Avalon
12 Capitulo 12
As duas subiram até o último andar, e enfim abriram a porta. Ele era igual aos outros, porém tinha uma grande porta vermelha no fim do lado esquerdo do imenso corredor. Aquele era obviamente o escritório de Satsuki, e elas estavam prontas para finalmente entrar lá. Porém, decidiram pensar direito antes de agir.
— Bom, pela primeira vez na minha vida eu vou pensar bem antes de fazer qualquer merda, então é melhor valer a pena. — Disse Tomoyo. — Ei, Anne? Por acaso seus poderes não podem nos ajudar a ver se o Miles tá por aqui?
— Eu pensei nisso, mas acho que não. Talvez, se eu não estivesse cansada de usar eles tanto, eu conseguiria sentir uma onda mental de longe, mas agora eu mal consigo identificar a sua direito. — Anne tocou em seu braço. — Eu só consigo ver alguns vultos da sua memória.
— Merda. — Disse Tomoyo. — Ok, tudo bem. Ei, foi mal por a gente ter te usado muito, ok?
— Tudo bem, nada mais justo. Eu não te contei sobre o Miles antes, então considere isso uma retribuição. Vamos usar o método antigo e abrir todas as portas, quem sabe não damos sorte?
— É o que resta, né?
Abriram porta por porta, naqueles escritórios que pareciam intermináveis, e estranhamente estavam vazios. Normalmente, depois de uma invasão, os funcionários deixariam tudo como estava e fugiriam o mais rápido possível. Porém, estava tudo arrumado, como se tivessem ido embora após um dia comum de trabalho. Era como se o prédio estivesse esse tempo todo preparado para a sua chegada, e realmente estava. Após andar um pouco pelo corredor, Anne começou a sentir uma dor de cabeça.
— Ei, o que foi? — Perguntou Tomoyo.
— Eu sinto alguma coisa....aqui por perto. — Disse Anne, com dificuldade. — Tem alguém em alguma sala próxima, disso eu tenho certeza. Eu acho que......naquela ali. — Ela apontou para uma das portas.
Elas correram para a porta e a abriu. Ao olhar por detrás da mesa, encontraram Miles amarrado, e levemente machucado. Ele parecia estar cansado, quase caindo no sono. Ele ficou surpreso ao ver Tomoyo, e já estava dando uma bronca nela antes mesmo de tirarem a mordaça de sua boca.
— Prontinho, agora pode falar. — Disse ela, o desamarrando.
— Por que diabos você veio, droga?! Não percebeu que — Ele foi cortado.
— Ei, ei! Bronca até nessa hora, sério?
— Você não devia ter vindo! Isso tudo foi uma -
— Armadilha, bla bla bla, é, eu sei. Acha que eu não sabia dos perigos? Eu vim aqui pra salvar a sua maldita vida, então um obrigado seria no mínimo legal, né? — Disse Tomoyo, irritada. — Aliás, é, você me mandou ficar na minha caso a polícia me pegasse, mas não foi isso que eu fiz. Eu escapei da prisão, me meti com 1 líder de uma gangue e um mafioso pervertido, além de invadir a porra desse prédio.
— Já sabia que eu reclamaria disso também, né?
— É, eu sabia.
— É incrível. — Miles de repente sorriu. — Eu achava sua mãe arrogante, mas você superou ela de uma maneira inacreditável. E as duas tem os mesmos olhos.......e essa teimosia toda, com certeza veio do seu pai. — Disse Miles. Apesar de tudo, ele parecia feliz por ela estar ali. — É exatamente como eu imaginei que um filho daqueles dois seria.
— Vocês nunca falavam da minha mãe, né? Meu pai sempre mudava de assunto, e parecia até que ela nunca existiu.
— É um assunto delicado pra todos nós, principalmente pro seu pai.
