Awake
10 Diga Sim
Notas iniciais
Os raios solares batiam contra meu rosto, enquanto eu tentava mover-me sem sucesso na cama. O peso de Bella estava sobre mim, e eu sorri com a sensação. Era tão agradável tê-la ao meu lado, seus cabelos cor de chocolate caindo sobre meu peito. Eu beijei seus fios, acariciando sua bochecha com meu polegar.
- Acorde, Bella Adormecida.
Bella moveu-se levemente, abrindo um pequeno sorriso em seus lábios.
- Isso é um sonho?
Eu dei uma risadinha, beijando sua testa.
- Não, bonequinha. Hora de acordar. Temos que ir a sua escola hoje.
Ela gemeu, arrastando-se para longe de mim como um gatinho preguiçoso. Eu vi seus cílios longos separando-se, enquanto seus olhos castanhos encontravam os meus. Ela parecia tão feliz em me ver – como se eu fosse o melhor presente que ela poderia receber. Meu coração pulou com os sentimentos refletidos em seus olhos escuros.
- Eu tô com preguiça... – Ela resmungou, espalmando suas mãos contra meu peito.
- Eu sei, meu amor. Mas isso é importante. Você vai ter que se acostumar. Será que agora alguém poderia tomar um banho e se vestir bem rápido?
Bella fungou, acariciando o tecido da minha blusa.
- Tudo bem. Eu só estou com medo.
Eu levantei as sobrancelhas.
- Medo?
Ela assentiu, mordendo os lábios vermelhos docemente.
- De ficar longe de você. De não gostarem de mim...eu...não sei...
Eu sorri, beijando os seus dedos. Eu estava aterrorizado, desesperado com todas as possibilidades. Aquele era meu primeiro dia sem meu anjo. O primeiro dia que ela sairia do meu pequeno ninho de proteção.
Como ela iria reagir?
Como reagiriam a ela?
Minha bonequinha não era uma garota comum, ela era a criatura mais pura e inocente que poderia existir. Ela não estava preparada para o mundo que a cercava. Mas eu não poderia impedi-la de crescer, de aprender a lidar com o perigo eminente dos seres humanos.
O obcecado surgiu com suas imagens perturbadoras, pelejando espaço em minha mente;
Aproveite seu medo, Edward. Não a deixe partir. Aprisione-a. Você pode fazer isso, ninguém irá saber. Ela será inteiramente sua.
Eu balancei minha cabeça, expulsando os pensamentos dolorosos. Eu não faria. Não faria do meu amor, um cárcere. Por mais que aquilo ferisse cada um dos meus sentimentos, e enlouquecessem o obcecado, eu seria forte.
Seria forte por nós. Seria forte pelo amor.
Coloquei um sorriso de falsa tranquilidade em meu semblante, e acariciei seus dedos.
- Não tenha medo, pequeno anjo. Eu estarei aqui. Não importa onde você esteja, eu sempre estarei protegendo-a. Eu amo você.
Bella sorriu amplamente, abraçando meu peito fortemente.
- Eu também amo você, Edward. Obrigada por ser tão bom para mim.
Ela levantou-se, estalando seus lábios contra os meus rapidamente. Eu a vi corar com a sua atitude, e dar uma pequena risadinha, antes de escapulir para fora do quarto. Eu sabia que ela jamais iria entender o real significado das minhas palavras.
Amo você.
Deus, eu a amava! Amava tudo nela... Sua pureza, sua inocência, a forma única que ela descobria o mundo ao seu redor. Amava a mulher que desabrochava lentamente diante de mim. Amei durante toda minha vida, e jamais meu coração seria de outra.
Era desgraçadamente louco ama-la. Bella nunca entenderia, jamais poderia compreender a potência dos meus sentimentos. Sentimentos escondidos tantos anos; idealizados, sonhados, insensatos, condenados.
E pelo amor desesperador, abrasador, enlouquecedor, equivocado, impuro, maníaco e apaixonado é que eu a deixaria partir.
Cortando-me à sangue frio, e debilitando meus próprios sentimentos ébrios, eu a deixaria viver.
A deixaria bagunçar meu interior, confundir meus limites e sensibilizar minhas barreiras.
[...]
Meus pés batiam nervosamente contra o chão, enquanto meus olhos corriam em direção à porta.
40 minutos.
Tempo demais para uma simples avaliação psicológica.
