Awake

12 Mudanças


Notas iniciais
Oi Galera!!! Antes de tudo, eu gostaria MUITO de agradecer a todas as Rviews!!!!! Eu fico super feliz de saber q ainda estão acompanhando o Ed aqui! HAHAHAHA MUITO OBRIGADA A TODAS, DE CORAÇÃO!!!!Já tá enjoativo dizer q vcs são minha gasolina?! Mas é verdade! Sem vcs eu não estaria aqui! Juro q tô deixando minha facul de lado p escrever...muito obrigada pelo incentivo meninas! Hj não tem agradecimento especial, vcs não curtem mais a gnt *faz bico da bella* HAHAHA Nesse capítulo, eu confesso q tive q encher línguiça, pq os próximos vão ser muito emocionantes...então, aproveitem a calmaria deste. Eu seeiii q prometi q as coisas iriam esquentar - e vão - mas não nesse capítulo! Pode parecer q não tem nada de importante neste capitulo (e até soe meio repetitivo), mas leiam com atenção pq ele será imprescindível para o entendimento dos próximos! Bem, vou deixar vcs lerem...na nota final tem mais! Respondo os reviews amanhã se conseguir (tô em semanas de provas =/) Boa leitura!

Eu tateei a madeira da porta do quarto de Isabella, procurando ser silencioso na minha indiscrição.

Eu estava invadindo o espaço dela. Roubando sua privacidade.

Mas eu não era um homem bom e respeitável.

A minha condenação já estava escrita muito tempo antes desse meu pequeno delito.

Aquilo não era nada perto dos meus pecados.

Eu ouvi Bella respirar freneticamente, suas palavras saírem baixas para minha audição.

“O QUE BELLA? Você fala tão baixo que eu não consigo ouvir!”

Eu agradeci mentalmente à loira escandalosa. Ela era meu pequeno milagre do dia.

“Eu só não quero que ele ouça” – Eu ouvi seus pés caminhando ao redor do quarto — “Ele ficaria bravo se soubesse”

A outra garota gargalhou levemente.

“Por que, Bella? Ele é seu pai ou algo assim?”

“Ele é meu amigo” Ela disse rapidamente, um pingo de desapontamento em sua voz “Um amigo especial”.

Por que ela não disse a verdade? Eu rosnei, engolindo minha frustração.

Aquela situação poderia fazê-la ver-me como seu; Fazê-la sentir que eu era sua propriedade.

Mas ao contrário do que eu pensara, ela simplesmente negou. Rejeitou a idéia de que éramos namorados.

Minhas suposições de que ela estava com ciúmes se esvaíram diante de mim. Qualquer pessoa que sentisse o mínimo de ciúmes faria questão de gritar sua propriedade sob alguém.

Mas ela mentiu. Não se importou com o descaramento da sua amiga interessada em mim.

Eu gemi em sofrimento.

As mudanças estavam pesando negativamente. A garotinha de antes me amava possessivamente – e devo confessar que senti falta dos seus sentimentos infantis.

“Um amigo especial? Nossa, eu queria ser especial pra ele! Ele é tão quente. Faria sexo oral nele sem pestanejar”.

Eu dei uma risada baixa, encolhendo minhas sobrancelhas.

Por mais ridículo que aquilo fosse, o meu ego masculino se deliciava com a situação. Jéssica era uma garota comum, completamente deslumbrada com o fato de que eu era mais velho.

Garotas daquela idade gostam de homens mais velhos. Minha aparência não era o principal.

Mas Bella não era comandada por essas babaquices.

Ela estivera alheia a esses detalhes e modinhas durante toda sua vida.

Eu sofria pelas mudanças que ocorriam.

Eu apenas me rendi ao fato, de que aquele crescimento poderia não ser positivo para mim.

Ao saber como o mundo ao seu redor era disfuncional, ela poderia me descartar.

Como havia me descartado há cinco minutos com uma mentira infeliz.

“JESS!” Um grito ecoou do outro lado da porta “Não fale essas coisas para Bella, ela não sabe o que são! Bella, não escute Jessica, ok? Ela fala coisas muito idiotas” A voz mais rouca prevaleceu sobre o ambiente, e eu suspirei aliviado.

