Awake

2 Esperar


Notas iniciais
Olá gente!
Nossa, gostaria MUITO de agradecer a todas as pessoas que deixaram Reviews! Fico honrada de ter leitoras para minha estória! Inclusive, fiquei emocionada com alguns comentários!=D Vou responde-los logo logo!
Fiz o possível para postar ontem, mas não foi possível. Acho que os posts virão um dia sim e outro não, assim fica mais fácil para mim... O que acham?rs
Agradeço mesmo, de coração a cada uma de vcs!
Espero que o capítulo não deixe a desejar!
Opa, vou deixar uma notinha no rodapé, ok? rs Não deixem de ler!!

"Anjo...”

Eu solucei, enquanto ela piscava lentamente, abrindo seus olhos vagarosamente. Grandes órbitas cor de chocolate surgiram diante de mim. Eram de longe, os olhos mais bonitos que eu já havia visto. Eu comecei a duvidar da minha sanidade; Havia ansiado tanto tempo por aquele momento que não acreditava que pudesse ser real. A sua voz, os seus olhos, a forma perfeita que seus cílios se movimentavam eram como um sonho para mim.

Quantas vezes eu havia fantasiado com aquele momento, imaginando o instante em que eu poderia, finalmente, tê-la ao meu lado por completo. Meu coração explodia dentro do peito. Ela abriu o mais fabuloso meio-sorriso que eu já havia visto. A realidade era melhor do que todas as minhas fantasias pobres. Um rubor avermelhado surgiu em suas bochechas, e eu senti lágrimas pequenas formando-se em minha íris. Minha mão tocou a sua docemente, e ela sorriu de forma sublime.

- Você é meu anjo? – Ela perguntou de forma inocente. Ainda não conseguia recuperar-me do choque de vê-la se movimentar. A minha bonequinha, finalmente, havia ganhado vida. Eu toquei sua bochecha levemente, e ela sorriu. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, a porta do quarto foi aberta. Os olhos de Isabella cresceram enquanto a enfermeira caminhava em nossa direção.

- Edward, hora de- Ela interrompeu suas palavras, e nos encarou em total choque. -É um milagre! Bella ACORDOU! – Eu retirei minhas mãos de sua bochecha, enquanto a enfermeira invadia o ambiente agilmente. Ela checou os sinais vitais de Bella, completamente surpresa com seu despertar repentino.

- Você consegue falar, menina? – Ela perguntou para Isabella, que corou novamente, enquanto assentia. Meu corpo respondeu automaticamente ao rubor do seu rosto; Meu pêlos do braço se eriçaram instantaneamente com as reações que sua pele pálida acetinada tinham. Eu poderia imaginar mil maneiras de fazê-la corar. Espantei meus pensamentos de sentido múltiplo, voltando minha atenção para ela – Vou chamar o Dr. Cullen. Edward, você poderia ficar com ela?

- Claro. – Eu sorri, enquanto meus dedos faziam pequenos carinhos em sua palma suave. A enfermeira Bree partiu em direção à saída, enquanto Isabella ainda parecia completamente encantada com meu rosto.

- Você me parece tão familiar... – Ela disse, com a voz rouca. Eu engoli em seco, quando seus dedos pousaram sob meu rosto. Fechei meus olhos com a eletricidade e calor do seu toque. Seus dedos eram como pequenas plumas passeando sob meu queixo. Bella retirou os dedos repentinamente, e eu abri meus olhos encontrando os seus cheios de lágrimas.

- Eu sou Edward. — Eu sorri — Posso ser considerado seu anjo, minha pequena. Mas, sou apenas um homem — Ela escondeu os olhos dentro dos cabelos escuros que caíam sob seu rosto, e me encarou em dúvida.

-Onde estão mamãe e papai?

Eu percebi que seus olhos estavam perdidos em lembranças; Eu deveria lembrar-me que faziam 10 anos que Isabella não fazia parte deste mundo. Eu não fazia idéia do que ela se lembrava, se ela tinha alguma consciência do que havia ocorrido com sua família. Eu suspirei pesadamente, enquanto arquitetava a maneira mais correta de dar-lhe uma explicação. Antes que eu pudesse responder algo, a porta abriu-se rapidamente, e eu vi meu pai surgir com o rosto coberto de excitação.

- Isabella! – Ele correu em direção dela, colocando seu estetoscópio nos ouvidos para checar seus sinais vitais. Bree o seguiu, enquanto ele examinava Bella minuciosamente.

