Avrora - Wellspring
5 Início do Treinamento
Haru e Chise brincavam de pega-pega, enquanto Hiro e Mari conversavam sobre as aulas que ela daria para o garoto.
— E então eu comecei a ensinar algumas letras e palavras mágicas para ele. – Hiro explica, arrumando os óculos em seu rosto.— Você continua sendo bom em ensinar, como vejo. – A garota de cabelos prateados sorri, tomando mais um gole do chá. – Mas eu tenho que perguntar, por que você mesmo não ensina o Haru? Afinal, foi você que me ensinou tudo o que eu sei. –— Você sabe como eu sou, né? Acho que eu não seria um bom professor para alguém tão novo. – Ele sorri constrangido.— Ah sim, eu me lembro... – A garota sente calafrios em seu corpo ao se recordar das aulas do Sr. Tallore. – Você era rígido até demais, mas nós éramos adolescentes baderneiros, então fazia sentindo ser mais sério. Só que isso não iria ajudar uma criança pequena. –— Por isso, como uma das minhas melhores alunas, eu peço seu auxílio para ensinar o possível para o Haru. –— Não tenho como recusar, e nem iria se pudesse. O senhor me ajudou tanto que eu me sinto como se estivesse te devendo. – Mari fecha os olhos, sentindo o vento calmo da manhã atingindo o seu rosto pela janela. – Hey, Haru, depois do almoço eu vou te treinar. – A garota diz um pouco alto.— Eba! – O garoto pula, podendo ser visto pela janela facilmente. –— Eu também quero treinar. – Chise aparece na janela.— Tudo bem, eu posso fazer isso. – Mari sorri, e a garota de cabelos marrons faz o mesmo.— Você sempre foi boa com crianças, não é mesmo, Mari? – Saki descia do segundo andar da casa com uma criança em seus braços.— Haha, acho que sim. Deve ser porque eu ainda pareço uma. – Ela ri sem graça.Logo, mais tarde, era a hora do treino de Haru e Chise.— Então, eu quero saber sobre as habilidades mágicas de ambos. –— Eu não consigo fazer nada. – Chise diz, desanimada.— Eu consigo usar Fireball! – Haru sorri bem feliz.— Oh, é mesmo? – Mari diz, surpresa.— Ele consegue mesmo. – Chise confirma, assentindo a cabeça com um sorriso orgulhoso.— Isso é ótimo, então. Poderia me mostrar sua Fireball? –— Okay! – Haru pega seu livro que estava escondido em seu grande manto azul, ajeita seu chapéu, e saca a varinha. — “Ó Céus, me mostrem o poder daquilo que ilumina a tudo e todos, aquilo que decide o dia e a noite, e me empreste seu poder”, Fireball! –O garoto usa o feitiço, sumonando uma bola de fogo de bom tamanho na ponta de sua varinha, logo a usando como um projétil para acertar uma certa pedra chamuscada no quintal da casa.— Nossa. – Mari diz surpresa. – Essa Fireball tem um bom poder. – Ela sorri. – Mas deixe me mostrar a minha. –A garota tira um grande cajado de seu manto, que parecia não ter espaço para guarda-lo em seu interior. O cajado era prateado tinha uma grande pedra redonda e esverdeada na sua ponta superior.— Fireball! – A garota pula o encantamento, jogando uma enorme bola de fogo na pedra, a destruindo rapidamente.— UAU! – Haru diz, com os olhos brilhando. – Eu nunca vi um ataque tão grande e bonito! E você até pulou o encantamento! – Ele olhava com admiração.— U-uau... – Chise estava sem palavras para o que acabara de presenciar.— Isso não foi nada. – Mari diz. Ela bate o cajado no chão, que faz a pedra voltar a seu estado original. – E esse foi o Restore. –— Eu. Não. Consigo. Acreditar! – Haru faz pausas para demonstrar a quantidade de sua surpresa.— Eu acho que eu vou desmaiar... – Chise exagera.— Bem, Haru, para você poder usar magias assim, você tem que aprender tudo sobre como elas funcionam. Como por exemplo, Fireball não pode ser usado em um local com pouco ar. – Ela sorri. – E Restore só funciona em objetos pequenos e em animais pequeno porte.— Então eu tenho que aprender mais... E pra aprender mais eu tenho que ler mais... Mas pra ler mais, eu tenho que aprender as letras mágicas todas. – Haru começa a pensar.— E você, Chise, como não pode usar magia, eu irei te ensinar alguns exercícios que você deve fazer todo dia para aumentar a força do seu corpo, e talvez aumentar seu potencial mágico. –— Potencial mágico? O que é isso? – Chise pergunta.— É como chamamos o nível de magia que um ser poder conter em seu corpo. Abaixo de um certo nível, magias são quase impossíveis, com exceção das magias livres. – A garota explica. – Aparentemente, pouco menos da metade da sociedade humana pode usar magia, então o Haru, que não só pode usar magia, mas também tem um potencial grande, é extremamente raro. –— Oh, entendi. – Chise assente. – Mas eu não consigo nem mesmo usar Silent Steps para andar silenciosamente... –— Então isso é um problema. Não existe um ser vivo que não tem um potencial magico tão baixo que todos os tipos de magia são impossíveis, talvez somente se... – Ela para.— Somente se...? –— Se a pessoa for amaldiçoada. –— Quer dizer que eu sou amaldiçoada?! – Chise faz uma cara de horror.— Calma, calma. Não é garantia, ainda não sabemos tudo sobre magia, tudo pode mudar de uma hora pra outra. – Ela consegue acalmar a garota.— Eu espero mesmo... –— Bem, os exercícios que você vai fazer são... –
Da casa dos Tallore, Hiro e Saki podiam ver como as crianças se esforçavam para treinarem. Mari ajudava Hiro a entender o seu livro magico, enquanto Chise fazia aquecimentos antes de tentar os exercícios passados para si.— Eles me lembram da gente quando mais novos. – Saki sorri.— É mesmo, mas nós não tivemos professores para nos ensinar, tivemos que aprender tudo na marra. – Hiro ri fracamente, enquanto ajeita seu óculos.— Eles podem ser o que quiserem, e não poderão falhar. –— Eu sei. –—----------->
Notas finais
Obrigado por lerem
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