— É sempre esse papo, né? Agora vai dizer que não quer que eu siga o caminho deles, certo? Relaxa, eu não vou virar a heroína da pátria igual meu pai era, se esse é seu medo. Esse mundo não fez nada pra me fazer ter a vontade de salvar ele. Eu só vim te salvar porque não to afim ter sua morte pesando na minha consciência.
— Ora, Tommy, para de se fazer de durona! — Disse Anne. — No fundo, a gente sabe que você tava preocupada a beça com ele! Eu mesma sei disso, e você nem pode negar.
— C-C-Como é? — Tomoyo ficou vermelha de vergonha e raiva, por ter tido seus sentimentos expostos. — Ah, se eu pudesse, eu te jogava dessa porra dessa janela!
— Tommy? — Miles parecia estar segurando a risada. — Aliás, quem é você, mocinha? — Perguntou Miles.
— Ah, que falta de educação da minha parte! Meu nome é Anne, prazer em conhecê-lo, Miles! — Ela apertou a mão dele.
— Prazer. — Disse Miles, um pouco assustado com o modo de agir de Anne.
— Desculpa se parece que eu to forçando alguma intimidade, mas é que eu já sei tanto sobre você!
— Ah, é? E como você sabe? — Perguntou Miles, curioso.
— Eu tenho poderes mentais, sabe? Do tipo de ler mentes, levitar coisas, mas esse último eu aprendi faz umas 2 horas, então nem sei como fazer direito ainda.
— Poderes? Ora, isso é interessante. Como conseguiu eles? Foi um experimento como o pai da Tomoyo, ou foi um acidente de laboratório?
— Que tal discutirem isso depois? Precisamos sair daqui logo de uma vez. — Tomoyo se lembrou de uma coisa. — O Becker me pediu pra ir ao escritório. Eu não to muito afim, mas talvez ele tenha algo importante pra falar.
— Eu vou com você. — Disse Miles, mas ao tentar andar, viu que estava sem muita força nas pernas.
— Melhor não. Olha seu estado, tá amarrado nessa posição a madrugada inteira. Mal consegue andar. Deixa isso comigo, ok?
— Eu ainda posso lutar! Sabe como eu sou útil em combate, né?
— Sei, eu vi bem de perto. Mas, não conheço ninguém que consiga lutar com a perna quase imóvel desse jeito, pelo menos ainda não conheci. — Disse ela. — E eu não to afim de esperar a circulação dessa porra dessa perna voltar, então eu vou indo na frente. Anne, você cuida dele? Se ouvir qualquer coisa estranha, carregue ele pro elevador e tente faze-lo funcionar de alguma forma. Eu volto logo.
— Pode deixar comigo! — Respondeu Anne, dando um joinha.
— Espera, Tomoyo! — Gritou Miles.
Ela o ignorou, e saiu da sala. Andou lentamente até a grande porta vermelha, imaginando o que tanto a esperava do outro lado. Enfim, empurrou a porta, e a abriu. O escritório de Satsuki era como ela imaginava. Um lugar luxuoso, com móveis caros, um sofá com uma interface instalada em seus dois braços, que a dava controle sobre a sala inteira, podendo desligar as luzes e a televisão por ali, além de poder mover o sofá pela sala, podendo se locomover por ela sem sair dali. Tinha uma vista panorâmica, que a permitia ver a cidade inteira, e até além. Sua mesa era relativamente simples, nada de muito tecnológico ou avançado. Notou que havia um homem sentado naquela cadeira.
— Becker.
— Você conseguiu. Passou por toda a nossa segurança, e destruiu minha maior criação. Se alguém me contasse tudo que vocês fizeram, eu diria que era mentira. Mas eu vi com meus próprios olhos.
— Chega de papo furado. O que você quer? Se estiver afim de brigar, vamos logo com isso.
— Apressada como sempre. — Becker apontou para cima. — Que tal conversarmos ao ar livre?
