deixe saber os seus segredos. Ela nunca saberá. Uma pequena mentira, ótimos resultados. Sem dor, sem traumas; Ela pensará que vocês são iguais. Dois garotinhos inexperientes.
O lado negro começou a aflorar em meu cérebro, enquanto eu buscava livrar-me da minha indecisão constante. O meu lado bom e mau, disputando espaço em minha mente conturbada; Eu era obcecado. Poderia me condenar e mentir para aquele ser inocente.
Não minta. Diga a ela toda a verdade. Um dia ela entenderá o porquê disso tudo. Engana-la seria trai-la, seria abusar da sua inocência.
Eu senti a razão começar a surgir, batendo de frente com o desejo desesperado de engana-la. A encarei novamente, percebendo o terror em seu rosto. Ela estava mortificada com minha ausência de reação.
Eu não seria capaz de mentir para meu anjo, para minha fraqueza particular.
Segurei suas pequenas mãos contra as minhas, acariciando-as levemente.
- Bella, olhe em meus olhos – Ela levantou seu olhar, juntando-o com o meu. Insegurança. Dor. Receio. Todos esses sentimentos em seus olhos brilhantes. – Eu não vou mentir para você, meu anjo. Eu já tive outras mulheres. Eu fiz sexo com elas – Eu pausei, enquanto seu lábio inferior começava a tremer levemente – Eu as toquei, mas não houve sentimento. Eu estive com elas, mas jamais pude ama-las. Porque o meu amor sempre foi seu. Eu nunca fiz amor com ninguém. Porque esse sentimento foi reservado para você desde sempre. De uma maneira que nem eu posso explicar.
Eu parei minhas palavras, impedindo-me de continuar. Bella virou o rosto levemente, encarando a janela ao seu lado.
- Com Quantas mulheres você já fez sexo?
Eu engasguei. Quantas? Eu não poderia afirmar com toda a certeza. Não sabia se a minha realidade iria decepciona-la. Eu poderia perceber a magoa em sua face, a tristeza estampada em seu rosto perfeito. Ela era intocada – eu era seu primeiro. O primeiro a beija-la, a despertar sua sexualidade adormecida, a fazê-la desejar ser tocada. Não era justo.
Ela me entregaria tudo – cada experiência, vontade e desejo. Mas eu não teria nada para entregar a ela. Nada além do meu amor doentio, errado e completamente condenado.
- Eu não sei, Isabella. Talvez 15. Não sei. – Eu levantei meus braços exasperados, enquanto a via respirar longamente.
- E namoradas?
Ela ainda encarava a janela, e eu acariciei sua bochecha.
- Uma além de você – Eu a vi hesitar, pequenas lágrimas lutando para caírem de seus olhos pequenos. – Mas eu jamais a amei. Jamais a desejei como te desejo, minha bonequinha. Eu a tive por causa dos meus pais. Eu era jovem, e sofria muita pressão da minha mãe. Tânia era filha da amiga de minha mãe, uma mulher rica e cheia de posses. Minha mãe queria que eu abandonasse algumas coisas na minha vida... E praticamente me forçou a namorar com ela para que eu continuasse tendo essas coisas. Mas eu nunca, jamais, nem sequer por um segundo, a amei como amo você. – Eu senti meus olhos esquentarem, enquanto um lânguido gemido saía da garganta de Bella. Eu a vi enxugar as lágrimas, e olhar para mim completamente transtornada com minhas declarações. Eu segurei seu rosto, beijando seus lábios com todo o amor que eu possuía. Libertei meus sentimentos todos naquele beijo – o desejo, o ciúme, a obsessão, a dor, o medo, a paixão – e a deixei relaxar contra mim gradualmente. Um beijo de lábios desesperado, completamente desenfreado e cheio de dor; Um beijo dolorosamente amoroso. O beijo que me salvaria dos meus pecados contra a mulher que amava.
Eu já a conhecia. Eu já amava. E a trai com a perversão do homem que vivia em mim.
Nos separamos arfantes, paixão borbulhando em nossos hálitos quentes.