Nem todas as companhias de Isabella eram ruins; Provavelmente, a garota de óculos era mais centrada. Agradeci a Deus pela sua existência; Uma garota boa seria essencial no seu amadurecimento.

Meu anjo poderia crescer de inúmeras maneiras – mas eu não queria vê-la perder sua forma fascinante de ver o mundo.

Ela era tão crente que tudo daria certo.

Desconhecia as experiências que desgraçavam as pessoas.

As mágoas, os traumas, as dores.

Seu entusiasmo infantil, sua excitação com os detalhes, sua espontaneidade poderiam sumir junto com o processo de amadurecimento.

Eu já me sentia desgastado apenas com o pensamento.

Aquelas coisas faziam parte dela – parte da mulher que eu amo.

Eu não queria uma pervertida sexual, uma mulher apenas para o sexo.

Eu queria a minha Isabella pronta para desfrutar do amor ao meu lado. Sexo era apenas uma parte do todo.

A voz da garota interrompeu meus pensamentos.

“Angie, não seja chata! Bella tem 18 anos, é mais velha que nós! Claro que ela sabe essas coisas, certo Bella?”

Meu coração acelerou desgraçadamente. O momento da verdade.

Eu precisava saber – saber se ela diria o que vivemos, se ela contaria tudo que Alice dissera ou se ela descobrira mais na minha ausência; Eu a havia privado dos detalhes mais íntimos de uma relação sexual – sexo oral, anal e seus aditivos.

Não via a importância disso. Tudo seria natural e ao seu tempo.

Aquela conversa era precipitada para mim.

Mas eu não sabia se era tão precipitada para Isabella.

“Eu não sei...algumas coisas” – Isabella confessou, em uma voz extremamente nervosa “Não sei o que é virgem ou sexo oral” Ela pausou “Apenas sexo”

A garota loira gargalhou, jogando algo pesado contra o chão.

Eu suspirei em alívio.

Minha doce e ingênua Isabella ainda estava ali.

Ela jamais me privaria da sua intimidade.

A garota era vulgar – talvez experiente demais para sua pouca idade.

Como eu pude comparar suas palavras sujas à minha bonequinha?

Como eu pude duvidar da sua inocência?

O pervertido se regozijou, sabendo que havia me atormentado com seus pensamentos imundos.

“Jess, eu disse para você” A garota resmungou “Bella não sabe dessas coisas e nem precisa saber”

“NÃO!” – A voz de Bella aumentou um tom “Eu quero saber o que é. Quero saber o que você quer fazer no... Edward”

Jessica gargalhou sonoramente, enquanto eu ouvia o bufar de Bella.

Curiosidade. A curiosidade da fase que estava atravessando.

A sua curiosidade que me levava ao limite, me fazia brincar com as barreiras da nossa frágil relação.

O ciúme voltara? Eu não poderia mais ter tanta certeza. Ela não havia contado sobre nós.

“Uh, eu faria muitas coisas com seu amigo” A garotas vulgar disse em uma voz decidida “Mas eu vou falar sobre as coisas que você não sabe. Você tem o direito de saber, já é bem grandinha.” Ela pausou, um claro sorriso em sua voz aguda.

“Eu quero saber, não sou uma criança!” Isabella falou em um tom ríspido, e eu senti a tensão se agarrar contra meu corpo.

Eu deveria interferir e poupar sua inocência?

Decidi que aquilo seria completamente inútil. Ela teria dias sem fim para perguntar o que quisesse à garota.

Minha intromissão poderia acua-la – e eu não queria parecer um ditador para meu pequeno anjo.

Eu já havia cometido erros demais com ela.

“Tudooo bem...” A garota respondeu com entusiasmo “Vamos começar do começo. Virgindade é uma pele que fica na entrada da sua vagina. Uma pele fina que rompe quando o homem coloca o pênis dentro da vagina. Quando rompe, sangra”.

Deus era bom. Milagroso, na verdade.

Pela primeira vez a loira não fora vulgar ou ostensiva em sua resposta. Esperei ansioso pela resposta de Bella.

O pervertido salivando por mais.

“Dói?” Ela perguntou inocentemente.

