Notas iniciais
Olá meninas, como vão? Obrigada pelas mensagens deixadas para a minha pessoa. O capítulo anterior foi pequeno, mas esse vai ser grande. Espero que gostem. Por favor deixem seus recados, que responderei a todas, e para aqueles que ainda não deixaram, por favor, não vai cair a mão de ninguém e me deixa muito feliz. Até o próximo capítulo...

[RECAPITULANDO]

A filha assentiu e foi fazer o que ele havia pedido. Assim que saiu do quarto, não acreditando realmente que a filha o obedeceria com relação a abrir as portas dos quartos para ver como estava Elizabeth, Darcy resolveu trancar as portas do seu quarto e o da própria. Pois conhecendo a curiosidade de filha resolveu seguir o velho ditado, o seguro morreu de velho e ele não queria ter que responder a perguntas cabeludas sobre o fato de Elizabeth estar nua na sua cama em vez da dela.

*****

Elizabeth ergueu os braços acima da cabeça, bocejou, e estendendo-se languidamente semiacordada. O movimento deslocou o lençol até sua cintura. Sentiu o ar frio bem em seus seios nus.

Ela sonolenta enconchou seus seios, esfregando os mamilos com seus polegares. Mmm, isto tão bom. Ela se sentiu bem. Ela não podia lembrar a última vez que ela se sentia tão bem ao acordar. Suas mãos deslizavam de seus seios até a cintura, deslizando sobre a pele lisa, nua. Nua? Ela levantou-se e sentou olhando ao redor.

Todo o seu corpo estava descoberto. Onde estava a roupa que ela estava vestida? Ela nunca foi para a cama nua. E se a casa pegasse fogo e ela tivesse que sair no meio da noite? Ela não queria ficar preocupada com a falta de roupas se o pior viesse a acontecer.

Não só ela estava nua, mas seu corpo estava todo pegajoso, especialmente entre as pernas, como se ela tivesse tido relações sexuais recentemente.

Sexo. Fitz.

Oh senhor, ela dormiu com Darcy bonitão. Se bem que dormir não foi bem o que eles fizeram... Sacudiu a cabeça, ela se corrigiu. Ela teve excelente relações sexuais com Fiztwilliam Darcy, o homem que descobrira que amava e que concordou em ser a sua amante. E percebeu que apesar de ter descansado, seu corpo estava dolorido em algumas partes.

No interior entre suas pernas, seus músculos reclamavam contra sua manipulação recente. Tinha ficado só muito tempo desde que eles tinham sido usados assim.

Quem ela estava enganando? Eles nunca foram usados assim.

Nem mesmo quando esteve com George, foi daquele jeito, alias tirando a sua primeira vez, os poucos momentos que passaram juntos, nunca ficou assim. Este Homem — Fitzwilliam Darcy, além de muito experiente, era um homem grande em todos os sentidos. Só torcia para que aquela dorzinha incomoda fosse passageira.

Ela pressionou acima de sua cabeça já que não havia nada lá, para ajudar ela.

— Céus, Lizzie, o que você estava pensando?

Ela fez amor muito bem feito, diga-se de passagem, ou em outras palavras sexo desprotegido, com o homem que havia prometido a si mesma não se envolver, e agora era a sua amante.

Céus, ela estava tão desesperada? Aparentemente, ela estava.

Se ela tivesse batido o pé e tivesse falado que não queria que ele avançasse o sinal, e fosse para o quarto, nada daquilo teria acontecido.

Então você teria perdido o seu beijo e todo o resto. O homem sabia como beijar e usar apenas os dedos para satisfazê-la.

— Arrrgghh! Basta, você tem que reconhecer Lizzie. Você entregou sua vagina às mãos do homem experiente, após o primeiro orgasmo. E como não bastasse ficou pedindo "mais, mais, por favor." Você é tão patética.