- Eu amo você, Isabella. Sempre foi assim e sempre será. Me perdoe por isso. Eu queria ter algo para lhe dar, não ser sujo para você – Eu disse, estalando meus lábios contra os seus. Ela brincou com meus fios.
- Você não é sujo. Você me dá tanto...me ama tanto. Eu só...estou com ciúmes. – Ela deu um pequeno sorriso – Queria que você tivesse sido apenas meu.
Eu beijei seu rosto levemente, tocando seus fios com meu polegar.
- Eu sou seu, minha bonequinha. Completamente, unicamente e totalmente seu. Não existe ninguém que eu gostaria de amar além de você – Eu beijei suas bochechas, e distribui beijos pela sua testa e olhos. O gosto salgado das lágrimas recentes tocou minha língua, e eu as beijei com tanta intensidade quanto havia beijado seus lábios; Tudo nela me pertencia. Cada partícula do seu corpo era meu; Eu a queria por completo. Cada lágrima, cada gota, cada centímetro.
Eu a vi sorrir com leveza, espantando os próprios medos que lhe afligiam. Suas mãos me abraçaram novamente, e ela pousou beijos em meu queixo.
- Agora, eu tenho uma exigência. – Ela disse, entredentes – Eu não quero que você toque mais nenhuma...Em nenhuma parte. Nem nas especiais, e nem em nenhuma outra. Você tem que me prometer.
Bella fez um biquinho infantil, e eu a beijei rapidamente. Eu lembrei-me do meu próprio discurso em suas palavras; Ela queria que eu fosse unicamente seu. O sentimento de posse que ela tinha reacendeu minha obsessão.
- Eu prometo – Beijei meus dedos em forma de cruz – Somente você. Para beijar, tocar, fazer carinho...tudo. No seu momento.
Eu a vi sorrir animadamente, dando um grande beijo em meus lábios inchados.
- Obrigada. Eu precisava saber se você ia fazer isso – Eu a vi enrugar a testa entre o seu sorriso elétrico – Eu tinha medo de que você procurasse outra.
Eu a puxei para mim, abraçando-a contra mim.
- Nunca. Eu só quero você. Espero você. Sempre.
Ela se aninhou em meu abraço.
- Eu quero logo crescer, Edward.
Eu gemi baixinho, inspirando o doce aroma dos seus cabelos compridos.
- Eu também, minha bonequinha. Eu também.
Naquele instante, naquele abraço demasiadamente longo, eu soube que de alguma forma tudo iria dar certo.
Eu sempre seria dois. Eu sempre seria confuso e pecador perto do meu anjo.
Isabella jamais seria suja; Jamais seria metade do monstro que eu sou.
Um dia, ela estaria pronta para mim. Seu corpo estará apenas refletindo sua mente.
E eu estaria aguardando, nutrindo cada um dos meus lados até poder tê-la para mim.
E pela primeira vez eu tive fé; Tive fé que aquele sentimento desenfreado e intoxicante pudesse ser consumado no momento certo.
Eu conseguiria ser certo.
De corpo, alma e coração.
Dois corpos em um único sentimento.
Um homem e uma mulher.
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Já fazia um mês que eu havia tido minha Isabella – que eu havia declarado silenciosamente o quanto necessitava do seu amor; E ela, de sua forma inocentemente pura, havia contado os segredos do seu coração.
Um mês de calmaria e felicidade.
Um mês de batalha e obsessão.
O nosso acordo de não nos beijarmos na cama estava dando resultados positivos – o monstro estava insatisfeito, mas raramente conseguia dominar minha mente. Eu o afugentava nos poucos momentos de intimidade que estávamos compartilhando.
Apenas beijos e toques inocentes – quase infantis.
Um namoro de duas crianças.
Passeávamos de mãos dadas pelas ruas geladas de Forks, assistíamos filmes inocentes em meu quarto nos finais de semana. Fazíamos guerra de travesseiros antes de dormir. Nos descobrindo calmamente.
Amigos, namorados. Paixão, amor, inocência.