Becker se levantou, e andou até as escadas que levavam ao heliponto no topo do prédio. Tomoyo o seguiu, e enfim subiram. Dali, dava pra ver além da cidade. Conseguia-se ver toda a área deserta ao redor de Avalon, e, se forçasse a vista, conseguia ver de longe as luzes de uma cidade vizinha. Já era quase hora do sol nascer, e o clima estava frio, típico de inverno. Becker parou no meio do heliponto, e se virou para ela, com um sorriso malicioso no rosto.
— Então, o que você tem a dizer? Espero que seja importante pra ter me feito subir essa porra inteira.
— Não acha engraçado? A historia, enfim, se repete. Nossos pais fizeram o mesmo que estamos fazendo nesse exato momento, a mais de 30 anos atrás. — Disse Becker, e as peças enfim se encaixaram na cabeça de Tomoyo.
— Droga, tava no sobrenome, né? Como eu pude não notar isso?
— Só mostra como sua mente é pequena. Raymond Becker era meu pai. E era péssimo nisso, devo dizer. Só se importava com suas invenções e com seus planos. Bom, nisso tenho que admitir, somos bem parecidos.
— Então, qual é seu plano? Dominação mundial também? Ou as coisas não são tão simples assim?
— Infelizmente, não são. Pra nós, liderar esse pequeno planeta não basta, é muito pouco. Os humanos literalmente destruíram seu antigo planeta, e vieram pra cá após torná-lo em um lixão impossível de se viver. Não queremos repetir o mesmo erro.
— Bom, já tornaram a área da cidade nisso, pra ser bem sincera. É só olhar em volta, olha o tamanho desse deserto. Não é coincidência que ele esteja justamente ao redor da cidade, né?
— Infelizmente, tem razão. Mas, isso é apenas por agora. Quando terminarmos, isso terá valido a pena.
— Terminar o que, mais especificamente?
— Nós queremos proteger essa dimensão de ameaças, como o infame Yuke, por exemplo, que por pouco não nos levou a extinção.
— Querem dominar a dimensão inteira, é isso? Você sonha bem alto, sabia?
— Não é sonhar, jovem. Isso será uma realidade, assim que finalmente a encontrarmos. — Disse Becker.
— Encontrar o que?
— Já se esqueceu? Não te culpo, deve ter sido um trauma muito grande. Quando a Safira Espectral for encontrada, nossos objetivos serão enfim colocados nos eixos.
— Safira...... — A mente de Tomoyo novamente foi bombardeada por memórias, muitas das quais ela tentou por anos esquecer. Aquela brilhante gema azul sempre esteve no centro de tudo.
— Já deve ter ouvido a história. Meu pai tentou dominar o mundo, e seu pai tentou impedi-lo. E então, meu tolo pai usou a safira para energizar um grande robô criado por ele, afim de derrotar seu pai. Ele mal sabia que a safira tinha funções muito maiores do que apenas ser uma fonte de energia. E então, Yusuke o derrotou, e a safira recebeu uma grande fonte de energia vinda dele, e acabou sobrecarregando, causando uma explosão de ondas eletromagnéticas. Pras pessoas, apenas foi um estranho e forte vento, seguido de uma pane nos aparelhos eletrônicos. Mas, aquilo causou uma ruptura no tecido do espaço-tempo, criando um pequeno portal para outra dimensão. Foi isso que trouxe Yuke, a cópia distorcida de Yusuke, para nossa dimensão. E, bom, o resto você já sabe.
— Então, seus objetivos são os mesmo de seu pai, vão apenas um pouco além. Você deveria ser melhor que ele, usar esse seu conhecimento todo pra algo mais útil. Quer ser o líder da dimensão? Que seja, não vai fazer a menor diferença.
— É ai que você se engana, jovem. Satsuki quer ser a líder, não eu. Quero apenas estar ao lado dela, para que assim eu tenha recursos pra evoluir todas as minhas criações, e mostrar ao mundo do que Fremont Becker é capaz. Quer dizer, não é bem a Satsuki que quer isso, mas isso não importa.