“Sim, dói. A minha primeira vez foi com Michael-babaca-Newton, e acredite foi um pouco desagradável. Mas depois da primeira, foi muito bom.”

Bella gemeu baixinho, e eu poderia apostar que ela mordia os lábios.

“Sexo oral?” A voz de minha bonequinha soou, e meu corpo inteiro entrou em alerta.

Eu sentia o monstro sucumbir, começar sua batalha de controle por meus sentidos.

O expulsei. Eu precisava de cada gota do meu controle naquele momento.

“Sexo oral é algo que muitos homens gostam. É simples, e normalmente a primeira coisa que uma mulher faz quando está com um homem” Ela pausou, e eu engoli em seco.

Isso poderia dar idéias para a Isabella que despertava lentamente para os desejos sexuais.

Definitivamente, a imagem dela fazendo sexo oral, me deixava completamente ereto. Maldita garota depravada.

Eu já estava castigado demais para ter certas idéias. Toquei meu membro sob a roupa, buscando conforta-lo.

Mais tarde.

“É quando você chupa o pênis em sua boca, e vice-e-versa. Como se desse beijos molhados lá. Entende?” A garota pareceu gesticular, e eu gemi. Era melhor que fosse por outra pessoa. A idéia de falar sobre sexo novamente com Bella, não era animadora.

Eu ouvi um burburinho baixo, e xinguei internamente pela minha audição limitada.

“E por que você quer fazer isso em Edward?” Bella disse com irritação em sua voz “Por que você acha que ele gostaria?”

Minha mente começou a trabalhar, a luta interna instalando-se.

A garota recomeçou, e eu engoli meus pensamentos sonoros.

“Todos homens gostam, Bella. Sedução e uma boa boca” Ela riu baixinho, e a outra garota disse algo em tom de reprovação. Eu apenas ouvia os suspiros baixos de Isabella.

“Agora sua vez, Bella. Arranje-me um encontro com esse seu amigo especial. Eu sou muito boa no que faço!” Ela pareceu animada com a idéia, e eu ouvi pequenos grunhidos saindo da garganta de Isabella.

“Ele tem namorada, Jessica” Ri amplamente com seu comentário.

Ciúmes.

O amor dela estava ali – cauteloso, brando e explorador.

Minha bonequinha aprendendo a lidar com seus sentimentos inexplicáveis.

Por mais incrível que pudesse parecer, ela lidava com seus ciúmes melhor do que eu mesmo havia lidado. Certamente, eu já teria me descontrolado apenas no olhar de qualquer outro homem para ela.

Orgulhei-me da sua maturidade.

E me maltratei pela pessoa desprezível que eu era.

Eu atacaria por menos. Muito menos do que aquilo.

“Eu tinha quase certeza disso. Com certeza é uma loira escultural, rica e extremamente boa de cama. Provavelmente, modelo. Homens como ele, não ficam com garotas como nós”

Eu serrei meus dentes com seu comentário maldoso.

Aquele era o limite. Eu não precisava de uma garota confundindo a mente inocente da minha garotinha.

Bella jamais entenderia pessoas vazias como aquela garota; Jamais seria igual a qualquer uma que cruzasse meu caminho. Eu ouvi Bella soluçar, e percebi que ela precisava de mim.

Com toda certeza, o comentário ácido da garota traria consequências à minha sensível menina.

Eu ouvia Isabella tropeçar nas palavras, dizer coisas sem nenhum sentido.

Ela queria chorar.

Eu bati meus pés contra o chão, ouvindo movimentos dentro do quarto.

Elas haviam notado minha presença.

Bati meu punho contra a porta três vezes.

“Entre” A voz de Bella era dolorosa, e eu senti meu coração se apertar. Eu não poderia vê-la sofrer. Não por algo tão patético, fútil e sarcástico como aquilo.

As aparências eram importantes para uma mulher; Especialmente, para uma adolescente.

Eu não queria vê-la perder sua confiança, assistir o rastro de sua naturalidade ser espatifado pelas neuroses de outra. Eu adentrei o ambiente, encontrando uma Isabella corada e extremamente infeliz; Seu rosto coberto por decepção e mágoa.

- Meu amor, já está tarde. Acho que suas amigas deviam ir para casa. Já acabou o trabalho?

