Awake
16 Anjos e Demônios
Notas iniciais
Nossa, perdoem o meu sumiço! Mas essa semana aconteceram tantas coisas! Eu tava doente e realmente não tive pique para escrever! Desculpem, prometo não deixar que a fic atrase tanto novamente!
Eu queria agradecer novamente a todas a maravilhosas REVIEWS que recebi no capítulo passado!! Fico feliz q tenham gostado da Lemon. Aviso que tem mais no capítulo de hj. hihihi Gasolina pra autora é review! Meus combustíveis! hahaha ^^
Agradecimento especial a ivis uma leitora muito especial q já veio desde a época de "O Tutor"! Ela me dá uns puxãos de orelha de vez em qnd, e eu agradeço q ela ainda esteja aqui com o Ed!! OBRIGADA IVIS! EU e o Ed adoramos a indicação! Esperamos q vc goste fique conosco por mto tempo ^^ MUITO OBRIGADA AMORE! Por ler, revisar, indicar :) ^^ por estar conosco! :D
Bem meninas...feliz páscoa p vcs! Muito chocolate e boa leitura!
Mais no final.
Meus cílios escuros bateram lentamente contra meus olhos, enquanto minhas mãos tateavam ao redor da cama. O peso de Bella não estava sob meu corpo – e o sentimento de solidão me assolou quase de imediato.
Eu ainda conseguia sentir o calor do seu corpo sob mim, o cheiro intoxicante de baunilha da sua pele suave contra minhas narinas.
Ergui meu corpo rapidamente, tendo um leve deslumbre da noite passada em que ela havia estado desaparecida.
Ela não costumava acordar antes de mim.
Todos os dias, durante meses, eu sempre a acordei. Não conseguia lembrar-me de uma única manhã que Bella havia levantado-se antes de mim.
Meu semblante tornou-se um mar de pânico ao pensar que ela havia desaparecido.
Empurrei as cobertas, caminhando rapidamente em direção a um short escuro para cobrir minha nudez completa. Terminado, meus pés fizeram o trajeto veloz para fora do ambiente em busca da minha bonequinha.
Meu coração ecoava fortemente contra o peito.
Respirei em alívio quando a vi pairando na cozinha, seus olhos completamente focados no fogão à sua frente.
A imagem perfeita.
Os seus cabelos estavam molhados e formavam pequenos cachos ao longo do comprimento, cobrindo suas costas que estavam vestidas com uma camiseta pequena. Um pequeno short jeans cobria suas pernas brancas, e eu notei um pequeno avental ao redor da sua cintura.
Deus, ela era maravilhosa. Eu apenas observei suas costas, suas pernas brancas esbarrando-se eventualmente, enquanto seus dedos minúsculos trabalhavam com habilidade nos ovos e o bacon que ela cozinhava.
Eu poderia casar com ela naquele mesmo instante para me assegurar de ter aquela visão do paraíso durante todas as manhãs da minha vida.
Eu nos imaginei fazendo isso por longos e longos anos – nossos pequenos filhos correndo ao seu redor, um labrador bege enrolando-se em seus pés, enquanto eu afagava seus cabelos e agradecia a Deus por ser o bastardo mais feliz de todo o universo.
Eu dei um sorriso torto, caminhando em sua direção. Acariciei suas costas com a ponta dos meus dedos, o que a fez pular de surpresa.
- Você me assustou – Bella virou-se levemente para mim, abrindo um sorriso tímido – Pensei eu ainda estivesse roncando.
Eu ri levemente quando percebi seu tom de brincadeira.
- Eu não gostei de ter sido abandonado esta manhã – Eu a provoquei, enrolando meus braços ao redor da sua cintura. Eu a puxei em minha direção, chocando suas costas contra meu corpo. Beijei a pele do seu pescoço, o que a fez ronronar de satisfação – Você gosta disso, não é?
- Uhum... – Ela gemeu, enquanto eu sentia minha ereção matutina formigar em minha virilha. Seu corpo quente e macio esfregou-se automaticamente contra o meu, e eu mordi minha bochecha para não gemer alto. Eu usei minha língua para salpicar o lóbulo da sua orelha, fazendo sua pele arrepiar-se completamente. Bella estava queimando, completamente consumida pela nova pequena caixa de pandora que havíamos aberto. A paixão não era mais nenhuma surpresa – mas de uma maneira completamente diferente, nós sabíamos que nossos corpos iriam se comunicar intensamente após a quebra da barreira que nos mantinha intocados.
Eu estava ansiando por mais do seu corpo, sentindo a necessidade de provar da sua pele novamente.
O cheiro de fumaça cortou meus pensamentos, fazendo-me abrir os olhos rapidamente. Eu encontrei os ovos e o bacon sendo completamente tostados na frigideira, e nos separei para retirar o material de inox do fogo.
Merda, eu quase provoquei um maldito incêndio.
Bella riu gravemente, espalhando seus fios negros em todo o meu rosto.
- Desculpe por queimar seu café da manhã... – Ela mordeu os lábios, enquanto desligava as chamas do fogão. Eu busquei uma respiração, travando uma batalha interior para não recomeçar a sessão de caricias.
O obcecado não conseguia controlar-se ao lado dela. O seu gosto ainda estava em minha língua, e somente a lembrança do que havíamos feito alimentava minha fome descontrolada por ela.
- Arranjem um quarto! Pelo amor de Deus! – A voz de Alice invadiu meus ouvidos, e eu separei-me de Isabella rapidamente. Minhas bochechas esquentaram ao ver o sorriso malicioso nos lábios da minha irmã. Eu não estava propriamente vestido – e meu corpo com certeza denunciava meu estado de exultação. Eu dei um sorriso pequeno, enquanto Isabella caminhava em direção a Alice.