— Incrível. — Disse Tomoyo, rindo. — Você só quer ser notado, então? Ah, que fofo. Eu sentiria pena de você, se esse seu sorrisinho não me desse vontade de te socar. Aliás, se a Satsuki não quer ser a líder, quem quer então?
— Não acho que isso importe muito. Não é como se você fosse viver o suficiente pra valer a pena te contar.
— Isso foi uma ameaça?
— Não, apenas um fato. — Disse Becker. — Então, vamos fazer o que nossos pais sempre faziam?
— Quer dizer se socar até um dos dois caírem no chão? Pois foi exatamente pra isso que eu vim até aqui.
— Então, vamos começar. — Becker puxou dois revólveres de seu bolso. Eles pareciam modificados, como se fossem ajustáveis.
— Belas armas que você tem ai.
— Cortesia de nosso amigo Miles. Se juntássemos meus conhecimentos de robótica com seus conhecimentos sobre armas, seríamos imbatíveis. Infelizmente, ele não quer estar do meu lado.
— Pois é, ele tem bom senso. Aliás, não acha injusto usar uma arma contra alguém desarmado? — Zombou Ryoko.
— Pelos dados que vi de você lutando, quem está na desvantagem aqui sou eu. — Respondeu Becker. — Pronta?
Ela avançou, e Becker desviou de seu golpe com uma velocidade absurda. Ele tentou atirar nela, mas acabou errando. Becker deu um grande salto pra trás, e Tomoyo tentou acerta-lo com uma rajada de eletricidade, mas errou. Ele correu na direção dela, e tentou acertar alguns chutes. Bloqueou, e acertou um soco em sua barriga. Becker acertou uma cabeçada, seguida de uma coronhada em sua nuca. Ela desviou do tiro que veio logo em seguida, e o empurrou pra longe. Os dois trocaram socos e chutes, e tentavam se acertar com rajadas e tiros a todo tempo. Tomoyo acertou um chute que jogou Becker longe, então correu em sua direção e saltou, acertando um chute em seu nariz. Ele contra-atacou, com um chute em seu queixo, que a deixou desnorteada. Ele atirou na direção de sua cabeça, mas ela a moveu para o lado oposto do tiro, quase pegando de raspão. Aproveitou a abertura e lançou uma rajada de eletricidade, que dessa vez o acertou. Ele foi jogado para longe, mas logo se levantou.
— Acha mesmo que vai ganhar essa? — Zombou ela.
— Não trabalho com achismo. Eu ajo, e depois decido se vou vencer ou não. Nesse caso.....
Becker se armou, e Tomoyo pensou que ele tentaria atirar novamente. Porém, ouviu o som de uma espécie de propulsor, e viu Becker voar em sua direção, acertando um soco em seu rosto. Ele tinha dois foguetes instalados na sola de seus sapatos, que o permitia voar e cruzar longas distâncias em pouco tempo. Ela ficou surpresa, mas se animou com aquilo. Os dois então se atacaram, e praticamente voavam pelo heliponto inteiro, uma luta quase impossível de se acompanhar. Becker não tirava seus olhos de sua oponente, e nem ela tirava seus olhos dele. Os dois tentaram acertar um soco, mas acabaram errando, pois ambos conseguiram desviar. Após isso, Becker parou, e Tomoyo notou que seus revólveres haviam se alongado um pouco, e Becker começou a atirar varias vezes com eles, como se tivessem se tornado em uma espécie de metralhadora.
— Esse truque é novo. — Disse Tomoyo.
— Gostou? Ainda estão em fase de teste.
