Notas iniciais
Boa tarde, queridas leitoras. Obrigada pelas mensagens deixadas, e felizmente já passamos dos 100 cometários. Seja bem vinda LB e para quem for mais nova por aqui, e tbm para todas as outras pessoas que estavam acompanhando. Esqueci de mencionar que eu havia mudado algumas coisas nos capítulos anteriores. E gostaria de pedir a todos que deixem recado (principalmente aos leitores fantasmas) não custa nada e o dedo não cai, kkkk. Bem deixa de conversa e aqui vai mais um capítulo para vcs.

[RECAPITULANDO]

Darcy chegou ao carro primeiro, abriu a porta e passou por cima dela para mexer na alavanca mais uma vez. Com um rápido movimento do pulso, virou a chave e gritou para elas saírem do carro quando o motor desligou.

***

— Pelo amor do senhor, o que você pensa que está fazendo? — gritou ele olhando para Lizzie. Então seus olhos amoleceram ao se virar para a filha. — Meu amor, você está bem?

— Claro, papai. Só estava mostrando para Lizzie como se dirige. Mas ela não é muito boa nisso, né?

O outro homem só chegara depois, ofegante e com o rosto vermelho.

— Quem é essa pessoa, e o que está fazendo no meu carro?

— Está tudo bem, Mr. Murple — disse Darcy calmamente, virando-se para o homem. — Nenhum dano. O carro está perfeito, viu?

Georgiana saiu do carro, e Lizzie achou que seria uma boa ideia fazer o mesmo. Estava muito envergonhada e trêmula com o ocorrido.

— Foi culpa minha — disse Georgiana, dando a volta no carro. — Quis tentar dirigir seu carro, Mr. Murple. Achava que sabia. Se Lizzie não tivesse pulado para dentro e parado o carro, não sei o que teria feito.

Darcy arregalou os olhos e encarou a filha.

— Georgiana Katerin Darcy, você sabe melhor…

— Senhor! — disse a Mr. Murple, indo até Georgiana e a abraçando contra sua barriga farta até que Lizzie suspeitasse que a menina fosse sufocar. — Pobre menina. Deve ter ficado com tanto medo. Oh, Mr. Darcy, você não deve puni-la por isso. Crianças sempre serão crianças. Eu nunca poderia ter deixado as chaves na ignição com uma criança da idade dela por perto. Onde eu estava com a cabeça?

Ele soltou Georgiana, que deu um sorriso angelical para o pai. E então Lizzie se encontrou sendo abraçado pelo onipresente Mr. Murple.

— E você! — falou ele, o apertando tanto até parecer que estouraria. — Uma heroína de verdade. Correndo atrás do carro e pulando para dentro para salvar uma menina! Que coragem!

— Obrigada — tentou dizer ela, mas as palavras ficaram sufocadas pelo abraço.

Ele a soltou, radiante.

— Darcy, não vai me apresentar a essa super-mulher interessante?

Disfarçando a raiva, Darcy disse:

— Claro, Vagner Murple, esta é Elizabeth B… — mordeu o lábio.

— Bennet — terminou Lizzie automaticamente. Darcy arregalou os olhos e lhe lançou um olhar que faria murchar uma alface fresca. — Hã, terceira — acrescentou ela.

Vagner piscou.

— É claro! Reconheceria você em qualquer lugar. Faz ideia da semelhança com sua tataravó? E ainda mais usando essas roupas, achei até que era ela mesma que estava aqui em minha frente.

Lizzie disfarçou um engasgo.

— Já me falaram que é extraordinária — disse Lizzie.

— Tenho de concordar. Por acaso o senhor está vendendo estes trajes também Mr. Darcy?

Pego desprevenido, Darcy tentou disfarçar.

— Por enquanto não. Só pedi para que Elizabeth a usasse para tirar umas fotos.

— Interessante, posso perguntar o que a traz a Pemberly, Miss. Bennet?

Lizzie franziu a testa, procurando uma desculpa.

— Ela é… Está traçando a árvore genealógica da família — disse Darcy rapidamente.

— Isso, estava ansiosa para ver como a casa da minha… tataravó estaria hoje.

