Capítulo 8

Era manhã. Chise estava começando a acordar, já que pássaros adoravam cantar em sua janela. Os raios solares entravam pelas frestas de suas cortinas, iluminando o quarto da garota.

— Yawn... – Ela boceja, finalmente acordada, seu cabelo desarrumado. – Eu me sinto melhor... – Ela percebe, logo se levantando da cama e abrindo as cortinas.

Observando as árvores da parte de fora de sua casa, ela percebe que todas as folhas estavam alaranjadas e avermelhadas, com poucas ainda amareladas. Ela sabia o que isso significava, seu dia de aniversário era hoje. Ela rapidamente troca de seu pijama para um suéter marrom claro, uma calça preta e botas marrons; sua vestimenta usual. Logo ela pega uma escova de cabelo e sai de seu quarto.

— Ah, bom dia querida. – Chiyo diz, enquanto colocava o café da manhã das duas na mesa. – Se sente melhor, certo? –

— Bom dia mãe. – Chise se senta na mesa. – Estou sim mãe, nunca que eu ia ficar doente no dia do meu aniversário. – Ela sorri.

— Que bom. – A mãe sorri também. – Ah, ontem, o Haru veio aqui ver onde você estava. –

— Sério? – A garota questiona, antes de colocar um pedaço de sua panqueca na boca.

— Sim. Mas que namoradinho atencioso você conseguiu, filha. – Ela ri de modo meio maldoso.

Chise engasga com o comentário de sua mãe, mas logo consegue engolir a panqueca de novo com ajuda do chá em sua xícara. Ela suspira antes de responder sua mãe.

— Para com essas coisas... – Ela diz, escondendo seu rosto levemente avermelhado.

— Nunca. – Ela diz, se sentando e começando a comer junto de sua filha.

Após algum tempo, ambas terminam de comer. Chiyo decide levar os pratos para a cozinha, já Chise decide ir molhar as flores do seu jardim. Após sair de casa, pegar um dos regadores e enchê-lo com água, a garota começa a fazer o que sempre fazia todas as manhãs.

Molhar todas aquelas flores fazia Chise se sentir feliz. Talvez ver todas aquelas plantas crescerem por causa de seu esforço a dava um sentimento bom, um que ela ainda não sabia o que era direito.

Ela rapidamente termina, logo voltando para dentro, se encontrando com sua mãe segurando a escova de cabelo que a garota tinha trago de seu quarto.

— Você esqueceu de escovar o cabelo mais uma vez antes de ir molhar as flores. – Chiyo diz.

— Heheh, desculpa, eu só queria molhar as plantas logo. – A garota ri envergonhada.

— Eu sei que você realmente ama cuidar do jardim, mas não esqueça de se cuidar também. – A mãe diz, começando a escovar o curto cabelo castanho da garota.

— Tá bom... – A garota pensa um pouco. – Eu posso ir brincar com o Haru hoje também? –

— Claro que sim, filha. – Ela termina de arrumar o cabelo de Chise, colocando a escova de volta na mesa. – Pronto, pode ir. –

A garota rapidamente se despede de sua mãe, logo saindo de sua casa e começando a correr na direção da casa de Haru. Rapidamente passando pelas ruas da pequena vila, ela chega na casa de dois andares. Mas para a surpresa de Chise, Haru já estava no lado de fora, brincando com seu pai com espadas de madeira.

— Vamos, Haru. – O homem sorri, defendendo todos os ataques do garoto.

— Eu vou ganhar! – Ele tenta atacar por baixo, mas seu ataque ainda é refletido.

— Uau... – Ela exclama, admirada com os movimentos de ambos. A voz da garota chama a atenção dos dois.

— Ah! Chise, bom dia. – Diz Hiro, abaixando sua espada.

— Bom dia Chise! Tá melhor? – Haru pergunta, quase já balançando a garota.

— Bom dia. Eu tô melhor sim, Haru. – Ela ri. – Eu posso brincar também? –

— Claro! – O homem diz, entregando a espada em suas mãos para a garota.

— Bem, como é que eu faço isso? – Ela tenta fazer uma pose para segurar a espada melhor, mas não funciona muito bem.

— Você faz assim, Chise. – Haru mostra sua forma base para a garota. – Um pé na frente, o outro atrás, mas um pouco pro lado. –

— Ah, entendi. – Ela copia a pose do garoto. – Então vamos lutar! –

— Vamos! –

...

Já estava tarde. Haru e Chise estavam descansando no quintal do garoto, sentados em uma pedra grande, bebendo um pouco de limonada.