Se ela conseguisse manter as coxas fechadas por tempo suficiente para caminhar, seria um milagre.

Depois de ontem à noite, ela tinha certeza de que eles ficariam dobrados em uma posição permanentemente aberta. Ela nunca foi flexível, mas que pode ter se tornado.

Ela realmente queria voltar a dormir, para ver se as coisas voltavam ao normal, mas tinha coisas para fazer. Estava levantando-se da cama, quando notou um pequeno bilhete junto com dois copos de leite roxos em cima da mesinha de cabeceira ao lado da cama. Sentiu o coração dar um salto de felicidade.

Fitz mandou flores? Que doce.

Ela pegou as flores e as levou até o nariz para poder sentir o cheiro. Ele deveria ter acordado bem cedo a fim de poder arrumar aquelas flores para ela. Amou o gesto dele, nunca imaginou que faria uma coisa assim.

Pegando o bilhete que ele havia deixado, reparou na bonita caligrafia dele e começou a lê-lo:

“Querida Lizzie.

Mil desculpa por não estar ao seu lado. Gostaria de tê-la acordado com o meu corpo bem dentro do seu. Não vejo a hora de amá-la novamente. Para mim ainda é um sonho tê-la do meu lado. Tive que levar Georgiana, para a aula de Ballet e depois a natação, não sei que horas vou chegar, talvez até a hora do almoço nós já estaremos em casa. Pois ontem a noite foi tudo muito intenso e mal tivemos cabeça para dizer alguma coisa decente. Quando eu chegar, nós vamos conversar direito. A única coisa que te peço é que nós nos mantermos discretos na frente dela, isso é muito importante para mim.”

Beijos, F.D.

Mais uma vez Elizabeth sentiu o rosto ficar vermelho com tanta sensualidade que continha naquela carta. Suspirando, deixou o bilhete e as flores de lado, e cautelosamente rolou para fora da cama e mancou para o banheiro determinada a lavar a lembrança do seu toque no corpo. Ela tinha coisas a fazer hoje e ficar pensando sobre Fitz não estava em sua lista de afazeres.

Antes que entrasse na ducha, estacou com a boca aberta em frente ao espelho, observando o seu reflexo. Seus seios estavam com algumas marcas roxas, assim como em outras partes de seu corpo, eles estavam sensíveis e como não bastasse ao se virar e olhar para as nádegas, também viu que os dois lados tinha as marcas das unhas de Darcy. Nossa, ela havia ficado tão extasiada com a potência sexual dele, que nem havia passado pela a sua cabeça que poderia ficar marcada pela intensidade dele.

Suspirando, agradeceu internamente, por mais ninguém ver aquelas marcas, o que queria fazer agora era tomar uma ducha quente. Esperava que pudesse soltar os músculos. Ela usou os músculos a noite passada em lugares que ela não sabia que tinha músculos.

Fechando o chuveiro, vestiu um roupão que estava pendurado que tinha o cheiro de Fitz, Elizabeth voltou para o seu quarto, guardou com carinho o bilhete junto com as flores em uma gaveta de roupa íntima, ficou indecisa sobre o que vestiria. As roupas que havia comprado a desafiava e muito, pois levaria um tempo até que se acostumasse com todas elas, principalmente a falta do espartilho, pois sem ele lhe dava uma liberdade que nunca teve. Depois de muito procurar, pegou uma calça jeans preta e uma camiseta laranja. Tanto a calcinha como o sutiã era de renda. No primeiro momento, achou muito estranho aquela liberdade que a aquelas roupas lhe davam. Olhando-se no espelho, que tinha no closet, gostou do resultado.