- Onde estão meus pais? O que estou fazendo aqui? – Eu a observei, enquanto pequenas lágrimas escapavam de seus olhos castanhos. Eu gemi baixinho, lutando contra o sentimento de acalenta-la. Meu coração sangrava por vê-la tão vulnerável e aflita.

- Isabella, eu sou Dr. Cullen. Você sofreu um acidente de carro, querida. Está no hospital – Meu pai soltava as palavras calmamente, enquanto Bella soluçava baixinho. – Você ficou desacordada durante muito tempo. Estamos felizes de que acordou e voltou para nós.

Ela encolheu-se na cama levemente, e meu pai abriu um pequeno sorriso.

- Cadê minha mãe?

Eu vi a confusão momentânea de meu pai, enquanto os lábios de Isabella tremiam continuamente. Meu pai a encarou com convicção e lançou-lhe um sorriso triste. Eu sabia que diante da incerteza do estado de Isabella, emoções fortes deveriam ser evitadas. Eu levantei-me, pousando ao seu lado.

- Isabella, podemos falar disso depois? O que acha de deixar os médicos verem você primeiro? Você acha que pode fazer isso agora?

Ela assentiu docemente, encarando-me por um momento.

-Acho que sim. – Ela disse receosa, e eu esbocei um leve sorriso confiante. Meu pai tocou meu ombro, enquanto ordenava para Bree os procedimentos que viriam a seguir.

Logo, a sala tornou-se completamente lotada de médicos. Eu via alguns deles de relance, ainda imerso ao choque de ver Isabella se movimentar naturalmente sobre a cama. Alguns faziam perguntas a ela, e eu conseguia ver em seu semblante a completa confusão pela movimentação ao seu redor. Um par de enfermeiras colheu sangue, enquanto meu pai e seus companheiros começavam os exames de rotina. Eu respirei profundamente, completamente encantado com sua beleza e vida.

-Edward, podemos falar? – Meu pai exclamou, enquanto eu lutava para desviar meus olhos do rosto de Isabella. Ela olhou novamente para mim, parecendo tão encantada pelo meu rosto quanto eu estava pelo dela. O choque dos seus olhos contra os meus, enviou calafrios pela minha espinha. Isabella...a minha Isabella, estava livre. Desperta e completamente pronta para ser amada por mim. Eu sorri para ela, enquanto caminhava para fora do quarto. Paramos em frente ao quarto da UTI. Pela primeira vez desde que Bella acordara, vi preocupação no semblante de meu pai.

- O que houve, pai? Algum problema com os exames de Bella?

- Não, Edward. Mas precisamos começar a pensar o que faremos com ela – Ele pausou, enrugando sua testa. – Aparentemente, os exames iniciais demonstram que o estado dela está estável. Não existe uma explicação para seu sono ou para seu despertar. Porém, ela não possui parentes conhecidos, e por ser maior de idade, pensei que poderíamos encontrar algum abrigo ou casa de apoio... – Eu o interrompi acidamente.

- Nem pense nisso. Isabella virá morar comigo. – Ele bufou exasperadamente.

-Edward, você está fora de si! Isabella não o conhece! Apesar de durante todos esses anos, você ter nutrido esse sentimento obsessivo por essa menina, não posso permitir que você a exponha a isso. Isabella ainda pensa como uma menina de 8 anos. O tempo não passou para ela... Morar com alguém, que já espera tanto dela não seria nada apropriado. Principalmente, sozinha com um homem.

Eu dei uma risada irônica.

- Joga-la em uma casa de apoio é o mais apropriado? Eu vou cuidar dela! Cuidarei dela como uma criança, se for necessário. Não me importo com as consequências. Você sabe que eu sou a melhor chance que ela tem de começar uma vida normal. Por que você não consegue entender o que eu sinto por ela? Eu simplesmente sei que posso ajuda-la! Todos tinham desistido dela, e eu nunca deixei de ter esperanças. Não vou abrir mão de ficar com ela neste momento. Eu jamais iria força-la a nada. Eu esperei tanto tempo para vê-la...a amo de muitas maneiras para feri-la de alguma forma.