Milhões de pensamentos invadiam meu cérebro, enquanto eu aguardava na pequena saleta de espera da Escola Pública de Forks.
Eu expus a situação de Isabella na instituição – tentando convencer a junta de professores a permitirem seu ingresso no ensino fundamental com crianças mais novas.
Houve um consenso geral de que aquela situação a prejudicaria.
Conviver com crianças, além de não auxiliar no seu processo de amadurecimento, iria embaraça-la. Eu sentia-me um hipócrita por argumentar sua inocência, sabendo que havia roubado seus desejos para mim; Eu havia usurpado toques em seu corpo virginal, permitido meu Eu-animal dominar minhas atitudes.
Isso teria que parar.
Eu não tinha controle sobre mim quando se tratava de Isabella.
Era abstrato para mim o poder sobre minhas ações.
Eu a protegia do meu próprio eu-masculino – sabendo que apesar do desejo intenso de toca-la, eu deveria manter meu pequeno tesouro intacto.
Eu havia ferrado com minhas promessas, lançado meu próprio discurso em uma fogueira de confusão e insensatez.
Eu prometera para mim mesmo ser o garotinho.
Mas no instante em que eu a tocava, a libido o dominava.
Era desejo, paixão – frutos do amor platônico que eu havia nutrido.
Mas aquilo poderia ser fatal – uma roleta-russa rumo ao desconhecido; Eu poderia destruí-la. Fazê-la sentir-se usada por mim, abusada pelo meu domínio e superioridade emocional.
Nós éramos certos, em momentos completamente errados.
Respirei profundamente, ao imaginar o resultado da avaliação. A psicóloga da escola ficara responsável por avaliar se Bella estava apta ou não para ingressar no ensino médio.
Eu gemi com o ciúme queimando minhas veias ao imagina-la no ensino médio. Ela seria rodeada de garotos tarados e cheios de artimanhas. Pessoas prontas para arrancar cada pedaço de bondade e candura que ela carregava.
Acordei dos meus devaneios, com a porta sendo aberta diante de mim. Bella sorriu levemente, seu rosto completamente corado.
- Sr. Cullen? Poderia me acompanhar? – Eu assenti, levantando-me da cadeira — Bella, você pode esperar aqui. Não iremos demorar.
- Claro – Minha garotinha respondeu, e eu segui a senhora de cabelos vermelhos, que a havia avaliado. Sentei-me à sua frente na mesa de mogno clara, e sorri fracamente para ela.
- Bem, antes de tudo eu gostaria de parabeniza-lo. Isabella está indo muito bem para um mês de recuperação. Ela parece feliz e estável, apesar de passar por um momento delicado. — Ela pausou, e eu cocei meus cabelos. Pobre mulher. Não fazia idéia dos absurdos que minha mente criava – Sei que talvez seja difícil para o senhor perceber a sua evolução com a convivência constante de vocês, mas Bella está bem instruída. Ela sabe o que é o certo e o errado, tem noções bem fortes sobre sexualidade e limites. Não vejo o porquê de coloca-la em uma sala com crianças
A mulher abriu um sorriso amarelo, e eu gemi. Bella sabia sobre sexo, por conta dos meus deslizes, dos meus erros. Mas isso não a preparava para o Colegial. O ensino médio era cruel mesmo com pessoas de desenvolvimento normal, quanto mais para alguém especial como ela. Eles a devorariam, a despedaçariam.
- Mas Bella não cursou o ensino fundamental, acho que teria problemas em acompanhar os outros alunos. Não vejo como isso pode dar certo em todos os aspectos. Bella é ingênua e não sabe do que as pessoas são capazes.
Eu vi a senhora desajeitada mexer em alguns papéis avidamente, puxando uma folha de papel da confusão de rabiscos em sua mesa. Ela empurrou em minha direção.
