Notas iniciais
Olá meninas como vão? Demorei um pouco mas aqui estou eu. Obrigada pelo imensa paciência de vcs, mas estou aqui e espero que gostem deste capítulo, obrigada a todas as mensagens deixadas, e gostaria de pedir aos fantasmas que deixem recado para a minha pessoa que responderei a todas, bjs

[RECAPITULANDO]

Darcy. Lindo, corajoso, apaixonado. Parecia um anjo. Mas beijava como um homem que estava há muito tempo sem uma mulher. Pensou que poderia resolver esse problema. Esses pensamentos a surpreenderam, já que desistira da vida mundana há bastante tempo. Mas estava há muito tempo sem o toque de um homem, e o dele era… inacreditável. Tinha alguns dias aqui, e pouco a fazer a não ser esperar.

Uma sedução bem planejada provavelmente ajudaria muito a convencê-lo de que ela era quem dizia ser. Ou, pelo menos, a deixá-la ficar.

Não podia acreditar nos pensamentos que passavam por sua cabeça. Seria isso mais algum efeito colateral da viagem no tempo a deixando confusa — ou era ele? Não importava. Achava que arranjara um meio mais simples de convencê-lo.

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Enquanto estava deitada lá, deitada na espuma da banheira, ela apertou o nariz e afundou na água espumosa.

E se mais tarde acabasse destruindo o coração na brincadeira de tentar seduzi-lo e descobrisse que acabou se apaixonando por ele?, Lizzie refletia cautelosa.

“Você não é nenhuma idiota. Aproveite, Elizabeth Bennet, e depois siga em frente!”

Porém seria como caminhar na corda bamba. Usufruir, divertir-se e depois se afastar sem nenhuma sequela. Ignorou a voz fraca em seu cérebro que dizia que essa teoria não era nada além de enganar a si mesma. Esse homem o atingira de um jeito que a perturbava muito mais do que queria admitir, até para si mesma.

Enquanto refletia sobre isso ouviu uma batida na porta seguida pela voz de Georgiana.

— Posso entrar? — Georgiana não esperou nem pela reposta e já foi invadindo o banheiro. — Papai me disse que a senhora estava aqui e que era para eu esperar, mas não tive paciência.

Lizzie sentou-se, sorriu para a menina.

— Bom dia como você está?

— Estou muito bem, queria muito poder ficar um pouco mais com a senhora, mas papai acha que eu não devo ficar te aborrecendo. — Respondeu Georgiana fazendo um beicinho.

— Mas você não está me aborrecendo, é muito bom tê-la aqui comigo. E pode me chamar de Lizzie.

Lizzie levantou os braços para afastar os cabelos que caiam em seus olhos e a menina se aproximou dela.

— Nossa, você é bastante peluda heim?

Lizzie sentiu o rosto ficar vermelho e rapidamente abaixou o braço. Não compreendeu o que Georgiana quis dizer.

— Como assim? Não é normal as mulheres desta época terem pelos nas axilas e pernas?

Georgiana deu uma risada gostosa.

— Não, não, minha tia sempre me disse que é bom manter os pelos longe dos lugares estratégicos, o que ela queria dizer com isso eu não sei, mas ela não tem pelo nas pernas e nem em baixo dos braços, ela sempre se depila, vou pedir para papai trazer um barbeador para ele te mostrar como funciona — agarrando o trinco da porta, Georgiana virou-se e gritou. — Papai, venha mostrar para a Lizzie como se depilar.

— Não Georgiana! Feche a por...

— Filha o que foi que você falou?

Tarde demais. Darcy veio pelo corredor e espiou por cima da cabeça da menina. Ficou óbvio que o homem e a menina a fitavam sob perspectiva totalmente diferentes.

— Filha eu já não disse que não era para você importunar a nossa visitante? — A pequena bronca não combinou com a expressão divertida e maliciosa de Darcy. Cruzando os braços e encostou no batente da porta.

— Ora papai, eu não estava importunando ninguém. Estávamos conversando e eu disse a Lizzie que a minha tia sempre se depilava, então como ela precisa fazer isso, achei que seria muito bom o senhor ensiná-la também.