O semblante da garota loira entrou em um misto entre choque e confusão. Uma pequena inveja no seu olhar de desdém. Encarei minha bonequinha, estendendo minha palma para ela. Um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios, e eu a puxei em minha direção quando ela juntou seus dedos nos meus.

- Já acabamos por hoje. — Bella disse, corando fortemente pelas minhas mãos em sua cintura.

- Uh...nós já vamos então, Bella. — A garota de óculos levantou-se, segurando suas coisas entre as mãos. — Já está tarde realmente, Sr.Cullen. Nós não queremos atrapalhar.

Eu dei um sorriso rápido, sem jamais encara-las.

- Não estão atrapalhando, mas eu queria curtir um pouco minha namorada. Vamos ver um filme, não é meu anjo?

Eu olhei de canto de olho o semblante da loira, que estava completamente devastada com a minha declaração. Sorri em vitória, encostando meus lábios no de Bella.

O obcecado comemorava por dentro – adorava exibir seu pequeno tesouro.

Eu duelei pela minha atitude precipitada, imaginando o porquê de Bella ter mentido.

Existia alguém que ela estava interessada? Ela queria nos preservar?

Foda-se. Eu só queria esfregar diante aquelas garotas a minha paixão por aquela menina à minha frente. Bella sorriu fracamente, enrolando seus dedos nos cabelos castanhos.

- Err..vamos então. Conhecemos a saída – A garota morena disse rapidamente, puxando as mãos da outra garota — Obrigada por tudo, Bella. Nos vemos na escola.

As duas caminhavam rapidamente, e eu ouvi a porta sendo batida. Bella mordeu os lábios, descansando em meu abraço.

- Você ouviu, não ouviu? – Ela perguntou naturalmente, pequenas lágrimas surgindo em seus cílios. Eu não poderia mentir, não conseguia engana-la.

- Sim. Eu ouvi — Respondi encarando-a intensamente. Toquei seus olhos, limpando as pequenas lágrimas que ameaçavam cair. — Ela não sabe o que diz, minha bonequinha. Não sabe.

Ela bufou, batendo suas mãos contra meus braços.

- Por que você ouviu Edward? Ou melhor, Por que você está comigo? Eu não tenho nada para você! E você nem quer mais fazer nada comigo! Eu não sei...eu preciso...pensar. Eu estou confusa. São muitas coisas.

Eu a vi fugir do calor do meu corpo, sentando-se no colchão de sua cama. Seu olhar estava longe – eu conseguia perceber as idéias correndo eletricamente em sua mente.

- Eu quero ficar sozinha, Edward.

Eu queria afaga-la – espantar suas dúvidas, cobri-la com meu abraço.

Perguntar a ela o porquê de ter mentido.

Eu queria tudo isso.

Queria deixar o meu lado egoísta e impetuoso me dominar.

Ignorar suas necessidades e extrair cada gota do seu amor para mim.

Mas o garoto prevaleceu. Ele a amava tanto – e sabia o quanto ela precisava ficar a sós com seus sentimentos.

Isabella não era uma maldita máquina. Ela não era minha produtora de amor e segurança.

Eu dei um sorriso triste.

- Estarei no meu quarto. Não me deixe preocupado. Avise-me ao menos se não quiser dormir comigo esta noite — Eu busquei o tom mais neutro que pude, sentindo minha voz falhar na última palavra. Eu estava desgraçado com sua frieza e distância.

Nunca a vira daquela maneira. Meu coração retalhado batia perigosamente rápido, deixando o sangue bombear rapidamente por minhas veias.

Era uma dor insuportável viver aquela situação.

Eu era um covarde. Um maldito covarde temendo pelo seu destino incerto.

- Eu vou dormir com você — Ela disse debilmente — Eu só quero pensar. Organizar minha mente. Me deixe sozinha, por favor – Isabella pausou, lançando-me um olhar vazio – Não fique na porta. Eu quero um tempo. Sozinha. Por favor, Edward.

Eu gemi em dor, abrindo um falso sorriso antes de me retirar do seu quarto. Ouvi quando a porta fora fechada atrás de mim.