— É claro que sim — disse Vagner. — Onde vai ficar enquanto estiver por aqui, Elizabeth?

— Aqui — respondeu ela.

Os olhos de Darcy a metralharam.

— Aqui? — repetiu Vagner. A animação terminou e algo mais se colocou em seu lugar nos olhos dele enquanto olhava de Darcy para ela. — Com Mr Darcy?

Darcy abaixou a cabeça, colocando a mão na testa.

— Bem, isso não é… Legal? — Perguntou Lizzie.

Vagner virou-se para Darcy, mas quando seus olhares se encontraram, o sorriso saiu radiante dos lábios dele.

— Tenho de ir agora. Você sabe, muito o que fazer. — Esticou a mão para Darcy. — As chaves, por favor.

Darcy as entregou e olhou enquanto Vagner entrava no carro e o ligava. O homem se assustou quando a música alta tocou e apertou um botão para desligá-lo. Um segundo depois, já se fora, espalhando poeira pelo caminho.

Darcy puxou o cabelo para trás com as duas mãos, inclinando a cabeça para cima.

— Nem sei por onde começar.

— Peço desculpas, Mr. Darcy — disse Lizzie. — Fiquei tão intrigada com o automóvel que fui insensata.

— Você não vai chegar nem perto de um carro de novo, a não ser que eu esteja com você. Entendeu?

Ela concordou, mas não pôde evitar um sorrisinho por causa da raiva dele.

— E você — disse ele para a filha. — Você mentiu para Mr. Murple. Quantas vezes já conversamos sobre honestidade?

— Bem, papai, não podia falar a verdade. Que Lizzie não sabia dirigir porque veio de outro tempo e tudo mais. Ele não acreditaria.

— Você… — Darcy olhou para Lizzie impotente. Ela encolheu os ombros.

— Além disso, você também mentiu para ele — disse Georgiana.

— Bem, é verdade, mas… Georgiana, eu… — E finalmente balançou a cabeça. — Está certo, eu também menti, e isso foi errado. Infelizmente, eu tive de…

— Então em vez de nunca mentir, devemos nunca mentir a não ser que seja necessário? — perguntou Georgiana.

A inteligência da menina era estarrecedora. E Lizzie sabia que só estava implicando com o pai agora. Felizmente, Darcy também sabia disso. Era possível perceber pelo modo como estreitou os olhos. Ele se abaixou e segurou os ombros da filha:

— Podem existir ocasiões em que você precise mentir para outra pessoa, principalmente se estiver fazendo isso para evitar que alguém se machuque ou que algum problema muito maior aconteça, ou porque sabe que ninguém vai acreditar mesmo. Mas nunca, nunca mesmo, você vai ter de mentir para mim. Entendeu? Não importa o que me disser, vou acreditar em você. Então, nunca vai precisar esconder a verdade de mim, viu?

— Certo, papai.

— Que bom.

— Papai mais tarde podemos ir ao shopping comprar roupas para Lizzie? Ela não pode ficar andando por aí com as dela.

Darcy pestanejou por um momento, de fato era importante que as pessoas não vissem Lizzie usando aqueles vestidos de época, então teria que dar um jeito naquela situação.

— O que há de errado nas minhas roupas? E o que o que é esse tal de shopping?

Quando Darcy a olhou e viu que Lizzie estava com cara de paisagem, ele deu um suspiro.

— Como as pessoas da sua época faziam compras?

— No caso de roupas, havia costureiras que faziam nossas roupas, e se precisássemos de mantimento, íamos até a pequena venda.

— Bem, aqui existe os shoppings, que é um lugar em que vamos para comprar tudo o que precisamos em um só lugar, desde roupa até o mantimento.

— Interessante. Não existem mais costureiras nesta época?

— Existem, mas é mais fácil ir comprar uma roupa já pronta.

— Quero muito conhecer.

— Tudo bem, mais tarde resolveremos isso.

— Legal papai. Posso ir andar de bicicleta agora?

— Por acaso você terminou de tomar o seu café da manhã?

— Acho que não.

— Então termine e depois você vai poder andar de bicicleta.

— Só se Lizzie puder ir comigo.

Ele assentiu, e ela saiu correndo em direção aos fundos da casa.