- Tive o cuidado de fazer um teste de raciocínio na Srta. Swan. Ela demonstrou uma ótima capacidade para resolver problemas e aprendizado rápido. Lógico, que inicialmente, ela teria que acompanhar as aulas de reforço que a escola oferece. Existem turmas especificas para aprendizado avançado. Ela ficará bem. – A mulher sorriu novamente, guardando as folhas de papel – Iremos avisar todo o corpo docente sobre a peculiaridade dela, e a escola está pronta para recebê-la na sua condição. Eu farei seu acompanhamento psicológico, e darei atenção especial no seu caso. Creio que ela já poderia começar a frequentar as aulas agora mesmo. Isso trará benefícios enormes para seu desenvolvimento. Não adianta superprotege-la. Uma bolha só iria retardar seu desenvolvimento. Isabella tem dezoito anos, tem maturidade de uma jovem adolescente, e apenas é menos instruída que a maioria. Mas para a sua saúde mental, devemos deixa-la aprender sozinha. É a única forma de amadurecer. Como o resto de nós amadurece. Os pais dão a direção, e os filhos tomam suas próprias decisões e cometem erros até amadurecem. Isso é a vida, Sr. Cullen. Isabella sempre vai estar entre a garota e a mulher, isso é apenas uma consequência do seu tempo perdido. Ora ela será uma garota, ora será uma adolescente. Mas não a subestime. Ela é capaz de fazer tudo como uma pessoa normal. É apenas mais frágil, mais necessitada de cuidados e de zelo.
Eu dei um sorriso rancoroso, assentindo em silêncio. Eu estava malditamente perdido – imaginando os olhares libidinosos dos garotos sobre ela; Arrependi-me imensamente por ter começado aquilo, e agora era tarde demais para voltar atrás. Apesar de lidar com a possibilidade do ensino médio, eu a considerava praticamente nula.
Nunca imaginara os progressos que ela poderia fazer em tão pouco tempo — e senti um conforto familiar me invadir, por saber que ela estava amadurecendo progressivamente. Uma jovem adolescente, isso não era tão ruim. Ela estava crescendo, passeando entre a infância e adolescência rapidamente. Ora mulher, ora menina. Ela sempre seria assim.
Eu ainda não havia ferrado com tudo.
E não poderia brecar seu crescimento com meu egoísmo.
Bella iria ter tudo que necessitava. Eu não seria capaz de negar nada a ela.
Eu estaria ali para ensina-la – alerta-la de cada obstáculo, de cada pequeno perigo que poderia encontrar no seu caminho.
Eu pisei em direção a saída, despedindo-me de Bella com um pequeno toque em suas mãos.
Dei partida em meu carro com o coração partido.
Evitei as lágrimas que insistiam em cair; Eu a queria comigo, queria a proteção da sua presença. Passei pelas ruas sentindo-me vazio.
Minha pequena, meu anjo. Estava longe dos meus braços pela primeira vez.
Estava crescendo, começando a explorar seu próprio mundo.
O medo de não fazer parte dele me assolou; Eu queria tanto. Queria tanto ser o seu escolhido.
Ser dono do seu coração.
A verdade daquelas palavras me invadiu, e eu acelerei deixando minha dor aprofundar-se em meu peito.
[...]
Eram 7 da noite quando parei meu carro em frente à escola de ensino médio de Forks. Meus olhos ansiando por ver o pequeno corpo de Bella surgir diante de mim. Meu coração pulava de ansiedade. Meu dia havia sido completamente inútil – meus pensamentos estavam focados em minha bonequinha, completamente desprotegida em um ambiente desconhecido.
A saudade me corroía, como o mais veloz e perigoso veneno.
Eu precisava dela urgentemente. Era uma dor física ficar longe de minha bonequinha.
Vi alguns vultos surgirem em meio à chuva, aumentando a ansiedade elétrica em mim.
Apertei meus dedos contra o volante.
Meu coração disparou quando meu pequeno anjo buscava desajeitadamente meu carro entre a escuridão. Buzinei alto, fazendo-a pular. Alívio invadiu seu semblante, e uma alegria genuína soltou em seus lábios.
Ela sentira minha falta como eu sentia a dela?
Abri a porta do carro, meus dedos lutando com a minha ânsia.
Bella abriu o mais belo sorriso, invadindo o pequeno espaço do carro. Seu cheiro bateu contra mim, fazendo-me deliciar-me com sua presença.
Paz. O mais belo gosto de paz tocou minha língua.
- Oi – Bella disse timidamente, enrolando os cabelos úmidos contra os dedos.
- Olá, minha bonequinha. Pronta para partir? Quer fazer um passeio? Pensei em fazer uma surpresa.
Eu vi seus olhos se encherem de expectativa e alegria. Aquilo fazia cada sofrimento meu valer a pena. A alegria e felicidade que minhas pequenas atitudes despertavam naquela doce menina.
- Sério? Que tipo de surpresa?