Eu a estava sufocando. Sufocando com a minha maldita obsessão, abafando suas experiências com o meu ciúme túrbido. Extorquindo sua mente para saciar minha própria perturbação; Eu era um ser repugnante. Estava matando o amor de Bella aos poucos, falhando miseravelmente em minhas atitudes.

Ela não merecia um homem instável como eu.

Isabella não precisava de um sanguessuga emocional.

Eu era um carente – e havia deixado minha carência afetar todas as minhas atitudes com Bella.

Eu deitei contra o colchão da minha cama, encarando o armário a minha frente. As lágrimas caíam insistentemente, queimando minha bochecha pálida.

O pânico me invadia, o medo de perdê-la.

Eu não iria suportar um segundo daquela tortura; Um segundo sem sua voz, sem seu toque.

Um segundo a mais da sua frieza e indiferença.

Eu precisava me aliviar – deixar a tensão sair de cada poro do meu corpo.

E em uma atitude impetuosa, eu levantei-me em direção ao armário.

Toquei a porta com extremo cuidado, abrindo-a diante de mim.

A ira e a insegurança dominavam cada célula do meu ser, extraindo os traços do garoto inocente.

A culpa era um sentimento incrivelmente tóxico. Eu podia senti-la entranhando-se em cada parte de mim.

Pegue-o, Edward. Acabe com sua dor. Você é humano, precisa disso.

Meus olhos ficaram escuros pelo monstro que tomava cada parte minha, enquanto eu desembalava furiosamente a caixa que continha meu objeto de desejo.

Pílulas para dormir.

Me desculpe, Isabella. Quebrarei outra promessa. Nesta noite, não estarei aqui para você.

As engoli rapidamente, deixando minha saliva fazer o trabalho da água. Deite-me novamente contra a cama, sentindo o sono me subordinar gradualmente.

A escuridão cobriu minha visão, e eu avistei a luz em meus sonhos.

Meu anjo.

Isabella.

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Uma voz longínqua e inconfundível chamava meu nome.

“Edward” – Eu avistei Isabella sorrindo perfeitamente, seus cabelos castanhos compridos caindo selvagemente contra os ombros, o vestido claro dominando o ambiente extremamente branco de minha mente. Oh Deus, eu queria toca-la.

“Edward, acorde” Eu apenas assenti, sentindo o toque de suas pequenas mãos contra meu peito.

Eu estava salvo.

Seu rosto estava tão feliz; A melhor expressão que eu poderia receber. Meu coração se inflou de felicidade.

“Edward, volte para mim”

Eu percebi quando ela soltou meus dedos, seu rosto semblante mudando de alegria para infelicidade. Lágrimas caíam de seus olhos, e eu tentava inutilmente segui-la, meu corpo completamente paralisado.

Seus lábios se abriram entre a dor, e eu escutei suas palavres suaves.

“Volte para mim, Edward. Eu preciso de você”

Abri meus olhos subitamente, sentindo um peso sobre meu peito. O rosto desesperado de Bella estava acima do meu, lágrimas quentes caindo contra minha bochecha.

Eu demorei um segundo para perceber que estava acordado.

- Edward? Por que você fez isso comigo? – Ela berrava em meus ouvidos, enquanto eu levantava-me apoiando-a sob minhas coxas. Ela soluçava constantemente, gemidos altos saindo de sua garganta. Isabella estava chorando compulsivamente, e eu tentava reagir contra a debilidade do meu corpo sob o efeito do remédio. Apertei-a contra meus braços, acariciando seus cabelos.

- Eu estou aqui, Bella. Por favor, fique calma! – Eu a abracei fortemente, encontrando o relógio da parede diante dos meus olhos. 04:47 da madrugada. Quanto tempo eu havia dormido? – O que houve, minha bonequinha?

- Você...não acordava! – Ela gritou dentro do meu abraço, suas lágrimas umidificando minha camisa – Eu pensei que você não fosse mais acordar...como eu não acordei durante muito tempo!

Eu a vi recomeçando seu pranto, tremendo fortemente contra mim.

Merda, eu ferrei tudo novamente. Eu não queria deixa-la daquela maneira – não queria perturbar seu sensível intelecto com a minha fraqueza.