Os olhos dele abriram-se e fecharam-se, enquanto ele ponderava minhas palavras. Suas pedras azuis escureciam-se enquanto seu rosto era invadido pela dúvida. Eu sabia que parcialmente, ele estava certo. Isabella não estava pronta para mim. Não estava pronta para a intensidade do meu amor. Os meus olhos enganavam minha mente. Eu sabia que diante de mim, estava uma mulher feita, no auge dos seus 18 anos. Porém, no seu interior ela não passava de uma menina de 8 anos. Eu estava disposto a acreditar que meu amor superaria o tempo. Eu poderia esperar. Esperar o tempo que fosse necessário para expressar meu desejo lascivo, que fora despertado unicamente por ela. Eu já havia tido mulheres – mas nenhuma delas conseguia mover cada célula do meu corpo para seu deleite; Era como se Isabella fosse uma parte minha, como se pertencesse a mim. Eu sabia que ela tinha uma escolha. Eu sabia que ela poderia me escolher. Morar sozinho com ela poderia ser difícil. Renegar o homem que vivia em mim seria um desafio, mas eu sabia que valia o esforço cada segundo ao seu lado. Ela estivera condenada – e de alguma forma, meu amor a salvou. Ele poderia salvar-me novamente. Salvar-me de mim mesmo. — Deixe com que ela decida, pai. Meu apartamento está aberto para ela. Eu farei a proposta, e não vejo como você possa interferir. Isabella é maior de idade, está livre para fazer o que bem entender.

Meu pai assentiu penosamente.

- Eu jamais a impediria. A escolha sempre será dela. Mas saiba que ela não é sua propriedade, Edward. Se você escolher leva-la consigo, deve saber que tem uma criança em suas mãos. Não manipule as coisas para funcionarem da maneira que você deseja.

- Então que seja uma decisão de Bella.

Nós concordamos, encerrando a conversa. Entrei no quarto, enquanto Isabella era preparada para novos exames. O dia passou como um flash. A movimentação continuava grande – todos queriam um pedaço do milagre cientifico que acontecera diante de seus olhos. Curiosos, imprensa e médicos se aproximavam para ver com os próprios olhos a Bella Adormecida acordar do seu sono misterioso. Os resultados dos testes que haviam sido feitos, até o presente momento, eram animadores. Seu cérebro não havia sofrido nenhum tipo de dano permanente. Neurologistas ainda exclamavam excitados o milagre do seu despertar. Bella era como um milagre da ciência. Um daqueles casos que são contados por anos no meio médico. Já estava amanhecendo novamente, quando a vi surgir pela porta, trazida por uma enfermeira. Meu pai correu para socorrê-la, quando lágrimas grandes escorreram de seus olhos.

- Isabella? O que houve? – Eu espantei o sono que ameaçava me consumir, caminhando em direção a cadeira de rodas.

- O que houve com meu corpo? O que houve comigo? – Ela sibilou, enquanto acariciava seus seios e barriga desesperadamente. Eu suspirei, e encarei meu pai. Ele abriu um sorriso para reconforta-la.

- Querida, você adormeceu por muito tempo. Você já tem 18 anos. Seu corpo é de uma jovem mulher agora.

Soluços altos saiam de sua garganta, enquanto seu choro se intensificava. Ela lutou com as lágrimas, enxugando-as com seus dedos pequenos.

- Eu não quero isso! Eu...eu...quero...Quero ver minha mãe. – Ela bufou entre o pranto. Meu pai esticou a mão para conforta-la, buscando uma grande respiração.

- Isabella, seus pais não resistiram ao acidente. Eles faleceram. Eu sinto muito. – Seus lábios tremeram, antes que Isabella caísse em um choro profundo. Durante longos 30 minutos, ela chorou, sem parar um só instante. Eu apenas me aproximei, sentando na beira de sua maca, deixando meu polegar acariciar suas mãos sedosas para acalenta-la. Eu sabia que naquele momento, eu precisava deixa-la digerir todas as informações que havia recebido naquele dia. A carga emocional que minha pequena menina estava recebendo era pesada demais. Eu pulei, quando sua voz invadiu meus ouvidos.

- Eu lembro da sua voz – Bella disse deliberadamente, enxugando as lágrimas do seu rosto. Eu sorri, brincando com seu indicador. – Eu estou sozinha agora? Sem meus pais...o que será de mim?

Eu movi minha cabeça negativamente, deixando meu polegar retirar os pequenos fios que se espalhavam pelo seu rosto.

- Nunca estará pequena. Eu estou aqui com você. Não vou a lugar algum.

