Avrora - Wellspring

2 Haru e o Grupo de Aventureiros


Era de manhã, na pequena vila de Wellspring.

Haru acaba de acordar, com o seu quarto sendo iluminado pela fraca luz do sol. Ele levanta lentamente de sua cama, a arrumando antes de sair do local.

— Bom dia mãe, bom dia pai. –

— Bom dia, Filho. –

— Bom dia, Haru. –

A mãe do garoto estava fazendo o café da manhã com a ajuda do pai. Haru se senta na mesa, logo comendo as panquecas que estavam num prato separado para si. Assim que termina, ele ouve batidas na porta da frente de casa, e uma voz chamando pelo garoto.

— Hey Hakkun! – A voz de Chise é ouvida pelos três.

— Já vou! –

Ele se levanta e corre até a porta, a abrindo-a rapidamente.

— Bom dia Chise! –

— Bom dia. Tá animado, ein? – Ela ri um pouco.

— Claro! Eu ouvi que alguns aventureiros super fortes vão passar por aqui. –

— Sério? Então vai se arrumar, não sabemos quando eles vão passar por aqui. – Ela aponta para as roupas de dormir do garoto, que ele ainda estava vestido.

— Ah! – Ele percebe seu próprio erro. – Já volto! –

Ele volta para o quarto, rapidamente se trocando para suas roupas normais, uma camisa branca, uma calça escura, botas, seu manto azul e seu grande chapéu. Claro que ele não podia esquecer do seu livro mágico.

— Pronto! – Ele diz, assim que volta para a porta da frente.

— Então vamos, Hakkun. –

— Tchau pai, tchau mãe! –

— Tchau. – Os mais velhos logo sorriem um para o outro ao verem as duas crianças saírem.

Na entrada da vila, estavam os aventureiros.

— Vamos, Lucy, você é sempre assim! Toda vez que você vê um caminho estranho, nós temos problemas. – Uma cavaleira de cabelo azul, usando uma armadura prateada, com uma longa espada na cintura, reclama com uma maga de cabelo rosa e manto branco.

— Você fala como se você também não nos trouxesse problemas, Helene. – A maga chamada Lucy responde. – Mas olhe pelo lado bom, pelo menos achamos uma vila para descansarmos por um tempo. Os habitantes também são simpáticos. –

— Nisso ela não tá errada, Helene. Todos trazemos problemas uma hora ou outra. – Um garoto com cabelos brancos, vestindo um manto preto que cobria todo o seu corpo.

— Por acaso eu tenho que escutar alguém que usa roupas escuras quando o sol está forte o suficiente pra fritar ovos no chão? – Helene reclama.

— Sim, já que ele é o líder do grupo. – Um clérigo de cabelo verde, que estava quieto até o momento, responde.

— Você está certo, Hunter... – A garota de cabelos azuis cora com a intervenção do garoto.

— E lá vai ela de novo, Ryuuji. – Lucy suspira. – Ela só respeita ele. –

— É melhor nós irmos achar algum lugar pra passar a noite por enquanto, né? – O garoto de cabelo branco muda o assunto da conversa.

— Sim. – Os três respondem.

E os quatro aventureiros adentraram a pequena vila.

Em um pequeno parque na vila, estavam Chise e Haru, sentados em umas pedras grandes.

— Como serão os aventureiros? Será que eles tem um mago na equipe? – O garoto estava animado.

— É provável que sim. – Chise diz, enquanto bagunça o cabelo de Haru.

— Para com isso, Chise... – Haru reclama, mas com pouca resistência, apreciando o carinho.

— Hum? Virou um gatinho, Hakkun? – Ela ri.

— N-não! – Ele fica vermelho.

Logo eles ouvem algumas vozes vindo de uma rua por perto.

— Eu já te falei, Helene. Para de comer todos os bolinhos! Não vai sobrar pra mais ninguém! – A voz feminina se revela logo depois, quando a garota de manto branco e cabelos rosa aparece.

— Eu não ligo. – A cavaleira de cabelos azuis aparece logo depois, se empanturrando de bolinhos de carne.

Haru e Chise estavam confusos com a situação. Duas pessoas que aparentavam ser aventureiros experientes estavam brigando por bolinhos.

Até que, as duas aventureiras perceberam que não estavam sozinhas.

— Ah, olá. – Lucy cumprimenta.

— Eh... Olá? – Haru responde.

De um momento para o outro, a garota de cabelos rosas já estava agachada na frente dos dois, assustando-os.

— Olá! – Ela sorri.

— Uh... Oi. – Chise diz, um pouco assustada.

— Meu nome é Lucy. E o de vocês? –

— Lucy, você está assustando eles. –

— Ah! É mesmo, me desculpem. – Ela se levanta.

— Tá tudo bem. – Haru se levanta da pedra.

— Como eu disse, eu sou Lucy, e essa aqui é a Helene. –

— Não precisa ficar se introduzindo pra todo mundo, sua doida. –

— Ei! Não seja rude, ainda mais na frente das crianças. –

Helene suspira.

— Você só é boazinha quando crianças estão por perto? Eu não sei porque eu estou nesse grupo faz tanto tempo. –

— Por causa do Hunter. –

— Ah, sim, o Hunter... – Ela começa a delirar acordada.

— Eh, o que tá acontecendo? –

Lucy vira para o garoto.

— Não se preocupe, nós estamos no mesmo grupo faz tanto tempo que somos praticamente irmãs! –

— E haja a irmã mais nova mais irritante possível. – Ela quebra do seu delírio rapidamente.

E elas começam a discutir uma com a outra novamente.

— Huh... Acho que deveríamos ir, né? – Chise tenta fugir.

— É... É melhor... – Haru concorda.

Mas duas outras pessoas aparecem.

— Ah, finalmente achamos vocês! – O garoto de cabelos branco aparece, junto com o clérigo de cabelos verdes.

— E lá vem mais gente... – Haru suspira.

— Hey, foi você que queria ver os aventureiros. – Chise argumenta.

— Ah, me desculpem por essas duas. – O garoto de cabelos brancos se desculpa ao perceber as duas crianças. – Elas meio que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Ah, esqueci de me apresentar, eu sou Ryuuji. –

— Eu sou Hunter. – O garoto de cabelos verdes se apresenta quietamente.

— Eu sou Haru e ela é a Chise. – Haru suspira. – Estávamos querendo conhecer vocês, mas vocês meio que vieram até nos... –

— Haha! – Ryuuji ri. – Isso sempre acontece, essas duas saem por aí e só podemos segui-las, e hora ou outra, conhecemos gente nova. Aliás, pela sua vestimenta, você deve ser um mago, né? –

— Não. Eu ainda sou novo demais pra ser um mago. Mas, eu vou ser um quando eu crescer. –

— Ah, sério? Então treine muito, já que ser um mago é algo honorável. –

— Poxa Ryuuji, não sabia que você gostava tanto de magos assim. – Lucy dá um sorrisinho.

— F-fica quieta, Lucy. – Ele cora um pouco.

Haru, vendo a cena do garoto sendo provocado por sua colega, sabia como ele se sentia.

— Ei, Hakkun, você não tinha algo pra perguntar para o mago do grupo? – Chise lembra.

— Ah, é mesmo. – Ele se apronta. – Senhorita Lucy, você poderia de ensinar magia? –

— C-como? –

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