Eu me martirizava pelo seu choro; Não conseguia suportar vê-la tão infeliz.

Minhas mãos enxugaram suas lágrimas, e eu beijei seus cabelos longos.

- Me perdoe, minha garotinha – Eu acariciei suas bochechas com o polegar – Eu estou aqui! Eu não queria assusta-la. Só precisava dormir um pouco.

Ela me abraçou com mais intensidade, acalmando os soluços que saíam de sua garganta. Eu a vi engolir seu choro, sua respiração tornando-se mais estável.

Isabella era minha boneca de porcelana – frágil, indefesa, necessitada.

Eu a havia partido, quebrado a porcelana quebradiça do seu coração.

Ela separou-se do meu abraço, olhando-me docemente. Um pequeno bico estava sob seus lábios, e eu não resisti ao ímpeto de sorrir.

- Me desculpe também – A sua voz estava mais calma, enquanto seu rosto avermelhado ia voltando a cor habitual – Eu não deveria ter falado daquela maneira com você, eu só...precisava pensar um pouco.

Eu dei um sorriso torto, suas palavras abatendo-me positivamente. Cada palavra era reconfortante.

Ela não me deixaria.

Estava ali, cobrindo os buracos do meu peito.

Eu necessitava tanto dela – de tudo que ela tinha para me oferecer.

Eu era o maior garotinho naquele cenário. Eu era o desprotegido, inseguro e perdido garotinho.

Ela era meu farol, minha única salvação.

- Eu entendo que você precise, meu amor. Eu não deveria ter escutado sua conversa, eu passei dos limites...estou muito envergonhado.

Eu abaixei meus olhos, e ela tocou meus cabelos docemente.

- Não foi sua culpa. Eu...Eu... só fiquei confusa sobre o que Jéssica disse. Eu me sinto mal com tudo isso...essas mulheres caindo em cima de você. – Ela gaguejou, corando fortemente — Eu não consigo entender porque você está comigo – Ela pausou, mordendo os lábios – Eu não sei por que você não me toca mais... Eu simplesmente acho que você não sente nada por mim... Não sente aquilo. Não mais.

Eu bufei. Deus, aquela discussão não iria acontecer novamente. Eu tive um leve deja vú da nossa noite no carro, porém aquela Isabella estava diferente.

Menos infantil.

A mulher estava prevalecendo naquele momento – uma jovem mulher, sensível e insegura.

- Eu sinto, Isabella. E Deus, você é perfeita! Não teria como colocar em palavras meus sentimentos por você ou explicar o por quê eu te amo... você é tudo para mim. Meu chão, minha luz, minha única alegria – Eu a encarei segurando suas mãos – Mas você tem que estar pronta, meu anjo. Você é muito imatura para isso, bebê. Eu quero muito, mas sei que é errado. Errado agora.

Ela gemeu, seu olhar triste apoderando-se do seu rosto novamente. Ela fechou os olhos fortemente, rangendo os dentes.

- Eu só quero sentir que você ainda me quer – Ela enrugou a testa – Eu não sou modelo ou loira. Eu também não sou rica. Eu não tenho nada que você quer. Não sei fazer nada daquilo...nada. Você não me quer por que sou assim, não é?

Eu a puxei contra mim, sentando-a contra meu colo.

- Não fale isso, minha pequena. O que sua amiga disse é uma mentira. Mentira dos homens que apenas querem levar garotas para a cama. – Eu pausei – Eu a amo pelo que você é. Você não é loira e nem modelo, e por isso eu a amo. Amo porque você é a pessoa mais linda que eu já conheci. Por dentro e por fora. Eu me apaixonei por você desde a primeira vez que a vi. Sexo de qualquer espécie não mudaria isso. Sua amiga Jéssica é fútil e miserável. Consegue ver apenas coisas feias diante dela. O mundo pode ser feio, existem pessoas muito ruins nele. Mas você é a coisa mais linda que existe. Não deixe que pessoas feias e sujas contaminem você.

Bella fez um bico, suas bochechas quentes e vermelhas.

- Mas você a tocou.

Eu a encarei em dúvida.

- Toquei quem, meu amor?

-Jéssica – Ela murmurou – As mãos dela. Eu não gostei. Você prometeu que não tocaria nenhuma além de mim.