- Achou o que precisava? – Bella perguntou, mordendo os lábios levemente. Eu não conseguia impedir a imensidão de imagens da noite anterior bombardeando meu cérebro. Eu tentei resgatar o garotinho que vivia em meu intimo, porém a luxúria estava completamente acesa em meu ser. Eu a queria. Nunca poderia me saciar de tê-la.
Alice e Bella começaram uma conversa trivial, algo como roupas e sapatos. Esfreguei minhas palmas, caminhando em direção ao quarto. Parei na porta, virando-me na direção delas.
- Vocês não iriam se importar se eu tomasse um banho e colocasse roupas limpas, certo?
Alice deu uma risadinha maldosa, cutucando o braço da minha bonequinha.
- Claro que não. Creio que você realmente precise de um banho.
Eu a vi balançar as sobrancelhas, enquanto Isabella corava violentamente. Elas definitivamente haviam conversado. Eu pedi intimamente para que Alice não bombardeasse meu anjo com perguntas indiscretas e sugestões maliciosas. Eu já tinha minhas próprias fontes de pecado — e Deus sabe o quanto eu havia me controlado na noite anterior para não arruinar tudo com meu descontrole. Eu suspirei, sabendo que era inútil. Um pouco tarde para aquele pensamento. Provavelmente, Alice já tinha todo o relatório da noite passada.
- Só cuide do meu anjo, certo?
Eu dei um sorriso amedrontado e Alice assentiu, puxando Isabella pelas mãos. Eu corri em direção ao banheiro, desnudando-me habilidosamente para deixar a água trabalhar em meu corpo. Apesar de toda a felicidade que me cercava naquela manhã, eu sabia que haviam inúmeras coisas a serem esclarecidas entre Isabella e eu.
Jacob. Minha mãe. Tânia.
Questões ainda não respondidas.
Como ela havia chego à minha faculdade?
O que faríamos em relação ao seu abuso?
Certamente, eu não deixaria que aquela situação ficasse impune; Jacob pagaria por cada dedo que ele ousou encostar em meu pequeno anjo. Eu sabia que seu corpo estava coberto por evidências – marcas que poderiam ser usadas para incriminar aquele monstro. Eu tinha receio de aborda-la em relação à Jacob, e reabrir uma ferida tão recente e dolorosa.
Mas eu teria que ser forte o suficiente para fazê-lo. Eu não poderia permitir que aquela situação se prolongasse por mais um dia sequer.
Eu faria minha justiça – e tentaria arduamente não sujar minhas mãos com o sangue imundo daquele cachorro. Eu tentaria encontrar uma forma de encalacra-lo pelos vigores da lei.
Eu ainda estava confuso pelas milhões de emoções que haviam assolado meu cérebro nas últimas 24 horas. Entre a dor, pânico, rejeição, desejo e satisfação, eu encontrava-me em um mar de perguntas e pensamentos opostos e confusos.
Eu não podia ser covarde para afundar-me na minha paixão aflorada. Tocar Isabella, e ama-la era o meu paraíso. Havia sido a experiência mais intensa e profunda que eu já havia experimentado.
O meu lado masculino apenas queria mais, explorar a quebra dos nossos frágeis limites e a redenção da nossa carne.
Mas a minha racionalidade sabia que as nossas prioridades eram importantes o suficiente para serem escondidas na atração devoradora que existia entre nós.
Cambaleei para fora do banheiro, arrumando-me o mais depressa possível. Alice poderia nos ajudar – ajudar-nos a completar o quebra-cabeça confuso da noite anterior.
Eu caminhei em passos rápidos até a sala, encontrando uma Alice e Isabella sentadas lado a lado no sofá. O rosto de Alice estava claramente abatido – pequenas bolsas formavam-se embaixo dos seus olhos cor-de-mel, e o cansaço era completamente visível em seu semblante.
E então eu me dei conta.
Eu havia esquecido de avisa-la sobre Isabella na noite anterior – e perguntei-me durante quanto tempo ela havia procurado minha bonequinha. Por esse motivo Isabella acordara cedo — Alice deve ter batido em nossa porta mais cedo que o usual. Passei as mãos pelos cabelos, enquanto buscava um lugar no sofá. Sentei a uma distância segura de Isabella, para que minha mente pudesse trabalhar sem muitas interferências. O desejo não era bem-vindo naquele momento.
Eu precisava pensar – encontrar respostas para os enigmas de minha mãe, encontrar uma solução para a situação do monstro. A racionalidade precisava funcionar perfeitamente.
- Acho que agora entendo porque Bella acordou cedo. – Eu falei rapidamente, ainda bagunçando meus fios úmidos – Me desculpe por ontem, Alice. Aconteceram tantas coisas que... Esqueci de avisa-la que havia encontrado Isabella.
Ela bufou, sorrindo maliciosamente.
- Tudo bem. Eu só fiquei até às seis da manhã vasculhando a cidade. Jasper estava acionando alguns amigos para fazerem uma busca por Seattle quando eu cheguei aqui. Eu só vou te perdoar porque Bella está bem e acordou às seis da manhã para abrir a porta para mim.
Eu vi minha bonequinha corar, e esconder os cabelos atrás do rosto. Eu sabia que teria que conversar questões delicadas com Alice – sobre minha mãe, sobre Jacob e sobre Tânia. E estava confuso sobre o quanto deveria expor Bella a isso. Sua ingenuidade ainda estava praticamente intocada – e eu não queria magoa-la ainda mais com assuntos tão penosos.
Além da minha própria vergonha a comentar sobre o meu passado com minha mãe. O real motivo dos nossos problemas era minha obsessão precoce por Isabella – e definitivamente, aquele não era o melhor momento para aquela revelação. Existiam problemas demais entre nós para a complexidade daquele assunto. Eu voltei meus olhos para Alice, que empurrava as cutículas nervosamente.
