Havia uma casa, localizada logo no exterior da pequena vila de Wellspring. Forasteiros que passavam por ali, não conseguiam vê-la, e moradores simplesmente a ignoravam.

A casa era relativamente grande, uma família grande poderia viver ali confortavelmente.

Porém, o local tinha um só residente. Um certa garota de cabelos prateados e olhos vermelhos.

Seu nome era Mari Bloodworth. Nenhum dos moradores da vila sabem quando ela chegou, muito menos quem ela é. Bem, isso até alguns dias atrás.

Mari estava andando pela vila, como normalmente fazia, comprando ingredientes para si mesma na pequena feira da cidade. Porém, enquanto passeava, encontrou uma face familiar.

— Mari? – A voz feminina chamou a garota.

— Oi? – Ela se vira, se dando de cara com uma garota de cabelos rosas e vestimentas brancas. – Ah! Lucy! –

— Faz tempo, né? –

— Sim, faz tempo. – A garota se curva um pouco, como se fosse um símbolo de respeito.

— Você até graduou sem nem me esperar, né? – A rosada deu um sorriso macabro.

— Eh... Desculpa? –

— Hahaha! Sem problema. Mas você anda sumida. –

— Hah, eu sei, mas é porque eu ando bastante ocupada. – A garota de cabelos prateada sorri. – Mas eu posso te mandar cartas a partir de agora, se você quiser. –

— Ah, eu adoraria. –

— Então, pra onde eu tenho que mandar as cartas? –

— Para a cidade de Ravenview. –

— Oooh, você mudou para uma cidade grande. –

— Oh, olha a hora. – Lucy olha para um relógio de bolso que tinha consigo. – Ah, tenho que ir. Até, Mari! –

— Tchau! –

“Huh, não foi o Ryu que deu pra ela aquele relógio?”

E Mari volta a comprar seus ingredientes.

Alguns dias depois, a garota estava em sua casa.

O local era limpo e organizado, com um clássico caldeirão de bruxa em um dos quartos.

Mari estava lendo um livro enquanto sentava numa cadeira, quando ouviu alguém batendo na sua porta. Ela se levantou e foi atender.

— Olá! – A garota atende a pessoa.

— Bom dia, Mari. – O homem alto, vestido um manto preto e usando um chapéu da mesma cor a cumprimenta.

— Oh! Sr.Tallore! É você. –

— Sim, faz 3 anos desde que você sumiu. –

— O que te trouxe aqui? –

— Eu ouvi do meu filho que você estava por aqui na cidade, só não esperava você morar tão perto. –

— Hehe, eu sei. Entre por favor. – A garota sorri enquanto o homem entra. – O Haru cresceu tanto desde a última vez que eu vi ele. –

— Sim. Ah, falando nele. Haru quer virar um mago. –

— Sério? Isso é incrível! –

— É, muito. E estava querendo saber se você poderia me ajudar a torna-lo em mago de verdade. –

— Claro! –

A resposta rápida e positiva da garota surpreende o homem.

— Sério? Você não é muito de ajudar os outros, pelo o que eu me lembro. –

— Eu só quero ajudar o filho do meu professor preferido, ou eu não posso? – Ela sorri.

— Ha... Claro que pode. – Ele sorri. – Você poderia ir na minha casa amanhã de manhã? Precisamos discutir melhor. –

— Nós podemos discutir agora, ou você tem que ir? –

— Eu tenho que ir, está ficando tarde. –

— Então tá! Tchau, Sr.Tallore. –

— Tchau, Mari. –

O homem sai da casa e Mari fecha a porta. Ela logo volta a ler o livro que estava lendo antes, passando o resto do dia como normal.

No próximo dia, a garota estava trajada com seu vestido que parecia um uniforme, de cor branca com detalhes amarelos e um manto vermelho com o interior preto. Ela movia rapidamente em direção a casa dos Tallore.

“Mal posso esperar pra poder ver o que o Haru já consegue fazer”

Finalmente chegando a porta da casa dos Tallore, Mari dá três batidas.

— Ah, já vai. – Uma voz diz.

Logo, a porta se abre, revelando Haru.

— Olá! –

— Ah! A garota daquele dia. –

— Sim, sou eu, Haru. –

— Eeh? Como você sabe o meu nome? –

— Eu brincava com você quando você era menor, não lembra? –

— Não me lembro. –

— Poxa, e pensar que eu passei 2 anos com você e você nem lembra. –

— Me desculpa por não lembrar. –

— Ah, não tem problema. –

— Oh, olá Mari. – Hiro diz, ao ver a garota na porta.

— Bom dia, Sr.Tallore. –

— Mari? – O garoto pergunta.

— Sim, ela é Mari Bloodworth. –

— Uou, que nome legal. –

— Nem tanto assim, haha. – Ela se sente envergonhada.

— Entre, Mari. –

O garoto e seu pai deixam a garota entrar.

— Oh, Mari! – A mãe de Haru a reconhece. – Faz tanto tempo! –

— Faz muito tempo mesmo, Srta. Tallore. –

— Ah, por favor, não me chame de senhorita, me chame só de Saki. –

— Claro, Saki. –

— Por favor, se sente. Haru, poderia pegar uma xícara para a Mari? –

— Tá bom. –

O garoto rapidamente entra na cozinha, voltando logo e colocando uma xícara branca e com vários detalhes na parte exterior. A mãe do garoto logo vem e serve um chá para Mari.

— Muito obrigada. – Ela agradece, tomando o líquido com gosto. – Como sempre, o seu chá, é o melhor, Saki. –

— Eu agradeço. – Mulher sorri. – Bem, eu vou ir lá pra cima, tem uma garotinha me esperando lá. –

— Hm? – Mari parece confusa.

— É a minha irmã mais nova. – Haru fala, chamando a atenção da garota. – O nome dela é Hime. –

— Sério? Que nome bonitinho. Quantos anos ela tem? –

— 1 ano. –

— Sério? Aposto que ela vai crescer pra ser alguém tão legal como você, Haru. –

— E-eh? – Ele se surpreende. – Eu sou legal? –

— Sim, você é, Haru. – O pai do garoto sorri, se sentando na mesa.

Antes do homem poder dizer algo mais, eles escutam mais batidas na porta da casa.

— Haru! – A voz de Chise faz o garoto despertar.

— Já vou! –

—----------->

Notas finais
Obrigado por lerem!