Eu gargalhei intensamente, beijando suas bochechas febris.

- Tocar a mão de alguém é normal, meu anjo – Eu a encarei docemente – É um cumprimento. Educação. Você entende isso? — Ela assentiu, rodando os olhos. – Não significa que eu esteja interessado nela. E é por isso que não podemos fazer nada ainda. Você precisa saber essas diferenças, pequena. Entender o mundo para que eu possa toca-la como uma mulher.

Ela lambeu seu lábio inferior, encarando-me com dúvida.

- Mas eu posso fazer sexo oral em você? Posso beijar o cutucador?

Eu senti meu queixo distendendo-se, o desejo começando a reaparecer.

Eu sabia que isso poderia acontecer. Maldita Jéssica.

O pervertido queria toma-la – deixar aquele pequeno erro ocorrer entre nós.

Eu a queria intensamente.

Poderia imagina-la tomando-me em sua boca, aprendendo gentilmente a me proporcionar prazer; Seus dedos pequenos escorregando sob meu membro.

Mordi meus lábios fortemente, encarando-a com meu controle abalado.

- Bella, você não pode me torturar dessa maneira – Eu disse severamente – Isso é algo muito intimo. Algo que só podemos fazer num futuro muito distante.

Eu me orgulhei, enquanto o meu lado monstro se debatia em meu interior em derrota.

Eu o havia humilhado — atingido seu ponto fraco, o esmagado com meu esforço.

Já existiam erros demais; excessos demais.

Eu não poderia me dar ao luxo de cometer algo daquele tipo.

No instante em que ela me tocasse, eu sabia que estaria perdido. Eu perderia o controle, e me deixaria dominar pelo demônio que vivia em meu interior.

- Me beije, então. Por favor, eu preciso de você.

Eu dei um pequeno sorriso, vendo-a implorar por mim desesperadamente.

Eu não era tão forte assim. Eu não poderia deixa-la desamparada.

Eu sabia o que era necessidade – uma necessidade faminta, que só pode ser cessada fisicamente; Era uma indigência que ultrapassava as palavras. Ela precisava de mim, e eu precisava dela.

Eu aproximei meus lábios dos seus, e os toquei delicadamente. Bella trouxe seus quadris mais perto, causando um atrito forte em minha ereção. Eu gemi, quando senti seus dentes mordendo meus lábios possessivamente. A língua dela bebericou o sangue que escorria do meu lábio inferior, e eu rosnei quando suas mãos arranharam minha omoplata. Eu abri minha boca automaticamente para receber sua língua desajeitada, que procurava a minha selvagemente. Eu procurei levar meus pensamentos para longe dali – longe da fricção do seu sexo contra o meu, longe da paixão dos seus beijos, longe do seu odor hipnotizante; Eu precisava tirar meu cérebro daquele quarto. Ou eu iria perder minha confiança.

Eu a beijei novamente, minhas palmas acariciando castamente suas costas macias. Bella sorriu maliciosamente, esfregando seus quadris contra minha dura ereção

Porra.

Eu gemi, quebrando o nosso contato.

Aquilo não estava certo. Aquela não era Isabella.

- Isabella, o que você pensa que está fazendo?- Eu a vi balbuciar, seus olhos arregalando-se completamente. Suas bochechas coraram mais que o usual, e eu segurei seus pulsos firmemente. -Responda.

- Eu só...estava... – Ela trouxe as mãos ao rosto, cobrindo seu semblante parcialmente – Tentando seduzir você.

Eu a encarei com choque, sentando-a contra o colchão.

- Não faça isso, Bella. – Eu segurei suas mãos, enquanto seu rosto se torcia – Eu disse que não vamos fazer isso, então não vamos fazer. Por favor, não me faça explicar isso novamente.

Bella virou-se em minha direção, completamente colérica.

- Por que você decide tudo, Edward? – Ela disse entredentes – Por que eu não posso estar pronta? Você nem pode tentar!

Bella bocejou, encostando-se contra o travesseiro. Eu deitei ao seu lado, acariciando seus cabelos. Eu sabia o que ela estava fazendo.

Estava testando meus limites, meu poder sobre ela.

