Capítulo 04: Tempestade

Partimos rumo a Nação do Fogo, não sabia o que teria que fazer quando chegar lá, mas sabia que deveria ir. Com um pouco de tempo sobrando, resolvo analisar o mapa, o único papel que consegui pegar de Fong, nele estavam 3 rotas, elas saíam da Tribo da Água do Norte, da Tribo de Água do Sul e de Republic City e todas terminavam na Nação do Fogo, seria isso um provável ataque? O ataque que Fong e Torá conversavam? Esse plano é para daqui dois meses, só sei dominar a terra, não sei como para-los.

Depois de um tempo pensando pego no sono.

Sou acordado após cair da cama com o balanço do barco, me assusto com a chuva que está muito forte e saio do quarto com minha bolsa, chegando ao convés procuro os piratas e não os encontro, subo até a cabine e não há ninguém, resolvo ir de volta ao convés e descer para o quarto, olho escada abaixo e a água tomou conta do local, corro sem saber para onde, não posso usar minha dobra, não há terra.

O barco começo a inclinar, de longe vejo um pequeno barco salva-vidas com os piratas, que me deixaram para trás, não sei o que fazer, consigo subir para a cabine, lá encontro uma escrivaninha de madeira, logo que a vejo começo a chutá-la, consigo quebrar uma parte, então improviso uma prancha e salto do barco que está quase num ângulo de 90 graus.

Caio com a minha prancha improvisada na água, o impacto faz meu corpo arder, subo em cima da madeira, que quase não me aguenta, a chuva não para e só parece piorar, nadar nunca foi meu forte, com essa chuva não sei se consigo. As ondas começam a aumentar, tanto em força quanto em tamanho.

Afundo e volto a superfície, se não fosse a prancha não sei como estaria, mas a tempestade só aumenta. Uma nova onda muito maior de puxa e eu solto a prancha, agora tudo está perdido, começo a afundar, vejo somente meus braços balançando sem forçar para ir a superfície, o ar está acabando... Korra, m-me a-ajude... E tudo escurece.

Quando acordo estou num quarto todo vermelho, com roupas que não são as minhas, tento me lembrar o que houve, a última coisa que e recordo é de estar me afogando, nisso a porta abre.

– Vejam, ele acordou! – Alguém grita ao me ver.

Sento-me na cama.

– Quem é você? – Digo pensando em como acordar sem saber onde estou está se repetindo muito.

– Eu sou Jared, um Sábio do Fogo, você está na Ilha Meia Lua, Avatar.

– Como você sabe que eu sou o Avatar? – Respondo imediatamente.

– Você não se lembra como chegou na ilha?

– Não – Respondo negativamente assentindo com a cabeça.

– Há mais de 20 anos nós reconstruímos o templo do Avatar Roku, esta noite a sua estátua brilho, sabíamos que o Avatar estava de volta, foi quando vimos uma luz forte vindo do mar, você estava dominando a água, quando chegou na costa, seus olhos pararam de brilhar e se fecharam, então você caiu, corremos para socorrê-lo. Agora o mundo todo sabe que o Avatar voltou.

– É uma honra conhece-lo Avatar – disse uma senhora que acabara de chegar na porta, acompanhada por mais um homem – como é o seu nome?

– Eu sou Suan e preciso da ajuda de vocês, preciso encontrar o Senhor do Fogo, a guerra está para começar.

– Calma jovem – disse a senhora na porta – você deve descansar, por hora permanecerá conosco, aprontaremos tudo para a viagem e o encontro com o Senhor do Fogo Shyzu, neto de Iroh, bisneto de Izumi.

Todos saem do quarto, voltam alguns minutos depois para me trazer comida, deixando-me sozinho novamente, quando me dou conta já é noite, deito-me pensando em descansar para a viagem. No meio dos sonhos Korra aparece.

– Suan, agora o mundo todo sabe que o Avatar voltou, você deve tomar cuidado, não se preocupe, eu sempre estarei com você.

– Espere Korra, o que foi que aconteceu comigo, o que era o brilho que falaram?

– Você estava no Estado Avatar Suan, é um mecanismo de defesa, mas cuidado, se você for morto enquanto estiver nele o ciclo se acaba.

– Como eu faço para controla-lo? – Pergunto curioso e entusiasmado.

– Isso leva tempo, concentre-se primeiro nos elementos.

– Avatar Suan acorde, o barco está pronto.

Me desperto com um susto, olha para a porta e Jared está lá.

– Sim, vamos – respondo com sono.

O barco parte, deixando a Ilha Meia Lua para atrás, agora pensando lembro-me do mapa, infelizmente o perdi na tempestade, junto com minhas roupas, só tenho as que estão no corpo e mais um par que está numa bolsa que ganhei dos Sábios do Fogo.

Após um dia de viagem finalmente chegamos a Capital da Nação do Fogo, ainda no píer um Sato Mobile me espera para levar-me ao Palácio para encontrar o Senhor do Fogo Shyzu. Chegando no Palácio vejo muitos soldados em guarnição, soldados até demais.

Entro no Palácio e sou recebido pelo Senhor do Fogo.

– É uma honra conhecê-lo Avatar.

– É uma honra conhecê-lo Senhor do Fogo Shyzu – respondo educadamente.

– Todos nós pensávamos que o ciclo havia acabado, há muito tempo não tínhamos notícias do Avatar.

– A pouco tempo eu soube que era o Avatar, ainda estou me habituando a isso – respondo.

Após alguns minutos de conversa chegou a hora do jantar, o Senhor do Fogo Shyzu mandou preparar um banquete, quando por fim terminou fomos até o Salão do Fogo.

– Senhor do Fogo, as Tribos da Água e alguns dos Estados da República da Terra planejam um atentado contra a Nação do Fogo, enquanto investigava encontrei 3 rotas de ataques possível, cada uma vinha de um destino diferente, Republic City, Tribo do Norte e do Sul, e em todos os casos terminavam aqui na Capital.

– Eu já espera isso – responde Shyzu – você não era nascido, mas houve um conflite entre nós e a Tribo do Norte há mais de 30 anos, era sobre uma fonte de gás natural que foi encontrada numa ilha ao norte do nosso território, perto do Polo Norte, tanto nós como eles reivindicavam-na, a Avatar Korra decidiu a nossa favor, mas isso nunca foi aceito por eles, agora, depois de tanto tempo sem Avatar eles planejavam nos atacar, você deve impedi-los, nos ajudar.

Após a conversa com o Senhor do Fogo vou para um quarto de hóspedes, pensando sobre a conversa, logo adormeço.