— Uh... Isso foi cansativo... – Haru suspira. – Mas foi muito divertido! –

— Foi! – A garota sorri, antes de bagunçar o cabelo do garoto com a mão. – Seu cabelo é macio, Hakkun. –

— Ei! – Ele fica levemente vermelho, mas não fala mais nada.

— Bem, eu tenho que ir agora, tá ficando tarde. – Ela se levanta. – Até, Hakkun! – Ela diz, correndo de volta para casa.

— Tchau! – Ele acena.

Haru volta para sua casa, com a intenção de mudar sua roupa para ir até a casa da garota que tinha acabado de se despedir.

— Toma, Haru. – A mãe do garoto dá para ele uma blusa azul escura e uma calça preta. – Vá tomar um banho rapidamente, e se vista, não queremos que você se atrase para a festa da sua namorada. – Ela sorri.

— Mãe! – Ele fica avermelhado, mas logo vai para o banheiro.

Algum tempo depois, o garoto estava vestido, além de ter calçado suas botas e colocado o seu manto azul.

— Haru. – O pai do garoto o chama. – Aqui, o presente de Chise. Pode ir na frente, só vamos arrumar algumas coisas aqui. – Ele sorri, entregando o pacote para o garoto.

— Tá legal. – Ele pega o presente e começa a andar até a rua, antes de se virar e ver que seus pais haviam entrado novamente. – Bem, lá vou eu. –

Haru começa a andar pela vila. As ruas de noite não eram iluminadas, não haviam colocado as lamparinas naquela pequena parte da vila, mas não que importasse, já que a luz da lua ainda mostrava o caminho. Chegando no jardim de flores, o garoto rapidamente corre pelo caminho e parando em frente a porta da casa. Ele respira fundo, antes de bater na porta.

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— Hm? – Hiro diz, arrumando seus óculos. – Colocar o Haru naquela escola? –

— Sim. – Uma mulher de cabelos azuis-escuros diz. Ela vestia um vestido vermelho com detalhes dourados. – Ele provavelmente seria um dos melhores alunos da Escola de Magia Kaida. –

— Desculpa, mas ele só tem 8 anos. – Ele suspira. – E além disso, não acho que é certo o prender no aprendizado inflexível de magia que aquela escola tem. –

— Só 8? Então eu voltarei depois. – A mulher diz, antes de sair da casa, deixando Saki e Hiro sozinhos.

— Bem, vamos logo, não devemos deixar o Haru sozinho. – Saki sorri.

—.-.-.

— Feliz aniversário, Chise! – Chiyo, Hiro, Haru e Saki comemoram.

— Obrigada, gente. – Ela sorri, antes de abraçar todos.

— Bem, hora de abrir os presentes, certo? – Chiyo chama a atenção da garota.

— Ah, sim! – Ela diz, logo procurando pelos presentes pela sala, antes de perceber que estavam nas mãos de sua mãe.

— O primeiro é o meu. – A mãe da garota entrega o presente.

A garota abre o presente, revelando um laço azul e um vestido de cores similares.

— Ah, que bonito, mãe! Obrigada! –

— O segundo é o nosso. – O pai de Haru diz, enquanto a garota pega o pacote.

Abrindo o presente, tinha um colar prateado com uma pedra azul brilhante.

— É um colar de Safira. – Saki explica.

— Uau... – A garota observa a pedra por alguns segundos, hipnotizada, antes de voltar a si. – Muito obrigada, senhor e senhorita Tallore! – Ela abraça os dois.

— E o último é o meu. – Diz Haru, sorrindo.

A garota pega o último pacote com cuidado. Ela o abre rapidamente, logo revelando um grande e macio cachecol vermelho.

— Ah! Muito obrigada, Haru! – Ela coloca o cachecol, e sente um cheiro doce vindo do mesmo. – Oh... Tem um cheiro bom. –

— Sim, Haru quis colocar um cheiro bom nele, então eu o ensinei como se faz. – O homem conserta seus óculos.

— Pai! – O garoto reclama, levemente rubro.

Mas a reação da garota surpreendeu todos.

— Muito obrigada, Haru. – Chise diz, o abraçando de modo forte.

— A-Ah?! – Haru se assusta, realmente vermelho agora.

— “Minha filha, você agora tem 10 anos.” – Chiyo sorri com seus pensamentos, observando Chise. – “Mal consigo pensar que aquela pequena coisinha já cresceu tanto...” –

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