- Me desculpe por isso de novo. – Eu dei um sorriso sem vida. – Precisamos conversar, Alice. Ontem aconteceram muitas coisas que não consigo explicar...Aconteceu algo com Bella que talvez você devesse saber.
Alice quebrou o sorriso de seus lábios, encarando-me com seriedade.
- Jacob. Eu já sei. E vou mata-lo, eu juro que vou.
-Alice... – Bella a repreendeu, mordendo os lábios apreensivamente – Não mate ninguém.
Eu senti o ódio ressurgir ao vê-la defender aquele verme; Um pensamento completamente irracional inundou meu cérebro – de que talvez, ela estivesse considerando a possibilidade de perdoa-lo. Eu jamais aceitaria que ela mantivesse qualquer contato com ele ou sua família. A única pessoa que veria Jacob seria o policial da cadeia onde eu o manteria trancado por longos e dolorosos anos. Eu não aceitaria perdão ou misericórdia de Isabella para com aquele ser desprezível.
- Isabella, Jacob tem que pagar pelo que fez – Eu respondi duramente – Isso foi uma tentativa de estupro, Bella. Não foi um erro qualquer.
Eu vi seus lábios tremerem, enquanto os roxos de seus ombros tornaram-se mais evidentes para meus olhos. Aquelas contusões me rasgavam por dentro; A dor que ele havia ocasionado a ela. A fúria me dominava – cegava cada um dos meus sentidos.
- Sim, Bella. O que ele fez foi covardia. – Alice piscou repetidamente – Edward me pediu para procura-la ontem, então eu fui até a casa dos Black. O pai de Jacob não sabia dizer onde ele estava. Aparentemente ele desapareceu. Claro que eu não fazia idéia do motivo do seu sumiço, e hoje vejo que foi uma fuga das consequências.
Eu rosnei ao imaginar o maldito animal fugindo como o covarde que era.
Claro que ele desapareceria – sem consequências, sem rastros. Mas eu o caçaria – e o castraria dolorosamente até que ele derramasse todas as lágrimas que havia feito minha bonequinha derramar. Até que eu infligisse a ele toda a dor que havia nos feito sentir.
Toda dor da minha menina era minha dor.
Cada lágrima que seus olhos expeliam eram minhas lágrimas.
Éramos uma única parte.
Sem divisões, sem quebras.
- Eu não sei o que podemos fazer com ele – Bella sibilou, seus dedos pequenos trêmulos de aflição – Eu sei o que ele fez. Só não sei o que fazer.
Eu vi pequenas lágrimas surgirem em seus olhos castanhos, enquanto soluços curtos saíam de sua garganta. Eu aproximei-me dela, puxando-a contra meu peito.
- Vamos coloca-lo onde ele merece, bonequinha. Você está fazendo a coisa certa. Quando um homem tem esse comportamento, normalmente é um predador de mulheres. Nós temos que impedi-lo de fazer isso de novo.
Bella rodou os olhos, e enxugou suas lágrimas em meu peito.
- Edward está certo, Bella. Temos que ir até uma delegacia denuncia-lo. Você tem idéia do que ele poderia ter feito? – Alice pausou, aproximando-se para acariciar as costas de Isabella – Ele poderia ter roubado algo de você que jamais teria volta.
Eu cerrei meus dentes, tentando evitar o pensamento. Era doloroso imaginar o que ele fizera com meu doce anjo – mas a imagem de que por pouco ele não a violara completamente, me enlouquecia. Eu respirei profundamente, tentando expulsar os demônios que insistiam em contaminar meu cérebro. Um pouco de controle. Apenas isso.
- Eu quero ir – Bella disse subitamente, levantando seu rosto avermelhado em direção a Alice. – Eu quero que ele pague. Eu só...estou com medo.
Alice sorriu e acariciou seu rosto.
- Estamos aqui, Bella. Edward também está aqui. Eles farão algumas perguntas relativas ao acontecido, e irão examinar os ferimentos. Vamos segurar sua mão e ficar com você o tempo inteiro.
Meu anjo assentiu positivamente, e eu identifiquei um pequeno bico formando-se em seus lábios. Não pude impedir o sorriso bobo que surgiu em meu rosto. Eu era louco por ela, completamente insano e subjugado pelo seu amor. Minha menina, minha mulher. Eu amava cada parte tão intensamente. Eu segurei seu rosto, e a beijei docemente, esfregando meus lábios contra os dela. Bella sorriu afagando sua bochecha contra a minha.
- Eu amo você. Vou estar com você sempre, em todos os momentos da sua vida – Eu disse, soltando um beijo delicado em sua bochecha quente.
- Eu também te amo. Muito. – Alice balançou as mãos, abraçando nossos pescoços fortemente. Eu ri levemente do seu gesto, enquanto nossas testas encontravam-se simultaneamente.
- Eu amo vocês dois também. – Ela nos soltou após alguns segundos, e eu sorri debochadamente.
- Nós amamos você também, Alice. – Bella deu uma risadinha, e eu segurei seus dedos entre os meus.
- Agora...acho que temos que temos que falar sobre a mamãe.
Alice levantou as sobrancelhas, enquanto o sorriso sumia dos rostos de todos nós. Eu encarei Isabella, fazendo carinhos suaves em seus dedos magros.
- O que houve exatamente, meu amor? O que fez com que você fosse a faculdade?
Ela mordeu os lábios, segurando minha mão com firmeza.
- A diretora me chamou na sala dela. Ela me disse que você tinha pedido para que eu fosse encontra-lo na faculdade – Ela pausou, buscando uma longa respiração – Eu apenas pedi para o motorista me levar. O endereço e o número da sala estavam rabiscados em um papel.
Eu troquei um olhar cúmplice com Alice, que movia-se nervosamente em seu lugar.