Eu ri baixinho, partindo com o carro rapidamente.
- Você vai ver, menina curiosa. Mas me conte, como foi na escola hoje?
Bella suspirou profundamente, virando-se em direção a janela.
- Bem...Eu gostei. Algumas pessoas falaram comigo, perguntaram coisas. Só isso.
Eu a senti suspirar com pesar, e parei o carro imediatamente. Estávamos a poucos metros da escola – mas eu conseguia sentir algo em seu tom que demonstrava que algo não estava bem. Alguma coisa havia acontecido – e eu sentia o remorso me invadir. Eu não deveria ter permitido, não deveria tê-la exposto a isso tão cedo.
Ela virou-se para mim, uma expressão desconhecida em seu rosto.
- Por que parou?
Eu passei as mãos em meus fios cor-de-bronze, encarando-a com receio. Bella estava diferente, de uma maneira que jamais havia visto. Seu rosto nublado, quase misterioso.
- O que aconteceu, Bella?
Ela fez um bico em seus lábios, corando levemente.
- Não é nada demais...É, na verdade...é algo que tenho para perguntar.
Eu grunhi, sentindo um flash de pânico me invadir. Ela teria se dado conta do monstro que tenho sido? Teria finalmente, percebido minhas atitudes perturbadoras?
Eu estava pronto para implorar seu perdão, disposto a qualquer sacrifício para tê-la ao meu lado. Eu limpei minha garganta, buscando palavras para responder a ela.
- Pode falar, Isabella. Não tenha medo. Qualquer coisa. — Eu a vi corar, e esconder o rosto entre os cabelos. A menina estava de volta. Sua timidez começando a sucumbir, dominando seu rosto jovem. – Bella, está tudo bem. Pode falar.
— É...só que...apenas... – Ela balbuciou, buscando coragem para encontrar suas palavras. Eu tinha certeza da minha condenação; Ela iria me deixar. Iria jogar sobre mim meus pecados sujos. Ela piscou, tateando os dedos nervosamente. – Eu só queria saber o que você é para mim.
Eu engoli em seco.
Fiquei paralisado alguns segundos, enquanto Bella levantava seus olhos para encarar-me atrás dos cabelos escuros. Dúvida. O que eu era para ela? Eu jamais havia pensado daquela forma – para mim ela era tudo. Meu chão, minha base, minha fortaleza, meu coração. Meu único e primeiro amor.
Mas sequer por um segundo, eu havia considerado o que ela pensaria. Eu a havia beijado, havia tocado, trincando sua inocência frágil. Eu estava tão absorto em minha própria confusão e dor, que esquecera do meu pequeno anjo.
Da ausência de conhecimento e vivência que ela possuía; Senti meus olhos ficarem quentes, enquanto abaixava minha cabeça para esconder meu semblante. Os dedos de Bella tocaram meu braço, acariciando docemente.
Eu senti seu toque queimar e me condenei; Mesmo sendo um sujo, ela ainda era capaz de me consolar. Eu engoli as lágrimas presas em minha garganta.
- Eu não queria te deixar bravo. – Bella disse, mordendo os lábios levemente. Eu a encarei, puxando uma respiração profunda.
- Você nunca me deixa bravo. – Um tom de dilacerante saindo de minha garganta – Você que é boa demais para mim, menina. Inocente demais para alguém como eu. Eu sou mau, Bella. Aquela pessoa que você deveria ficar longe. Eu não sirvo para você.
Esfreguei o volante, enquanto ela largava os dedos dos meus braços.
- Você não pode ser mau. Eu sei que não sei de muitas coisas, mas você não é mau. – Ela disse, seu tom lúdico invadindo meus ouvidos – Alguém que é tão bom comigo, não pode ser mau. Você faz tudo que eu quero, mesmo quando não quer. Eu não tenho certeza do que é isso, mas sei que você se importa comigo...e eu...amo você.
Eu cocei meus olhos, virando em direção à janela. Eu não conseguia encara-la naquele momento.
- Você não sabe o que é amor, Bella. Você não faz idéia do que seja. Você não me ama da maneira que eu fiz você achar que amava.
Cuspi minhas palavras secas, enquanto encarava a leve garoa que molhava a janela. Bella rosnou irritada, puxando meu rosto em sua direção.