Ela sorriu, recostando-se sobre a maca. Lentamente, seus cílios renderam-se ao sono e ao cansaço. Eu velei seu sono como sempre fizera, desejando internamente, que ela despertasse rapidamente. Eu não conseguia me dispersar do seu rosto – o rosto que tantas vezes eu havia desejado ver com plenitude. Isabella era linda – meu anjo, minha boneca, meu pequeno segredo. Eu me regozijava, sabendo que meu sonho havia se tornado realidade. Finalmente, eu havia me tornado o príncipe que a acordou do seu sono maldito. Agora ela seria minha. Não importando quanto tempo eu ainda tivesse que esperar por ela.

XxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX

Os últimos dois dias haviam passado mais rápido que o usual — e nós havíamos ficado sozinhos por menos tempo do que eu gostaria durante esse período. Eu queria conhece-la. Queria saber cada pequena parte que ela tinha para ser explorada; Não cansava de ouvir sua voz doce e a maneira magnética que seu rosto e corpo se comportavam a cada nova descoberta. Era incrivelmente fácil perceber o quão inocente e jovem psicologicamente Bella estava. Os psicólogos deram um prognóstico positivo para seu estado mental, advertindo que o inicio seria difícil. Ela aprenderia tudo de forma gradual, lidando com as novidades ao seu redor com cautela. Os hormônios seriam responsáveis por fazê-la amadurecer mentalmente mais rápido que o esperado. Não existiam prognósticos de pessoas como ela, para que pudéssemos avaliar quanto tempo demoraria para que ela alcançasse a maturidade mental de acordo com a sua maturidade física. Talvez ela nunca ficasse compatível com sua idade. Tudo dependeria da maneira que seu intelecto lidaria com as mudanças repentinas. Eu não me importava com as possibilidades. Estava realizado apenas por vê-la se recuperar de forma tão pródiga. Ela estava pronta para ser liberada do hospital após 10 anos de espera. Eu percebia nas suas tímidas atitudes, o quanto ela confiava em mim. Percebia que ela me via como seu único porto-seguro. De uma maneira inexplicável, Bella me reconhecia. Ela reconhecia minha voz e sentia o quanto eu havia zelado por sua vida; Eu via essa confiança plantada em seus olhos castanhos. Eu buscava ser discreto na quantidade de afeição que expressava por ela – não poderia assusta-la com a intensidade dos meus sentimentos. Afinal de contas, ela estava se recuperando. Precisava de estabilidade para sua recuperação, e eu lutaria para proporcionar isso a ela. Eu precisava ser o que ela necessitava; E eu seria.

Hoje ela receberia alta – e eu podia identificar os jornalistas do Discovery Channel e BBC que faziam plantão na porta do hospital. Todos queriam registrar o novo milagre da medicina. Eu havia aconselhado expressamente os médicos e enfermeiras a não deixa-los se aproximarem de Isabella. Eu dei pequenas batidas na porta do seu quarto, antes de pisar adiante. Respirei profundamente, sabendo que o momento havia chegado. Era o momento da minha proposta – e eu tinha grandes esperanças de que ela iria aceitar morar comigo. Alice havia preparado um quarto em meu apartamento – o meu antigo escritório, havia se transformado em um quarto cercado por coisas cor-de-rosa e inúmeras roupas. Era impressionante o que minha irmã conseguia fazer em dois dias. Eu estava respirando aliviado pelo novo ângulo que meu pai encarava o fato de Isabella mudar-se comigo. Nós havíamos discutido alguns pontos – e eu havia garantido que estava disposto a receber toda ajuda necessária para Bella. Incluindo, as dicas femininas de Alice. Isso havia dado um novo ânimo para ele, que agora, me apoiava por completo em trazê-la para casa. Eu sorri para meu pai, que terminava de fazer as últimas anotações no prontuário de Isabella. Encaramo-nos por um segundo, antes de voltar-me para Bella para começar a minha proposta. Eu percebi o quanto ela estava linda aquela manhã – seu rosto começando a criar uma cor mais viva e seus cabelos longos brilhantes e sedosos; Isabella era extremamente pálida pelos anos privados de qualquer contato com o mundo exterior. Eu sorri, passeando os dedos pelos meus cabelos cor de bronze.

- Bella, eu gostaria de falar com você. – Eu me aproximei da cama, sentando ao seu lado na maca pouco espaçosa. Ela assentiu e abriu um pequeno sorriso tímido, corando completamente. – Lembra que nós falamos que logo você poderia ir embora? Você se lembra disso, Bella? – Ela afirmou com a cabeça, e eu dei um sorriso torto. Precisava ter certeza de que ela estava compreendendo cada pequena parte da sua decisão.