- Eddie, acho realmente que a mamãe tem algo nisso. Era a única pessoa que poderia saber onde você fica – Alice parou, organizando suas palavras – Quando você começou a faculdade você estava com a...Tânia... E você desaparecia! Ela enlouquecia a mamãe, que acabou descobrindo onde você se escondia. Lembra quando elas apareciam de surpresa? Acho que as duas fizeram isso em conjunto. Infelizmente.
Eu encarei Isabella, que lufava irritadamente. Eu conseguia perceber as nuances da tristeza em seu semblante, as lembranças dos ciúmes da noite anterior. Eu beijei seus cabelos, acariciando suas mãos.
- Por que ela faria isso, Edward? – Os olhos de minha bonequinha completamente devastados pela melancolia – Por que sua mãe me odeia tanto?
Eu gemi, beijando suas mãos, e acalentando cada um dos seus dedos.
- Não é você, meu bebê. Sou eu. Somente a mim, meu amor.
Alice assentiu.
- Muitos problemas, Bella. Muito antes de você acordar.
Ela enviou um olhar acusador para mim, e eu a repreendi com meus olhos.
Não agora, Alice. Não naquele momento.
Eu percebi a mudança de seu semblante, e agradeci internamente pela sua habilidade de ler as pessoas tão facilmente.
Eu não poderia lidar com aquilo agora.
- Sim, meu amor. Eu deveria tê-la alertado sobre isso. Mas nunca pensei que ela chegaria a esse extremo.
- Mamãe tem muitos problemas com Edward, Bella. Mas certamente não são com você. Ela está passando por um período difícil.
Eu rolei os olhos, movendo minha cabeça negativamente.
- Isso não pode ficar assim, Alice. Essa armação delas poderia ter custado a minha vida e a de Bella – Eu limpei a garganta, vendo Bella estremecer com meu comentário – Eu tenho que fazer algo sobre isso. Com Tânia será fácil, eu arranjarei um mandato para que ela fique 500 metros longe de mim.
Bella assentiu, enrolando os cabelos nos dedos.
- Essa é uma boa idéia. Não quero vê-la nem um metro perto de você – Minha bonequinha fez um beicinho, e eu ri levemente.
- Nunca mais deixarei que ela se aproxime de mim – Eu sorri, beijando sua mão novamente – De fato, eu estou pensando em nos mudarmos. Sairmos desse apartamento, irmos para uma casa de verdade. E seria bom se você retomasse suas aulas em casa, só por precaução.
Eu a vi ponderar minha proposta, seus pensamentos dominando seu cérebro. Alice segurou meu braço, puxando meu rosto em sua direção.
- Mudar-se? Você não pode sair de Forks! – Alice exclamou, seu rosto ganhando a cor vermelha da exasperação. – Você não pode tirar minha cunhada de mim.
Ela choramingou e abraçou Bella pelos ombros. Eu gargalhei grandemente, puxando Isabella de volta para meu abraço.
- Eu não vou deixar Forks, Alice. Só acho que deveríamos sair deste apartamento. Quando Bella e eu nos casarmos precisaremos de uma casa maior de qualquer maneira. Eu tenho dinheiro que nossos avós deixaram, posso fazer isso. Simplesmente não quero mais ficar nesse apartamento. Quanto menos Jacob, minha mãe e Tânia souberem da minha vida, melhor. Precisamos nos proteger.
Eu a vi respirar em alívio, soltando o aperto do meu braço. Bella corava fortemente, e eu me perguntei o que ela havia pensado sobre minha proposta futura de casamento.
- Certo. Eu ajudo a comprar a casa. O que você acha, Bella? Podemos decorar tudo juntas! Vai ser tão divertido!
Bella deu um sorriso doce, tentando acompanhar a euforia vulcânica de Alice.
- Eu acho que vai ser divertido. Mas não quero sair da escola. Eu gostaria de tirar uns dias, mas não abandonar. Eu gosto de estudar, e agora já estou mais atenta.
Ela me encarou pedindo permissão, enquanto eu analisava suas palavras. Eu não a queria exposta a nenhum perigo – e em minha mente, já estava completamente decidido que ela não sairia mais de casa sem mim. Porém, eu sabia que deveria pesar as suas vontades. Girei minha cabeça para o lado em derrota, sabendo que jamais negaria nada para ela. Mesmo que fosse contra minha própria vontade.
- Tudo bem, meu amor. Mas você ficará uns dias em casa. Até tudo estar acertado. Quero garantir que Jacob não posso mais machuca-la.
Eu a vi abrir um sorriso fraco, abraçando meu pescoço entre suas mãos. A boca dela encontrou a minha timidamente, e meus dedos correram para seus cabelos para apreciarem a suavidade dos seus fios. Alice limpou a garganta, fazendo-nos quebrar o contato. Eu a encarei frustrado.
- Ok, podem fazer isso depois? Eu estou cansada, e pretendo ir a uma delegacia agora.
Bella e eu concordamos, nos separando hesitantemente. Em poucos minutos havíamos partido, enquanto eu sentia o pulsar acelerado do coração de Isabella contra meu abraço durante todo o trajeto.
Eu só queria que tudo terminasse.
Gostaria de ter uma maneira de apagar cada palavra dolorosa que ela disse ao delegado; Queria poder extirpar o sofrimento em cada uma de suas sílabas; Apenas queria acordar e descobrir que toda a mágoa que lhe fora aplicada era um maldito pesadelo.
Porém, muitas vezes os piores pesadelos acontecem quando estamos acordados.
A descrição crua dos atos imundos do verme me assolaram de maneira perturbadora; A médica analisando calculadamente cada ferimento do meu anjo e mostrando-me o quão cruel e desumano ele fora. Todos aqueles fatos arrebentaram minha razão.
Eu estava sedento por vingança.
Como o esperado, a polícia não o encontrou. O monstro havia desaparecido.
Tivemos que nos contentar com um pedido de desculpas de um extremamente envergonhado de Billy Black.
Eu não o deixei aproximar-se de Isabella – e controlei meus punhos para não acerta-lo na sua mandíbula.