A adolescente começando a surgir rapidamente, alternando rapidamente em sua personalidade.

- Você pode decidir, meu amor. Você sempre decide. Mas hoje não faremos nada, tudo bem? Vamos falar sobre isso amanhã. Hoje foi um dia cansativo para você. Eu só quero que você me diga uma coisa antes dormir – Eu pausei, vendo a insatisfação em seus olhos – Por que você mentiu para suas amigas? Por que não disse que eu era seu namorado?

Bella deu um sorriso pequeno.

- Por que prometi que não contaria a ninguém. Eu prometi e cumpri minha promessa – Seus lábios vermelhos tremeram, e ela encostou-se em meu peito.

- Você não deveria contar para os Black, Bella. Jacob e Billy. Mas para o resto, você pode – Eu beijei seus lábios docemente, enquanto ela bocejava novamente. – Agora durma.

Eu a beijei novamente, e ela deitou-se contra meu peito.

- Eu te amo, Edward. – Suas palavras saíram baixas, e eu a vi adormecer novamente contra mim.

- Eu também te amo, Bella. Muito.

Ela sorriu, e fechou seus olhos rapidamente.

Naquela noite eu tivera um sonho confuso – perturbador e doloroso. Estava tão escuro que eu mal conseguia enxergar.

Eu caminhava entre uma floresta negra, coberta por plantas escuras e sombrias.

E então eu a via.

Via meu pequeno anjo ser devorado por um lobo enorme.

O lobo era castanho-avermelhado, maior lobo que eu já vira.

Quase um monstro em quatro patas.

O sangue dela escorria pela sua boca, seu corpo pálido jogado contra o chão. Um choro baixo saindo de sua garganta.

E novamente eu estava paralisado.

Eu não conseguia me mover.

Eu não pude salva-la.

Quando a manhã me abateu, eu agradeci imensamente por ter sido um pesadelo.

Corri minhas mãos pelo seu corpo relaxado e pesado contra a cama. Beijei seus lábios me certificando de sua segurança.

Apenas um pesadelo, Edward.

Um pesadelo terrível.

Um pesadelo que eu não poderia imaginar que seria um presságio.

Notas finais
Então, o q acharam pessoal?? Olha, eu sei q esse capitulo ficou meio repetitivo! Mas isso só aconteceu pq esses dois tinham q ter essa conversa. Bella tinha q mostrar algumas coisas da sua personalidade...A Bella começando a dar claros sinais de amadurecimento...isso tmb pode ser visto nesse capítulo. Inclusive, da sua insegurança! Parece q não é importante, mas eu fiz isso com um objetivo! No próximo vcs entenderão. Bem, eu disse q as coisas iriam esquentar, mas medi errado o Edward...ele foi um cavalheiro. HAHAHAHAA Bella tentando e ele não deixando...enfim, vcs irão entender o pq disso! Aviso sobre o POV da Bella: A previsão é pra dps do próximo capítulo. Por favor, não me matem no próximo capitulo, eu prometo compensar muito em breve com lemons! HAHAHAHA Mas calma, não surtem ainda! Não posso spoilar mais, mas td vai se encaixar, ok? Prometo ser boazinha c eles! :) Pra ser sincera, tô morrendo p começar a esquentar o clima entre eles.Enfim, REVIEWS?? Espero q sim!! Quero todas nos comentários...e terça feira tem mais post se vcs aparecerem!! Agradecimento as novas leitoras, velhas leitoras e fantasmas. Quero pedir encarecidamente às fantasmas que apareçam! Gnt, tá demais a diferença: tem quase 200 pessoas acompanhando, e apenas uma pequena parte comenta! Não custa nada galera, e garanto q vai me animar a continuar! Quero ouvir vcs, ok? Opiniões, comentários, dicas...enfim!OBRIGADA NOVAMENTE AOS REVIEWS! AMEI CADA UM!Espero vcs lá, ok?Vou indo...e apertem os cintos q no próximo vai ser turbulento! Ahh...eu vi as fotos vazadas e vcs?? A -GiuuM- me lembrou d perguntar! Gii, eu vi e morri! e vcs? hihihi O FF.NET já aceitou minha att o/ ^^