– Então, os médicos fizeram alguns testes e você está livre para ir. Está pronta para ir embora. – Ela mordeu seus lábios vermelhos fortemente em dúvida, e eu prendi meu olhar por um segundo em sua boca. Os traços perfeita dos seus lábios, quase me fez perder a linha de pensamento. Foco, Edward. Eu retornei aos meus pensamentos, posicionando meus olhos nos seus. – Eu gostaria de saber se você gostaria de ir para casa comigo...Morar comigo – As palavras saíram mais rápido do que eu imaginava, e percebi uma mudança repentina no semblante de Bella. Será que ela não gostaria de vir comigo? Eu estava confiante que tudo daria certo, que a sua expressão desconhecida fez minhas pernas falsearem. Eu sentia o sufocamento da sua rejeição — e eu percebi, que que dar uma opção a ela. Talvez, ficar comigo não fosse seu desejo. Meu coração parou por um segundo, e a respiração parecia entrecortada. – Você também pode ir para uma casa de garotas...eles vão cuidar bem de você lá e-

Ela me interrompeu, apertando suas unhas curtas contra meu antebraço.

- NÃO! — Ela gritou sonoramente — Desculpe. Eu não quis gritar – Ela disse rapidamente, mordendo os lábios firmemente. – Eu só não quero ir para um orfanato. Eu quero ficar com você. – Bella disse com uma voz chorosa, deixando lágrimas caírem contra seu rosto. Eu toquei seu rosto, ignorando a corrente elétrica insistente entre nós.

-Shhiiiu... Não chore, minha bonequinha. Não precisa chorar. Você virá para casa comigo. E eu tenho uma irmã que vai passar muito tempo conosco. Ela já preparou um quarto para você. Você gosta de cor-de-rosa?

Ela deu um pequeno sorriso entre as lágrimas, enquanto eu acariciava seus cachos macios.

- Sim... – Bella disse, fazendo um pequeno biquinho. Uma luz nascia em seu rosto, e eu poderia apostar que era ansiedade. Ela era uma criança grande, e eu conseguia perceber o quão dependente de mim ela era.

- Então você não tem que se preocupar. Vamos cuidar de você. Vamos nos divertir.

Bella assentiu, e colocou seus braços ao redor do meu pescoço. Eu engoli em seco com a proximidade e o calor que seu corpo emanava contra o meu; Seus lábios encontraram minhas bochechas, e ela depositou um pequeno beijo perto da minha orelha. Eu sentia cada pêlo do meu corpo responder ao contato. Deus. Meu corpo responderia a qualquer mínimo estímulo que Bella fizesse. Eu me condenei por sentir tais desejos; Era uma atração inevitável que sentia por ela. Ela separou o abraço, e eu gemi baixinho com o frio que me assolou. Parecia que eu estive congelado durante toda minha existência e pela primeira vez havia apreciado a sensação do calor; Eu sorri grandemente, segurando suas mãos contra as minhas.

- Obrigada, Edward. – Ela disse, deixando o rubor invadir suas bochechas novamente.

- Sempre estarei ao seu lado, Isabella – Eu respondi, sem nunca abandonar o sorriso que estava em meus lábios. Eu sempre esperei por você e sempre esperarei, eu disse para mim intimamente, desejando um dia, falar para a pequena menina à minha frente.

XxxxxxxxxxxxxxxXxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX

O momento de partir chegou sem muitas delongas, e logo nós estávamos prontos para deixar o hospital. Apesar da insistência de meu pai de se juntar a nós em meu apartamento, eu o havia convencido que o melhor seria que Isabella se acostumasse com o novo ambiente na primeira noite. Ele havia concordado com pesar, mas eu o havia tranquilizando dizendo que Alice estaria em casa pela manhã. Nós entramos no meu volvo prateado, enquanto Bella ainda se mantinha em um silêncio completo. Eu a deixei desfrutar do silêncio confortável que se estendeu entre nós para se acostumar com a idéia de morar com um completo estranho. Em um intervalo de dois dias, Isabella havia descoberto que passou os últimos dez anos em uma cama de hospital. Recebeu a notícia de que todos aqueles que amava estavam mortos. Tudo em sua vida estava mudando tão rápido...eu sabia que ela precisava de um tempo para digerir tudo. Ela havia dormido menina, e acordado mulher. Agora iria morar com um estranho. Eu sabia que existia uma conexão inexplicável entre nós – construída durante os anos que eu passei ao seu lado. Mas ela não sabia da minha obsessão. Ela não sabia que eu a havia cuidado e assistido seu crescimento durante todos esses anos. E eu queria manter assim por enquanto. Talvez o seu conhecimento disso pudesse tornar as coisas perturbadoras demais para ela. Paramos em frente ao meu apartamento, e eu corri para carregar as poucas coisas que tínhamos trazido do hospital. Bella faria uma medicação de reposição vitamínica até se reacostumar com as refeições, e todos os remédios estavam na sacola transparente que eu tinha em minhas mãos. Subimos lentamente para o apartamento, e eu tremi ao colocar as chaves na maçaneta. Sentia o nervosismo me atingir, enquanto me acostumava com o fato de que Minha Bella estava em minha casa. Bella estava em pé ao meu lado, com os olhos e lábios mais perfeitos que eu já havia visto, sorrindo unicamente para mim. Meu coração pulava dentro do peito. Consegui acertar a chave, e a torci, empurrando a porta em seguida. Abri espaço para Bella atravessar a sala e acendi as luzes rapidamente.