Quando o policial mais jovem retornou da busca rápida na propriedade dos Black, eu pude perceber o completo desinteresse e descaso da policia local.
“Garotos fazem bobagens”
“Não chegou a fazer nada demais”
“Iremos procura-lo, mas não posso garantir o que irá lhe acontecer”
“Isso é muito comum, são adolescentes”
Eu bati meu punho contra a mesa, tentando alcançar alguma razão em meio a minha ira.
Como ele poderia ignorar um abuso tão doloroso como aquele?
Que tipo de garota ele achava que minha bonequinha era?
Meus olhos fuzilaram o porco à minha frente, que devorava rosquinhas e lançava olhares lúbricos para Alice.
Um sorriso desprezível abriu-se em seu rosto, revelando seus dentes amarelados e sujos de comida. Eu resfoleguei com o nojo que senti daquele homem que se dizia protetor da comunidade. O distintivo em sua roupa retratava o oposto do sistema impune e do homem despreparado para assumir tal responsabilidade.
Outro maldito predador. Um predador protegendo outro.
Eu cerrei meus dentes violentamente, começando a agredi-lo com palavras insolentes. Alice me segurou, cravando seus dedos em meus braços para me impedir.
Eu estava prestes a explodir – com o descaso das suas ações, a impunidade que Jacob receberia, as mágoas ainda tão recentes em meu peito.
Bella intercedeu, implorando para que partíssemos.
Eu a encarei, encontrando um pingo de serenidade para me afastar do homem à minha frente.
Eu não poderia dá-lo o prazer de me prender por desacato a autoridade.
Eu teria que agarrar o maldito animal pelos meus próprios meios.
Saíamos da delegacia, enquanto Bella esfregava seus pequenos e suaves dedinhos contra minhas mãos. Eu simplesmente não conseguia absorver sequer uma palavra que minha bonequinha e Alice emitiam.
O meu único foco era a vingança que era rapidamente arquitetada em meu cérebro. Entrei no carro, pedindo para que Alice cuidasse de Bella pelas próximas horas.
Dei algumas desculpas sobre a faculdade, informando que pediria alguns dias de liberação e que conversaria sobre uma possível transferência. Após algum custo, eu as convenci. Logo eu me despedia pesarosamente de Isabella, e descia em frente ao campus.
Esperei o carro sumir de minha vista, antes de sentar-me em um banco para agarrar a carteira em meus bolsos contra os dedos.
Vasculhei alguns segundos, antes de encontrar o cartão de visitas amassado em meio aos inúmeros documentos.
Sorri em satisfação quando meus dedos percorrem o papel úmido e estilhaçado.
Minha porta para a vingança.
Eu o faria pagar por cada gota de dolência que ele nos causara.
Ele iria arrepender-se amargamente de cada segundo que ousou desejar meu anjo inocente.
Eu agarrei meu aparelho celular, sem dar ao meu cérebro uma oportunidade de reconsiderar.
Aquela era a única maneira. O único meio para que eu obtivesse meu alívio.
Disquei o número do cartão rapidamente.
Três toques depois, eu ouvi a voz rouca e entrecortada.
Sorri amargamente.
- Alô? Senhor J.Jenks? Eu sou Edward Cullen. Tenho uma proposta de trabalho que acredito que irá lhe interessar.
Assenti positivamente, completamente inebriado pelos meus planos.
Jacob Black iria ter sua punição.
Mesmo que aquilo custasse minha dignidade.
Mesmo que eu tivesse que dissimular e mentir para minha doce menina.
Ele não sabia o obsessivo que vivia em meu ser – e eu via meu ladro negro se regozijar de alegria, quando por mais uma vez, vencia a batalha por domínio.
XxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX
Cheguei em casa, sentindo os pingos de chuva escorregarem em cada parte do meu corpo. Minha camiseta estava úmida e incômoda. Eu a retirei pelos ombros, atirando-a contra o balcão. Meus dedos tatearam o interruptor de energia, e eu pisquei inúmeras vezes quando a claridade acertou minhas pupilas. Eu caminhei em direção à sala, encontrando o pequeno corpo de Isabella recostado sob o braço do sofá. Abri um sorriso reconfortante, expulsando os pensamentos agonizantes que metralhavam minha mente. Eu não iria pensar nos meus planos agora.
Eu estava em casa – e precisava dela torturantemente; Eu sentia falta da sua voz, do seu cheiro, da simples presença quente do seu corpo ao meu redor.
Não iria deixar que minha agonia arruinasse a felicidade que nos cercava.
Bella estava com seus olhos fechados, a respiração profunda, indicando um sono intenso. Meus pés fizeram o caminho até ela, e eu agachei-me à sua frente para acariciar seus cabelos.
Eu gemi intimamente quando percebi a saia amarela que ela trajava, cobrindo metade das suas coxas brancas e torneadas. Uma camiseta estilo baby look cinza estava arrumada perfeitamente contra seu peito, um decote generoso revelando a poupa dos seus pequenos seios. As lembranças da noite anterior injetaram calor por todo meu corpo.
Eu respirei profundamente, tocando sua bochecha com meu polegar. Aqueles trajes não eram do seu uso habitual, e eu perguntei-me se ela havia saído com Alice durante minha ausência. Senti um vislumbre de culpa por tê-la abandonado durante toda a tarde, após atravessarmos situações tão dolorosas.
Eu a vi resmungar algo baixinho, antes de mover-se lentamente contra o sofá. Seus olhos castanhos encontraram os meus, e eu vi um sorriso doce surgir em seus lábios.
- Você demorou. – Ela puxou uma longa respiração, seus dedinhos acariciaram minha barba por fazer e brincaram com a curva do meu queixo.