Becker continuou atirando, e ela desviava de todos os tiros com uma certa facilidade, mas não conseguiria ficar naquilo pra sempre. Aos poucos, ia se aproximando, e enfim conseguiu acertar um chute em seu rosto, que o fez parar de atirar. Ela então acertou uma sequência de socos em sua barriga, e notou que a parte esquerda de seu tórax tinha uma placa de metal. Becker havia sido melhorado, assim como Akira. Ele aproveitou essa pequena distração e acertou duas coronhadas nela, que a deixaram tonta. Ela se recuperou rapidamente, mas não antes de levar um tiro em seu ombro. Ela saltou por cima de Becker e acertou um chute em suas costas, seguido de uma rasteira que o derrubou no chão. Saltou novamente e tentou acertar uma joelhada em seu peito, mas ele se levantou e desviou. Ela então viu que os revólveres estavam se modificando novamente, dessa vez ficando maiores, e com canos mais robustos. Becker então atirou com os dois em Tomoyo, e ela desviou por pouco. Notou que agora eles haviam se tornado em pequenas escopetas.
— O que mais eles conseguem fazer? — Perguntou ela, tentando demonstrar que não estava surpresa.
— Se sobreviver por mais tempo, talvez descubra.
Apesar de serem escopetas, os tiros eram rápidos, e causariam estragos bem maiores caso a acertassem, então ela teve que tomar um cuidado dobrado para não ser atingida. Decidiu parar um pouco para avaliar a situação, e usou seus poderes elétricos para criar uma espécie de barreira protetora, que repelia todos os tiros que a atingissem. Becker aproveitou para pensar também, e os dois se encararam por um tempo. Enfim, Tomoyo desativou sua barreira, e avançou. Becker também avançou com os foguetes em seus sapatos, e os dois bateram de frente. Becker acertou um golpe com sua arma na testa de Tomoyo, que a fez sangrar. Ela revidou o agarrando pela gola de seu terno e acertando uma forte cabeçada, seguida de um soco que pegou seu nariz em cheio. Trocaram golpes até que ela enfim conseguiu deixar Becker desnorteado, e acertou uma sequência de golpes que enfim o deixaram cansado e atordoado. Becker caiu de joelhos, na ponta do prédio.
— Já chega, né? — Disse Tomoyo.
— Ainda não. Só acaba quando eu disser.
Becker juntou as duas armas, tornando-as uma só. Ao mirar a grande arma para Tomoyo, ele atirou uma pequena bola. Ela desviou dessa bola, que explodiu ao chegar em contato com o chão. Era uma lança-granadas. Becker começou a atirar varias, que estavam literalmente destruindo o heliponto, criando varios buracos no chão. Usou seus poderes para lançar uma de volta a Becker, que desviou por pouco, voando para o lado. Aproveitou a oportunidade e se lançou em sua direção, acertando um chute que quase o derrubou pela beirada. Ele saltou no ar, com a ajuda dos propulsores, e tentou acertar mais granadas em Tomoyo. Após desviar de algumas, ela enfim saltou, mais alto do que ele estava, e acertou um chute forte em seu rosto, que o jogou com força no chão, quebrando a área onde caiu.
— Parece que esse primeiro round foi seu. — Disse Becker.
— Primeiro e último. É bom me dar um bom motivo pra eu não arrancar essas suas botas voadoras e te jogar desse maldito prédio. — Disse ela, já se preparando para dar o golpe final.
— Bom, a madame Satsuki está nesse exato momento se divertindo com seus amigos motoqueiros. Ela costuma ser piedosa as vezes, mas quem garante que ela não decida acabar com a vida miserável deles logo de uma vez?
— O quê?! Ah, merda! — Gritou Tomoyo.
— Bem, por hoje é só. — Disse Becker. — Nós vemos em breve, "Tommy".
Becker mirou sua arma na direção dos pés de Tomoyo, e atirou uma granada. Ela pulou pra trás, mas a explosão ainda a jogou pra longe. Após se levantar, viu que Becker havia sumido. Não havia outro caminho pra ele ter seguido, então presumiu que ele havia pulado do prédio. Ao olhar para baixo, não viu nenhum sinal dele. Notou que o dia enfim estava amanhecendo, e aquela longa noite estava chegando ao fim. Não tinha tempo para descobrir onde ele estava, então correu dali, pois precisava salvar seus amigos antes que fosse tarde.
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