Avrora - Wellspring

8 A Chegada do Outono


Capítulo 7

Haru estava limpando seu quarto. Hoje era o dia que ele havia combinado com sua mãe, por isso ele não estava brincando com Chise nem treinando com Mari.

— Huf... Quando que esse tanto de poeira veio parar aqui? – O garoto diz, enquanto abria a janela para deixar o ar entrar no local. – Ei, espera um pouco... – Ele percebe algo nas árvores perto de casa.

As folhas das árvores, usualmente verdes, estavam amarelas, algumas até laranjas. Isso sinalizava a chegada do outono, e algo mais para um certo alguém. Ver as cores das folhas deixa o garoto imensamente feliz.

Ele desce do seu quarto, para dar a notícia para seus pais.

— Terminou, Haru? – A mãe do garoto pergunta, enquanto segurava uma pequena criança em seus braços.

— Sim! – Ele diz. – E tem mais, mãe! O outono tá chegando! –

— Oh? É mesmo? – A mulher pensa por alguns segundos. – O aniversário da Chise não é no primeiro dia de outono? –

— Sim! –

— E você quer dar um presente para ela, certo? – O pai do garoto diz, entrando na sala.

— É claro! –

— Você já sabe o que vai dar pra ela? –

— É.... Uh.... Eu não faço ideia... –

— Que tal um cachecol? – A mãe do garoto sugere. – Eu posso te ensinar a fazer um. –

— Você vai? – Os olhos do garoto brilham. – Obrigado! –

— Ei, você nunca me ensinou como fazer. – Hiro reclama de modo brincalhão.

— Ai seu bobinho... – A mulher ri com a brincadeira de seu marido. – Vocês podem ir se sentando, eu só vou colocar a Hime pra dormir. –

— Tá. –

Haru e seu pai estavam sentados esperando. O garoto balançava seus pés no ar, enquanto o homem limpava os seus óculos.

— Eu espero que eu consiga fazer um cachecol bonito pra Chise. – Haru diz para si mesmo.

— Do jeito que você tá agindo agora, você parece um namorado atencioso, filho. – Hiro brinca.

— Pai! Para de falar essas coisas que não fazem sentido! – Ele enrubesce com o comentário do pai.

— Mas olhe bem, você foi o primeiro que viu que o outono está chegando, ou seja o aniversário de Chise. Você também está disposto a fazer um presente para ela, e ainda espera que ela goste. – Ele diz. – É totalmente um namorado atencioso. – Ele termina.

— E não é que é mesmo? – A mãe do garoto diz também. – Acho que tal pai, tal filho. – Ela sorri.

— Querida, não vamos falar disso... – O homem fica um pouco vermelho.

— Sério mãe? – O garoto fica curioso.

— Sim. Logo nas manhãs do meu aniversário, ele tinha um presente novo em mãos todas as vezes, não importava quão cedo eu acordava. – Ela ri ao lembrar de alguns momentos com seu marido.

— Ai que vergonha... – O homem esconde o rosto com as mãos.

— Hehe, o papai tá envergonhado. – Haru ri de modo maldoso.

— E eu sei que você vai ser o mesmo com a Chise, Haru. – A mãe complementa, também deixando o garoto vermelho. – Bem, vamos começar. – Ela se senta em uma das cadeiras, pronta para tricotar.

— Ok. – Hiro diz, se recuperando rapidamente do momento vergonhoso.

— T-tá... – Haru, no entanto, não estava tão acostumado com isso.

Após algumas horas.

— Ah, eu não consigo... – Haru diz, exausto, com algumas pequenas lágrimas dramáticas em seu rosto enquanto fazia uma pose na cadeira.

— Não se preocupe, meu filho, é difícil mesmo. – Diz a mulher, já com um cachecol azul em seu pescoço.

