Avalanches

12 O Início


Notas iniciais
eu nem sei o que dizer :v mas vou tentar. depois último capitulo que eu postei aconteceram coisas que me deixaram sem tempo pra escrever, e recentemente, quando a ideia de voltar para Avalanches apareceu minha mãe me deixou sem o meu note - flash back -, houve dias em que pensava em até excluir essa fic e só fazer oneshots e terminar com Pretty Boy o mais rápido possível ( que por sinal não terá capítulos novos essa semana por que irei terminar Avalanches até o final do mês, então não se preocupem com isso) E antes que comecem um mimimi sobre ser pequeno, eu não consegui pensar em mais nada pra passar dessa visão do Rivaille sobre a "situação dele com o Erwin" e ir para o final, então dividi o final em dois, a segunda parte já esta em andamento.

Voltar com Erwin parecia a solução para todos os meus problemas. Mas não foi.

Na manhã seguinte daquela noite, mesmo sentindo os braços de Erwin ao meu redor eu não me sentia bem. Estranho dizer mas, mesmo ainda o amando eu tinha medo. Medo de sentir outro perfume que não fosse o meu em suas roupas, medo de encontrar coisas que não eram minhas em seu carro, medo de tudo aquilo ser só uma coisa passageira; tinha medo das conversas no telefone e daquele fio de cabelo.

Tinha medo de perdê-lo de novo.

Mas a pior parte, mesmo com todo o sentimento e a paixão que me deixava sentir todas as noites, ainda não me sentia completamente fiel a ele.

Terminar com todo e qualquer sentimento que passei a nutrir com Eren fez meu coração se quebrar ao ver suas reações. Os soluços pesados, a desespero em seus olhos quando disse que havia voltado com Erwin, a culpa, a dor e, por algum motivo, desapontamento.

–Ele mentiu pra você! Usou sete anos da sua vida e ainda te fez sofrer!

–Mas eu o amo, Eren.

–Ama? Ama mesmo? Depois de tudo você ainda o ama?

Depois daquilo fiquei me perguntando o quanto ainda amava Erwin. Se eu o amava? Sim. Mas quanto? Eu realmente não sabia. Não sabia o por que de tudo aquilo estar acontecendo. Eu já havia sofrido uma vez, então por que estava fazendo isso de novo? Por que me preocupar com algo que nem sabia se ainda era meu? Em que tipo de labirinto eu havia me atirado? Era como ver os sete anos se repetindo: todo o ciúme, todas as brigas, todo o sexo, todos os sorrisos, todas as lágrimas haviam voltado a partir do momento que deixei que colocasse aquele anel de volta em meu dedo. Passava horas do meu dia apenas vendo a pequena pedra de rubi brilhando sob a fraca luz do sol que entrava em meu quarto todas as manhãs, sentindo-o roçar em meus dedos enquanto escrevia, cozinhava, tomava banho, limpava, transava, lavava roupa... Haviam dias em que o tirava e ficava me perguntando quanto tempo levaria para a mancha branca sumir de meu dedo. E eu sorria quando imaginava isso.

Quando Erwin voltava, tudo voltava. Como uma avalanche levando tudo que havia conseguido curar nesse tempo sem ele, as feridas voltavam a se abrir. A ausência dele me fazia bem. E inúmeras vezes eu me perguntei o quanto ainda o amava. Se eu ainda o amava.

Amava?

A forma com a qual vivíamos isso era errada. Não havia mais aquela cumplicidade, não sorriamos. Parecia que só estávamos juntos por causa do sexo.

Não era assim que queria viver.

Não era assim que tinha que ser.

Não era isso que ele havia me prometido.

E mesmo assim eu continuava ali, com medo de perdê-lo por que não queria acabar sozinho. E em dias assim, aquela pergunta voltava a me assombrar : o quanto eu ainda o amava?

Há alguns meses a questão “por que ainda estou nisso” me pegou num momento inoportuno. Depois do sexo – eu acho – fiquei encarando Erwin no pé da cama, avaliando os arranhões em suas costas, as mordidas em seus ombros. Eu havia dito que para não parar, mas eu queria ver até onde eu conseguia ir, até onde suportaria o aperto em meu peito.

Era errado, egoísta e masoquista.

Não transamos depois daquela noite, se ele fazia sexo não era comigo. Aquela chama que quis tanto manter acesa estava se apagando rápido de mais. E nós apenas ficávamos observando; repetindo os mesmo erros, brigando pelas mesmas coisas. Até onde levaria aquilo?

Pior que Eren, foi Hanji. Querendo saber por que, e quando. Era sempre a mesma pergunta que tentava evitar. Por que isso? Por que aquilo? Mas depois de tanto tempo eu passei a levar uma delas a sério.

Por que? Depois de tudo, por que? Por que agora que as feridas já estavam curadas e não antes? Por que agora e não quando a falta dele realmente me fazia querer morrer? Onde estava tudo aquilo que ele me prometeu? Tudo o que fazíamos era ficar sentados um de frente para o outro vendo tudo se acabar de novo. Havia um abismo dividindo os sentimentos de antes e os de agora, parecia que essa distância nos separava a cada dia. Eu não sabia mais o que fazer, já não sabia o que sentir. Nada mais fazia sentido.

Quando dormíamos juntos eu tentava parecer feliz, contente de estar ao seu lado. Até que percebi que ele também não era mais o mesmo, não estava mais contente com isso. O amor que começamos a demonstrar aos outros era forçado.

Você o ama mesmo? Havia dito Eren. Eu já não sabia. Não sabia de mais nada. Só queria saber onde isso iria acabar. Ninguém estava feliz, ninguém sorria.

Ninguém fazia nada, e era disso que tinha mais medo.

Notas finais
eu vou correr, por que tem gente que vai querer me matar depois dessa.