Era a tarde do outro dia. O grupo de aventureiros saiam da vila.

— Hey, Lucy. – Ryuuji chamou a garota.

— Sim, Ryu? –

— Tem certeza que foi uma boa ideia rejeitar ensinar o Haru? –

— Ele é muito mais poderoso do que ele parece, especialmente por ser só uma criança. – Ela arruma seu cabelo. – Tenho certeza que ele vai poder aprender bastante sozinho. –

— Mas não seria melhor ensinar a ele o possível? – Helene questiona.

— Talvez, mas eu não sou a melhor professora pra ele. –

— E quem seria? – Hunter perguntou.

— Talvez... a Mari? – Os outros três ficam surpresos. – Que foi? –

— A Mari sumiu completamente, Lucy! – Ryuuji tenta explicar. – Ninguém a viu desde a graduação daquela escola de magos a anos atrás! –

— Ehh? Sério? Mas eu a vi hoje mais cedo! –

— QUÊ!?! – Os três companheiros da garota exclamam.

— Oops, era pra ser segredo... – Ela ri.

No dia seguinte, na pequena vila de Wellspring, Haru e Chise andavam pelas ruas, conversando.

— Hey, Hakkun, tem certeza que você não está triste? Você realmente queria aprender com a Lucy. –

— Não, também seria difícil para ela me ensinar, já que ela iria embora ontem mesmo. – Ele suspira. – Mas ela podia ter me ensinado pelo menos alguma coisa. –

— Também acho Hakkun. –

Eles continuam andando e conversando.

Perto dali, tinha uma garota, de cabelo prateado e olhos vermelhos e usando um vestido branco com detalhes amarelos meio semelhantes a um uniforme. Ela estava andando pelas as ruas olhando as flores da cidade, sem prestar atenção onde andava.

E assim, Haru acaba acidentalmente esbarrando na garota.

— Ah, me desculpa. – Haru diz, encabulado.

— Não, não. Eu que me desculpo, foi culpa minha não olhar pra frente. – A garota diz.

A garota ajuda o pequeno a se levantar.

— Hm...? – A garota percebe algo. – Por acaso... Você é filho de Hiro Tallore? –

— Ah! Sim! Você conhece o meu pai? –

— Sim, ele foi meu professor algum tempo atrás. – Ela olha para cima e verifica a localização do sol no céu. – Nossa, já está ficando tarde. Eu tenho que ir. – A garota volta da rua de onde veio.

— Uau, que coincidência encontrar com uma estudante do meu pai. – Haru sorri.

— Hakkun, eu nem sabia que o seu pai era professor. –

— Ele foi professor até os meus 5 anos. Foi quando eu te conheci! –

— Espera um pouco... – A garota começa a pensar.

— O que foi, Chise? –

— Ah, nada não, acho que eu só tô pensando de mais. –

— Tá legal. –

Logo após, nuvens escuras sobrevoam a vila, e alguns minutos depois, uma chuva forte começou a cair.

— Nossa! Vamos pra minha casa, Chise! Rápido! –

Os dois começaram a correr. Após alguns minutos de corrida depois, eles conseguem chegar na casa.

— Haru? Chise? Vocês estão bem? – O pai do garoto diz, ao vê-los encharcados.

— Sim, só estamos ensopados. – Chise disse, tentando secar seu vestido.

Haru tira cuidadosamente seu manto azul e coloca-o em um cabideiro de madeira perto da porta.

— Chise, Haru. – A mãe do garoto chama, com duas toalhas em mãos. – Aqui, se sequem bem, não queremos nenhum de vocês com um resfriado. –

As duas crianças começas a se secar. Haru, ainda com a garota de mais cedo na cabeça, decide perguntar para o seu pai.

— Pai, você foi professor de alguma garota de cabelo prata e olhos vermelhos? –

— Hm? Sim. – Ele pensa. – Eu dei um ano de aula para uma garota assim, mas ela graduou no final do ano, então não pude saber muito dela. –

As duas crianças se olham, um pouco confusas.

— Uma garota de 9 anos graduou tão rápido? – Chise perguntou.

— 9 anos? Não, ela tinha 15, pelo que me lembro. – Ele sorri. – Por que estão me perguntando? Aconteceu algo? –

— Nós vimos uma garota de cabelos prateados e olhos vermelhos hoje, ela falou que te conhecia, pai. – Haru diz, calmamente.

— Espera... O quê?! – O homem se levanta, surpreso.

— Como assim? – A mãe de Haru pergunta também.

— Você conheceu ela também, mãe? –

— Sim, eu ajudava nas aulas de seu pai. –

— Haru, onde você viu ela? –

— Perto da praça onde eu conheci a Chise. –

— Oh, muito bem. – O homem pega um manto preto e um chapéu da mesma cor de um compartimento escondido em um armário perto de si. – Já volto, filho. –

— Eh? Onde você vai? –

— Vou ir buscar uma bruxinha perdida. – Ele diz, ao sair.

— Bruxa? – Haru e Chise se olham novamente, confusos.

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