— Mas papai já terminou o dele. – O garoto grunhe. – E ainda mais, ele te deu como presente mesmo que você tenha sido quem ensinou ele também. –

— Mas o seu pai já é velho meu filho. – Ela diz, antes de virar para o homem que lia um livro um pouco distante dos dois. – E continua um doce. –

Hiro, após o comentário, tentava esconder seu rosto avermelhado com o livro que lia antes, já que agora estava bastante distraído.

— Tá bom... – Haru se espreguiça.

— Que tal você dar uma volta por aí? – A mulher diz, bagunçando um pouco o cabelo de seu filho. – Vai te ajudar a clarear a mente, e logo você vai conseguir fazer o cachecol. –

— Tá legal, mãe, se é o que você diz. – Ele faz o que lhe foi dito e sai de casa.

O garoto anda pela sua pequena vila. Ele via as crianças com quem brincava de vez em quando com Chise se divertindo.

— Lucy, eu vou te pegar! – Diz um garoto de cabelos vermelhos, correndo atrás de uma garota de cabelos azuis escuro.

— Eu duvido, Travis! – Ela ri, facilmente escapando.

— Ei pessoal. – Haru acena para os dois, que param a brincadeira.

— Ah! Haru! – O garoto diz com um sorriso.

— Ei Haru! – A garota acena de volta.

— Cadê a Chise? – O garoto de cabelos vermelhos o questiona.

— Não sei, hoje eu não pude brincar com ela, mas eu estava indo na casa dela. –

— Ah, tá bom. – Travis diz.

— Vem brincar com a gente quando você achar ela. – Lucy diz.

— Tá legal. Tchau gente. – Haru se despede.

— Tchau! –

Haru logo começa a andar por um certo caminho. Logo, ele começou a ver um certo jardim com flores vermelhas e azuis, com uma casa no meio. Era a casa de Chise.

Chegando na porta, o garoto bate nela.

— Já vai. – A voz de uma mulher diz. Logo, a porta abre, revelando uma mulher alta com cabelos castanhos e olhos rosas. – Oh? Haru, é você? Faz muito tempo desde que você veio aqui. – Ela diz, com um sorriso em seu rosto.

— Sim, senhorita Dayflower. – O garoto de cabelos pretos diz, com seu rosto levemente vermelho.

— Oh, por favor, não me chame de senhorita, pode me chamar de Chiyo. – Ela sorri.

— Ah, okay, Ch-Chiyo. –

— Bem, entre! – Ela diz, dando espaço na porta para o garoto.

Após entrar, a mulher o pede para sentar em uma das cadeiras enquanto ela pegava um pouco de chá. Esperando sentado, Haru começa observar a casa e sua decoração.

Paredes coloridas com cores pasteis, várias flores em vasos decorando o local inteiro. Na parede perto da porta havia um quadro com uma imagem de Chise e Chiyo abraçadas sorrindo.

— Aqui está. – Ela diz, colocando a xícara com chá subitamente, assustando o garoto.

— “Se esgueirar tá na família por acaso?” – O garoto pensa, antes de pegar a xícara e tomar um pouco do chá. – Oh, esse chá é gostoso! –

— É sim, é o favorito da Chise. – Ela pega algo de um dos armários, logo colocando perto dele. – Aqui, alguns doces. –

— Ah, obrigado! – Haru agradece antes de comer um dos doces, logo se maravilhando com o gosto.

— E então, Haru, você veio aqui pegar a Chise de novo, certo? – Ela deduz.

— Sim. –

— Bem, me desculpa dizer, mas ela está um pouco doente hoje então ela não pode brincar. –

— Ah? Sério? – O garoto se desanima. – Puxa vida. Espero que ela melhore logo. –

— Ah, ela vai sim. Amanhã vai ser o aniversário dela, então não esqueça de vir de novo. –

— Eu vou sim! – Ele sorri.

Algum tempo depois, a tarde chega, e Haru volta para casa.

— E então? Se sente descansado? – A mãe do garoto pergunta.

— Sim! E eu vou fazer o melhor cachecol do mundo! –

— Haha, você vai sim. –

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