Lizzie inspirou fundo e deu um sorriso sem graça, juntando as bolhas de sabão que ainda restava na banheira, bolhas essas que começavam a estourar.

— Filha, você foi muito indelicada.

— Não fui não, e não custa nada ajudá-la. Acho que ela usou somente sabonete na água, por que as bolhas estão começando a estourar.

Darcy ergueu uma sobrancelha. Desviando o olhar, andou pelo banheiro e tirou grandes toalhas verde-esmeralda do armário, shampoo, condicionador e um pequeno objeto de plástico rosa e uma lata de alguma coisa.

— As mulheres da sua época não se depilavam? — Colocou a toalha e os outros itens perto da banheira e, sem olhar, virou-se para sair.

— Darcy? — Ele parou, de costas para ela. Usava uma camiseta agora, junto com a calça de moletom. Mas aqueles cabelos brilhantes dele era uma tentação, fazendo-a ansiar por passar os dedos entre eles. — O que são essas coisas?

— Bem eu te entreguei um shampoo e condicionador para que lave o cabelo e isso é um barbeador. — Ainda estava de costas.

Franzindo a testa, Lizzie inclinou-se e pegou a coisa rosa.

— Essa coisinha é um aparelho de barbear? — Conseguia ver claramente, sob inspeção detalhada, que era exatamente isso.

— É claro que é.

— Papai, o senhor tem que ajudá-la — insistiu Georgiana.

Ela suspirou alto e alcançou o resultado esperado. Ele virou-se, mas manteve os olhos grudados em seu rosto.

— Poderia me mostrar como funciona? Mudaram drasticamente nos últimos duzentos anos.

Os olhos dele estreitaram-se ao procurar os dela, e ele tentava ao máximo esconder sua curiosidade.

— Eu vou ter que me levantar?

— Fique onde está — ordenou ele.

— Mas toda essa água não vai atrapalhar?

— Não se eu te mostrar como se faz, é quase parecido quando se faz a barba. — Então ele ajoelhou-se ao lado da banheira, pegou uma das toalhas e deu a ela. — Cubra-se.

— E molhar essa linda toalha?

Olhando com cara feia para ela, Darcy jogou a toalha na água, de forma que caiu bem no colo dela. Então pegou a lata, sacudiu e apertou um botão no topo. Espuma branca jorrou do bico para a mão dele. Lizzie sentiu os olhos arregalarem.

— Coloque uma das pernas para fora da banheira.

Um pouco desajeitada, Lizzie colocou uma das pernas para fora da banheira e ficou fascina da quando ele inclinou-se e passou a espuma por sua perna. O toque dele era quente e trêmulo, e tão bom que ela fechou os olhos e aproveitou.

Quando terminou de espalhar o creme, ele mergulhou as mãos na água para enxaguá-las. As pontas dos dedos encostaram-se à coxa dela, e ela percebeu que mais um pouco acabaria se jogando nos braços dele.

— Papai cuidado para não cortá-la.

A voz de Georgiana serviram para despertá-la. Darcy tentava não olhar para o ponto acima da perna para que não acabasse cometendo uma sandice com ou sem a filha ali ao lado.

— Eu não vou cortá-la querida. Agora, é só pegar o aparelho de barbear e… — Ele demonstrou passando a lâmina com cuidado pela perna dela. — Assim, viu? No sentido contrário ao nascimento dos pelos.

— Hum, hum — respondeu ela. Então abriu os olhos e encontrou-o olhando feio para ela. — Quer dizer, sim, claro. Mas… E se eu me cortar?

— Se você é quem diz ser, então já lidou com problemas bem maiores no seu tempo. E se pode lidar com eles, pode lidar com isso. — Ele deixou o barbeador na borda da banheira e levantou-se para sair.

— Sou quem digo ser. E você vai acreditar antes do café da manhã. Prometo.

Ele olhou para ela, e dessa vez seus olhos o traíram, descendo e olhando para o restante das bolhas de sabão que ainda restavam. Às pressas, virou-se agarrou o braço da filha e saiu do banheiro, fechando a porta com firmeza.