- Me desculpe, meu anjo. Eu precisava resolver algumas coisas – Ela enviou-me um sorriso triste e serpenteou seus dedos pelos meus ombros nús. Uma corrente elétrica atravessou meu corpo, fazendo-me engolir um gemido em minha garganta. Seus dedos eram tão macios e inexperientes, explorando minha pele e deixando um rastro ardente em mim. Meu corpo todo estava tenso — eu conseguia sentir as ondas de excitação acumuladas pairando entre nós.
- Você não pode sumir assim. Eu senti sua falta. – Ela resmungou baixinho, aproximando seus lábios dos meus. Eu a beijei delicadamente, recebendo seus toques imprecisos na pele do meu peito. A língua quente de Bella serpentou entre meus lábios, e meus olhos abrasaram-se com o contato. Os pingos de água em meu corpo eram levemente escovados pelas suas mãozinhas pequenas, que os empurravam para a pele livre do meu braço. O meu desejo se fortalecia – e logo minhas palmas acariciavam maliciosamente suas coxas macias. Eu quebrei o beijo quando senti suas mãos descerem penosamente para a área da minha barriga.
- Amor... – Eu gemi, enquanto ela fazia círculos com suas mãos. – Não faça isso comigo.
Bella mordeu os lábios em dúvida, um semblante triste surgindo em seus traços.
- Por quê? Nós não podemos fazer carinho igual ontem? – Eu a vi piscar em expectativa, seu rosto ganhando um confuso tom cor-de-rosa. Eu respirei profundamente, deixando minhas mãos fazerem carinhos leves em seus joelhos.
Eu queria.
Eu queria dolorosamente provar sua pele novamente.
O desejo irracional gritava e alabarava meu interior.
Mas eu senti uma ponta de receio me invadir ao imaginar-me novamente tocando-a, lutando contra meu próprio interior devorador. Era tão difícil conciliar o desejo e o controle.
Isabella ainda era tão pura e inexperiente. Seus toques revelavam o quão ansiosa e tenra ela era. Tudo era tão novo para ela – a curiosidade, os desejos, a ardência da paixão.
O meu anjo. O anjo que eu lentamente alimentava-me da inocência.
Eu a amava. Queria que minha bonequinha apreciasse cada umas das suas descobertas.
Eu percebi a insegurança em seus olhos, o medo da rejeição apoderando-se de seu rosto.
Eu não poderia permitir que minha bonequinha fosse ferida novamente.
Não pelos meus receios, não pela minha covardia.
Eu teria que me render. Render-me aos seus desejos, e batalhar contra meu desespero desenfreado por ela.
Sorri meigamente, tocando suas bochechas quentes com minhas mãos.
Tão perfeita. Tão pura.
Tão diferente de mim.
-Alice não está aí? – Eu perguntei encarando a porta do seu quarto.
- Sim...mas podemos fazer sem que ela saiba. – Eu a vi sorrir ligeiramente, encarando minhas mãos em suas coxas – Ela está dormindo no meu quarto.
Eu assenti, enquanto sentia um clima estranho formar-se entre nós.
Era algo pesado — como tensão e desejo reprimidos.
Eu usei meu polegar para brincar com o tecido macio da sua saia, deixando a ponta dos meus dedos salpicarem em suas pernas. Eu observei como Bella separou suas coxas rapidamente, ansiando pelo meu toque. Eu conseguia sentir o calor entre suas pernas trêmulas, o seu cheiro característico de baunilha inebriando meus sentidos. Meus joelhos estavam dobrados contra o chão, enquanto as pequenas e suaves mãos acarinhavam meu peito duro. A minha cabeça estava na altura da de Bella, seus lábios vermelhos convidando-me para um beijo. Eu aproximei nossos rostos, deixando meu hálito bater contra sua bochecha.
- Onde você foi com essa saia, Isabella? – Eu perguntei, envolvendo meu anelar na parte interna da sua coxa. Ela gemeu, e seus quadris empurraram-se levemente n direção dos meus dedos. Eu inspirei o cheiro da sua excitação, e mordi meus lábios com a idéia de prova-la.
- Responda, meu anjo. Onde você foi com essa roupa?
Eu a ouvi gemer, e seus dedos ganharam vidas raspando meu peito com firmeza. Ela me queria. Eu conseguia sentir isso em cada partícula do seu corpo.
- Nós não saímos... – Ela disse arfante – Eu coloquei para você...Pensei que pudesse gostar.
Seus olhos se abriram, completamente nublados pela necessidade. Suas palavras alcançaram um ponto dentro de mim, que excitou-me de maneira ainda mais intensa. Meu membro formigou dolorosamente, batendo-se contra o jeans grosso das minhas calças.
Era provocador saber que ela havia vestido-se daquela maneira para me agradar. O sentimento de posse me dominou, tomando o governo da minha razão.
Ela era minha.
Havia colocado aquela roupa para mim. Para que eu pudesse aprecia-la.
Eu gemi com o pensamento, capturando seus lábios contra os meus. Minha língua lasciva sugou o gosto da sua boca, exigindo passagem. Bella recebeu-me afoitamente, empurrando sua língua febril contra a minha. Eu gemi, recostando-me sobre suas pernas. Uma de minhas mãos subiu pelos seus braços, caminhando vagarosamente pelos seus ombros, pescoço e mandíbula. Acariciei docemente sua clavícula, deixando meus dedos rasparem levemente o alto dos seus seios. Bella mordeu meus lábios, quando sentiu meu indicador escovar seus mamilos levemente. Ela arfou, empurrando seu peito em direção das minhas mãos. Eu me deliciei com a sua urgência – envolvendo um dos seus seios completamente em minha mão. Suas unhas arranharam meu peito, enquanto ela tentava puxar-me para mais perto. Eu me rendi aos seus pedidos, levantando-me do chão, para deitar-me sobre ela no sofá, sem nunca quebrar o contato dos nossos lábios. Eu a vi suspirar de alívio, quando nossos corpos se chocaram por inteiro, meu corpo sob o seu. Minha ereção apertada pelos jeans cutucava suas coxas nuas, enquanto eu devorava seus lábios, e trazia minhas mãos de volta aos seus seios. Bella gemeu quando eu brinquei com seus bicos eretos e os rodopiei através da roupa. Eu a vi gemer, quebrando o beijo para puxar uma longa respiração. Minha boca desceu para seu pescoço – traçando uma linha quente e molhada na pele do seu pulso. Beijei docemente as marcas escuras dos seus ferimentos, antes das minhas mãos liberarem perigosamente seu seio esquerdo da camiseta. Agradeci internamente pela ausência de sutiã. Eu lambi meus lábios quando meus olhos encontraram seu seio pequenino e duro, esperando para ser provado pelos meus lábios.