Voltando para o quarto de Fitz, desamarrou as restrições da cama, sentindo o rosto corado, pegou as roupas sujas na cama junto com as peças íntimas que usara na noite anterior e as levou até a lavanderia ao lado da cozinha e as enfiou na máquina de lavar. Segundo o manual de instrução, colocou o sabão em pó e a ligou, torcendo para que tivesse feito tudo certo. Aproveitando que estava ali, apanhou alguns lençóis e levou consigo. Então ela acendeu algumas velas perfumadas de baunilha que havia encontrado no quarto. A suíte de Fitz cheirava o perfume dele e a sexo. Mesmo depois de trocar por lençóis limpos na cama, ela ainda podia sentir seu cheiro maravilhoso. Ela pulverizou o colchão e travesseiros com um desodorante, e refez a cama. Enquanto passava, ela atravessou a pulverização no resto da casa. Ela descobriu uma parte do problema na noite passada. O homem cheirava bem, muito bem. Seu cheiro era como o mais profundo, mais escuro, mais rico chocolate, do tipo que apenas por você olhar já sabia que tinha ganho dez libras, por ser tão bom, e você não seria capaz de parar até que cada pedacinho se fosse. O tipo que derretia na língua, enquanto o seu sabor explodia em sua boca, imediatamente viciante e "delicioso". Ele deveria vir com etiquetas de advertência, e a vergonha que passaria, ela estava feliz pelo fato dos homens daquela época terem um cheiro tão bom, muito diferente do da sua, que não existia produtos higiênicos.

Foi para a sala de vídeo para verificar se o sofá continha algum fluído, constatou que Fitz deveria ter limpado, pois não havia nada ali que os incriminassem.

Depois de ter arrumado toda a parte de cima, ela foi até a cozinha. Na porta da geladeira, tinha outro bilhete pregado com um ímã. Apanhando-o ela o leu:

“Vou deixar o número do meu celular anotado e caso precise ligar para mim, tem um aparelho ao lado da porta, é só apanhar o receptor e ligar no meu número.

Deixei o seu café da manhã pronto, espero que goste. Não quero que fique novamente doente.”

Beijos F.D.

Quem diria, heim?

O homem era por inteiro romântico, mas não dava o braço torcer. Sorrindo, abriu a geladeira para ver o que ele havia deixado para matar a sua fome, e encontrou uma bandeja contendo um prato coberto contendo, um tipo de pão que ela nunca havia visto antes, bolinhos e geleia cobertos com um plástico transparente. Havia frutas, iogurte, suco de laranja e leite. Apanhou a bandeja e sentou-se no balcão. Estava tão faminta que dava vergonha. Geralmente, comia metade daquilo, mas, depois de tanto sexo na noite passada, ela estava morrendo de fome. Após tomar seu café da manhã, ela limpou a bagunça que havia feito e dando uma conferida nas horas, percebeu que tinha algum tempo, começou a preparar o almoço para eles, pois ela queria retribuir o que foi feito a ela até então. Resolveu fazer um guisado de carne com legumes que encontrou na geladeira, e fez uma pequena anotação para lembrar a Fitz que precisava comprar alguns mantimentos, pois a sua dispensa estava começando a ficar fazia.

Aproveitando que o guisado estava no forno e que demoraria um pouco para ficar pronto, ela queria matar a curiosidade sobre Darcy. Já que eram amantes, o mínimo que podia fazer era tentar descobrir algo mais a respeito dele.

Uma busca apurada pele closet dele, encontrou uma boa quantidade de dinheiro, joias, mas nada que dissesse respeito ao passado dele.

Lembrou-se que haviam lhe dito que no sótão ou no porão, tinham algumas coisas guardadas e ela queria dar uma olhada para ver se conseguia achar algo interessante. Subiu as escadas e abriu a porta do sótão que Darcy transformara em academia, que assim como o restante da casa, estava totalmente mudado. Tinha vários aparelhos, dos quais mais uma vez ela não sabia dizer para o que serviam. Nem precisou ficar muito tempo por ali, para descobrir que não era o lugar certo. Sendo assim, ela desceu até o porão. E mais uma vez se admirou como o bom gosto pela decoração.