A cozinha era o meu local preferido. Bella havia descoberto a culinária, e eu adorava roubar beijinhos dela enquanto cozinhava algo para mim; Era o paraíso vê-la ao meu lado, todos os dias. Eu poderia imaginar toda uma vida diante de nós.
E pela primeira vez, eu não me sentia impuro. O meu desejo era latente, mas estava controlado, ligeiramente adestrado; Eu já conseguia administra-lo com banhos gelados e alívios de porta fechada no banheiro do meu quarto.
Dormir junto era minha maior perdição – Isabella mexia-se muito, gemia de forma extremamente sensual, e chamava meu nome em respirações baixas; A masturbação noturna era uma escolha correta.
Alimente o monstro, deixe-o satisfeito. Não permita que ele esteja tão faminto.
Mas cada vez que sua pele quente tocava a minha, eu o sentia começar a sucumbir, ameaçar seu despertar iminente.
Eu estava em uma fuga – uma fuga dos meus instintos e desejos.
Uma fuga que findava em Isabella.
Saber o quanto a escola estava ajudando Isabella ajudava a controlar meu ciúme doloroso – perceber a cada dia a maturidade começando a surgir em suas palavras, gestos e atitudes. A própria declaração do nosso amor fora por conta da sua escola – a dúvida de outrem do que eu seria para ela, a havia despertado para isso. Para as dúvidas que culminaram no melhor dia da minha vida.
Ter a ciência de que eu não estava abusando de sua inexperiência era acolhedor. Era reconfortante saber que tudo que fazíamos era com seu consentimento.
Bella não estava pronta para mais.
Mas eu não a iria pressionar. Estava confortável em esperar por cada uma das suas fases confusas.
A menina e a mulher estavam constantemente me rondando. Mexendo com meu cérebro, confundindo meus sentimentos.
Em um mês, mudanças sutis e consideráveis havia ocorrido.
Isabella havia feito amizades – e apesar do meu lado obcecado estar completamente perturbado com isso, eu estava feliz. Feliz por saber que ela estava se relacionando; Feliz por entender que aquilo a faria amadurecer.
Ter suas próprias experiências, conhecer seus limites, aprender com os próprios pés.
Era doloroso vê-la desabrochar, saber que futuramente ela seria completamente independente de mim. Mas eu precisava da mulher; Necessitava que ela fosse minha.
E logicamente, Bella estava permitida a apenas se relacionar com mulheres.
Eu não era tão altruísta ao ponto de deixa-la falar com outro homem.
O monstro ainda habitava meu ser, e perseguia sua presa constantemente.
Desabotoei dois botões da minha camiseta de linho branca, antes de virar a maçaneta da porta do meu apartamento.
Há mais de uma semana, Bella estava vindo para casa sem mim.
Apesar de não aprovar sua atitude, ela havia pedido da sua maneira irresistível de ser.
Eu não poderia negar nada a ela, apesar de ficar consternado com o fato. Havíamos entrado em um pequeno acordo – ela viria com um motorista, e eu ficaria tranquilo daquela maneira.
Assim, eu teria convicção de que nenhum pervertido se aproveitaria da sua ingenuidade para enfia-la em um carro desconhecido e feri-la com suas mãos sujas.
Eu sabia que seu pedido era por nós dois – minhas aulas e as suas não estavam combinando; Ou eu chegara atrasado demais para pega-la, ou perdia aulas importantes. Ela havia tomado a primeira decisão como uma adulta responsável – e eu senti-me orgulhoso por perceber que algo estava mudando.
Isabella tomando suas próprias decisões, pensando no bem-estar do nosso relacionamento.
Pisei adiante, abandonando meu material sobre a mesa. Ouvi um burburinho em seu quarto, e meu coração pulou ao inalar a fragrância única do seu perfume. Eu estava ansioso por vê-la – e deixar uma pequena parte do meu amor ser acalentado por seus beijos castos.
Eu caminhei em direção ao seu quarto, abrindo a porta rapidamente.
- Oi Bone- Cortei minhas palavras em surpresa com a cena inesperada.
Meus olhos encontraram Bella sentada no chão do seu quarto, com duas garotas que deveriam beirar os 18 anos.