- Edward... – Bella choramingou, e eu liberei minha língua para rodear o bico do seio. Ela empurrou seus quadris contra mim, esfregando-se contra minha ereção. Eu gemi desesperado, colocando minha boca por completo contra seu seio. Eu a vi aumentar o ritmo dos quadris enquanto eu chupava avidamente, mordia o bico e o provocava com minha língua ansiosa. Minha outra mão libertou o outro seio, colocando sob os carinhos aflitos da minha mão. Eu o retorci e belisquei, enquanto mamava desesperadamente no outro. O soltei com pesar, mudando minha língua para o seio abandonado, e recomeçando as caricias com minhas mãos no que eu já havia devorado. Eu o abandonei de minha boca, vendo-a protestar baixinho.
- Fique calma, meu doce anjo. Eu quero os dois de uma única vez. Eu estou com fome.
Eu a vi morder os lábios com violência, enquanto eu juntava seus dois montes para devora-los de uma única vez entre meus lábios. Eu senti os dois bicos se enrijecerem ainda mais, quando eu os sugava simultaneamente com a minha boca. Bella gemia desesperadamente – seus quadris lutando por fricção, empurrando-se diretamente contra minha ereção. Meu corpo respondeu, esfregando meu membro doloroso contra ela, encontrando o mínimo de alívio no seu estado atual. Eu amava seus seios – amava chupa-los simultaneamente, e arrancar sons animalescos da mulher à minha frente. Meus empurrões estavam mais fortes e desesperados, à medida que eu ouvia seus gemidos e pedidos baixinhos. Minha mão caminhou rapidamente para suas coxas, fazendo-a abrir suas pernas perigosamente. Meu membro encontrou o espaço do seu sexo, batendo diretamente contra ela. Eu mordisquei seus bicos com a sensação.
Apenas o meu jeans e a sua calcinha impediam o contato – e eu grunhi ao sentir a umidade da sua área intima contra minha calça. Eu parei se sugar seus seios, ansioso para enfiar-me entre suas pernas. Bella encarou-me com súplica, enquanto eu dava um último carinho em seus seios vermelhos e afastava-me levemente do seu corpo.
- Edward... – Ela choramingou. – Não pare, Por favor.
Sua voz era rouca e desesperada, seus olhos negros de desejo.
Eu usei minha mão para ajeitar meus jeans apertados e sentar-me ao seu lado.
- Sente-se e separe suas pernas, Bella. – Eu a vi morder os lábios e levantar-se do sofá, sentando-se próxima a mim e separando suas pernas rapidamente. Eu segurei seus quadris, virando-a de frente para mim, fazendo com que um de seus pés ficasse em cima do meu colo, enquanto o outro caia contra o chão.
A visão seria privilegiada – eu a veria completamente aberta, exposta para mim. Eu adorava seu cheiro, a maneira perfeita e minúscula do seu sexo, as dobras róseas que circulavam sua parte íntima. Minhas mãos correram para suas coxas, levantando a saia amarela na altura de sua cintura. Eu gemi ao ver a calcinha branca completamente encharcada pelos seus fluidos.
- Você está tão molhada, menina. – Eu anunciei, meu polegar tocando seu sexo através da calcinha. Eu fiz movimentos de cima para baixo, brincando com a umidez através do tecido fino. – Você queria isso quando colocou essa saia? Queria que eu te tocasse assim?
Eu a vi jogar sua cabeça para trás, enquanto seus quadris pressionavam-se em minha direção.
-Sim... – Sua voz era errática – Eu queria que você me tocasse.
Eu lufei, puxando uma grande respiração ao empurrar a sua calcinha para o lado, e revelar seu sexo rosado. Meu corpo inteiro arrepiou-se quando meus olhos encontraram sua fenda apertada, completamente coberta pelos fluidos da sua excitação.
Ela estava tão molhada.
Eu conseguia ver a excitação escorrendo da sua abertura fechada, o seu ponto nervoso inchado e ansioso pelo meu toque.
Eu esfreguei meu dedo contra ela, fazendo-a arquear seus quadris e empurrar-se ainda mais contra meus dedos. Eu circundei novamente seu clitóris, deixando meu dedo se atolar completamente na sua intimidade em movimentos de cima para baixo. Seus pés nervosos começaram a se mover perigosamente em meu colo, esbarrando na minha ereção sensível. Eu urrei quando os seu pezinho esfregou-se contra minha ereção. Eu comecei a empurrar meus quadris contra seus pés, enquanto minhas mãos rodeavam seu nervo necessitado, apertando e esfregando-o contra meus dígitos. Bella aumentou a fricção contra meu pênis – esfregando seu pé contra ele, rodeando a cabeça com seus dedinhos.
Eu senti o meu prazer se aproximando, o precipício do desejo surgir através dos meus olhos. Eu a esfreguei com mais rigidez, enquanto seus pés amassavam minha ereção desajeitadamente, empurrando a cabeça do meu membro e aproximando-me do limite. Minhas pernas ficaram fracas quando eu senti o prazer me atingindo, a sensação de alívio dominando parte do meu corpo. Fechei meus olhos, incapaz de mover-me por alguns segundos.