O porão era enorme, tinha vários jogos eletrônicos, uma mesa de bilhar e um barzinho em um dos cantos. Atravessando a sala, abriu uma das portas e se deparou com uma espécie de sala de brinquedos, fechando aquela porta, abriu outra e achou o que estava procurando, era um escritório simples, mas muito bem organizado. Abrindo os armários, encontrou uma grande caixa com o título álbuns de fotos. Pegando-a levou até a mesa e a depositou, não tinha como negar que sentia o coração disparar, ao abrir e pegar o primeiro.

Fitz era tão organizado, que ao folhear as páginas, embaixo de cada foto havia uma legenda, dizendo quem era quem, o ano e local. Com isso ela conheceu alguns dos parentes de Fitz. Assim que terminou aquele, apanhou outro que tinha a data de 2008 e seu coração quase parou ao ver uma linda mulher grávida e soube instintivamente que aquela pessoa era a mãe de Georgiana.

Aflita, sentira o estômago dar voltas, não podia voltar atrás, pois foi por aquela razão que resolvera mexer nas coisas do homem que amava. Queria conhecer a fisionomia da mulher que teve a coragem de sumir da vida dos dois. Sabia que tinha de fazer aquilo. Passou uma das mãos sobre a testa unida. Com as mãos tremendo, continuou folheando as páginas.

Elizabeth balançou a cabeça. Senhor, não se admirava por Fitzwilliam ter se apaixonado por uma mulher loira tão linda. Tinha as maçãs do rosto de uma deusa. Lábios carnudos e grandes olhos azuis que eram capazes de engolir uma pessoa inteira. Uma parte dela se ressentia por saber que esta mulher fizera Fitwzwilliam sofrer e abandonara a própria filha. Outra parte sentia um ciúme insano. Esta mulher tivera o coração de Fitzwilliam nas mãos. Ele a amara. Talvez, bem lá no fundo, ainda ame. Elizabeth vinha tentando não pensar muito nessa suspeita, mas ela invadira sua mente agora. Ele a amava. Ela o fizera sofrer. Ele nunca mais se permitiu amar de novo. Era possível que o motivo fosse porque nunca superara esse amor.

Viu a mulher grávida com a barriga imensa. Nas fotos ela sorria aparentemente feliz e radiosa.

Elizabeth virou as folhas, uma a uma. Fotografias de Fitz e aquela mulher juntos, em várias poses. Em uma delas, ambos se beijavam, em outras estavam abraçados. Outras de Georgiana com poucos minutos de vida. Uma foto do rosto pequenino mamando no seio da mãe. Várias, dentro da banheira cor-de-rosa, sorrindo. Os três, na cadeira de balanço, com Georgiana no colo de Fitz. Ela parecia ainda menor, nos braços grandes e fortes do pai. Terminando de folhear aquele álbum, notou que não havia mais fotos da tal mulher, somente de Fitz e Georgiana. Não sabia dizer se ela havia de fato falecida, ou se simplesmente havia abandonado pai e filha. Teria que descobrir.

Levou um susto, quando ouviu um som, não sabendo o que era, até percebeu que um pequeno aparelho preto em cima da mesa era o causador do seu susto.

Tirando o receptador do gancho o levou receosa para a orelha.

— Pronto? — Perguntou ela sem saber direito se era assim que fazia.

— Lizzie, sou eu Georgiana. Estou ligando para dizer que eu e papai vamos ao supermercado comprar algumas coisas e que daqui a pouco já chegaremos ai. Papai disse que não é para se preocupar com o almoço.

Ela estava fascinada pela forma que aquele aparelho funcionava, sem nem mesmo ver a pessoa a sua frente.

— Diz a ele que eu já preparei o almoço. — Ela ao fundo ouviu a menina dando o recado ao pai.

— Ele agradeceu e disse que daqui a pouco estaremos aí.

— Tudo bem, até daqui a pouco.