Deveriam ser as amigas da escola.
Por que ela não me dissera nada? Eu enruguei a testa, correndo meus dedos para fechar os botões de minha blusa.
– Uh, Bella, eu não sabia que você tinha visitas.
Minha bonequinha corou, abrindo um grande sorriso para mim.
- Edward, eu tentei ligar para você, mas meu celular descarregou. – Ela levantou-se nervosamente, mexendo as mãos no ar – Me desculpe. Estamos terminando um trabalho.
Eu sorri com consentimento, percebendo o flash de aflição sumir de seu semblante.
- Não se preocupe. Está tudo bem.
Eu vi uma garota loira de olhos azuis, levantar-se em minha direção com um sorriso provocante nos lábios.
- Olá, creio que não fomos apresentados. Sou Jéssica Stanley.
Eu toquei suas mãos rapidamente, percebendo a tensão dominar o corpo de Bella. Eu desviei meu toque rapidamente.
- Edward Cullen.
A garota abriu um sorriso grande, e eu a ignorei. A outra garota esticou as mãos para mim, parecendo completamente fascinada com meu rosto. Ela parecia tímida, e eu mal escutei o nome que saiu de seus lábios. Não as encarei por mais de um segundo – percebendo a irritação repentina de Isabella.
- Bem, vou deixa-las a sós. Bella, qualquer coisa estarei no meu quarto.
Ela assentiu, com ressentimento em seu rosto doce. Eu fechei a porta atrás de mim, encostando-me sobre a parede para fechar os botões da minha camiseta. Um grito agudo me fez pular.
“OH MEU DEUS BELLA! Como você não disse que tem um DEUS como seu irmão?”
Eu dei uma risadinha pequena do comentário. Eu poderia ver o ciúme corroendo meu doce anjo, começando a surgir sem pedir passagem.
Quais seriam as consequências de uma crise de ciúmes em Bella? O que esperar? Eu estava cego.
Não poderia imaginar o que ela faria.
Poderia ser um grande passo para nós – aprendendo a lidar com um sentimento que eu sequer dominava. Nesse aspecto, eu era tão inexperiente quanto ela. O meu ciúme era descontrolado – tórrido e doentio. Apenas a imagem de algo que fizesse sentir ciúmes, me causava ira.
Jacob. O desgraçado.
Eu bufei, expulsando a lembrança.
Aquela situação seria um bom termômetro para a evolução de Isabella.
O quanto ela estava pronta para lidar com seu primeiro obstáculo?
O quão de mulher habitava em seu ser?
A voz estridente que gritava insistentemente me fez crer que era da garota loira mais oferecida.
As suas palavras me fizeram questionar qual seria a atitude de Bella. Ela diria que éramos namorados? Ou ela já havia mentido que éramos irmãos? A curiosidade me dominou, me fazendo aproximar-me da porta novamente. Grudei meus ouvidos na pequena fresta da porta de seu quarto, ouvindo os barulhos altos das garotas.
“Ele não é meu irmão” – Eu ouvi a voz delicada de minha Isabella soar irritadiça. Dei um riso baixo.
“Como não é seu irmão?! Ele é muito gostoso, Bella. Deus, mesmo se eu fosse virgem transaria com ele!”
Meu queixo travou, e eu passeei minhas mãos contra os fios cor-de-bronze.
O que eu havia perdido em um mês?
Aquela não era o tipo de conversa que eu imaginava que Isabella tinha com suas amigas.
O quão mudada minha garotinha poderia estar?
Eu gemi com o receio. Eu queria que ela crescesse – mas não tão abruptamente, e tão distante do meu conhecimento.
O quanto ela sabia agora?
Eu só conseguia lidar com as possibilidades – sentindo o duelar das minhas duas faces.
O obcecado queria mais – que ela estivesse pronta para mim, completamente madura para ser devorada. Ele estava faminto, cansado de relutar.
O garoto a queria de volta – não poderia vê-la partir tão prematuramente, perde-la de vista sem dizer sequer adeus.
Eu sentia meu coração pulsar languidamente, ansiando por respostas.
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