- Eu não sei de muitas coisas, Edward! – Ela colocou um dedo sobre meu nariz – Mas você não pode dizer que eu não sei o que é amor! Eu amava meus pais, eu amava meus amigos, minha casa... e perdi metade da minha vida e todos que eu amava de uma vez só! Eu sei que passei dez anos dormindo, e que sou boba pra muitas coisas que você sabe e eu não. Mas a única coisa que me conforta, é a maneira que você cuida de mim e a paciência que tem comigo. Eu sei que amo você, só que de uma forma diferente de como amo Alice, meus pais ou amava meus amiguinhos. Eu amo você, como presente de natal, lembra? Amo você, como quando você me abraça meu coração acelera. Eu amo você, como quando você dá um sorriso torto eu me sinto deslumbrada. Amo você quando você me beija, e meu corpo todo fica quente. Não quero que você deixe de me amar. Não quero que você vá embora.
Seus olhos se encheram de lágrimas, e eu escutei pequenos soluços saírem de sua garganta.
Ela estava chorando.
Segurei seu rosto entre meus dedos, enquanto ela deixava as lágrimas caírem contra sua bochecha. Eu ainda estava em choque, completamente fascinado pelas suas palavras.
Era uma menina, aprendendo a amar um homem perdido, errado, confuso e sujo como eu.
Eu havia ignorado seus medos, seus desejos, seus pensamentos e sentimentos.
Mas agora estava ali – diante da mais sincera declaração que já ouvira em minha vida. Estava em êxtase – vendo a menina que amava falar como uma mulher pela primeira vez em minha vida. A sinceridade de uma criança, em sentimentos de uma mulher.
Meus lábios sugaram as lágrimas que caíam de deus olhos, beijando docemente cada pequena gota, até seca-las por completo. Eu via a intensa tristeza em seus olhos pequenos – o medo de ser abandonada, de perder a única pessoa que amava.
Naquele momento, eu exorcizei meus demônios, e senti o amor puro possuindo meu ser.
Tudo pela primeira vez estava igual – éramos dois garotos aprendendo a amar. Lutando com seus respectivos medos, batalhando como iguais para estarmos prontos para expressar aquele sentimento dolorosamente perfeito.
Eu sorri, deixando minhas próprias lágrimas escaparem dos olhos.
- Eu jamais seria capaz de deixar de amar você – Eu beijei sua bochecha – Eu a amo tanto...a amo tanto que chega a machucar meu coração – Coloquei suas pequenas mãos contra meu peito. Ela sorriu entre as lágrimas, apreciando as batidas erráticas do meu coração.
- Eu não quero que você me deixe nunca.
Eu sorri, beijando a ponta do seu nariz.
- Nunca. Eu não seria capaz, Isabella. Eu nunca fui capaz de viver sem você – Eu nos separei, encarando-a docemente. Contive minhas palavras — sabendo que em breve eu poderia contar tudo a ela. Sabendo que em breve ela seria capaz de compreender o meu amor; Entender que há muito tempo eu havia entregado meu coração a ela. Engoli uma respiração, as emoções fluindo naturalmente em meu cérebro. Não existia conflito naquele momento – Eu estava equilibrado, experimentando a pureza do meu amor. Eu sabia que aquele era o momento; o momento de pedi-la para ser minha. Eu teria seu coração, se ela assim me desse. Eu não queria antecipar seus sentimentos – mas eu necessitava do seu amor como da minha próxima respiração; Eu precisava do seu “sim” com toda a força de minha alma.
Mesmo que estivesse me precipitando, eu precisava da sua bênção. Eu precisava da sua permissão para ama-la.
Senti borboletas invadirem meu estômago, enquanto sorria infantilmente para a mulher à minha frente.
- Você quer saber o que somos, Bella? — Ela assentiu, corando fortemente. Eu busquei coragem em meu peito, deixando meus olhos encontrarem os seus.
– Isabella Marie Swan, você aceita ser minha namorada?
Ela pausou, seus olhos pequenos saltando em surpresa.
Eu senti o medo da rejeição começar a cercar meus pensamentos, enquanto minhas mãos tremiam violentamente.
Por favor, Isabella, diga sim. Eu não seria capaz de viver sem seu amor. Me ame. Diga sim. Me deixe ama-la da maneira que você merece. Vamos aprender a amar. Juntos.
O garoto e o obcecado entraram em um consenso – ambos implorando para serem amados pela menina-mulher à minha frente.
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