Eu apertava meus olhos e mordia meus lábios, enquanto sentia os pés de Bella ainda se debaterem contra meu membro, a sensação prazerosa atingindo seu ápice.
Eu estava pairando em algum lugar entre a liberdade e o paraíso, quando senti Isabella rebolar contra meus dedos, tragando-me para a realidade.
Seu rosto estava com a mais vermelha coloração que já havia estado, enquanto meus dedos estavam enterrados entre suas dobras. Eu percebi o quão perto ela estava da sua própria liberação, quando apertei meu polegar em seu clitóris, e a vi gemer palavras sem sentido. Baixei minha boca em direção ao seu sexo, rodopiando minha língua em sua entrada intocada e bebendo cada gora do seu prazer contra meus lábios.
O seu néctar foi completamente devorado pela minha boca, que limpou meticulosamente cada gota.
Seus pés e mãos apertaram-se rigidamente, enquanto meu nome saia dos seus lábios fracamente.
Eu senti a umidade da minha ejaculação entre minhas pernas, e acariciei seu tornozelo macio, até que ela recobrasse a consciência.
Eu sentia vergonha pelo meu ato animalesco – usar seus delicados e puros pés para alcançar o prazer.
Mas era tão inevitável quanto intenso o meu desejo.
Eu sabia que teria de me desculpar – por usa-la de maneira tão baixa e indigna.
Era tão vergonhoso.
Meu anjo merecia tanto.
Ela merecia tudo que eu jamais poderia oferecer.
Amaldiçoei o pervertido por ter-me deixado ir tão longe.
Quando minha bonequinha abriu seus olhos de volta para o nosso mundo, eu sorri timidamente, vendo-a morder os lábios em completa exaustão.
- Obrigada, Edward – Ela serpentou-se em minha direção, puxando-me para um beijo doce. Eu a vi se apoiar contra mim, deitando sua cabeça contra meu peito.
- Nunca me agradeça por te amar, pequena – Eu beijei seus cabelos, inalando o doce perfume de seus cabelos – Eu que tenho que agradecer por me permitir tê-la em seus braços. Mesmo eu sendo tão malditamente errado.
Eu a ouvi bocejar, ajeitando-se confortavelmente contra mim.
- Você é tão bom para mim, Edward. – Ela sorriu, fechando os olhos lentamente – Eu te amo tanto. Você é tudo para mim.
Eu a vi suspirar pela última vez, antes de adormecer em meu colo. Eu a carreguei em direção ao quarto, deitando-a perfeitamente contra o colchão. Retirei sua camiseta e saia, vestindo-a com uma das minhas camisas frouxas e confortáveis. Eu vi uma ameaça de despertar duas vezes durante a troca, antes de observa-la cair em um sono profundo.
Fui até o banheiro para me limpar por completo, tomando um rápido banho antes de voltar-me para ela.
Eu me sentia tão sujo e errado.
A minha parte negra estava satisfeita por agora – havia alcançado seu objetivo, saciado uma pequena porcentagem da sua fome.
Mas o garotinho, a razão ou o meu lado bom, sabia que eu não deveria ter feito daquela maneira. As imagens dos meus quadris contra seus pés dominaram minha mente, e eu balancei minha cabeça para afasta-las da minha consciência.
Aquele fora o orgasmo mais intenso de toda a minha vida.
E Bella sequer havia me tocado.
Eu me sentia sujo e agraciado, completamente tomado pelo embaraço e a culpa.
Eu estava sendo tão injusto.
Meu anjo jamais poderia amar alguém como eu.
Além da minha completa perversão, eu era um mentiroso.
Eu havia prometido jamais mentir para ela, mas aquela promessa já havia sido quebrada.
Eu estava guardando um segredo perigoso da pessoa que mais amava.
A minha vingança era necessária para que eu pudesse sentir paz – e mesmo que a culpa e a consciência me alertassem, eu iria até o fim.
Encarei meu perfeito tesouro dormir ao meu lado, na sua completa inocência. Eu deitei ao seu lado, para juntar-me a ela na caminhada profunda do sono.
Agarrada ao meu braço estava um anjo – puro, entregue, amoroso, sincero, límpido. Perfeito.
E ao seu lado dormia um demônio – mentiroso, sujo, calculista, desonesto e assassino.
Notas finais
Meninas, sobre a beta: Eu gostaria muito de ter, e ficaria feliz se tivesse uma beta! Mas infelizmente, eu creio que não daria certo...pq eu acho que a fic atrasaria mais! E o meu tempo é todo doido. Eu não sei, eu nunca tive beta. Me contem como é, ok? ^^ Rosa_Cullen, eu espero sua resposta tmb! ^^ eu adoraria, realmente.
Segundo: O que acharam da Lemon de hoje? Muito pesada, mto doce...enfim...quero ouvir vcs!
Ah!A Sirizinha Pattz me disse q Lemon significa Relação Homossexual. Eu dei uma googlada, e isso varia um pouco de site pra site. Só sei q nesse mundo de twilight td mundo chama Lemon, então eu aprendi assim...rs seria estranho chamar Hentai agora. hehehehe mas foi uma boa dica, fica o aviso pra todas as meninas :D
Bem! Por hoje é só gente...eu realment tenho q abrir meu ovo de páscoa!
DIGAM O Q ESTÃO ACHANDO OK? GASOLINA PRA ESSA AUTORA NECESSITADAAAAAAAAAAA! FANTASMAS, LEITORAS NOVAS, VELHAS E AMADAS AGUARDO VCS NAS REVIEWS... ^^
Se vcs aparecerem, o Ed vai ter combustível e teremos post na segunda de madrugada :D Espero todas nas reviews amores!
Obrigada novamente, e espero todas la nas reviews!
bjs! Feliz páscoa!
Fale com o autor