- Então...você gostou?

Ela sorriu com entusiasmo, caminhando timidamente pelo apartamento.

-Sim...é lindo, Edward! É tão grande que nem parece um apartamento! – Eu dei uma pequena risada, caminhando pela sala ampla.

- Quer conhecer seu quarto? Aposto que está cansada.

Ela abraçou seu peito e ruborizou-se levemente.

-Sim, por favor, sim!

Eu dei outra risada, caminhando até seu novo quarto. Girei a maçaneta, abrindo a porta rapidamente. Alegria brilhou em seus olhos quando ela se deparou com a decoração do quarto. Paredes cor-de-rosa claro contrastavam com móveis brancos e lilás. Eu poderia apostar que ela havia apreciado a decoração. Pequenas coisas de meninas estavam sob os móveis, e eu depositei o saco de bonecas que havia trazido do hospital, sob a estante.

- Você gostou, Isabella?

Ela virou-se para mim, jogando-se em meu peito. Eu paralisei por um segundo, antes de afagar seu corpo pequeno em um abraço. Minha pele queimava pelo contato, mas eu repreendi meus instintos; Era minha garota. Eu precisava ser forte. Eu quebrei o abraço, e ela presenteou-me com um grande sorriso. Pequenas lágrimas surgiram em seus olhos.

- Obrigada, Edward. É a coisa mais linda que já vi... eu nunca tive algo assim.

Eu sorri de volta para ela, afagando seus cabelos.

- Está pronta para dormir?

Ela afirmou positivamente, e eu dei boa noite a ela com um beijo em sua testa. Fechei a porta, pensando o quão perceptiva e inteligente ela era; Eu precisava de um choque de realidade para não me deixar levar pela aparência que ela possuía. Isabella apenas era madura demais para o psique de uma garota de 8 anos – mas não deixava de ser imatura o suficiente para permitir ser amada como eu gostaria; Eu entrei em meu quarto, sentindo o tremor que ainda estava em meus dedos. Há poucos metros, Bella estaria dormindo. A menina-mulher que durante tantos anos havia morado em minha mente, consumindo cada um dos meus pensamentos; Eu havia crescido desejando ama-la, fantasiando com o momento que ela seria minha; Eu estava ao seu lado, e não conseguia conter o mar de emoções que me invadia. Minha pequena boneca, a eterna dona do meu coração.

Naquela noite, eu tive dificuldades para dormir. A ansiedade me consumia, e roubava o sono que não tinha oportunidade para chegar. Quando eu estava quase me rendendo ao sono, um barulho em minha porta me despertou. Eu levantei rapidamente, encontrando Bella parada em minha frente. O pijama de mangas e pernas compridas agarrava seu corpo magro e cheio de curas. Seus longos cabelos estavam livres, jogados contra suas costas. Ela parecia uma pequena garotinha, indefesa e assustada na porta do meu quarto. Eu sorri, completamente intoxicado pela felicidade de tê-la ao meu lado.

- Edward, estou com medo. Posso dormir com você?

Notas finais
Então, o q acharam? Espero q tenham gostado!
Conto com cada uma de vcs para deixar sua opinião...
Eu realmente estou tentando fazer algo diferente...apreciaria a opinião de vcs! =D
Obrigada novamente a todas que se dedicaram a deixar um Review para a estória! Vcs são meu combustível...só depende de cada uma d vcs o destino aqui...rs preciso de incentivo! rs
Beijos amores e ótimo domingo!
=*